13 de março de 2021

Polícia Federal lançou operação contra pastor que orou por novo holocausto contra os judeus

 

Polícia Federal lançou operação contra pastor que orou por novo holocausto contra os judeus

Julio Severo

A Polícia Federal lançou a Operação Shalom em 12 de março de 2021, contra um pastor que ofendeu a comunidade judaica.

Polícia Federal na igreja de Tuparani


Tupirani da Hora Lores, o pastor alvo da investigação, tornou-se notório internacionalmente depois de liderar uma oração em 2020 em sua igreja para que Deus destruísse os judeus.

De acordo com o jornal The Jerusalem Post, Tupirani orou a Deus para “destruir os judeus como vermes” e provocar um segundo Holocausto. O jornal judaico acrescentou:

“Massacre os judeus, Deus, acerte-os com sua espada, pois eles deixaram Deus, deixaram as nações,” gritou o pastor Tupirani da Hora Lores para dezenas de membros no início deste mês (junho de 2020) em sua igreja em Geração Jesus Cristo, mostra uma gravação do evento. Seus membros são ouvidos repetindo suas palavras apaixonadamente.

“Eles tramaram, saíram com prostitutas e quando foram instruídos a se arrependerem disseram que fariam isso, mas mentiram,” disse o pastor, possivelmente em referência às conversões forçadas ao Cristianismo durante a Inquisição.

“Deus, o que você fez na Segunda Guerra Mundial, você deve fazer de novo, é isso que pedimos em nossas orações a você: Justiça, justiça, justiça!” da Hora Lores gritou para sua igreja, uma pequena e radical congregação evangélica.

Tupirani é um “pentecostal” muito isolado e não representa o pentecostalismo brasileiro, que é muito amigo de Israel. Aliás, quando o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu visitou o Brasil em 2019, ele disse:

“Não temos melhores amigos no mundo do que a comunidade evangélica, e a comunidade evangélica não tem melhor amigo no mundo do que o Estado de Israel.”

Então, a oração de Tupirani pedindo um novo Holocausto contra os judeus, interpretada pelo Jerusalem Post como sendo as conversões forçadas dos judeus à Igreja Católica durante a Inquisição, nada tem a ver com os evangélicos brasileiros, que são em sua maioria pentecostais que rejeitam a Inquisição.

Aliás, meus artigos lideram esforços para lutar contra a reabilitação da Inquisição. Elogio os esforços dos judeus para lutar contra o movimento de defesa da Inquisição no Brasil. Menciono de forma sistemática e positiva um livro contra a Inquisição escrito pelo pai de Netanyahu.

Tenho também vários artigos contra o que os nazistas fizeram contra os judeus no Holocausto, inclusive este: “Dia da Memória do Holocausto: Poucas pessoas sabem as consequências do antissemitismo.”

Obviamente, o movimento de defesa da Inquisição no Brasil odeia meus artigos. O ódio deles não é diferente do ódio de Tupirani, que em um vídeo do YouTube de 2019 me chamou de “covarde.”

As ações da Polícia Federal contra Tupirani por seu discurso contra os judeus são corretas. Mas se o discurso dele é semelhante à Inquisição, como apontou o The Jerusalem Post, o que a Polícia Federal vai fazer contra vídeos e artigos na internet brasileira reabilitando a Inquisição? O que a Polícia Federal vai fazer contra Olavo de Carvalho, o mais proeminente defensor do revisionismo da Inquisição no Brasil?

No Brasil, sentimentos pró-Inquisição são incomuns entre os evangélicos e pentecostais, mas comuns entre os adeptos católicos de Carvalho.

Allan dos Santos, um dos principais apoiadores católicos do revisionismo de Carvalho, também me chamou de “covarde” em um de seus vídeos de YouTube, como fez Tupirani. Ele também foi alvo de uma investigação da Polícia Federal em 2020 por notícias falsas, mas fugiu para os EUA antes de ser preso.

Verdadeira covardia é orar por um novo Holocausto e defender a notícia falsa nojenta de que a Inquisição não torturou e matou multidões de judeus inocentes.

Versão em inglês deste artigo: Brazilian Federal Police Launched Operation Against Pastor Who Prayed for New Holocaust Against the Jews

Fonte: www.juliosevero.com

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4 comentários :

Daniel Agl disse...

As diretivas do STF desse caso poderá abrir uma brecha para perseguirem toda a igreja de Cristo. Basta julgá-lo como "extremismo" ou "radicalismo" e tudo poderá ser considerado como tal pois crimes de opinião são condenados por temas relativos. Um crime sem vítima.

É por isso que defendo a liberdade de expressão, sendo crimes apenas os crimes contra a propriedade dos indivíduos (corpo, bens).

Defendo a liberdade de expressão até desse pastor ridículo, mas não vejo com bons olhos essa investigação/prisão.

Imagina as novas manchetes:
"Polícia Federal lançou operação contra pastor que orou por queda da PEC do aborto"
"Polícia Federal lançou operação contra pastor que orou por 'libertação' de homossexuais"

Oremos para que Deus nos livre! Se não teremos de fazer uma secessão para ter um novo Estado que não criminalize conceitos relativos como opiniões e desejos.

Anônimo disse...

Esse líder religioso é mesmo antissemita, assisti o vídeo completo dele praticando antissemitismo, realmente é uma pessoa desiquilibrada e desprovida de bom senso e sem respeito.

Alexandre disse...

Será que esse cidadão nunca leu salmos 122:6-8?

rogerio disse...

Pastor olavista que odeia judeus e protestantes.