29 de novembro de 2020

Nietzsche Errou: Deus Não Está Morto. A Teologia da Igreja dele Estava Morta

 

Nietzsche Errou: Deus Não Está Morto. A Teologia da Igreja dele Estava Morta

Julio Severo

O filósofo ateu Friedrich Nietzsche (1844—1900) chegou a uma conclusão que muitos jovens de igrejas sem dons espirituais carismáticos chegam: Deus está morto — em suas almas!



Isto é, Deus não está morto na verdade, mas quando esses jovens por obrigação moral or imposição dos pais iam à igreja, o que eles viam? Litugia, sermões vazios e sem graça, cânticos que mais pareciam canções fúnebres. Eles chamavam aquilo de culto. Nietzsche pareceria chamar aquilo de velório. Quem poderia discordar dele?

Décadas atrás, fui a uma igreja luterana sueca. O pastor parecia estar mininistrando num culto fúnebre. Os membros cantavam como se estivessem em um velório. O ambiente era gelado — típico gelo nórdico e típico gelo espiritual. Era mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que a presença do Espírito Santo ali.

Teologia sem liberdade do Espírito Santo é como um cadáver sem vida. Corpo sem respiração e sem vida é morto.

Mesmo assim, silenciosamente para não atrapalhar o velório que eles chamavam de culto, eu orava em meu espírito para que o Espírito Santo fosse derramado na igreja morta.

Não era por acaso que Nietzsche via Deus como morto. Ele era membro da Igreja Luterana, que se esvaziou tanto da presença de Deus que tudo o que os membros podem sentir ali é um pouco mais que velório.

Minha esposa nasceu em lar luterano. Tudo o que ela lembra é muita liturgia e cultos que mais pareciam velórios. Parece que a única vez que os pastores adquiriam alguma emoção era na hora de pregar conta os dons sobrenaturais do Espírito Santo. Esses pastores, cheios de teologia morta e vazios da presença de Deus, estavam seguros de que esses dons eram do diabo.

O resultado trágico era que quando um membro luterano adquiria uma doença terminal, ele tinha medo de buscar um pastor pentecostal para orar. Pedir oração para o pastor luterno? Nem pensar! A oração do pastor luterano nada mais era que um velório litúrgico.

Geralmente, os membros luteranos buscavam de forma escondida pais-de-santo. Afinal, se os pastores luteranos pregavam tanto contra os pastores pentecostais e contra os dons do Espírito Santo, os bruxos não deviam ser uma opção tão má.

Tragicamente, conheci pessoalmente luteranos que tinham muito medo de pedir oração para pastores pentecostais, mas não tinha medo de buscar bruxos. Por quê? Porque a oposição real dos pastores luteranos era os pastores pentecostais, não os bruxos.

Então, quem pode culpar Nietzsche? Ele era filho de pastor luterano. Ele passou a juventude inteira frequentando os “velórios” da Igreja Luterana. Depois de tal experiência, ele só poderia chegar a duas conclusões lúgubres: Deus está morto ou Nietzsche estava espiritualmente morto.

Contudo, devo advertir que já vi os mesmos velórios na Igreja Católica, na Igreja Presbiteriana e outras igrejas de estilo mais liturgico. Elas tinham hinos, sermões e templos requintados. Mas eram vazias da presença do Espírito Santo.

E onde a presença do Espírito Santo está ausente, demônios ocupam espaço na igreja e entre membros. Lembra da sinagogas? Eram as igrejas dos judeus. Nas sinagogas havia liturgia e hinos, especialmente cantos dos Salmos. Havia leitura da Bíblia. E incrivelmente, havia manifestações de demônios.

E o que Jesus e seus discípulos faziam nas sinagogas? Eles expulsavam demônios. Lição importante: Demônios podem habitar igrejas e sinagogas. Demônios habitavam Nietzsche, que passou sua juventude frequentando a Igreja Luterana.

E por que não se deveria pensar que hoje onde há liturgia e hinos, especialmente cantos dos Salmos, e leitura da Bíblia, não há manifestação de demônios?

Igrejas deveriam ser hospitais espirituais. Pessoas que entram nas igrejas com doenças, opressões e demônios deveriam encontrar curas.

Nietzsche entrou numa igreja oprimidido e satanizado. E para piorar, a Igreja Luterana que o recebeu estava cheia de teologia e vazia da presença, manifestações e dons do Espírito Santo.

Por mais elegante que pareça, teologia não cura, não liberta e não salva. Nietzsche descobriu isso por experiência própria. Mas em vez de concluir que sua igreja e teologia estavam mortas, ele concluiu que Deus estava morto — só porque a igreja e a teologia dele estavam muito longes de Deus. Longe e mortas.

A Encicloédia Concisa Britânica disse:

Nietzsche, Friedrich (Wilhelm)

nasceu em 15 de outubro de 1844, Röcken, Saxônia, Prússia

morreu em25 de Agosto de 1900, Weimar, Thuringian States

Filósofo e escritor teuto-suíço, um dos mais influentes pensadores modernos.

Filho de um pastor luterano, estudou em Bonn e Leipzig e aos 24 anos tornou-se professor de filologia clássica na Universidade de Basel. Ele se aproximou do mais velho Richard Wagner, em cujas óperas ele viu o potencial para o renascimento da civilização ocidental, mas rompeu com Wagner furiosamente em 1876. Seu “Nascimento da Tragédia” (1872) continha importantes discernimentos sobre o drama grego antigo; como “Meditações Intempestivas” (1873), é dominado por uma perspectiva romântica também influenciada por Arthur Schopenhauer. Problemas mentais e físicos o forçaram a deixar seu cargo em 1878, e ele passou 10 anos tentando recuperar sua saúde em vários resorts, enquanto continuava a escrever prolificamente. Suas obras de “Human, All Too Human” (1878) a “The Gay Science” (1882) exaltam a razão e a ciência, fazem experiências com gêneros literários e expressam sua emancipação de seu romantismo anterior. Seus escritos maduros, particularmente “Beyond Good and Evil” (1886), “A Genealogy of Morals” (1887) e “Assim Falou Zarathustra” (1883-92), preocupavam-se com a origem e função dos valores na vida humana. Se, como ele acreditava, a vida não possui nem carece de valor intrínseco e, no entanto, está sempre sendo avaliada, então tais avaliações podem ser lidas com proveito como sintomas da condição do avaliador. Ele atacou violentamente o Cristianismo e anunciou a morte de Deus. Seu grande colapso em 1889 marcou o fim virtual de sua vida produtiva. Ele era reverenciado por Adolf Hitler por sua aversão à democracia e seu ideal heróico do Übermensch (Superman)… Suas análises dos motivos e valores que fundamentam a religião, moralidade e filosofia ocidental tradicional afetaram gerações de teólogos, filósofos, psicólogos, poetas, romancistas e dramaturgos.

© 2005 Encyclopædia Britannica, Inc.

Se eu frequentasse uma igreja luterana, presbiteriana, episcopal ou católica e visse um monte de liturgia, sermões inócuos e cânticos de velório, eu chegaria só a duas conclusões se eu não fosse um cristão espiritual: ESTOU MORTO. Ou: Deus está morto. Mas como cristão espiritual eu teria apenas uma conclusão: Essas igrejas estão mortas.

Nietzsche estava errado. Deus não está morto.

Depois que fui batizado no Espírito Santo e recebi dons sobrenaturais do Espírito Santo, experimentei a plenitude da presença do Espírito e suas manifestações. Com tal autoridade, posso em nome de Jesus pregar o Evangelho com poder, curar os enfermos e expulsar demônios.

Ao que tudo indica, nem Nietzsche nem sua Igreja Luterana tinha tais experiências. Não é pois de admirar que Nietzsche achava que Deus estava morto. E duvido muito que os outros luteranos de sua igreja tinham uma experiência com o Deus vivo e sobrenatural.

Deus não está morto em igrejas que não dão liberdade ao seu Espírito Santo. Ele só está ausente, até ser convidado a se manifestar.

Deus não está morto em corações humanos. Ele só está ausente, até ser convidado a se manifestar.

Corações vazios e duros concluem que a falta de vida no interior deles é evidência de que Deus está morto.

Corações vazios que têm fome e sede de Deus acabam, cedo ou tarde, se enchendo da plenitude do Espírito Santo.

O que você pode fazer? Mesmo sendo filho de pastor luterano ou filho de um pastor de outra igreja cristã, você não é obrigado a passar a juventude inteira na igreja evangélica com o vazio e dureza de Nietzsche. Você pode orar audivelmente:

“Deus, meu pai é pastor, mas eu não te sinto. Deus, vou vou a igreja fielmente, não sinto nada da sua presença na minha mente, alma e interior. Por isso, me abro para ti. Derrama em mim o mesmo Espírito Santo de poder que o Senhor derramou nos apóstolos. Derrama em mim os dons do Espírito Santo. E enche-me tanto da tua presença e profundo amor por Jesus que não sobre lugar para mais nada. Em nome de Jesus!”

Faça essa oração diariamente.

Não sei se Nietzsche estaria aberto para tal oração. Mas se ele estivesse, a vida dele mudaria totalmente e ele teria proclamado no mundo inteiro: DEUS ESTÁ VIVO!!!!! Seu Espírito Santo vive em mim!

Versão em inglês deste artigo: Nietzsche Was Wrong: God Is Not Dead. His Church Theology Was Dead

Fonte: www.juliosevero.com

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2 comentários :

Gabriel Tavares disse...

Tens razão irmão Julio Severo,infelizmente até hj essas igrejas históricas são assim,tanto a Luterana, como a Presbiteriana,digo por experiência própria,pq já frequentei ambas e via pessoas mortas espiritualmente nessas igrejas,tendo uma vida completamente mundana,carnal,pois só se preocupam com teologia e rituais,na Presbiteriana que fiquei mais tempo,via muita preocupação com o calvinismo,com a teologia da Predestinação,uma vez salvo,salvo para sempre e não buscavam os dons espirituais,eu mesmo, só fui ter um encontro verdadeiro com Deus ,quando me transferi para a Assembleia de Deus,claro essa igreja não é perfeita,como nenhuma é,perfeita só será a Nova Jerusalém quando Nosso Senhor Jesus Cristo voltar,mas na AD eu vejo um ambiente mais propício para se ter um encontro com Deus,viver os dons,pois se busca o batismo com o Espírito Santo,todos crêem em milagres,profecias, revelações,se busca o sobrenatural,isso aviva a igreja.

O Sousa da Ponte - João Melo de Sousa disse...

O grande problema dos milagres, curas, benzeduras, feitiços, despachos é a educação dos povos.

Se num pais como o Brasil em que o sistema de ensino é péssimo ou no EUA em que temos um terço da população tem educação e rendimentos ao nível do terceiro mundo é fácil o avivamento.

A Iurd foi a que melhor utilizou este método. Milagres pequenos e grandes, paralíticos a correrem, desencapetamento. fuga de demônios a sete pés, prosperidade econômica e um sem fim de prodígios.

O problema é fazer estes prodígios com populações educadas.

Querem ver relatórios médicos, análises e um sem número de provas e evidências que dificultam de sobre maneira o milagre.

As igrejas evangélicas na Europa são predominantemente para emigrantes pobres das Américas. Não tem clientes locais por aí além. O sistema de ensino em Portugal é muito razoável, como nos outros países europeus, e mesmo uma doméstica portuguesa é difícil de convencer dum milagre mal feito. Querem saber se o paralitico tinha processo na segurança social, se tinha habilitação para conduzir, quais os relatórios médicos anteriores....e aí fica difícil.

A um pastor que fale línguas estrangeiras pedem-lhe Húngaro ou Coreano e aí a coisa fica difícil, perante um feijão que cura a COVID começam a rir-se.

É um publico difícil.

São muito desconfiados e muito lidos em autores cépticos.

Mesmo em Fátima que há 60 anos experimentava milagres diários nos últimos anos esses escasseiam.

As gerações mais novas querem , a exemplo de Tomé, ver para crer.

E querem ver documentos, atestados, pareceres e outros artigos sem valor para quem tem verdadeira fé, que são incompatíveis, pela sua natureza mundana com a verdadeira fé.

Pouco haverá a fazer.

A Maçonaria e os ateus impuseram um sistema de ensino perverso.

Primeiro é universal. Nem toda a gente precisa de conhecimentos de ciência para viver uma vida feliz.
Segundo é baseado em espirito critico e ciência. O que não é bom para todos. A ciência e cultura são necessárias para o progresso mas nem todos entendem as suas consequências.

Há solução ?

Há claramente. Aproveitar que há um governo conservador no Brasil e lutar pelo ensino em casa.

Retirar do ensino público a evolução, a geologia e grande parte da história. Assim como a cosmologia ateia e as matéria anti bíblicas.

Favorecer as escolas religiosas em desfavor das escolas cientificas.

Em meia duzia de anos as coisas voltavam ao normal.

Quanto à Europa, Canadá e parte rica dos EUA pouco me parece que haja a fazer.

No Brasil ainda há esperança.

Haja coragem e vontade.