15 de julho de 2020

Como solução para a corrupção generalizada, católicos direitistas pregam a volta da monarquia


Como solução para a corrupção generalizada, católicos direitistas pregam a volta da monarquia

Julio Severo
“A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, foi um ‘golpe’ que afundou o Brasil em corrupção. A solução? Restaurar a monarquia e o Poder Moderador e entregá-los com uma coroa a dom Luiz de Orléans e Bragança, bisneto da princesa Isabel. Essa é a opinião de brasileiros de diferentes origens e profissões que dedicam parte de suas vidas a defender a volta da monarquia ao país,” disse o portal de notícias UOL.
Descendentes de confederados evangélicos americanos no Brasil
O movimento monarquista poderia ser considerado irrelevante ou até mesmo insignificante. Mas pelo fato de que o povo brasileiro está numa grande onda conservadora e o sr. Bragança vem sendo apresentado como voz e referência conservadora, é preciso analisar se a monarquia de fato repesentou reais valores conservadores, que incluem capitalismo, liberdade de expressão e liberdade religiosa.
Aliás, a imagem de uma monarquia conservadora vem sendo avançada de tal forma que Bragança foi alavancado como um dos principais palestrantes da CPAC Brasil 2019, considerado o maior evento “conservador” do Brasil, embora tenha sido reconhecidamente politizado e, contrário a todos os valores conservadores, foi totalmente financiado por dinheiro de impostos. Isto é, os organizadores e participantes, inclusive Bragança, não financiaram o evento com o dinheiro do próprio bolso. Foi com o dinheiro do bolso dos brasileiro que pagam impostos.
Usar dinheiro do bolso dos brasileiros que pagam impostos não é nenhuma novidade para monarquistas. Desde 1889, quando foi instituída a República no Brasil, a antiga capital do Império, Petrópolis, é castigada com o imposto do Laudêmio, onde cidadãos impotentes dessa cidade são obrigados a pagar um imposto para os descendentes da família imperial. Embora a escravidão tenha sido abolida no Brasil no século XIX, os cidadãos de Petrólopolis são eternamente escravos da família imperial, e nenhum descendente dessa família reclama que esse imposto vai contra os valores conservadores.
Contudo, se você acha que isso é corrupção demais, esse imposto é um problema pequeno quando a história mostra que a corrupção não era um problema pequeno, mas endêmico, no Império do Brasil.
Quase 200 anos atrás o escritor e naturalista britânico Charles Darwin visitou o Brasil e outros países da América Latina para estudá-los.
Em seu agora famoso diário de viagem da década de 1830, Darwin comentou sobre a onipresença da corrupção na América do Sul, falando sobre seus efeitos debilitantes nos princípios democráticos: “Quase todo funcionário público pode ser subornado. O chefe dos correios vendia franquias falsificadas do governo.” Os escritos de viagem de Darwin implicavam que essas formas de corrupção eram particulares da América Latina e eram epidêmicas.
Sobre o Brasil na época do Império, Darwin comentou:
“Os brasileiros, tanto quanto eu sou capaz de avaliar, possuem apenas uma pequena parte daquelas qualidades que dão dignidade à humanidade. Eles são ignorantes, covardes e preguiçosos ao extremo.”
Darwin testemunhou que a corrupção era comum na monarquia brasileira. Mais que isso, ele testemunhou os efeitos da corrupção sistêmica no povo brasileiro afetado pela monarquia. Depois de 200 anos, o que mudou? A corrupção no Brasil é tão comum que existe o famoso “jeitinho brasileiro,” onde há séculos o brasileiro sabe driblar a corrupção dos tribunais e impostos elevados.
Quem pode culpar os brasileiros? Os habitantes do Brasil Imperial viviam somente para pagar impostos e sustentar o luxo da família imperial.
Um povo sobrecarregado de impostos perde o ânimo de trabalho e a criatividade. Aliás, uma reportagem do jornal britânico DailyMail disse que a grande criatividade histórica do povo americano está estreitamente ligada ao protestantismo e seus valores historicamente conservadores e capitalistas.
Sob valores protestantes conservadores, as leis americanas sempre criminalizaram a sodomia (homossexualidade), embora essas leis tenham sido abolidas, por pressão de ativistas gays, na década de 1990 por juízes curiosamente de maioria católica no Supremo Tribunal dos EUA. Mas no Brasil foi a monarquia, cujos governantes eram todos católicos, que descriminalizou a sodomia em 1830. Todas as referências à sodomia foram removidas no novo Código Penal do Império do Brasil, assinado por Dom Pedro I. Não foi necessária a pressão de nenhum grupo homossexualista, que aliás nem existiam na época.
A pena de morte, uma punição necessária para castigar criminosos perigosos, foi abolida no Império no século XIX porque matava muitas pessoas inocentes. A corrupção onipresente no Brasil imperial não estava ausente das decisões dos tribunais, inclusive decisões de pena de morte. Mas nos EUA, sob cultura conservadora, a pena de morte vigora mesmo hoje.
A América Latina e o Brasil que Darwin visitou não tinham somente corrupção onipresente. Tinham também catolicismo onipresente. Um catolicismo que não tolerava o protestantismo, sua criatividade e aversão a impostos elevados.
É verdade que o imperador brasileiro, Dom Pedro II, abriu as portas para imigrantes protestantes alemães e americanos. Depois de visitar os EUA na década de 1860, ele ficou tão fascinado com a criatividade protestante americana — criatividade tão ausente no Brasil imperial católico — que ele convidou confederados derrotados para imigrarem para o Brasil. Ele queria na verdade importar a criatividade americana. Cerca de 10 mil americanos aceitaram o convite dele.
Os confederados americanos trouxeram o que o Brasil não tinha: capitalismo, evangelicalismo, criatividade, ética no trabalho e aversão à corrupção.
Eles fundaram escolas para todas as crianças de suas famílias. Alfabetismo, prática normal entre americanos evangélicos, era um contraste impressionante no Brasil imperial, onde grande parte da população era analfabeta — tão analfabeta que quando militares aboliram o Império e proclamaram a República em 1889 a população brasileira não sabia nem entendia o que havia acontecido.
Os americanos e alemães protestantes que imigraram para o Brasil foram obrigados a morar em cidades fundadas por eles, sob proteção imperial, para que a população católica hostil, que os via como hereges e satanistas, não os destruísse, apesar de que a monarquia brasileira havia convidado os americanos não para ajudá-los, mas para ajudar o Brasil a sair de seu estado de falta de progresso.
De acordo com “Aspectos políticos da implantação inicial do protestantismo no Brasil” (2018), de Bruno Gonçalves Rosi:
Um grande número de liberais… recebeu entusiasticamente os confederados, acreditando que esse grupo seria a solução para os problemas de atraso do Brasil e a chave para o progresso que eles tanto desejavam.
Em 1876, George Nash Morton observou que, dos brasileiros liberais, a Igreja Católica, com seu tradicionalismo, era “uma barreira para o progresso do Brasil,” principalmente por conter a imigração de protestantes (Vieira, 1980, 239). Essa oposição católica à imigração de confederados pode ser observada em janeiro de 1868, quando o arcebispo da Bahia, Manuel Joaquim da Silveira, escreveu uma longa carta ao conselheiro José Joaquim Fernandes Torres, ministro do Império, reclamando que o governo não estava dando atenção à “ameaça protestante” que se concretizou no Brasil com a chegada dos missionários. Na carta, o arcebispo também se referiu à sua teoria de que os Estados Unidos pretendiam se apoderar das terras do Brasil.
Os confederados enfrentaram muitas dificuldades que eles não viam nos EUA, inclusive o fato de que eles eram proibidos de enterrar seus mortos em cemitérios brasileiros. Rosi disse:
Apesar de todas as promessas feitas pelo [império], a liberalização da legislação religiosa brasileira teve passos lentos e insatisfatórios para os evangélicos imigrantes… Toda vez que evangélicos estrangeiros perguntavam por que eles eram forçados a enterrar seus mortos “como cães no meio do mato,” eles respondiam que era porque eles “tinham a religião do diabo.”
Os confederados americanos, que eram todos evangélicos, sofreram muita perseguição religiosa no Brasil. Não muito diferente do que já havia acontecido antes. A presença holandesa no Brasil no século XVII foi marcada por uma população holandesa evangélica cheia de criatividade e tolerância religiosa, rejeitada sem demora por um Brasil cheio de catolicismo e Inquisição.
A perseguição continuou no Brasil imperial. Luiz A. Giraldi, que foi presidente da Sociedade Bíblia do Brasil de 1984 a 2005, disse:
“Até o final do Brasil Império, a Igreja Católica era a religião oficial do Estado e os evangélicos eram discriminados e perseguidos no país. A partir da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, impulsionadas pela liberdade religiosa, as denominações evangélicas que operavam no Brasil — luteranos, presbiterianos, metodistas e episcopais — cresceram rapidamente. O mesmo aconteceu com os batistas… que iniciaram suas atividades no Brasil no final do século 19. Em 1910 e 1911, chegaram as primeiras denominações pentecostais… e, com esse reforço, a comunidade evangélica acelerou ainda mais seu crescimento no país.”
Giraldi acrescentou:
“A Constituição de 1891 determinou a separação entre a Igreja e o Estado, estabeleceu plena liberdade de culto e liberou a divulgação da Bíblia… Tudo isso contribuiu para que, nos primeiros 30 anos do Brasil República, a população evangélica saltasse de 145 mil para 500 mil e a distribuição anual de Escrituras de 25 para 150 mil.”
O Império pode ter sido bom para os católicos, pois só eles tinham liberdade de ocupar cargos públicos. Mas não foi bom para os evangélicos, que eram proibidos de ocupar qualquer cargo público.
Durante a monarquia brasileira, só diplomatas dos EUA se preocupavam em dar alguma ajuda e proteção aos evangélicos. Aliás, a primeira escola dominical no Brasil foi dada na representação diplomática americana. De acordo com “Aspectos políticos da implantação inicial do protestantismo no Brasil”:
A implantação do protestantismo no Brasil no século XIX foi favorecida por alguns fatores. Primeiro, as autoridades americanas ofereciam proteção legal aos missionários da América do Norte. Embora os missionários procurassem distinguir seu trabalho das relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, o fato é que diplomatas americanos cooperavam em algum nível para implantar o protestantismo no Brasil.
A opinião geral é que a igreja evangélica brasileira mais antiga foi estabelecida pelo médico missionário Robert Reid Kalley. Ordenado ministro pela Igreja Livre da Escócia em 1839, mas agindo de forma independente, Kalley chegou ao Brasil em 1855. Após uma breve passagem pelo Rio de Janeiro, ele decidiu se estabelecer na cidade de Petrópolis (Rocha, 1941, 31). Logo depois de sua chegada, Webb, diplomata americano, deu-lhe espaço para realizar a primeira aula de Escola Dominical no Brasil (Rocha, 1941, 251, 267). A presença do missionário escocês a princípio foi bem aceita. Desde sua chegada a Petrópolis, ele procurou se relacionar com as autoridades civis, inclusive o Imperador, de quem se tornou amigo (Rocha, 1941, 9, 115-116). No entanto, Kalley tentou ser cauteloso, procurando permanecer criteriosamente dentro dos limites impostos pela lei brasileira (Reily, 1993, 103). Toda essa cautela, porém, não impediu o início da perseguição.
Apesar de ter evitado pregar abertamente aos brasileiros, Kalley não evitou sua responsabilidade de batizar duas mulheres de alto nível, Gabriela Augusta Carneiro Leão e sua filha Henriqueta Soares do Couto. Os batismos ocorreram em Petrópolis em 7 de janeiro de 1859. Dona Gabriela era irmã do marquês do Paraná, um dos políticos brasileiros mais proeminentes da época (Rocha, 1941, 7, 82-83, 360). O batismo de duas damas brasileiras contribuiu para desencadear perseguições contra o missionário escocês. Sob pressão do núncio, o governo imperial emitiu uma declaração à Missão Diplomática Britânica com queixas contra Kalley, inclusive acusações de propaganda contra a religião estatal e tentativa de conversão de católicos à fé protestante (Rocha, 1941, 93-94).
O império pode ter sido bom para os católicos, que dominavam todas as esferas do governo monárquico e oprimiam o povo brasileiro analfabetizado por eles com impostos altos e muita corrupção. Mas o Brasil poderia ter sido muito melhor se tivesse seguido o ótimo exemplo dos evangélicos americanos que imigraram para o Brasil trazendo consigo escolarização generalizada, leitura da Bíblia e uma ética evangélica capitalista do trabalho que rejeitava a corrupção.
Sobre a data de 15 de novembro de 1889 da proclamação da República, Luiz de Orléans e Bragança, que é deputado federal, disse: “Quando a data de hoje pesar na consciência nacional será o dia em que teremos o que comemorar.”
Pode ser um peso para ele e católicos direitistas, que sentem saudades de um Brasil imperial onde os brasileiros eram escravos do analfabetismo e impostos altos, um problema monarquista que prevalesce até hoje no Brasil.
Pode ser um peso para ele e católicos direitistas, que sentem saudades de um Brasil imperial que foi o primeiro país do continente americano a legalizar a sodomia.
Pode ser um peso para ele e católicos direitistas, que sentem saudades de um Brasil imperial cuja religião estatal era o catolicismo e conversão ao protestantismo era crime.
Pode ser um peso para ele e católicos direitistas, que sentem saudades de um Brasil imperial que restringia drasticamente a liberdade de evangélicos americanos e brasileiros.
Pode ser um peso para ele e católicos direitistas, que sentem saudades de um Brasil imperial que tinha abundante ignorância, covardia e preguiça e nenhuma criatividade.
Entretanto, para os evangélicos, que não tinham o que comemorar no Império, pelo menos na República eles ganharam uma liberdade que eles não tinham no Império: Liberdade de pregar o Evangelho e distribuir Bíblias.
A Bíblia é a principal fonte do verdadeiro conservadorismo e criatividade. E não havia liberdade de divulgar e distribuir Bíblias no Império.
Uma cultura política correta não elimina a corrupção. O fator que mais minimiza a corrupção é uma cultura cristã correta baseada na Bíblia. Os Estados Unidos são um exemplo disso em sua história passada.
Até mesmo uma cultura cristã incorreta favorece a corrupção. Na América Latina o catolicismo é onipresente, e igualmente é onipresente a corrupção, que já vem de séculos. Mas a cultura onipresente historicamente católica nunca foi a favor da divulgação e leitura da Bíblia.
Sem ampla divulgação e leitura da Bíblia é impossível eliminar a corrupção. Uma escolarização centrada na Bíblia é essencial parar gerar criatividade e ódio à corrupção. O Brasil imperial era avesso à liberdade de divulgação e leitura da Bíblia.
Só fico chocado, como evangélico conservador que há décadas luta contra o socialismo no Brasil, que a CPAC tenha permitido que politizassem totalmente seu evento “conservador” no Brasil em 2019. Bem ao sabor da corrupção histórica e endêmica no Brasil, a CPAC Brasil permitiu que mais de um milhão de reais do dinheiro de impostos de brasileiros fossem usados para a realização de seu evento. Querendo ou não, a CPAC Brasil entrou para a história de corrupção do Brasil.
Embora os evangélicos sejam reconhecidos como a maior força conservadora do Brasil, nenhum líder evangélico proeminente, nem Silas Malafaia — que é o televangelista pentecostal mais proeminente do Brasil —, foi palestrante na CPAC. Mas Luiz de Orléans e Bragança, que representa um Brasil imperial que perseguia os evangélicos e tinha corrupção generalizada, foi um dos palestrantes principais.
E para completar a tragédia, Olavo de Carvalho, que é católico sincrético e o maior revisionista brasileiro da Inquisição, foi exaltado pela CPAC Brasil politizada. A Inquisição católica torturou e matou multidões de judeus e evangélícos, mas os revisionistas, inclusive Carvalho, pregam que tudo isso é mentira e que a Inquisição trouxe direitos humanos.
Católicos direitistas querem a volta do Brasil imperial, ou de um catolicismo imperial — talvez com pitadas de Inquisição católica contra evangélicos e judeus.
Um contraste tremendo com os EUA, historicamente cheios de protestantismo, criatividade, amor pelos judeus e ódio à Inquisição.
Enquanto a monarquia brasileira era muito distante dos EUA e seu protestantismo, os evangélicos do Brasil são historicamente muito próximos dos EUA — tão próximos que a primeira proteção que os imigrantes evangélicos americanos no Brasil receberam no século XIX não foi do império e suas autoridades católicas. Foi de diplomatas americanos.
Se até os americanos se libertaram da monarquia britânica, que era vastamente mais próspera e culta do que a monarquia brasileira, para virar uma república, por que é que o Brasil deveria regredir para a monarquia?
O que o “conservador” Luiz de Orléans e Bragança conseguirá com a volta do Brasil imperial?
Se um Brasil imperial de 200 anos atrás foi pioneiro na legalização da sodomia, o que um novo Brasil imperial fará como ataque pioneiro contra o conservadorismo?
A CPAC Brasil deu no próprio pé um tiro de canhão ao aceitar como grande palestrante conservador um ativista da monarquia que nada tem a ver com o conservadorismo dos EUA e tem tudo a ver com a corrupção histórica, moral, espiritual e econômica do Brasil.
Como é que a CPAC, em vez de valorizar os evangélicos e seu conservadorismo, valorizou o representante de uma monarquia cujo sistema de religião católica estatal limitava a liberdade de seus compatriotas americanos que imigraram para o Brasil no século XIX para trazer alguma medida de progresso, capitalismo e criatividade que o Brasil imperial não tinha?
Com informações de Darwin Online, revista Ultimato, UOL, Wikipédia e Tandfonline.
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9 comentários :

Flávio disse...

Quando penso em uma monarquia como Liechtenstein (um capitalismo quase libertario, onde o príncipe que governa não recebe pagamento de impostos) fico maravilhado. Agora qdo imagino o imperio brasileiro ficl horrorizado em ver como o Brasil sempre foi um lixo cultural e corrupto.

Esse artigo vai atrair muita fúria dos olavistas culturais que flertam com uma monarquia revisionista.

Lucio disse...

Eu sou simpatizante da causa monárquica, mas depois desse artigo, revisarei os meus conceitos.

Jorge disse...

Leia a biografia de Dom Pedro, o segundo.

Cicero disse...

Ditado português: "pois no Brasil se rouba desde Cabral".

Anônimo disse...

Isso só mostra que no Brasil nenhum sistema funciona, seja monarquia, seja república. Digo isso pq na minha opinião existem sim, países monárquicos bons para se viver. Sobre Luiz de Orléans e Bragança, acho ele muito apagado em seu cargo. Pouco fala, evita polêmicas. Acho que realmente ele tem seus interesses pessoais. Não acho que monarquia seria a solução para o Brasil, se bem que o regime na qual vivemos hoje tem muitas coisas em comum com a monarquia daquela época, como a corrupção, início da perseguição aos cristãos, impostos altos, etc.

Fernando Rolim disse...

Uma vez um líder de um movimento dito nacionalista e católico disse que "tinha que abominar totalmente o movimento evangélico do Brasil". Respondi que os evangélicos não fizeram nenhum mal à nação, mas ele respondeu e disse que "a presença dos evangélicos aqui é um movimento antinacionalista, é imposição de estrangeiros ...".

Dou razão a Renato Russo ao somente quanto a fala: "Mas o ódio cega...".

Marcelo Victor disse...

Mais um pra ser sustentado...

Marcos Zequias disse...

Se o protestantismo e o evangelicalismo é imposição de estrangeiros,o catolicismo é o que ? Cuja sede é em Roma e o seu líder, além de líder religioso é chefe de Estado no Vaticano, o que diz disso ?

Oziel José disse...

Muito interessante Júlio. Parabéns pela coragem.