22 de junho de 2020

Olavo de Carvalho e Julius Evola, paralelos de dois proeminentes ocultistas direitistas da Escola Tradicionalista


Olavo de Carvalho e Julius Evola, paralelos de dois proeminentes ocultistas direitistas da Escola Tradicionalista

Evola, o guru de Mussolini e do fascismo italiano, foi o discípulo mais proeminente de René Guénon, um ocultista islâmico que também influenciou Steve Bannon e Olavo de Carvalho

O filósofo ocultista italiano Julius Evola é um modelo de adeptos de Guénon que promovem um “Ocidente judaico-cristão,” com Bannon se tornando o Evola americano e Carvalho o Evola brasileiro

Julio Severo
Há uma antiga passagem bíblica que diz: “não há nada novo debaixo do sol.” (Eclesiastes 1:9 NVI)
Esse princípio é verdadeiro em muitos aspectos, mas talvez uma das realidades mais sombrias seja a Escola Tradicionalista, uma seita esotérica que foi politicamente relevante na década de 1930. Seu mestre era René Guénon e seu discípulo mais proeminente era Julius Evola, guru do ditador fascista italiano Benito Mussolini.
Hoje, com os novos Evolas emergindo como gurus dos presidentes modernos, a Escola Tradicionalista está revivendo sua antiga relevância, mesmo que seu nome não seja conhecido pelo público em geral. Somente seus membros e líderes ocultistas sabem sua importância. Alguns dos membros atuais da Escola Tradicionalista são o americano Steve Bannon, o brasileiro Olavo de Carvalho e o russo Alexander Dugin.

Há uma crença entre cristãos de que toda postura marxista é satânica e de que toda postura antimarxista é cristã. Eu tinha mais ou menos essa noção, até entender, através de um adepto do bruxo islâmico René Guénon, que há posturas antimarxistas que são satânicas.
Olavo de Carvalho, que é um imigrante brasileiro autoexilado nos Estados Unidos desde 2005, é um exemplo. Embora seus adeptos jurem que as bases do antimarxismo dele são católicas, a verdade é que as noções antimarxistas dele foram adquiridas quando ele estava mergulhado no ocultismo.
Em seu artigo “Capitalismo e Socialismo segundo a Astrologia” na revista Planeta, em sua edição de setembro de 1977, Olavo de Carvalho, que já era então astrólogo, afirmou:
“A evolução do conflito entre capitalismo e socialismo acompanha rigorosamente os movimentos de três planetas: as relações geométricas (em linguagem astrológica, ‘aspectos’) entre Saturno e Urano assinalam acontecimentos importantes nos países capitalistas, e os pontos cruciais da história do comunismo fazem contrapontos aos aspectos entre Saturno e Netuno.”
Pode ser uma teoria louca usar a astrologia para explicar capitalismo e socialismo, mas em se tratando da revista ocultista Planeta, a loucura era a própria normalidade. E nada mais natural do que um ocultista escrever numa revista ocultista.
De acordo com o escritor judeu americano Benjamin R. Teitelbaum em seu livro “War for Eternity” (Guerra pela Eternidade), publicado pela editora HarperCollins (2020):
“Em meados da década de 1970, [Olavo de Carvalho] mergulhou na alquimia e na [astrologia] e começou a frequentar os círculos ocultistas de São Paulo. Logo ele começou a escrever para a revista ocultista francesa Planète [Planeta]. Dificilmente isso contava como jornalismo comum: ele entrevistou extraterrestres, pessoas mortas e assim por diante. Ao mesmo tempo, ele começou a ensinar, oferecendo aulas de astrologia em livrarias.”
Entrei em contato com a editora da Revista Planeta, e eles me garantiram que Olavo era colunista esotérico ali nas décadas de 1970 e 1980. Durante muitos anos, ele escreveu como ocultista para uma revista esotérica.
Olavo escreveu muitos artigos na revista Planeta. Em um de seus artigos, intitulado “René Guénon: o Mestre da Tradição Contra o Reino da Deturpação,” publicado na edição de agosto de 1981 na Planeta, Olavo disse:
“É estranho que, nos ambientes e nos debates ‘espiritualistas,’ no Brasil, quase nunca se escute pronunciar o nome de René Guénon. No entanto, basta um primeiro contato com esse autor para verificar que nenhuma abordagem de assuntos esotéricos ou simplesmente religiosos, no século vinte, pode ter qualquer pretensão à seriedade sem ter passado por um confronto com a sua obra.”
Olavo questiona por que os espíritas do Brasil não conhecem Guénon sendo que os ensinos de Guénon são essencialmente ocultistas. Olavo também disse:
“A vida de certo modo, personifica a ‘unidade transcendente das religiões’ (título de um livro de F. Schuon), pois se há algo que caracteriza o esforço guénoniano como um todo é a defesa de uma Tradição, de uma Verdade única que, no plano da doutrina metafísica, estabelece a unidade de todas as manifestações espirituais particulares, de todas as épocas e culturas. Nesse sentido ele pôde, por exemplo, tornar-se muçulmano enquanto declarava a superioridade da tradição hinduísta (mais próxima, segundo ele, da Tradição primordial), e defender as doutrinas orientais enquanto propunha que, para o Ocidente, só havia um caminho legítimo, o retorno à Igreja Católica.”
Então, de acordo com Olavo, Guénon podia ao mesmo tempo ser muçulmano, defender a tradição hindu e ainda defender a volta do Ocidente ao Catolicismo! E Olavo defende a volta do Ocidente ao Catolicismo com paixão guenoniana e defesa irrestrita da Inquisição. Ocultistas só defendem canais religiosos que facilitam a expansão do próprio ocultismo.
Mas não era só Guénon que se sentia à vontade com várias religiões, encarnando perfeitamente o perenialismo.
Em seu próprio site (www.olavodecarvalho.org), numa postagem do ano 2000 que ele posteriormente apagou, mas que gravei em meus arquivos, Olavo disse que durante um tempo ele dedicou-se aos estudos islâmicos — aprendeu árabe e rezava regularmente trechos do Alcorão — e ganhou um prêmio na Arábia Saudita em 1985 por um livro de 200 páginas sobre Maomé. Ele afirmou que pratica o cristianismo, mas que ficaria à vontade para professar o islamismo. Isso porque, na sua opinião, cristianismo, islamismo e judaísmo têm no fundo o mesmo objetivo.
Em outras palavras, Olavo disse a mesma coisa que o próprio Guénon já havia essencialmente dito. Talvez Olavo seja hoje uma espécie de encarnação de Guénon, não que a doutrina espírita da encarnação seja válida, mas ele absorveu tanto Guénon e suas malícias e dissimulações que o público que segue o Olavo não sabe se o que ele diz são de fato ideias originais dele ou uma de suas muitas imitações das ideias de Guénon.
Seguindo em seu artigo “René Guénon: o Mestre da Tradição Contra o Reino da Deturpação,” Olavo disse:
“A luta de Guénon pela difusão da Tradição primordial no Ocidente tinha em vista o mesmo objetivo contemporaneamente propugnado, no Oriente, pelo grande mestre islâmico Ahmed El-Alawi, descendente do profeta Maomé: estabelecer uma frente única de todas as tradições espirituais ortodoxas contra os dois inimigos comuns: o materialismo e o ocultismo.”
O que Olavo quis dizer é que Guénon pretendia a união das tradições espirituais (islamismo, hinduísmo e catolicismo) para combater o ocultismo. Essa união religiosa é a própria essência do perenialismo. Mas como podia Guénon, um ocultista, liderar uma guerra perenialista ou tradicionalista ao ocultismo? Da mesma forma que Olavo hoje posa de filósofo que está liderando algum tipo de guerra ao ocultismo, embora ele mesmo seja um ocultista no nível de Guénon.
Entretanto, assim como Guénon negava ser ocultista e até afirmava combater o ocultismo, hoje Olavo nega suas raízes guenonianas e também afirma combater o ocultismo. Só o própro Guénon conseguiria representar com tanta perfeição um papel tão dissimulado.
Um ocultista combatendo o ocultismo faz tanto sentido quanto um nazista combatendo o nazismo ou um comunista combatendo o comunismo. O caos, a contradição e a mentira são a própria alma do ocultismo, onde os enganados enganam.
Em seu artigo, Olavo acrescenta que “Guénon conseguiu, de modo simultâneo, fazer adeptos e despertar consciência dentro de cada uma das tradições existentes” (no catolicismo, islamismo e hinduísmo).
Contudo, Guénon nunca conseguiu “despertar consciência” entre evangélicos americanos. Esse “despertamento de consciência” é apenas um eufemismo para mentes se abrindo para ideias ocultistas mascaradas de ideias filosóficas, políticas e antimarxistas.
É fascinante que enquanto Guénon e Olavo veem abertura fácil para o ocultismo no catolicismo, islamismo e hinduísmo, todos eles veem o evangelicalismo como inimigo, pois o evangelicalismo é a força cristã mais resistente ao ocultismo, embora no Brasil Olavo tenha conseguido uma proeza incrível: Ele conseguiu enganar alguns evangélicos apresentando seu ocultismo como um inofensivo ativismo filosófico antimarxista.
Provavelmente, sou o maior culpado disso. Em 2003 o Mídia Sem Máscara, site do Olavo, me convidou para ser o primeiro colunista evangélico, por que eu já era um escritor evangélico conhecido no Brasil, tendo um livro, “O Movimento Homossexual,” publicado em 1998 pela Editora Betânia. Eu dava também entrevista para as maiores revistas evangélicas do Brasil. Embora o site de Carvalho recebesse patrocínio de grandes empresas, nunca recebi um centavo de salário, apesar de que trabalhei ali durante mais de uma década, escrevendo sobre homeschooling, aborto, agenda gay e marxismo. Na minha mente, o Mídia Sem Máscara era um site essencialmente antimarxista. Nunca entendi que a base antimarxista do Mídia Sem Máscara era a própria Escola Tradicionalista. Aliás, eu não sabia nem o que eram Guénon e Escola Tradicionalista. Contribui assim para atrair evangélicos para o Mídia Sem Máscara e para o próprio Olavo, inclusive através do meu papel como conselheiro espiritual da Frente Parlamentar Evangélica, tradicionalmente a força mais conservadora e pró-vida do Congresso Nacional.
A confusão na vida de Olavo é patente, graças ao seu envolvimento ocultista. Um filho dele é astrólogo. Outros dois filhos dele são muçulmanos. O Mídia Sem Máscara está fechado porque Olavo brigou com a maioria dos colunistas, inclusive Heitor de Paola e Graça Salgueiro, que eram os escritores principais do site. Ele brigou com o webmaster. Ele brigou comigo também em outubro de 2013 porque ele queria me obrigar, mesmo me xingando e caluniando, a aceitar a defesa da Inquisição que ele faz com tanta paixão. Como evangélico que defende Israel e os judeus, jamais posso defender a Inquisição e o Holocausto.
Sou um exemplo de como evangélicos conseguem detectar e confrontar forças ocultistas mascaradas de ativismo político antimarxista. Eles podem ser atraídos e enganados pelo apelo político antimarxista, mas cedo ou tarde eles vão detectar o caráter ocultista por trás do apelo. Pude detectar o ocultismo camuflado de Olavo porque sou um intercessor e autor do livro “Prophetic Prayers” (Orações Proféticas), publicado nos Estados Unidos em 2016.
Os evangélicos não fazem parte da estratégia dos adeptos de Guénon para dominar a presidência de vários países, mas há um esforço de adeptos de Guénon de cooptar os evangélicos.
Fenomenalmente, em seu artigo na revista ocultista Planeta, Carvalho apresentou Guénon como um ocultista amante de tradições que lutava contra o ocultismo — uma contradição e confusão que o próprio Carvalho espelha muito bem. Isso pode ser contraditório para a compreensão da vasta maioria das pessoas, mas confusão é a própria essência do ocultismo. Carvalho tem se mantido fiel ao padrão de Guénon — de atacar o ocultismo enquanto sua “filosofia” exala direta e indiretamente o ocultismo.
No artigo “René Guénon: o Mestre da Tradição Contra o Reino da Deturpação,” Carvalho recomendou muitos livros de Guénon, os quais ele demonstrou conhecer muito bem ao fazer uma resumo deles para a compreensão do pensamento de Guénon, deixando claro, porém, que em 1981 havia poucas obras de Guénon em português. Carvalho provavelmente as leu em francês, língua de Guénon.
No artigo, Carvalho aproveitou para oferecer para venda o livro “A Metafísica Oriental,” escrito por Guénon, comentado por Michel Veber e publicado pela Escola Júpiter em 1981. No artigo, Carvalho chama Veber de “meu professor Michel Veber, que estudou sob a orientação pessoal de Guénon.”
Essa é uma das raríssimas confissões em que Olavo declarou que estudou sobre Guénon a partir de um discípulo direto de Guénon.
No final do artigo, conforme as informações que Olavo forneceu à editora, a revista Planeta disse: “Olavo de Carvalho traduziu para o português a única obra de Guénon até hoje editada no Brasil (A Metafísica Oriental, São Paulo, Edições Júpiter, 1981). Olavo, jornalista e astrólogo, é ainda diretor da Escola Júpiter, onde também se realizou, no mês de abril, o primeiro curso sobre a obra de Guénon dado no Brasil, cujo expositor foi Michel Veber, artista plástico e professor de artes marciais, que estudou sob a orientação pessoal do próprio Guénon.”
A Escola Júpiter de Olavo também publicou “Elementos Básicos de Astrologia” (1980) de Emma Coster de Mascheville.
Se Guénon era um ocultista que alegava hipocritamente combater o ocultismo, de que forma Olavo é diferente? Ele alega combater o fascismo, ainda que ele seja membro da Escola Tradicionalista, uma seita ocultista onde Guénon é venerado. A Escola Tradicionalista produziu um dos maiores filósofos fascistas que o mundo já viu, Julius Evola.
De acordo com Teitelbaum: “O tradicionalismo conta como um dos exemplos mais claros de esoterismo religioso.” Na verdade, tradicionalistas não são conservadores em nenhum sentido cristão. Se sua imagem conservadora é cristã, é um cristianismo falso, porque sua essência e alma são ocultismo.
Teitelbaum declarou que Steve Bannon, que já foi guru do Presidente Donald Trump até ser expulso por traição e oportunismo, é um membro fraco da Escola Tradicionalista. Teitelbaum considera Olavo de Carvalho um dos membros mais fortes dessa escola.
O membro mais proeminente da Escola Tradicionalista foi o filósolo italiano Julius Evola, que foi guru do ditador fascista Italiano Benito Mussolini. Embora Olavo seja famoso na Escola Tradicionalista, Evola foi muito mais.
Vejamos algumas semelhanças e até paralelos entre Evola e Olavo. Recordemos também que tradicionalistas são também conhecidos como perenialistas.
Olavo não é pioneiro no antimarxismo na linha da Escola Tradicionalista. Evola era antimarxista décadas antes de Olavo pensar nesse assunto. Claro que excetuando essa escola, já havia uma cultura antimarxista no Brasil, principalmente presente nas igrejas evanagélicas pentecostais e neopentecostais. Por isso, nos anos da Guerra Fria enquanto a KGB financiava movimentos católicos esquerdistas a CIA financiava e estimulava movimentos evangélicos conservadores.
Contudo, o antimarxismo de Olavo de Carvalho nada tem a ver com Cristianismo, especialmente o evangelicalismo, e tem tudo a ver com a Escola Tradicionalista.
É impossível entender as raízes antimarxistas de Olavo sem entender Evola, que foi o maior adepto de Guénon e da Escola Tradicionalista.
Em 2014, anos antes de se tornar famoso como estrategista-chefe da Casa Branca (cargo de onde foi expulso alguns meses depois), Steve Bannon fez uma palestra em uma conferência realizada dentro do Vaticano. Ele falou sobre a necessidade de defender os valores do “Ocidente judaico-cristão” — um termo que ele usou 11 vezes — contra o capitalismo compassivo e o capitalismo libertário, a secularização e o islamismo. Ele também mencionou o falecido Julius Evola, um filósofo italiano antimarxista popular entre fascistas e nazistas na década de 1930.
O filósofo italiano foi um antissemita virulento e simpatizante nazista que influenciou movimentos de extrema direita na Itália desde a década de 1940 até sua morte em 1974.
Evola foi o autor de manuais direitistas, inclusive “Um Manual para Jovens Direitistas.” Ele também foi autor de vários livros ocultistas, inclusive “Introdução à Magia: Rituais e Técnicas Práticas para o Feiticeiro.”
Evola era de certo modo o Antonio Gramsci da direita. Aliás, ambos eram italianos.
Nascido em Roma em uma família aristocrática, Evola ficou fascinado com o esoterismo e o estudo de religiões não-européias quando ele tinha uns 20 anos. Ele desenvolveu uma forte rejeição à modernidade e ansiava por um retorno a uma forma antiga de espiritualidade: o paganismo. Ele se tornou um adepto do tradicionalismo e o discípulo mais proeminente de René Guénon.
Quando os fascistas chegaram ao poder na Itália em 1922, Evola saltou a bordo e tornou-se colaborador regular da revista porta-voz do regime, Difesa della Razza (Defesa da Raça). Ele criou sua própria marca de antissemitismo, que ele chamou de razzismo dello spirito, racismo do espírito.
O que distinguia ainda mais Evola de outros escritores racistas era o fato de ele ter atacado abertamente a religião cristã, que ele descrevia como uma “superstição semita” e como “uma das principais fontes da decadência do Ocidente” em seu artigo de grande influência de 1928 “Imperialismo Pagano.”
A semelhança entre Evola e Carvalho nesse ponto é que, embora Carvalho não seja abertamente antissemita, ele é um defensor descarado da Inquisição, que torturou e matou milhares e milhares de judeus. Além disso, Carvalho vê o evangelicalismo, especialmente o evangelicalismo americano, como “uma das principais fontes da decadência do Ocidente.” Para Carvalho, o catolicismo medieval, que governou a Europa com a Inquisição, é a forma mais pura de cristianismo.
O fascínio de Evola pelo esoterismo não era apenas abstrato; ele acreditava no poder da magia e tentou usá-lo para restaurar a religião pagã romana. “Ele se juntou a um grupo esotérico chamado Grupo Ur e realizou rituais com o objetivo específico de afastar [o ditador Benito] Mussolini para longe do cristianismo e atraí-lo para o paganismo,” disse Simone Caltabellota, editora e escritora que pesquisou os arquivos do grupo para seu romance histórico Amore degli Anni Venti, situada no círculo interno de Evola.
As ideias radicais de Evola sobre o cristianismo acabaram colocando-o em conflito com o regime de Mussolini, que assinou o Tratado de Latrão com o Vaticano em 1929, estabelecendo uma relação especial entre a Igreja Católica e o Estado fascista italiano. “Evola não era um intelectual orgânico para o governo fascista, mas meramente tolerado. Mussolini não gostava de Evola, porque sabia dos rituais mágicos. Por sua parte, Evola achava que o fascismo de Mussolini não era extremista o suficiente,” observou Caltabellota.
Somente depois do final da Segunda Guerra Mundial, Evola se tornou o intelectual favorito da extrema direita — “o Aristóteles,” disse o historiador Francesco Germinario. “Na Itália e na Europa, é difícil encontrar um militante [direitista] que não conheça os livros de Evola.”
Em 1921, o filósofo escreveu uma introdução do livro “Os Protocolos dos Sábios de Sião” — um texto antissemita publicado pela primeira vez em 1903, e amplamente usado por fascistas e nazistas — no qual ele admitiu que o documento pode ter sido uma falsificação, mas insistiu que, no entanto, continha uma verdade mais profunda.
Não sei o que é pior: “Os Protocolos dos Sábios de Sião” ou a Inquisição católica, que torturou e matou judeus. Nesse sentido, quão diferente é Carvalho de Evola? Um tradicionalista defendia os Protocolos e outro defende a Inquisição.
O fato de um antissemita como Evola ser tido em alta consideração por “conservadores” radicais, inclusive Bannon e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, os quais afirmam defender o “Ocidente judaico-cristão,” é um choque para evangélicos conservadores como eu. Essa alta consideração tem paralelo apenas no Brasil, onde os sentimentos de Carvalho em relação aos judeus sob a Inquisição são tudo, exceto de apoio. Carvalho, que tem um histórico como o astrólogo brasileiro mais proeminente, é o defensor brasileiro mais proeminente da Inquisição, e ele nega seus muitos crimes contra os judeus. Quão diferente é isso de Evola?
Que Evola foi o discípulo mais proeminente de Guénon e o membro mais proeminente da Escola Tradicionalista coloca em má companhia os discípulos de Guénon e os membros da Escola Tradicionalista. Aliás, em companhia fascista.
Bannon, Carvalho e Evola têm uma conexão comum: todos eles são membros da Escola Tradicionalista, onde seus adeptos veem Guénon como seu mestre supremo. Todos eles são adeptos ou foram fortemente influenciados por Guénon e seus discípulos diretos. Mas Carvalho é muito mais tradicionalista e guenoniano do que Bannon.
Portanto, não é de admirar que Bannon tenha elogiado Evola. Não é à toa que o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, que é adepto de Carvalho, também elogiou Evola, Bannon e Carvalho. Essa é uma seita político-esotérico em todos os sentidos.
O envolvimento de Bannon com Guénon é explicado no livro “Barganha do Diabo: Steve Bannon, Donald Trump e a Invasão da Presidência” (“Devil’s Bargain: Steve Bannon, Donald Trump, and the Storming of the Presidency,” Penguin Publishing Group, 2017), por Joshua Green. De acordo com Green, Bannon tem um “profundo interesse no misticismo cristão e no hinduísmo esotérico” e um especial “fascínio por Guénon.”
Green disse que “O sentido antimodernista da filosofia de Guénon atraiu vários seguidores notáveis” e “O mais notório deles foi Julius Evola,” que “aliara-se a Benito Mussolini, e suas ideias se tornaram a base da teoria racial fascista; mais tarde… as ideias de Evola ganharam força na Alemanha nazista.”
De acordo com Green:
“Os temas comuns do colapso da civilização ocidental e a perda do espírito transcendente em livros como ‘A crise do Mundo Moderno’ de Guénon (1927) e ‘A Revolta contra o Mundo Moderno’ (1934) de Evola atraíram o interesse de Bannon para o tradicionalismo (embora ele também foi muito atraído pelos seus aspectos espirituais, citando o livro de Guénon de 1925, ‘O Homem e Sua Transformação Conforme a Vedanta’, como ‘uma descoberta que mudou minha vida.’) Bannon… trouxe ao tradicionalismo de Guénon uma forte dose de pensamento social católico.”
Há décadas, Carvalho promove Guénon no Brasil. Seu mais recente best-seller, “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota,” publicado em 2013, cita positivamente Guénon duas vezes. Para uma breve revisão, você pode ler meu artigo “O mínimo que você precisa saber para não ser um ‘evanjegue’.”
Portanto, não é de admirar que os adeptos de Carvalho acabem se interessando por Evola na busca de interesses tradicionalistas ou antimarxistas.
Os adeptos de Carvalho que seguiram sua recomendação de ler Guénon acabaram elogiando Evola e outros fascistas.
A bibliografia de “Trump e o Ocidente,” escrita por Ernesto Araújo (ministro das relações exteriores), tem Guénon e Julius Evola como a base principal da defesa que Araújo faz do “tradicionalismo” e do Ocidente. Ele menciona ostensivamente “A Crise do Mundo Moderno” (“The Crisis of the Modern World,” Nova Iorque: Sophia Perennis, 2001), de René Guénon, e “Metafísica da Guerra” (“Metaphysics of War,” Londres: Arktos, 2001), de Júlio Evola.
Provavelmente, ele citou uma autoridade nazista porque, em seus interesses tradicionalistas e nacionalistas, ambos beberam da mesma fonte tradicionalista.
A conexão entre todos eles é René Guénon.
Os livros que Evola escreveu, variando do tradicionalismo à alquimia, refletem a influência que ele recebeu de Guénon:
* “Um Manual para Jovens Direitistas” (2017), uma coleção de artigos de Evola defendendo a ideologia direitista.
* Ensaios sobre o idealismo da magia, 1925.
* Introduzione alla magia (1927-1929; 1971). Tradução para inglês: “Introduction to Magic: Rituals and Practical Techniques for the Magus” (Introdução à Magia: Rituais e Técnicas Práticas para o Feiticeiro). Inner Traditions/Bear. 2001. And: “Introduction to Magic” (Introdução à Magia), Volume II: “The Path of Initiatic Wisdom” (O Caminho da Sabedoria Iniciática). Inner Traditions/Bear. 2019.
* Rivolta contro il mondo moderno (1934; segunda edição 1951; terceira edição 1970); Tradução para o inglês: “Revolt Against the Modern World: Politics, Religion, and Social Order in the Kali Yuga” (Revolta contra o mundo moderno: política, religião e ordem social no Kali Yuga). Inner Traditions/Bear. 1995.
* Tre aspetti del problema ebraico (1936; Três Aspectos do Problema Judaico).
* Il Mistero del Graal e la Tradizione Ghibellina dell'Impero (1937). Tradução para o inglês: “The Mystery of the Grail: Initiation and Magic in the Quest for the Spirit” (O Mistério do Graal: Iniciação e Magia na Busca do Espírito). Inner Traditions/Bear. 1996.
* Indirizzi per una educazione razziale (1941; Os Elementos da Educação Racial).
* La dottrina del risveglio (1943). Traduções em inglês: “The Doctrine of Awakening: The Attainment of Self-Mastery According to the Earliest Buddhist Texts” (A Doutrina do Despertamento: A conquista do autodomínio de acordo com os primeiros textos budistas). Inner Traditions/Bear. 1996.
* Lo Yoga della potenza (1949). Tradução em inglês: “The Yoga of Power: Tantra, Shakti, and the Secret Way” (A Ioga de Poder: Tantra, Shakti e o Caminho Secreto). Inner Traditions/Bear. 1993.
* Ricognizioni. Uomini e problemi (1974). English translation: “Recognitions: Studies on Men and Problems from the Perspective of the Right” (Reconhecimentos: estudos sobre homens e problemas na perspectiva da direita). Arktos. 2017.
Da mesma forma, os livros de Carvalho, variando do tradicionalismo à alquimia, refletem a influência que ele recebeu de Guénon:
* A Imagem do Homem na Astrologia. São Paulo: Jupiter. (1980)
* O Crime da Madre Agnes ou A Confusão entre Espiritualidade e Psiquismo. São Paulo: Speculum. (1983)
* Questões de Simbolismo Astrológico. São Paulo: Speculum. (1983)
* Astros e Símbolos. São Paulo: Nova Stella. (1985)
* Astrologia e Religião. São Paulo: Nova Stella. (1986)
* Fronteiras da Tradição. São Paulo: Nova Stella. (1986)
O fato de que Carvalho e Evola gostavam de ser apresentados como “filósofos” e o fato de que a produção de livros de ambos incluía ocultismo, astrologia e defesa da ideologia direitista faz com que ambos sejam quase irmãos gêmeos. Pelo menos, o problema deles envolve espíritos demoníacos gêmeos.
O homem que Guénon mais influenciou, Evola, tornou-se não apenas fascista, mas também o guru do fascismo italiano. Por que pensar que os outros homens que ele influenciou — inclusive Bannon, Carvalho e Alexander Dugin — não se tornariam de uma maneira ou de outro fascistas e gurus de fascismo em suas respectivas nações?
Não é de surpreender que todos esses membros da Escola Tradicionalista tenham a ambição de influenciar presidentes. Evola, influenciando Mussolini. Carvalho, influenciando Bolsonaro no Brasil. Bannon, influenciando Trump — que o expulsou antes que surgisse uma influência mais destrutiva. E Dugin, influenciando Putin — de acordo com Carvalho. Mas, de acordo com minha experiência, inclusive com minha viagem ao Kremlin, Dugin nunca teve sobre Putin a influência maciça que Carvalho tem sobre Bolsonaro.
Bannon é o Evola americano. Carvalho é o Evola brasileiro. E Dugin é o Evola russo. E Evola era apenas um Bannon, Carvalho e Dugin italianos.
Carvalho nega eternamente suas conexões tradicionalistas e as exala eternamente. Se, no passado, sua primeira viagem aos EUA foi visitar e ficar com Martin Lings, um discípulo direto de Guénon e autor da introdução de “O Essencial René Guenon: Princípios Metafísicos, Doutrinas Tradicionais e a Crise da Modernidade,” de René Guénon, hoje ele está conectado a outros membros da Escola Tradicionalista, inclusive o católico Wolfgang Smith e o muçulmano Seyyed Hossein Nasr, ambos adeptos de Guénon. Os três apareceram em um documentário do geocentrista Rick Delano. O geocentrismo e a Terra Plana atraem os guenonianos (adeptos de Guénon).
Se hoje Carvalho ataca alguns guenônios (Lings), ainda assim ele elogia outros. Ele simplesmente ama Bannon e Smith porque, como ele mesmo disse, “Steve Bannon e Wolfgang Smith me acham um gênio.” Ele adora ser bajulado.
A revista americana Atlantic mostrou as incoerências de Carvalho em duas entrevistas com ele. Na primeira entrevista, em 2018, ele criticou Bannon; na segunda, em 2019, ele o elogiou.
Sua viagem a Lings na década de 1980 foi repleta de escândalos. Os estudantes de seu curso de astrologia, dos quais ele emprestara milhares de dólares para fazer a viagem, o processaram por estelionato.
O que está claro é que Carvalho estudou com dois mestres ocultistas, Michel Veber e Martin Lings, discípulos diretos de Guénon. Ele também leu todos ou a maioria dos livros de Guénon.
Teitelbaum disse que o nome de Carvalho na tariqa islâmica (uma seita ocultista) era “Sidi Muhammad.”
Os adeptos de Carvalho continuam hoje mostrando afinidade pela astrologia. Em seu livro “Introdução à Magia,” Evola elogia a astrologia.
O ressurgimento da admiração a Evola é um fenômeno brasileiro que está acontecendo somente dentro do olavismo. Só pessoas afetadas pelas ideias de Olavo de Carvalho acabam louvando Evola. Até mesmo evangélicos afetados sucumbem. Em maio de 2019, o escritor evangélico Thiago Cortês citou uma declaração de Evola: “Seja radical, tenha princípios, seja absoluto, seja aquilo que a burguesia chama de extremista.” É uma declaração direitista feita por um direitista com ligações nazistas.
Cortês tem um histórico de colunista de grandes sites evangélicos como GospelPrime e GospelMais. No início de 2016, repreendi-o por xingar o boca-suja Carvalho. Mas depois, os xingamentos se transformaram em paixão por Carvalho. Hoje, tudo no direitismo de Cortês, inclusive Evola, é influência de Carvalho. A paixão olavista de Cortês lhe garantiu um emprego político elevado e conexão direta com Eduardo Bolsonaro, que é filho do presidente brasileiro. Uma das coisas que Eduardo mais faz é propaganda para Carvalho.
A maioria dos cristãos influenciados por Carvalho é católica. Quando evangélicos são influenciados, seu comportamento se torna irregular e irracional. Um dos pastores evangélicos brasileiros mais proeminentes influenciados por Carvalho é Daniel Lopez, pastor na sede da Igreja Bola de Neve em São Paulo, Brasil. Depois de se tornar adepto de Carvalho, Lopez começou a vender livros pró-Inquisição e livros de religiões orientais.
No final de sua vida, Evola atenuou seus ataques ao cristianismo. Embora sustentasse que o cristianismo era “incompatível” com sua visão de mundo, ele afirmou que, em um mundo cada vez mais materialista, uma “conversão sincera ao catolicismo poderia ser um avanço” para aqueles incapazes de abraçar uma espiritualidade mais autêntica, isto é, ocultismo.
Mas ele encontrou um novo alvo para seus ataques: os Estados Unidos.
Evola viu o advento do [que ele descreveu] americanismo — capitalismo e valores evangélicos — como a pior coisa que poderia acontecer à Europa, disse Germinario, acrescentando que Evola suspeitava particularmente das culturas anglo-saxônicas porque “ele culpava a religião evangélica por ter minado o princípio da autoridade.”
No que diz respeito à religião evangélica, Evola e Carvalho são irmãos gêmeos ocultistas. Em seus escritos em português, Carvalho freqüentemente acusa que o protestantismo minou a civilização ocidental, que ele alega ter sido construída exclusivamente pela Igreja Católica e pelo tradicionalismo (ocultismo). Aliás, ele acha que o protestantismo foi a primeira revolução comunista na história humana.
Adeptos de Guénon veem o “evangelicalismo americano conservador como uma aberração do catolicismo histórico.” Embora Bannon nunca tenha expressado abertamente esse desdém pelo evangelicalismo americano conservador, Carvalho fez vários comentários desdenhosos contra os evangélicos, inclusive seu comentário dizendo: “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que toda a esquerda.”
Não surpreende que Carvalho tenha produzido vídeos nos quais ele próprio diz que seu pior inimigo é um evangélico: eu. Por duas vezes, Carvalho pediu ao governo brasileiro que me investigasse, porque ele acha que é um crime expor seu ocultismo e defesa da Inquisição.
Os paralelos entre Carvalho e Evola são impressionantes, porque como membro da Escola Tradicionalista Evola passou a ser o guru de Mussolini, e como membro da Escola Tradicionalista Carvalho passou a ser o guru do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
De acordo com Teitelbaum, o fascínio de Bolsonaro pelos membros da Escola Tradicionalista é tão profundo que, em sua primeira viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro fez questão de estar com Bannon e Carvalho. Teitelbaum disse:
“Vi imagens espalhadas pela mídia dos EUA mostrando Steve sentado mais uma vez em um luxuoso jantar em Washington, DC — do outro lado da cidade, na residência do embaixador brasileiro na Avenida Massachusetts. À esquerda de Steve, estava o presidente Bolsonaro. À esquerda de Bolsonaro, estava Olavo de Carvalho. E à esquerda de Olavo estava o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.”
Ao ler Teitelbaum, pensei como o esoterismo religioso bizarro da Escola Tradicionalista pôde levar Carvalho da posição de guru de uma seita de fanáticos esotéricos brasileiros à posição de guru do presidente do Brasil.
Com informações de The Atlantic, Benjamin R. Teitelbaum (Guerra pela Eternidade), revista Planeta, site e Facebook de Olavo de Carvalho e Joshua Green (Barganha do Diabo: Steve Bannon, Donald Trump e Storming of the Presidency).
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4 comentários :

Flávio disse...

Pra eles protestantismo destroi hierarquia por defendee que todos sao iguais perante Deus. Igualdade é , pros olavetes, marxismo. A partir dai entendemos sua fascinação para com um estado totalitário. O mais bizarro e que na pratica ambos fascismo e marxismo sao socialismo. O que rsulta em caos econômico.

Edgar disse...

Olavo de Carvalho faz o que quer com Bolsonaro, inclusive xinga Bolsonaro de covarde, mas Bolsonaro pai e Boldonaros filhos continuam adulando Olavo. E os evangelicos continuam sendo a unica base de sustentação desse governo ocultista do Bolsonaro.
Pastores como Malafaia que apoiaram o governo socialista do PT em troca de dinheiro, vai continuar apoiando o governo ocultista do Bolsonaro em troca de dinheiro.

Anônimo disse...

Julio, você viu que tão dizendo que o Matt Gaetz, que é outro valentão como James Mattis e Lindsey Graham, é viado ? Ele é outro neocon mascarado, que só quer saber de guerra, finge que defende valores conservadores, aparece frequentemente na Fox News, etc.
Ele recentemente deu uma entrevista no Tucker Carlson, sobre um desentendimento que ele teve com outro politico, e Gaetz disse ter um "filho negro", na verdade o rapaz não é negro, é latino, cubano, e não é "filho" pelo que tudo indica, ele "adotou" ilegalmente o rapaz quando tinha 12 anos e Gaetz com 30 anos, Gaetz é solteiro, nunca casou nem tem namorada.
Anos atras ele lutou pelo cancelamento da proibição de adoção de crianças por casais gays.
Entrevista dele no Tucker Carlson :
https://www.youtube.com/watch?v=SjGRvAMcyxI
Outro video desmascarando Gaetz :
https://www.youtube.com/watch?v=fuL_16U1o9U
Esse Gaetz é outro durão e valentão como James Mattis e Lindsey Graham, e o que eles tem mais em comum ? Nenhum deles nunca casou.
Seria bom se você divulgasse a essa noticia.
Tá cheio de homossexuais no governo Trump, seria bom alertar os crentes em Cristo brasileiros, principalmente a Igreja.
E tambem você já viu a quantia de gays conservadores na Grã Bretanha, isso é uma blasfemia contra Deus, o conservadorismo/republicanismo não é o Evangelho de Cristo :
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_LGBT_politicians_in_the_United_Kingdom
Embaixador de Trump na Alemanha :
https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Grenell

Roberto Mureb Sallum disse...

A impressao geral que me causa os seus comentarios e as diversas citacoes de autores, e de que por tras do caos provocado pelas mentes enciclopedicas dos tradicionalistas esta uma forca que promove o caos social e politico com autodestruicao ao final debaixo de uma grande torrente de vaidade socialista de esquerda ou direita.Longe estao, e o que me parece, de um caminho de fe,entrega e humildade , ou confianca e gratidao na inspiracao e providencia divina ou cristica. Na sua "praxis"; isso emana gases lucifericos, nao sei se conscientes ou se dominados estao ao explicitamente procurarem demonstrar a propria excelencia e consequentemente a pequenes ou insignificancia dos ddmais que devem pagar suas contas e admira-los no olimpo construido; ao mesmo tempo competem em excelencia com o Criador e seu Filho , seu braco ativo , alias desmerecendo por completo a "obra inacabada" de Cristo, em contraste com a excelencia luciferica. No fundo e simples, Deus errou ao escolher Jesus Cristo e nao Lucifer, e o que se pretende provar na "briga de irmaos", eu sou melhor que o escolhido, ou meu projeto e melhor que o dele, e o Pai escolheu errado. Essa e a porcaria luciferica que hoje prolifera no planeta a caminho de seu ocaso na batalha final, na minha visao.Ja perderam o paraiso pelo tosco e aberrante projeto sem fulcro de proposito empatico a vontade divina, ou simplesmente sem fe e sem entrega a Deus e seu Filho e sofrem os ultimos estertores.Desculpe-me pelas imprecisoes, sou apenas um curioso atraido e colocando a fe em prova.Grato, Julio.