30 de abril de 2020

Pastor presbiteriano, que é o novo ministro da Justiça, chama Bolsonaro de “profeta”


Pastor presbiteriano, que é o novo ministro da Justiça, chama Bolsonaro de “profeta”

Julio Severo
Ao tomar posse do cargo de ministro da Justiça em 29 de abril de 2020, André Mendonça chamou em discurso o presidente Jair Bolsonaro de “profeta.” Ele disse: “Vossa excelência tem sido, há 30 anos, um profeta no combate à criminalidade. Hoje, esse ministro da Justiça assume o compromisso de lutar pelos ideais de uma vida que o senhor tem combatido.”
André Mendonça e Bolsonaro
Por ser evangélico, Mendonça poderia facilmente ser linchado por chamar Bolsonaro de profeta. A turba calvinista cessacionista, que se julga apologeta e dona da Bíblia, condena e fuzila, aos gritos de “herético,” todo pastor pentecostal e neopentecostal que usa termos como “profeta,” “dom de profecia,” etc.
Contudo, a turba está calada. Está caladíssima. Augustus Nicodemus, Paulo Júnior e Renato Vargens não estão gritando “herético” para André Mendonça, que é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).
Talvez, como sempre denuncio, eles estejam caladíssimos por causa de seu hábito de poupar todos os problemas de seu quintal calvinista. Talvez também porque eles poupem generosamente todos os pastores ligados à Teologia da Missão Integral (TMI).
André Mendonça se formou em teologia na Faculdade Teológica Sul Americana em Londrina no Paraná. Essa faculdade, que é dirigida pelo Rev. Jorge Henrique Barro (da IPB), é uma das maiores instituições promotoras da TMI no Brasil e em 2014 realizou o Congresso Internacional da Teologia da Missão Integral.
Com uma formação de TMI, não é de estranhar que ele já tenha elogiado Lula. De acordo com o UOL, “Em 2002, o atual ministro da Justiça publicou um artigo simpático à vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no jornal Folha de Londrina.”
Agora que está em Brasília, não se sabe qual Igreja Presbiteriana da IPB Mendonça frequentará. Mas sabe-se que em 2013 Ariovaldo Ramos e Gilberto Carvalho, homem forte de Dilma e Lula, firmaram uma parceria entre governo do PT e evangélicos da TMI. A parceria foi feita dentro de uma Igreja Presbiteriana da IPB.
Nessa altura, pode ser que Mendonça tenha mudado. Mas se ele der uma escorregadinha, os olavistas, que se acham donos do governo Bolsonaro, vão chamá-lo de “traidor” e usar todo o histórico de TMI dele contra ele.
Quanto a Augustus Nicodemus, Paulo Júnior e Renato Vargens, que não poupam pastores pentecostais e neopentecostais quando usam termos como “profeta” e “dom de profecia,” por que é que estão tão caladíssimos com Mendonça?
Mendonça tem ligações com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, que tem dívidas enormes com o governo federal. Em 2017, a dívida do Mackenzie era de quase 1 bilhão de reais. Em valores atuais, ultrapassaria facilmente 1 bilhão. O medo de chamá-lo de “herético” é medo de atrapalhar a negociação da mega-dívida do Mackenzie?
Seja como for, não estranho Augustus Nicodemus, Paulo Júnior e Renato Vargens não xingarem Mendonça de “herético.” O bispo vermelho Robinson Cavalcanti usava abundantemente o termo profeta em referência à defesa da Teologia da Missão Integral, mas Nicodemus e Vargens nunca o xingaram de herético por isso. Talvez eles tenham concedido a Mendonça a mesma graça e misericórdia que eles sempre concederam generosamente a Cavalcanti.
Pelo visto, só pentecostais e neopentecostais são dignos de serem xingados de “heréticos” no mundo da terra plana cessacionista. Se o Pr. Silas Malafaia tivesse chamado Bolsonaro de “profeta,” Vargens & Cia Calvinista Cessacionista já estariam fazendo seu habitual trabalho sujo de linchamento virtual e xingando-o de “herético” e muitos outros adjetivos.
Quanto a Bolsonaro, vale a pena chamá-lo de “profeta” entre evangélicos por ele dar um sinal de agrado a eles quando ele entupiu o governo de ocultistas ligados ao astrólogo Olavo de Carvalho e os entupiu de todos os tipos de grados? Poderiam chamá-lo de “profeta” do olavismo no governo brasileiro, mas Olavo, que é o Rasputin de Bolsonaro, não ia gostar.
Leitura recomendada:

29 de abril de 2020

A esquerda está em pânico que a pandemia incentive a educação escolar em casa


A esquerda está em pânico que a pandemia incentive a educação escolar em casa

Não aceita ter pais ensinando os filhos a pensar por si mesmos agora

Mark Tapson
Uma das consequências sociais e políticas mais significativas da pandemia do coronavírus é o fato de que incontáveis pais americanos de crianças matriculadas em escolas públicas de repente se veem diante da perspectiva tremenda de ter de dar a essas crianças educação escolar em casa por um período indeterminado de tempo. Quando a normalidade voltar, a maioria das famílias que, por várias razões, não pode ou não quer continuar dando educação escolar em casa, simplesmente voltarão ao seu antigo ritmo e a escolaridade será retomada como antes. Mas muitos pais podem se sentir esclarecidos e empolgados com os benefícios da educação escolar em casa e como ela realmente funciona, em oposição aos equívocos comuns, que geralmente são pejorativos. É uma possibilidade que as elites esquerdistas seculares da educação não tolerarão.
Décadas atrás, ativistas progressistas perceberam que a melhor maneira de provocar uma revolução era não através de ataques abertos às instituições e classes dominantes, mas através da subversão de dentro de suas estruturas — em particular a esfera da educação. Afinal, as crianças são o futuro e, portanto, a maneira mais segura e direta de moldar o futuro é moldar mentes jovens impressionáveis, que são uma audiência cativa para a doutrina da justiça social progressiva. É por isso que terroristas domésticos como o escritor fantasma de Barack Obama, Bill Ayres, e sua (literal) parceira de crime Bernardine Dohrn abandonaram a fabricação de bombas em favor do movimento subversivo Weather Underground e se tornaram educadores respeitados e credenciados trabalhando principalmente com crianças (Ayres obteve dois mestrados em Educação Infantil e doutorado em Currículo e Instrução; a professora de direito Bernardine é um dos fundadores do Centro de Justiça para Crianças e Famílias da Faculdade de Direito da Universidade Northwestern).
A esquerda secular tem pavor de perder o controle dos filhos dos Estados Unidos para os pais que educam em casa, os quais tendem a ser (mas nem sempre) conservadores e muitas vezes religiosos. A esquerda secular também se ressente da noção de controle dos pais; afinal de contas, como Melissa Harris-Perry, ex-apresentadora do canal televisivo MSNBC, disse de maneira franca em uma propaganda desse canal há vários anos: “Temos de romper com nosso tipo de ideia particular de que as crianças pertencem aos pais ou que pertencem às suas famílias e reconhecermos que as crianças pertencem a comunidades inteiras.” Melissa também era um educadora universitária. À luz dos acontecimentos devido à pandemia, a esquerda está se preparando para reprimir qualquer aumento do interesse pela educação escolar em casa.
Um exemplo da ofensiva da esquerda contra os educadores em casa: o jornal Daily Caller informou que, em junho, a Faculdade de Direito de Harvard realizará uma “cúpula de homeschooling (educação escolar em casa)” apenas para convidados, para discutir os “problemas de privação educacional e maus-tratos na infância, que muitas vezes ocorrem sob o disfarce de educação escolar em casa, em um ambiente legal de pouca ou nenhuma supervisão.” O evento, que apresentará palestrantes de políticas de educação e bem-estar infantil, além de acadêmicos, ativistas de políticas e legisladores, é patrocinado pelo Programa de Defesa Infantil da Faculdade de Direito de Harvard, em cooperação com a Academia sobre Violência e Abuso, a Sociedade Profissional Americana sobre Abuso de Crianças, o Instituto de Serviços Humanos, a Fundação da Criança Abandonada de Nova Iorque, o Instituto de Declaração de Direitos William & Mary e o Projeto de Abuso Zero. Observe quantas dessas organizações se concentram no abuso infantil. Isso ocorre porque os pais que dão educação escolar em casa são muitas vezes demonizados como agressores de seus próprios filhos, a fim de justificar a invasão do governo — oops, quero dizer “supervisão” — em casas particulares.
Entre os palestrantes em destaque está Elizabeth Bartholet, da Faculdade de Direito de Harvard, co-organizadora do evento, que escreveu extensivamente sobre o “fenômeno da educação escolar em casa em rápido crescimento,” a qual ela considera uma “ameaça” para “as crianças e a sociedade.” Seu artigo de junho de 2019, “Educação Escolar em Casa: Absolutismo dos Direitos dos Pais versus Direitos da Criança à Educação e Proteção,” é um material de leitura recomendado para o evento. O resumo desse artigo diz: “Este artigo pede uma transformação radical no regime de educação escolar em casa e um repensar relacionado dos direitos da criança e reformulação da doutrina constitucional. Ele recomenda uma proibição especulativa da educação escolar em casa, com o ônus dos pais de demonstrar justificativa para a permissão para dar educação escolar em casa” [grifo nosso]. Veja isso de novo: a proibição da educação escolar em casa, com os pais forçados a pedir permissão do governo para dar educação escolar em casa para seus próprios filhos.
No artigo, ela afirma que “a sociedade perde” quando os pais dão aos filhos educação escolar em casda e as crianças educadas dessa forma não recebem as “habilidades necessárias para participar produtivamente da sociedade como adultos através do emprego” e crescerão “alienadas da sociedade, ignorando as visões e valores diferentes de seus pais.” Isso é absolutamente falso. Pelo contrário, os americanos estão mais conscientes do que nunca agora de que é o nosso desastroso sistema de escolas públicas que produz em abundância alunos ignorantes de sua própria história e alienados de seus pais, seu país, sua cultura e seu Deus. Nosso sistema escolar, do período pré-K até a pós-graduação, passou da transferência de conhecimentos e experiência de vida para as crianças, para doutriná-las em uma agenda de justiça social que demoniza outros pontos de vista e até a própria cultura ocidental como repleta de intolerância, fanatismo, racismo e exploração capitalista. .
Bartholet afirma que “muitos” (quantos são “muitos”?) pais que ministram educação escolar em casa “promovem a segregação racial e a submissão feminina” e ensinam seus filhos a — oh, que horror, né? — “questionar a ciência.” (Quando os progressistas usam a frase “questionam a ciência,” o que eles querem dizer é que ninguém deve questionar a politização esquerdista da ciência. Eles veem a ciência não como um método de observação e investigação, mas como um sistema de crenças que é blasfêmia “negar,” pelo menos quando suas conclusões estão de acordo com sua agenda. Os esquerdistas ficam perfeitamente à vontade em negar a ciência — a biologia básica, por exemplo — quando não atende às suas necessidades políticas.)
Bartholet continua a difamar os pais e alunos envolvidos na educação escolar em casa: “Alguns pais que ministram educação escolar em casa são ideólogos religiosos extremistas que vivem em isolamento quase total e mantêm opiniões em sério conflito com as opiniões geralmente consideradas centrais em nossa sociedade. Por exemplo, alguns acreditam que as mulheres devem ser totalmente submissas aos homens e educadas para promover tal submissão,” diz o artigo dela.
Outro palestrante e co-organizador é o Prof. James Dwyer, da Faculdade de Direito da Universidade William and Mary, que argumentou em seu livro de 2001, Escolas Religiosas Versus Direitos da Criança, que “as escolas cristãs e católicas fundamentalistas podem ser prejudiciais às crianças,” através da “restrição excessiva das liberdades básicas das crianças, sufocando o desenvolvimento intelectual e instilando atitudes dogmáticas e intolerantes,” bem como instilando “culpa e repressão excessivas.” As meninas principalmente correm o risco de adquirir auto-estima reduzida, diz o resumo do livro. Ele argumenta que a política do Estado deve se concentrar no que é melhor para as crianças “de uma perspectiva secular.” Porque as elites esquerdistas, e não os pais, sabem o que é melhor para nossos filhos.
Um terceiro palestrante é Robert Kunzman, professor associado da Faculdade de Educação da Universidade de Indiana e autor do livro Escreva Estas Leis em Seus Filhos: Dentro do Mundo Cristão Conservador da Educação Escolar em Casa, que também defende uma perspectiva secular na educação e na “regulamentação” governamental da educação escolar em casa.
Minha esposa e eu somos cristãos conservadores e educamos em casa nossos filhos pequenos desde o primeiro dia. Pretendemos continuar fazendo isso até o nível da faculdade, se necessário. Por quê? Porque, como observei, o sistema educacional dominado pela esquerda de cima até embaixo é uma mistura tóxica de incompetência, doutrinação política, indiferença burocrática e crescente anarquia entre os próprios estudantes, pois as autoridades escolares se recusam a disciplinar certos grupos demográficos. Ensinamos em casa porque os estudos mostram que as crianças educadas em casa são mais bem instruídas, mais socializadas e se comportam melhor do que seus colegas de escola pública. Ensinamos em casa porque fortalece os laços dentro de nossa família e entre nossa comunidade de educadores de casa com idéias semelhantes. Ensinamos em casa porque queremos o melhor para nossos filhos e para o nosso país. Nós, como educadores e políticos esquerdistas querem que você acredite, não acorrentamos nossos filhos no porão, não batemos neles por não memorizarem o Antigo Testamento, e não os fazemos saudar a bandeira confederada. Nós os ensinamos a pensar e a ler de maneira ampla e crítica. Ensinamos a eles que a ciência é um processo contínuo, não um dogma. Ensinamos a eles habilidades para a vida. Transmitimos nossos valores judaico-cristãos, que construíram a maior, mais livre e mais tolerante civilização da história humana. Nós os ensinamos a apreciar nossa cultura, nosso país e nosso Deus. Estamos criando patriotas americanos livres e fazemos parte de um número crescente de pais americanos fazendo o mesmo. À medida que a pandemia do coronavírus introduz ainda mais pais nessa opção, observe os marxistas culturais intolerantes da esquerda exercerem todo o poder e ódio que podem reunir para nos suprimir.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista FrontPage: The Left is Panicking That the Pandemic Will Encourage Homeschooling
Leitura recomendada sobre educação escolar em casa:

28 de abril de 2020

A mesquita do Doutor Doolittle e o neopagão nudista que falava com demônios


A mesquita do Doutor Doolittle e o neopagão nudista que falava com demônios

Julio Severo
Quando menino, eu costumava assistir ao desenho animado “Doutor Doolittle,” produzido em 1970 por DePatie-Freleng, que também produziu o famoso desenho animado “Pantera Cor-de-Rosa.”
No “Doutor Dolittle,” lembro-me dos animais. Mas não me lembro de nada islâmico no desenho animado.
Desenho animado de 1970 “Doutor Doolittle”
Então fiquei muito surpreso que o filme de 2020 “Doolittle,” estrelado por Robert Downey Jr., tivesse uma enorme mesquita, retratada em vários ângulos, como o edifício central em uma ilha de fantasia que era o lar original desse novo Doutor Doolittle. A grande mesquita poderosa, construída em estilo europeu em sua base de tijolos, era um sinal de que a ilha era islâmica e que esse novo doutor Doolittle também era muçulmano.
Proeminente mesquita no filme de 2020 “Doolittle”
Sei que Hollywood adora o islamismo e sempre o retrata de uma maneira muito positiva. Mas não dá para poupar as crianças de tal propaganda enganosa?
Proeminente mesquita no filme de 2020 “Doolittle”
Downey, produtor executivo de “Doolittle,” disse que inspirou seu personagem em um médico neopagão nudista galês chamado William Price, que supostamente podia se comunicar com todos os espíritos da natureza e outros espíritos. A Bíblia chama esses “espíritos” de demônios. Ele também disse que usou Price como inspiração também em seu personagem da Marvel Homem de Ferro. Mas ele nunca explicou por que colocou uma mesquita em destaque em seu filme ou por que apresentou o Doutor Doolittle como muçulmano.
Proeminente mesquita no filme de 2020 “Doolittle”
Ainda me perguntando por que Downey colocaria uma mesquita em “Doolittle,” decidi assistir ao filme de 1967 “Doctor Doolittle” (no Brasil, “O Fabuloso Doutor Dolittle”), estrelado por Rex Harrison, para ver se havia alguma mesquita enorme. Depois de mais de duas horas assistindo e procurando, procurando e procurando, não encontrei nenhuma mesquita nem sinal islâmico de nenhum tipo nesse filme antigo. Então, onde foi que Downey conseguiu sua inspiração para uma mesquita em seu filme infantil?
O que ele tentou comunicar com uma mesquita tão proeminente em um filme infantil? Que mesquitas e sua ideologia são inocentes e adequadas para crianças?
O que pessoas responsáveis, especialmente pessoas com poder de mídia, deveriam fazer é informar adultos e crianças que o islamismo não é uma religião de paz. Terroristas movidos por essa religião cometeram o maior atentado terrorista contra os Estados Unidos. O atentado do 11 de setembro de 2001 foi cometido 100% por muçulmanos, a maioria deles sauditas.
Se Hollywood não tem interesse no que o islamismo fez contra os EUA, por que ignorar os cerca de 100.000 cristãos martirizados ano a ano, especialmente por muçulmanos?
Essa é uma realidade muito cruel. Crianças não devem ser poupadas dessa realidade. Elas precisam ser protegidas da propaganda enganosa que retrata o islamismo como uma fantasia inocente. É uma fantasia assassina que vem derramando sangue cristão há séculos. O genocídio armênio é apenas uma das muitas manchas de sangue na história do islamismo.
Nenhuma ideologia na história humana matou tantas pessoas quanto o islamismo. Enquanto o comunismo matou 100 milhões de pessoas, o islamismo matou 600 milhões de pessoas. Precisa ser banido. A falta de coragem para proibir essa ideologia assassina tem resultado no aumento de mesquitas nos Estados Unidos.
No entanto, como Robert Downey Jr. vai se preocupar com o que o islamismo tem feito contra os EUA e os cristãos ao redor do mundo se ele é inspirado por um neopagão nudista louco que passava o dia conversando com demônios?
Leitura recomendada sobre Hollywood:
Leitura recomendada sobre o islamismo:

27 de abril de 2020

Cuidado com a Escola Tradicionalista, a seita esotérica que usa o antimarxismo para promover o sincretismo religioso e o culto à personalidade de seus líderes


Cuidado com a Escola Tradicionalista, a seita esotérica que usa o antimarxismo para promover o sincretismo religioso e o culto à personalidade de seus líderes

Julio Severo
Quando os cristãos ouvem falar de tradicionalistas, pensam em termos de cristãos guardando suas tradições ou de costumes culturais de guardar tradições. Muito poucas pessoas sabem que existe uma seita espiritualista ou esotérica dedicada a ambições políticas também engajada no tradicionalismo. Essa seita se chama Escola Tradicionalista.
Membros da Escola Tradicionalista, inclusive Steve Bannon e Olavo de Carvalho, em Nova Iorque em 2019
Um grupo de tradicionalistas se reuniu em Nova Iorque em 2019 e um estudioso judeu procurou entender a influência dessa seita.
Benjamin Teitelbaum, o estudioso judeu, fez uma pergunta a esses tradicionalistas, inclusive Steve Bannon e Olavo de Carvalho, um imigrante brasileiro autoexilado nos EUA.
De acordo com a Universidade do Colorado Boulder:
“Você é um tradicionalista?” ele perguntou, referindo-se a uma seita espiritualista pouco conhecida, enraizada em noções de que o tempo é cíclico, a “idade das trevas” está sobre nós, e os homens arianos habitam o topo de uma hierarquia cósmica antiga.
Essa pergunta simples deu início a uma odisséia de um ano em que Teitelbaum, um etnomusicologista que se tornou especialista em questões de extrema direita, gravou mais de 20 horas de entrevistas com Bannon e viajou pelo mundo para conhecer seus contemporâneos tradicionalistas.
O novo livro resultante, “War For Eternity: Inside Bannon’s Far-Right Circle of Global Power Brokers” (Guerra pela Eternidade: De Dentro do Círculo Ultra-Direitista de Negociadores Mundiais de Poder), lançado nesta semana, revela uma bizarra ideologia ultraconservadora compartilhada por assessores de presidentes populistas no Brasil, Rússia e Hungria — e o surpreendente poder político que eles podem estar empunhando.
O interesse de Teitelbaum na Escola Tradicionalista começou depois que ele leu reportagens da imprensa em 2016, indicando que Bannon, então estrategista-chefe do presidente Donald Trump, estava lendo as obras do escritor tradicionalista Julius Evola. Desde então, Trump expulsou Bannon da Casa Branca por oportunismo e por vazar informações confidenciais para a imprensa.
De acordo com a Universidade do Colorado Boulder:
Teitelbaum define o tradicionalismo como “uma bizarra escola filosófica subversiva secreta com um número pequeno de adeptos ecléticos.” Ela se baseia em verdades filosóficas que fazem uso de ideias de muitas religiões, desde o hinduísmo e o zoroastrismo até as religiões pagãs pré-cristãs da Europa.
Teitelbaum disse que diferentes escolas de tradicionalistas compartilham crenças diferentes, mas muitas concordam com um dos principais temas: o “modernismo” — especialmente o marxismo — deve desaparecer para que o avanço espiritual da humanidade ocorra. Esse avanço espiritual é uma mistura que envolve muitas religiões, principalmente o catolicismo e o islamismo.
De acordo com a Universidade do Colorado Boulder:
Por meio de entrevistas exclusivas em reuniões esotéricas e outras reuniões secretas com pensadores de extrema direita desde a região rural da Virgínia [onde Olavo de Carvalho mora] até Budapeste, Teitelbaum argumenta que essa visão obscura do mundo está tendo um impacto notável na política mundial hoje.
Ele observa que Aleksandr Dugin, que é fortemente influenciado por obras tradicionalistas, tem quem o ouça no Kremlin e Olavo de Carvalho, outro pensador tradicionalista, atua como conselheiro do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
Embora seja inegável que Dugin e Carvalho tenham as mesmas raízes esotéricas e ambos sejam membros da Escola Tradicionalista, não sei se a avaliação de Teitelbaum de Dugin ter no governo russo a mesma influência que Carvalho tem no governo brasileiro está correta.
Carvalho, que é o conselheiro especial de Bolsonaro, mantém a ele e seus filhos sob seu feitiço esotérico.
Embora Dugin seja o Carvalho russo, não há sinal de que ele mantenha o governo russo sob o mesmo feitiço. Pelo menos, posso falar da minha experiência. Em 2014, participei no Kremlin da maior conferência conservadora da Rússia. Eu estava com judeus, católicos e evangélicos americanos, especialmente do Congresso Mundial das Famílias. Dugin não era palestrante e nem sequer compareceu ao evento. Nenhum palestrante russo mencionou o nome dele.
Não há notícias de que Dugin já tenha recebido a maior condecoração do governo russo. Certamente, as ideias e o movimento de Dugin, inspirados no ocultista islâmico René Guénon, são uma ameaça política e espiritual, mas ele não foi capaz até agora de alcançar a influência enorme que Carvalho alcançou no governo Bolsonaro.
Se o presidente russo Vladimir Putin tratar Dugin da mesma maneira que Bolsonaro vem tratando Carvalho, mais cedo ou mais tarde ele verá a Rússia afundada nas mesmas confusões que o Brasil está enfrentando.
Se Dugin tivesse o mesmo feitiço que Carvalho tem no Brasil, a maior conferência conservadora na Rússia, com a minha presença, teria o mesmo culto à personalidade de Dugin que aconteceu na CAPC, a maior conferência conservadora do Brasil, a qual Eduardo Bolsonaro usou para promover o culto da personalidade de Carvalho. Aliás, Bolsonaro financiou esse evento privado com mais de 1.200.000 reais diretamente dos bolsos dos brasileiros que pagam impostos, e essa ação deveria ter sido condenada como antiética, porque conservadores reais não sacrificam os trabalhadores que pagam impostos para financiar seus eventos privados. Somente socialistas fazem essa exploração de impostos.
Minha opinião é que a Rússia, a maior nação cristã ortodoxa do mundo, será vítima de Dugin ou outro membro da Escola Tradicionalista, porque os cristãos ortodoxos não são muito diferentes dos católicos. O Brasil, a maior nação católica do mundo, já está sendo vítima da Escola Tradicionalista por meio de Carvalho.
Os EUA, que ainda mantêm uma maioria de evangélicos em sua população cristã, escaparam com sucesso das armadilhas da Escola Tradicionalista e de seu apelo antimarxista. Trump expulsou Bannon da Casa Branca e se cercou de evangélicos.
Se Bolsonaro, da mesma forma, expulsar seus conselheiros tradicionalistas, principalmente Carvalho, e se cercar de evangélicos, haverá esperança para o Brasil. Putin e os cristãos ortodoxos não estão espiritualmente preparados para evitar na Rússia a mesma experiência ruim da Escola Tradicionalista que o Brasil católico adotou e que a América protestante rejeitou.
A tragédia no Brasil é que Bolsonaro foi eleito especialmente por evangélicos, mas depois da eleição ele optou por entupir seu governo de tradicionalistas ligados a Carvalho. Ou seja, os evangélicos foram explorados politicamente por Bolsonaro, que agora usa o governo brasileiro para promover o tradicionalismo e seus adeptos. Eles não tinham poder suficiente para se eleger. Então eles exploraram os evangélicos com um discurso conservador, mas agora eles promovem uma agenda maior envolvendo questões que não são familiares para muitas pessoas.
De acordo com a Universidade do Colorado Boulder:
“Alguns desses protagonistas [Bannon, Dugin, Carvalho] que estão tentando moldar o futuro da nossa sociedade estão pensando em termos que são muito estranhos para a maioria das pessoas educadas, atentas e engajadas,” disse ele. “É hora de começarmos a prestar atenção.”
Teitelbaum está certo. A maioria das pessoas, mesmo as “pessoas mais educadas, atentas e engajadas,” são incapazes de entender a seita esotérica estranha e misteriosa da Escola Tradicionalista. Os líderes americanos da CAPC que compareceram à CAPC Brasil financiada com impostos não conseguiram entender que eles foram usados para promover um membro da Escola Tradicionalista e que praticamente todos os palestrantes brasileiros na CAPC Brasil não estavam representando o movimento conservador brasileiro. Eles estavam diretamente conectados a Carvalho. Então, o tradicionalismo tem no Brasil, como em nenhuma outra nação, uma supremacia, mesmo contra conservadores reais.
Nenhuma nação foi tão enganada e vitimada pelos tradicionalistas quanto o Brasil — talvez apenas a Itália sob o ditador fascista Benito Mussolini, cujo conselheiro e guru foi o filósofo direitista Julius Evola, o discípulo mais proeminente de Guénon e o membro mais proeminente da Escola Tradicionalista. Evola escreveu vários livros contra o marxismo.
Bannon, Dugin e Carvalho foram fortemente influenciados por Guénon e suas ideias esotéricas.
Apesar de Carvalho se gabar de que ele vinha formando um exército de intelectuais antimarxistas desde a década de 1980, por meio de investigação Teitelbaum descobriu que Carvalho estava envolvido em uma tariqa islâmica ocultista nos EUA na década de 1980. Essa tariqa estava envolvido em escândalos sexuais. Teitelbaum apenas não investigou como Carvalho enganou o serviço imigratório dos EUA para obter um visto como correspondente de um pequeno jornal brasileiro que não tinha condições de sustentar um correspondente internacional.
Concordo com Teitelbaum: é hora de começarmos a prestar atenção à seita espiritualista da Escola Tradicionalista e seus membros que seduzem e sequestram movimentos conservadores e influenciam presidentes — desde Mussolini até Bolsonaro.
Com informações da Universidade do Colorado Boulder.
Leitura recomendada:

26 de abril de 2020

O batismo do Espírito Santo transforma radicalmente missionários em dificuldades — e crentes de todas as denominações


O batismo do Espírito Santo transforma radicalmente missionários em dificuldades — e crentes de todas as denominações

Christine D. Johnson
Como um “seminarista arrogante” confesso, Brad Long pensava que tinha tudo teologicamente quando ele e sua esposa Laura se mudaram para a Coréia do Sul como missionários. Mas sem o batismo no Espírito Santo, eles se viram em lutas no ministério. Foi quando algo maravilhoso aconteceu.
“Fomos apresentados à obra do Espírito Santo de uma nova maneira,” diz Long. “Foi extraordinário o que Deus estava fazendo. Foi lá na Coréia do Sul, onde eu estava ensinando teologia em um grande seminário presbiteriano, que minha esposa e eu descobrimos realmente como estávamos fracos, apesar de nossa grande educação. Apesar do bom treinamento teológico que tivemos, estávamos impotentes. Estávamos em lutas. Não sabíamos como compartilhar nossa fé. Trabalhar numa cultura diferente era difícil e, francamente, estávamos desesperados. Estávamos desesperados por mais de Deus.”
O casal Long observava outros missionários e os crentes coreanos, que, de acordo com ele, eram “incrivelmente eficazes” em seus ministérios.
“Eles estavam fazendo um trabalho maravilhoso,” diz ele. “Alguns deles administravam hospitais. Outros eram presidentes de faculdades. Mas o que mais me impressionou foi o fato de essas pessoas terem uma fé vital viva em Jesus Cristo. Quero dizer, eles estavam vivos e eu queria saber o segredo deles.”
O casal acabou descobrindo o poder da Palavra e do Espírito de Deus operando em conjunto em suas vidas.
“O segredo era, é claro, estar fundamentado na Bíblia e conhecer Jesus, mas era [também] a obra empoderadora do Espírito Santo,” diz Long. “Eu estava com muita fome, como Laura, e nós dois, enquanto estávamos lá como missionários na Coréia, fomos batizados com o Espírito Santo, e isso mudou completamente nossas vidas.”
O casal Long viu o poder do batismo no Espírito em crentes de todo os tipos de denominações.
“Essas pessoas não eram esquisitas e eram de todas as denominações,” diz ele. “Eles eram presbiterianos. Eles eram batistas. Eles também eram católicos romanos. Eram todos pessoas que amavam Jesus e estavam cheias do Espírito Santo.”
Hoje, o Dr. Long é diretor executivo dos Ministérios Reformados Presbiterianos Internacionais (PRMI, prmi.org), uma organização que atende cristãos de todas as igrejas e denominações que começou em um pequeno grupo de pastores presbiterianos na década de 1960. Mas primeiro, ele teve de experimentar o batismo do Espírito por si mesmo.
“R.A. Torrey foi parte do grande avivamento do grande mover de Deus que ocorreu na virada do século passado, em 1900, e foi seu bisneto que colocou as mãos sobre a minha cabeça,” diz ele. “Fui então cheio do Espírito Santo lá na Coréia do Sul.”
Há 30 anos, o Dr. Long lidera os PRMI, com sede nas montanhas do oeste da Carolina do Norte, e trabalha em conjunto com o Rev. Martin Boardman, o mobilizador de oração da organização, com sede em Alberta, Canadá. Boardman tem sua própria experiência de entender a obra do Espírito em sua vida.
“Experimentei o Espírito Santo me enchendo ou me batizando em um ambiente de estudo bíblico quando eu estava no meu primeiro ano de universidade,” diz Boardman. “Foi uma experiência incrível, mas eu não tinha ideia do que estava acontecendo comigo ou por que me sentia do jeito que me sentia. Parecia que Deus estava derramando Seu amor em mim, e isso estava aumentando.”
O Projeto Dunamis da PRMI ajudou Boardman a entender o que aconteceu com ele nessa experiência.
“Depois disso, tive oportunidade de ministrar, mas realmente não entendi que isso estava relacionado à obra empoderadora do Espírito até quase 15 anos depois, quando eu entrei nos Ministérios Reformados Presbiterianos Internacionais e no curso de Dunamis,” ele diz. “Eles começaram a explicar quem era a pessoa e a obra do Espírito Santo, e isso me deu a grade e a estrutura para realmente entender o que havia acontecido comigo e realmente reconhecer que, a partir daquele momento, entrei em um lugar de ministério empoderado.”
Long relata que “milhares e milhares de pessoas” fizeram o curso do Projeto Dunamis, que é um evento intensivo de cinco dias para equipar cristãos.
“Tem havido um derramamento do Espírito Santo, e isso se tornou mundial, em todos os Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Coréia, China e América Latina,” diz Long.
Os participantes do Dunamis veem que os PRMI concorda sinceramente em não divorciar a Palavra de Deus do Seu Espírito.
“Esse tem sido um dos temas centrais deste ministério, unindo a Palavra e o Espírito,” diz Long com cautela. “Sempre que os separar, você acabará provavelmente em heresia ou em igrejas sem poder e com cristãos sem poder. A Palavra e o Espírito precisam andar juntos sempre, sempre, sempre.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Holy Spirit Baptism Radically Transforms Struggling Missionaries—And Believers Across Denominations
Leitura recomendada:

24 de abril de 2020

Qual será a nova causa americana?


Qual será a nova causa americana?

Patrick J. Buchanan
Depois que a Grande Pandemia passar e os Estados Unidos emergirem da Grande Depressão II, qual será a missão dos EUA no mundo?
Qual será a causa dos EUA?
Os EUA já estiveram em tal momento decisivo antes.
Depois da Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos queriam voltar para sua pátria. Mas os EUA deixaram de lado sua construção nacional para enfrentar o desafio de um império stalinista malévolo dominante do rio Elba ao mar de Barents.
E depois de perseverarem por quatro décadas, os EUA venceram.
O que, então, os EUA fizeram com sua vitória histórica?
Os EUA alienaram a Rússia movendo sua aliança militar da OTAN para o Mar Báltico e o Mar Negro. Os EUA lançaram cruzadas e guerras sangrentas e dispendiosas pela democracia no Oriente Médio que, invariavelmente, fracassaram. Os EUA exportaram uma fatia enorme de sua capacidade de fabricação e independência econômica para uma China mimada.
Historicamente, erros de tal magnitude arruinaram grandes potências.
Mesmo antes do COVID-19, os americanos começaram a perceber a loucura de décadas de intervencionismo irracional por causa de questões irrelevantes para seus interesses vitais. “Insustentável” era a palavra comumente associada à política externa americana.
Mas se a política externa americana era insustentável durante o grande crescimento econômico do presidente Trump, com o desemprego em níveis recordes e um mercado em alta que rivalizava com a década vibrante de 1920, dá para uma política externa intervencionista ser sustentada depois das perdas dessa grande depressão que os EUA induziram para matar a pandemia ?
Se os democratas [socialistas] vencerem a eleição presidencial americana em novembro, conhecemos suas prioridades: assistência médica pública, impostos sobre carbono, políticas ambientalistas, fronteiras abertas, anistia, indenizações e redistribuição de riqueza para reduzir a desigualdade social e econômica — uma agenda que custa trilhões de dólares.
E os democratas olharão para o orçamento de defesa como um caixa dois para financiar essa nova era progressista.
Se os republicanos vencerem, dada a influência de belicistas e neoconservadores entre a elite do partido, o intervencionismo poderá ter outra chance no mundo inteiro, que eles veem apenas como quintal dos EUA.
Tendo sido expostos como inacreditavelmente ingênuos por sua indulgência com a China desde os dias Bush I até 2016, alguns republicanos estão tentando compensar seus pecados colocando a China no papel soviético na Segunda Guerra Fria.
Fala-se no Congresso dos EUA de se recusar a pagar os títulos dos EUA que o governo chinês detém e de processar a China pelos danos causados pelo coronavírus, já que a China não alertou o mundo de que o patógeno estava solto.
Os americanos precisam pensar muito antes de deixar de pagar a dívida do governo americano para com a China e considerar as consequências se abrirem uma porta para reivindicações contra nações soberanas por pecados passados.
O Iraque foi invadido em 2003 para forçá-lo a entregar armas ilícitas de destruição em massa que não possuía. O governo iraquiano poderia ter um argumento em tribunais internacionais contra os Estados Unidos pela guerra não provocada travada contra esse país.
Embora os EUA pareçam determinados a repatriar suas indústrias — especialmente a fabricação de produtos essenciais para a saúde, a segurança e a defesa de sua nação —, parece não haver disposição entre o público para uma guerra com a China.
Mas, novamente, com as guerras que foram como cruzadas democráticas agora repudiadas, qual é a causa dos EUA, qual é a missão dos EUA no mundo?
Prevenir as mudanças climáticas, dizem as elites esquerdistas dos EUA. No entanto, mesmo antes da pandemia, o aquecimento global ficava próximo do fundo das preocupações nacionais.
A situação em que os Estados Unidos se encontrarão depois que o vírus passar e a depressão se elevar será quase sem precedentes.
Os EUA terão as mesmas obrigações de tratados de entrar em guerra em nome de dezenas de nações da Europa e da Ásia e, ao mesmo tempo, estarem com déficits da ordem de US$ 3 trilhões por ano com uma base econômica reduzida.
Se Trump vencer, as fronteiras serão reforçadas. A retirada das tropas americanas do Oriente Médio continuará. As indústrias americanas no exterior começarão a ser repatriada. As instituições transnacionais serão rebaixadas, ignoradas e substituídas.
A palavra de ordem será o que tem sido ultimamente: “Em Primeiro Lugar, os EUA.”
Em uma segunda presidência de Trump, provavelmente haveria ainda menos preocupação sobre como outras nações se governam.
Importa para os EUA se a Rússia é liderada por um autocrata não muito diferente de um czar Romanov, que o nacionalismo hindu exerce domínio com violência na Índia ou que os húngaros rejeitaram as idéias de Earl Warren sobre democracia liberal?
Nas últimas décadas, a Assembléia Geral da ONU pareceu se assemelhar com a cena do bar em “Guerra nas Estrelas.” Mas o jeito como as outras nações escolhem se auto-governar é da conta dos EUA, se essas nações não ameaçam os americanos?
No século 19, quando os húngaros se levantaram contra o Império dos Habsburgo e procuraram a intervenção dos EUA, Henry Clay se opôs:
“É muito melhor para nós mesmos… e pela causa da liberdade… que mantenhamos nossa lâmpada acesa intensamente no continente americano, como uma luz para todas as nações, do que arriscar sua extinção total em meio às ruínas de repúblicas em queda ou caídas na Europa.”
Não apenas as preferências do presidente Trump, mas também os eventos parecem estar levando os EUA a esse destino.
Para pegar emprestado o título da obra clássica do historiador Walter A. McDougall, o futuro dos EUA é uma terra prometida, não um Estado que faz guerras e cruzadas.
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): What will be the new American cause?
Outros artigos de Patrick J. Buchanan: