23 de março de 2020

Em teleconferência com pastores, Trump pediu suas orações para enfrentar a pandemia de coronavírus


Em teleconferência com pastores, Trump pediu suas orações para enfrentar a pandemia de coronavírus

Julio Severo
Em uma teleconferência não divulgada pela grande mídia, mas divulgada pela Rede de Televisão Cristã dos EUA, o presidente Donald Trump, o vice-presidente Pence e o ministro Ben Carson conversaram com centenas de pastores em 22 de março de 2020, com o presidente Trump pedindo especificamente que orassem por “força” e pela “saúde do nosso país.” Enquanto isso, o vice-presidente Pence elogiou os pastores pelo trabalho vital que as igrejas estão fazendo ao longo dessa provação. “Vocês estão praticando sua fé,” disse o vice-presidente aos pastores. O ministro Ben Carson, que é adventista, incentivou o grupo dizendo: “Deus ainda tem Sua mão nesta nação.”
O Conselho de Pesquisa da Família organizou a ligação telefônica de uma hora e seu presidente, Tony Perkins, a liderou. A ligação estava cheia de orações por Trump, Pence e Carson. Durante a ligação, Perkins orou pelo presidente, o Pastor Carter Conlon, da Igreja Times Square de David Wilkerson, em Nova Iorque, orou pelo vice-presidente Pence e Paula White, uma televangelista neopentecostal que atua como conselheira especial de Trump, orou pelo ministro Ben Carson.
O vice-presidente Pence disse aos pastores que ele foi inspirado por tantas igrejas que cumprem as normas do governo federal. Ele agradeceu quantas igrejas estavam suspendendo os cultos apenas por muita precaução e agradeceu o sacrifício financeiro envolvido, considerando que elas conduzem suas operações com base no dízimo e nas ofertas. Ele disse que faria sua parte para tentar incentivar os americanos a continuarem dando dízimos e ofertas, apesar de não estarem no culto de domingo. “Ajudaremos a ecoar isso em nossos comunicados,” disse Pence aos pastores. “Faremos um lembrete e encorajamento gentil para os americanos continuarem apoiando esses ministérios, mesmo que não estejam nos bancos na manhã de domingo.”
David Wilkerson, que fundou a Igreja Times Square, era conhecido por suas pregações proféticas enérgicas contra os pecados dos Estados Unidos. Não sei se Carter Conlon, que sucedeu o falecido Wilkerson como pastor da Igreja Times Square, conversou com Trump sobre esses pecados e arrependimento. Dois desses pecados são aborto e homossexualidade.
Enquanto, por respeito ao governo, as igrejas estão fechadas, a Federação de Planejamento Familiar e suas clínicas de aborto estão abertas, matando bebês inocentes. E em San Francisco, a capital gay dos EUA, as saunas gays estão abertas.
Tempos de crise são tempos para orar e se arrepender. George Washington, o primeiro presidente dos EUA, entendia muito bem esse conceito. Ele nunca pedia oração nacional sem pedir arrependimento nacional.
Se os EUA de Washington oravam e se arrependiam, por que os EUA de Trump oram sem se arrependerem?
Como Trump sentirá a necessidade de se arrepender, ou encorajar os EUA a se arrepender, se os pastores não o informam sobre seus pecados e os pecados dos EUA?
Perkins e eu, Julio Severo, fomos mencionados pela The Advocated, a maior revista gay do mundo, sobre a campanha gay de Trump.
Não posso elogiar a postura branda de Perkins sobre a campanha gay de Trump. Mas posso elogiá-lo por convidar Carter Conlon, que, esperançosamente, no espírito profético de Wilkerson, disse a Trump que sua campanha global para legalizar a homossexualidade em todo o mundo abre os Estados Unidos a tragédias e crises. E o coronavírus pode ser um delas.
É incompatível que os pastores avisem os presidentes de seus pecados? De maneira alguma. Natã, o profeta, era amigo do rei Davi. Quando Davi cometeu adultério, Natã não deixou a amizade deles atrapalhar a voz de Deus. Quando Deus disse a Natã que Davi pecou, Natã obedeceu a Deus e avisou a Davi.
Amigos, profetas e pastores verdadeiros não passam o tempo louvando um presidente. Quando necessário, eles entregam as mensagens de Deus, mesmo sob o risco de perder uma amizade. A marca de uma verdadeira amizade não é elogio contínuo, mas sinceridade.
Os Estados Unidos e seu presidente precisam neste momento de sinceridade máxima. Como George Washington teria entendido muito bem, é hora de os EUA orarem e se arrependerem.
Com informações da Rede de Televisão Cristã dos EUA.
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