23 de fevereiro de 2020

Trump nomeia ativista LGBT assumidamente gay como diretor de todos os órgãos de serviço secreto dos EUA


Trump nomeia ativista LGBT assumidamente gay como diretor de todos os órgãos de serviço secreto dos EUA

Richard Grenell adquiriu credenciais impressionantes entre os conservadores, mas um grupo pró-família o chama de “em primeiro lugar um ativista gay e segundo lugar um republicano leal.”

Doug Mainwarin
WASHINGTON, D.C., EUA (LifeSiteNews) — O presidente Donald Trump escolheu Richard Grenell, atualmente embaixador dos Estados Unidos na Alemanha, como diretor interino da Inteligência Nacional, tornando-o o primeiro membro assumidamente gay do gabinete da Casa Branca na história dos EUA.
Como chefe de inteligência, Grenell supervisionará as dezessete agências de espionagem dos EUA, inclusive o Federal Bureau of Investigation (FBI), a Central Intelligence Agency (CIA), o Ministério de Segurança Nacional e os braços de inteligência de cada ramo das forças armadas dos EUA.
Grenell é um híbrido interessante: um homem gay amado pela maioria dos especialistas e políticos conservadores, que ao mesmo tempo é frequentemente alvo de desprezo dos liberais, especialmente da mídia LGBT e das organizações políticas.
“Ele não é necessariamente popular entre os indivíduos LGBTQ — ou mulheres ou alemães,” declarou um comentário na revista gay The Advocate, logo após o anúncio da nomeação de Grenell. “Ele denunciou Pete Buttigieg, candidato presidencial democrata gay por criticar o histórico anti-LGBTQ do vice-presidente Mike Pence” e disse que “a ideia de que Pence é homofóbico é uma ‘farsa.’”
The Advocate também comentou que Grenell é “conhecido por insultar mulheres poderosas, como Hillary Clinton e Rachel Maddow, com base em sua aparência.”
O jornal New York Times chamou Grenell de “um combatente agressivo que dá socos regulares em repórteres de ‘notícias falsas’ e nos oponentes de Trump online.”
Apesar de ter conquistado a ira dos liberais e ter acumulado imensa credibilidade nos círculos conservadores — ele é visto como sendo à imagem e semelhança de Donald J. Trump — alguns observadores conservadores de Washington se perguntam se Grenell pode ter uma lealdade oculta ao avanço de uma agenda LGBT.
Grenell trabalhou por causas pró-vida na ONU, mantém pontos de vista conservadores tradicionais em muitas questões e diz que deseja proteger os direitos de consciência cristã, mas ele também se descreve como “cristão gay”que defende o “casamento” entre indivíduos do mesmo sexo e critica a influência de “ativistas barulhentos da direita cristã” na coalizão conservadora.
Depois de deixar seu cargo no governo Bush como porta-voz na ONU, ele condenou publicamente a Casa Branca de Bush por se opor à resolução da ONU que pedia a total aceitação da homossexualidade.
O líder evangélico Gary Bauer, agora membro da Comissão de Liberdade Religiosa dos EUA, disse na época que Grenell “não é fraco em defesa [.]…  Líderes conservadores pró-família estão decepcionados porque Grenell tem sido um defensor explícito da redefinição casamento normal.”
“Grenell vem fazendo uma cruzada particular sobre a questão do casamento, com uma espécie de devoção descontrolada que sugere um homem com capacidade questionável de julgar,” escreveu Matthew J. Franck, do Instituto Witherspoon, em um artigo da revista National Review.
Franck temia que, se Grenell fosse selecionado por Mitt Romney para um destacado cargo do Departamento de Estado, ele poderia “seguir sua paixão pela mesma agenda.”
Em 2019, Grenell foi convidado pelo presidente Trump para liderar uma campanha mundial para fazer com que os países a acabem com a criminalização da homossexualidade.
Embora se tenha dito que a campanha concentrava-se estreitamente na criminalização, em vez de pressionar os países a adotarem políticas como o “casamento” do mesmo sexo, isso pode ser uma apresentação inapropriada.
Em uma entrevista em vídeo com um colega gay, Dave Rubin, do Rubin Report, publicada nesta semana, Grenell talvez tenha confessado que ele poderia estar buscando mais do que apenas a descriminalização da homossexualidade:
Estamos fazendo muito progresso [com a campanha de descriminalização]. É verdade que essa será uma luta longa, tentando convencer 69 países a fazer uma mudança nas leis nacionais, a não criminalizar a homossexualidade.
Grenell não parou por aí. Ele acrescentou:
E isso é tudo o que é ‘etapa um,’ é apenas para trabalhar na criminalização. Outros estão trabalhando nas etapas de dois a vinte.
Grenell não explicou quais seriam as etapas 2 a 20, deixando muito espaço para a interpretação dos conservadores pró-casamento e pró-família.
“No momento, tenho de enfrentar no Departamento de Estado a resistência de pessoas que não querem americanos ou ocidentais em outros países e defender a campanha de descriminalização [da homossexualidade], porque literalmente existem países que acreditam que o Ocidente — e especificamente os Estados Unidos — importaram para o país ‘ser gay,’” disse ele.
Grenell disse que a sugestão de que os americanos introduziram “ser gay” em outros países é “a ideia mais estúpida” e, portanto, “eu não vou ficar calado sobre isso e participar da atitutde de deixá-los me calar porque eles têm alguma teoria de conspiração louca.”
“Vou deter a teoria da conspiração e dizer: ‘Vocês estão errados,’” acrescentou ele.
Não obstante as conspirações, alguns líderes conservadores continuam preocupados e querem ver a campanha de Grenell limitada ao fim da violência, sem avançar na agenda.
“Interajo com o embaixador Richard Grenell e aprecio seu serviço ao nosso país, mas estou preocupado com seu histórico de promover o casamento entre pessoas do mesmo sexo e valores que provaram pôr em risco a liberdade religiosa,” disse Tony Perkins, presidente do Family Research Council, ao LifeSiteNews em uma declaração por e-mail.
Ele continuou:
Há uma preocupação entre nossos aliados pró-família ao redor do mundo de que o Embaixador Grenell participará do ativismo LGBT como Diretor Interino de Inteligência Nacional, uma posto ministerial. Uma campanha para impor a mesma redefinição de casamento a outras nações imposta aos americanos por um Supremo Tribunal ativista nos faria recordar do imperialismo cultural do governo Obama.
Oito países permitem a pena de morte para a homossexualidade — a maioria deles também conhecidos como violadores da liberdade religiosa e outros direitos e apoiadores do terrorismo. O fim dessas leis e outras punições físicas, como açoites, é uma meta legítima. Mas isso não significa que devemos nos envolver no “imperialismo cultural” impondo políticas que foram impostas a nós por nosso próprio Supremo Tribunal sobre outros países com diferentes culturas, tradições e valores.
Vamos encontrar um ponto em comum ao pedir o fim de todas as formas de violência física contra homossexuais — mas vamos evitar impor os valores da revolução sexual ao resto do mundo.
“Rick Grenell provou em seu trabalho para o governo Trump que ele é em primeiro lugar um ativista gay e em segundo lugar republicano leal,” disse Peter LaBarbera, fundador e presidente de Americanos pela Verdade sobre a Homossexualidade, para LifeSiteNews. “Ele tornou sua missão principal trabalhar pela normalização da homossexualidade em todo o mundo, o que parece ser mais uma meta de política externa de Obama do que uma meta de Trump.”
“Por tudo isso, como um homossexual assumido e com orgulho disso,” disse o presidente da AVH, embora “[ele] se declare evangélico. Isso apenas confunde o Evangelho e mina o verdadeiro Cristianismo bíblico.”

Credenciais conservadoras

O New York Times comentou que a “abordagem implacável na diplomacia” de Grenell “se identifica com o presidente e seu círculo íntimo.” Ele é visto como um diplomata incomumente agressivo e explícito.
Grenell “defende a ‘Doutrina Trump,’ definida como a abordagem de pressionar países economicamente — inclusive Coreia do Norte, Irã e China —, mas deixando um caminho para ‘mudar seu comportamento,’” observou uma reportagem da Fox News.
“Eu absolutamente quero capacitar outros conservadores em toda a Europa, outros líderes,” disse Grenell ao Breitbart em 2018. “Eu acho que há uma onda de políticas conservadoras que estão tomando conta por causa das políticas fracassadas da esquerda.”
Antes de ser enviado para a Alemanha, Grenell era famoso por trollar liberais no Twitter, descrito como “um franco-atirador de extrema direita nas mídias sociais,” apelido que também poderia ser aplicado ao presidente.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês de LifeSiteNews: Trump appoints openly gay LGBT activist to director of intelligence agencies
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2 comentários :

Anônimo disse...

"Cristão" recasado é tão paradoxal quanto "cristão" gay. Só muda a prática do pecado: um pratica abertamente e orgulhosamente o adultério; outro praticamente abertamente e orgulhosamente a homossexualidade. Por que esses presidentes se dizem a favor da família e conquistam rapidamente os votos evangélicos mesmo praticando o adultério, que é um pecado contra a família e contra Deus? Isso só demonstra a seletividade evangélica na condenação dos pecados sexuais.

Flávio disse...

Trump é nominal. Bolsonaro católico. Mas se fizeram isso na ignorância não havera problema ao pedirem perdão. Embora seja nocivo não há uma agenda de imposição do divórcio ( como há da ideologia de gênero).