26 de fevereiro de 2020

O erro mais perigoso do presidente Trump


O erro mais perigoso do presidente Trump

Scott Lively
Sou o mais forte apoiador de Trump que você possa encontrar. Desde o momento em meados de 2016 que concluí que ele estava sendo gradualmente transformado por Deus em um genuíno conservador cristão, tenho sido um defensor e apologista de Trump, mesmo quando outros hesitaram. Quando concorri para governador de Massachusetts contra o protegido de Romney e o ultra-RINO Charlie Baker, meu lema de campanha era “Pró-Vida, Pró-Arma, Pró-Trump.” Só repetindo, fiz tudo isso na esquerdista Massachusetts! Meu arquivo de artigos no WND é muito temperado com colunas que elogiam Trump, e em inúmeras entrevistas de rádio afirmei com firmeza que acredito que Donald Trump é o homem de Deus na Casa Branca — acrescentando a ressalva de que ele NÃO está no molde do moderno evangelicalismo, que espera que seus candidatos sejam moralmente puros como a neve (por isso temos tão poucos no cargo), mas mais como um juiz do Antigo Testamento da república israelita pré-monárquica (todos eles imperfeitos).
Portanto, posso ignorar os defeitos de um homem que é um homem de verdade e não um recorte de papelão do departamento de relações públicas. Aliás, é muito estimulante ver um homem de verdade combater a guerra cultural como a guerra real que é.
No entanto, a única questão que põe tudo em dúvida é a aparente cegueira espiritual do presidente Trump sobre a questão da homossexualidade. Ora, em grande parte ignorei esse assunto nos últimos três anos, racionalizando que ele está sendo politicamente astuto em uma área perigosa de política pública que é (não por acaso) extremamente inflamatória em termos emocionais para as gerações mais jovens de formados em escolas públicas e os ativistas esquerdistas de rua mais apaixonados. Ele também tem trabalhado diligentemente para afastar os eleitores de todos os círculos eleitorais do Partido Democrata, inclusive os gays, e fico feliz em ver que muitos que se identificam como homossexuais agora são pró-Trump.
Meu argumento não é que ele está sendo politicamente estratégico, mas que ele está fazendo isso de uma maneira que serve desnecessariamente à própria agenda marxista que ele está tentando derrotar.
O presidente Trump poderia facilmente manobrar o campo minado LGBT sem endossar a própria homossexualidade. Mas ele está aprovando-a propositadamente. Em 21 de fevereiro, na preparação para seu próximo comício na Índia, ele louvou “Bollywood,” sua indústria cinematográfica, por lançar seu primeiro filme promovendo a homossexualidade, retuitando um tuíte sobre o filme com a palavra “Ótimo!” Qual é a mensagem para o mundo quando o presidente dos Estados Unidos — um homem que se proclama cristão — aplaude uma nação moralmente conservadora por abandonar seus princípios para celebrar a homossexualidade? Que tipo de mentalidade justifica a normalização da homossexualidade para os filhos de uma nação inteira como uma tática política? Sinto náuseas só de pensar nisso.
Isso é uma recompensa parcial ao homossexual assumido Richard Grenell por sua disposição de ser o homem escolhido pelo presidente para fazer uma limpeza nos órgãos de serviço secreto dos EUA? Nesse caso, é uma barganha do diabo em que ele nunca deveria ter entrado. Infelizmente, isso se encaixaria em seu padrão com Grenell. No ano passado, quando Grenell anunciou uma campanha para descriminalizar a homossexualidade no mundo inteiro (uma das principais prioridades de Obama), presumi que isso fosse uma manobra publicitária de Grenell, que é um notório ambicioso por cargos, para pressionar Trump em questões LGBT e garantir a renovação de seu emprego diplomático bem remunerado como embaixador dos EUA na Alemanha. Por isso, não liguei quando Trump endossou o plano de Grenell — mas ofereci ao presidente uma abordagem alternativa que não atenderia à agenda marxista de Obama que Grenell estava promovendo.
É claro que o presidente Trump provavelmente nunca viu meu artigo, mas ele não tinha a obrigação de lê-lo, pois meus argumentos deveriam ter sido deduções intuitivas óbvias para qualquer pessoa com uma genuína cosmovisão bíblica no círculo interno de Trump. Um simples foco político de uma ênfase na descriminalização para uma ênfase no fim da violência contra homossexuais teria enviado uma mensagem tão forte sem endossar a visão esquerdista regressiva de que o desencorajamento da sodomia por meio de políticas públicas é uma coisa ruim. Desencorajar a ameaça de saúde pública e moral da sodomia através da lei era uma posição política conservadora inatacável há menos de um quarto de século nos EUA! Agora devemos girar 180 graus e adotar a doutrina de Obama?
Isso me leva ao vice-presidente Pence e a uma preocupação que tenho com ele desde o início. O próximo mês vai fazer cinco anos que o governador de Indiana, Mike Pence, cedeu aos gays quando a Assembleia Legislativa de Indiana aprovou a Lei de Restauração da Liberdade Religiosa para, entre outras coisas, proteger as empresas de ataques de ativistas LGBT e preservar os direitos de liberdade de expressão dos cristãos. O governador Pence, que estava pronto para sancionar a lei, recuou, exigindo que a lei fosse alterada. Não me lembro dos detalhes, mas lembro que foi uma grande vitória para os homossexuais sobre a qual escrevi em um artigo intitulado “Indiana meets the Borg.” Peguei leve em Pence no artigo, mas nunca mais confiei nele em questões LGBT desde então.
Como cristão de mais alto escalão no governo Trump, Mike Pence deveria educar o presidente Trump sobre a importância crucial dessa questão e até mesmo discordar publicamente (de alguma maneira respeitosa) sobre o incidente de “Bollywood,” que considero um escândalo moral muito mais grave do que quaisquer alegadas falhas comportamentais pessoais do presidente.
Todo cristão peca em questões de conduta pessoal, e nós temos um remédio de Deus para isso chamado confissão e arrependimento. Por outro lado, assumir posições de políticas públicas que contradizem diretamente as instruções claras de Deus é um problema espiritual de magnitude muito maior. Todo líder cristão com acesso ao presidente e uma oportunidade de fazer isso tem o dever de falar essa verdade para ele.
Seu endosso à homossexualidade ainda levanta a questão de se Donald Trump é realmente salvo. Há muitos “esquerdistas religiosos” por aí dizendo que são cristãos baseados na crença em um Jesus não bíblico que perdoa e até aprova o que a Bíblia condena. Eu argumento que ninguém pode se salvar pela crença em um falso Cristo. Em qual Jesus o presidente deposita sua fé?
Minha lealdade em primeiro lugar é sempre a Deus, e quando o presidente se coloca em desacordo com Deus, não tenho escolha a não ser ficar com Deus e não com o presidente. Nem todos os que se dizem cristãos têm o mesmo compromisso com a cosmovisão bíblica que eu tenho, mas há muitos de nós que acham que o presidente deveria se preocupar muito com as consequências do caminho que ele está tomando.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): President Trump's most dangerous error
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Um comentário :

Flávio disse...

Os socialistas costumavam dizer que nenhuma cultura é melhor que a outra. Mas não estão criticando Trump por impor a homossexualidade a países que a proíbem. A esquerda parece acreditar que o ocidente gay, matriarcal e abortista é melhor e o resto do mundo deve ser como ele