29 de janeiro de 2020

Reação insana da esquerda contra a mensagem de abstinência do governo Bolsonaro para adolescentes


Reação insana da esquerda contra a mensagem de abstinência do governo Bolsonaro para adolescentes

Julio Severo
Fazendo estardalhaço, o jornal americano New York Times disse que “a ministra da mulher e da família, pastora evangélica, formulou uma nova campanha de abstinência em consulta com um grupo religioso,” acrescentando, “o governo de extrema direita do Brasil tem uma mensagem para os adolescentes enquanto a nação enfrenta uma taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV: guarde o sexo para o casamento.”
Em 1992, participei de um congresso internacional com representantes de governos e ONGs de toda a América Latina, desde o México até a Argentina. Havia muitas autoridades de educação e saúde. Um representante de alto nível da ONU fez um discurso.
Basicamente, a mensagem deles era que os adolescentes deveriam aprender que podiam fazer muito sexo — mas apenas sexo com contraceptivos. E eles prometeram que, seguindo sua orientação iluminada, haveria muitos dispositivos de contracepção e informações para os adolescentes fazerem sexo e não haveria uma taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV no futuro. Nós estamos no futuro.
As promessas deles foram totalmente cumpridas. Desde 1992, as escolas brasileiras são inundadas por uma educação sexual abrangente, com adolescentes tendo acesso a todo tipo de controle de natalidade que se pode imaginar e não imaginar. E o que o Brasil vê hoje como resultado dessa política de sexo livre com contraceptivos para adolescentes? Pela própria confissão do New York Times, “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV.”
Eles fracassaram. Agora eles querem combater uma ministra pentecostal que está apenas oferecendo outra opção aos adolescentes? Em seu Facebook, a ministra Damares Alves deixou claro que a abstinência “seria a política complementar, e não a única ou a principal.” Portanto, Damares está sendo muito democrática: ela está permitindo as antigas opções fracassadas da esquerda e colocando a abstinência como apenas uma política complementar e secundária. Por que os esquerdistas não estão satisfeitos com essa abordagem democrática?
O New York Times não foi honesto ao apresentar a abstinência como uma política do “governo de extrema direita do Brasil” porque Bolsonaro não tem histórico de defesa de abstinência. Pelo contrário, seu histórico está diretamente ligado à defesa do planejamento familiar como forma de reduzir as populações pobres. Bolsonaro acredita que quanto menores as famílias, melhor.
Mesmo sendo historicamente um forte defensor do controle de natalidade, Bolsonaro permitiu que sua ministra evangélica introduzisse abstinência entre as opções de controle de natalidade. Não é isso democracia?
As autoridades do governo não exporiam os adolescentes a dispositivos de controle de natalidade se fossem adequadamente informadas de que muitos deles são micro-abortivos e que suas origens são suspeitas. A pessoa responsável direta e indiretamente por muitos dos dispositivos de controle de natalidade hoje é Margaret Sanger, que cunhou o termo “controle da natalidade.” Ela era uma teosofista com histórico católico e com conexões nazistas. Ela também fundou a Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de planejamento familiar, educação sexual e aborto nos EUA e no mundo.
O que os defensores do sexo livre com contraceptivos para adolescentes querem é muito dinheiro para financiar seus dispendiosos dispositivos de controle de natalidade e educação sexual. Coincidentemente, o congresso internacional em que estive foi patrocinado por indústrias contraceptivas. Elas têm muito a lucrar com o aumento do sexo entre adolescente.
Por que a esquerda está tão indignada com a mensagem de abstinência? Damares Alves não está removendo as políticas tradicionais de esquerda que fracassaram por décadas — inclusive a contracepção para adolescentes e a política fracassada de equiparar a gravidez adolescente a doenças sexuais. Os cristãos conservadores discordam dela por manter a velha política falida de esquerda disfarçada de “política de saúde,” assim como discordam de sua política de manter os mesmos funcionários homossexualistas de antigos governos de esquerda.
O New York Time disse:
O presidente Jair Bolsonaro e seus aliados acusaram seus rivais esquerdistas de incentivar os adolescentes a fazer sexo em tenra idade. Ele também condenou uma campanha escolar contra a homofobia que foi projetada, mas nunca implementada, por seus antecessores de esquerda. Ele chamou de “kit gay” destinado a “perverter” os alunos.
Sua mensagem foi poderosamente eficaz na mobilização de eleitores evangélicos, um eleitorado crescente e politicamente poderoso no Brasil.
A campanha de abstinência do governo está sendo liderada por Damares Alves, uma pastora evangélica que se autodenomina “extremamente cristã” e está entre os ministros mais populares e visíveis de Bolsonaro.
O New York Times não acrescentou a informação importante de que a campanha escolar contra a homofobia, que era essencialmente doutrinação homossexual para crianças em idade escolar, nunca foi implementada porque os conservadores, especialmente a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, fizeram oposição feroz.
Então o New York Times disse: “Especialistas dizem que a campanha [de abstinência] pode minar o progresso que o Brasil fez no combate à gravidez na adolescência.”
É um progresso muito estranho, porque o New York Times reconheceu que hoje o Brasil tem uma “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV.” Então o New York Times está sugerindo que o “progresso” das políticas de esquerda é de fato “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV”? Não estou surpreso. Quando participei do congresso internacional com autoridades latino-americanas e da ONU, eu sabia que o resultado seria “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV”! Não é preciso ser um gênio para prever o óbvio.
O governo Bolsonaro não está abandonando as políticas fracassadas dos governos de esquerda anteriores. De acordo com o New York Times, a política de abstinência de Damares “complementaria, em vez de substituir, as iniciativas existentes, que incluem o acesso a contraceptivos e camisinhas,” inclusive mensagens colocando a gravidez e as doenças sexuais como males a serem evitados.
Igualar a gravidez na adolescência ou qualquer outra gravidez a doenças sexuais, como fazem as campanhas de esquerda, é imoral, porque cada um de nós nasceu não como uma doença ou no mesmo nível das doenças sexuais. Enquanto as doenças são criadas conforme a imagem e semelhança dos demônios, nós, através de uma gravidez na adolescência ou não, fomos criados conforme a imagem e semelhança de Deus.
Se a gravidez na adolescência é como uma doença, como propagandizada por fanáticos de esquerda, os cristãos adoram uma “doença”? Jesus Cristo, que é adorado pelos cristãos, nasceu de uma mãe adolescente.
Seguindo a ONU, o Congresso Nacional em Brasília aprovou em 2019 uma lei que proíbe o casamento antes dos 16 anos. Essa aprovação ocorreu no governo Bolsonaro. Portanto, se Deus fizesse hoje o que ele fez 2.000 anos atrás — engravidar, pelo Espírito Santo, uma adolescente judia com Jesus —, os órgãos policiais iriam atrás do Autor dessa gravidez “criminosa”?
Embora os esquerdistas promovam descaradamente sexo livre para adolescentes, de forma alguma estou promovendo a gravidez na adolescência. Mas casamentos e gravidezes na adolescência não eram crimes na Bíblia e na história cristã.
O que a esquerda faz é muito prejudicial para os adolescentes. A esquerda promove muito sexo livre e contracepção para adolescentes (contraceptivos pagos por impostos), e não há lei para proibir isso. Mas a esquerda promove apenas sexo sem casamento e sem gravidez.
Respondendo à lei que proíbe casamentos entre adolescentes, a ministro Damares disse: “Criança não namora e adolescente não casa, nem de brincadeira.” Esse comentário é tão incoerente quanto o “progresso” esquerdista que inclui uma taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV. Se as crianças não namoram, por que elas precisam de educação sexual abrangente com muitas informações contraceptivas? Isso não é uma motivação forte para a atividade sexual? Se os adolescentes não se casam, como explicar a adolescente Maria grávida de Jesus?
Os adolescentes nunca devem se envolver em atividade sexual. Mas se eles precisam de tal atividade, devem ser ensinados que a única opção é o casamento.
A política da ONU, que o Brasil e Damares Alves estão seguindo, de proibir o casamento entre adolescentes tem realmente a intenção de controle da população. O NSSM 200, um documento do governo dos EUA produzido pela CIA, estipulou que o governo dos EUA deveria usar o sistema da ONU para manter adolescentes e jovens envolvidas em estudos para interromper o casamento e a gravidez. O objetivo claro da CIA era o controle da população. Adolescentes e jovens que estudam longos anos não conseguem pensar em casamento, ainda que não consigam evitar a atividade sexual!
É muito imoral que o governo brasileiro, mesmo sob Bolsonaro (chamado de “extrema-direita” pelo New York Times)), esteja fornecendo contraceptivos e camisinhas aos adolescentes.
O congresso internacional do qual participei em 1992 tratou exclusivamente da “saúde reprodutiva dos adolescentes.” Uma das palestrantes era a representante brasileira da Federação Internacional de Planejamento Familiar, a maior organização abortista do mundo. Minha participação nesse congresso forneceu material para o líder católico pró-vida Dr. Humberto Leal Vieira e Human Life International, do Pe. Paul Marx. A representante do governo brasileiro no congresso disse que os adolescentes precisam ser livres para fazer sexo — sem as restrições do casamento e da gravidez. Ela estava representando o governo Collor. Collor foi eleito presidente direitista por um povo brasileiro que derrotou o socialista pró-aborto Lula que poderia fazer… as mesmas coisas que Collor acabou fazendo sobre sexo adolescente!
Muitas vezes me pergunto por que votamos em candidatos de direita que, em menor ou maior grau, fazem as mesmas coisas que esquerdistas fazem. Educação sexual e contracepção são apenas dois exemplos.
Se Maria vivesse hoje, a ONU e os governos, inclusive o governo Bolsonaro, diriam a essa adolescente judia: “Você não pode se casar e não pode definitivamente engravidar com Jesus. Mas você pode ter muitos contraceptivos e preservativos à custa dos impostos! Ou você pode praticar a abstinência hoje e dizer a Deus que espere anos para ficar grávida com Jesus!”
Embora tenha criticado a política de abstinência de Damares Alves, o New York Times elogiou bastante na mesma reportagem Women on Waves, um grupo feminista holandês que oferece abortos gratuitos para mulheres nos países do Terceiro Mundo. O New York Times viu muitos problemas no governo Bolsonaro oferecendo abstinência, mas nenhum problema em oferecer abortos a adolescentes.
The New York Times para Maria: “Não pratique abstinência. Faça um aborto!”
Resposta de Maria ao New York Times: “Desculpe, o aborto é a destruição de uma vida inocente! Vou seguir a Deus e manter, como adolescente de Deus, minha gravidez.”
Resposta de Maria ao governo Bolsonaro: “Desculpe, não posso usar contraceptivos e preservativos. Não posso também me envolver com a abstinência, porque Deus me chamou para engravidar com Jesus!”
O New York Times disse que “a ênfase na abstinência obscurece a linha entre igreja e Estado.” Essa é uma postura ideológica muito extremista. Para o New York Times, não há problema em o governo oferecer contraceptivos, preservativos e abortos a adolescentes, mas a abstinência “obscurece a linha entre igreja e Estado”? O New York Time está sugerindo que o Estado pertence exclusivamente aos esquerdistas pró-aborto?
Quando os esquerdistas governam, eles impõem seus dogmas fracassados — inclusive contracepção e aborto. E quando eles não governam, eles querem também impor seus mesmos dogmas fracassados?
O governo Bolsonaro e Damares Alves precisam promover a educação para o casamento e a gravidez e Bolsonaro precisa abandonar sua mentalidade contraceptiva de esquerda. Está na hora de abandonar a propaganda fracassada da esquerda que retrata a gravidez e o casamento como doenças. É hora de valorizar o casamento e a gravidez como bênçãos especiais do Criador.
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2 comentários :

Unknown disse...

Caro Júlio,
Hoje vejo muito mais mulheres morando nas ruas do que anos atrás.
É triste mas não deixo de pensar se elas tem ou já tiveram família.

Unknown disse...

Excelente matéria, consisa, contundente e de fácil compreensão, estarei divulgando para meus contatos