30 de dezembro de 2019

Franklin Graham critica revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) por seu editorial de extrema esquerda para remover Donald Trump, dizendo que seu pai Billy votou no presidente e o elogiou antes de sua morte


Franklin Graham critica revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) por seu editorial de extrema esquerda para remover Donald Trump, dizendo que seu pai Billy votou no presidente e o elogiou antes de sua morte

Julio Severo
Franklin Graham, filho do falecido evangelista Billy Graham que fundou a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje), disse que seu pai ficaria decepcionado com o editorial anti-Trump que a revista publicou em dezembro de 2019.
“Meu pai apoiou Donald Trump, acreditou em Donald Trump e ele realmente votou em Donald Trump e, se ele estivesse aqui hoje, ele mesmo diria isso a vocês,” disse Graham à Fox News.
O editor-chefe de Christianity Today, Mark Galli, escreveu um artigo que disse que o presidente Trump deveria ser afastado do cargo, mencionando o nome de Billy Graham duas vezes, como se o famoso evangelista pudesse apoiar uma posição de extrema esquerda da revista contra Trump.
“Eles são uma revista muito esquerdista agora e meu pai a lançou na década de 1950,” disse o filho de Graham à Fox News, explicando que seu avô também foi um dos primeiros editores da publicação. “Mas nos últimos 20, 30 anos, ele não fez parte dela. A revista se desviou para a esquerda. E essa revista não fala pelos evangélicos.”
Como confirmação de que Christianity Today não fala pelos evangélicos, 200 evangélicos conservadores, inclusive o próprio Graham, assinaram uma carta ao presidente da revista, Timothy Dalrymple, para reverter sua posição esquerdista contra Trump e contra evangélicos pró-Trump.
Entre os signatários da carta estão George Wood, presidente da Comunhão Mundial das Assembléias de Deus, Rev. Tim Hill da Igreja de Deus, ex-governador do Arkansas e possível candidato presidencial do Partido Republicano Mike Huckabee; e ex-deputada republicana de Minnesota, Michele Bachmann.
Dalrymple se recusou a aceitar críticas de que Christianity Today se tornou de extrema esquerda. Em vez disso, ele escreveu que sua revista é de fato “teologicamente conservadora” e “não endossa os candidatos.”
“Por amor a Jesus e sua igreja, não por partidarismo político ou elitismo intelectual, é por isso que nos sentimos compelidos a dizer que a aliança do evangelicalismo americano com esta presidência vem causando enormes danos ao testemunho cristão,” escreveu Dalrymple.
Aproximadamente 8 em cada 10 evangélicos brancos dizem que aprovam a maneira como Trump está lidando com seu cargo, de acordo com uma pesquisa de dezembro do AP-NORC Center. Isso não é uma surpresa, porque os principais apoiadores de Trump em 2016 foram evangélicos brancos, que lhe deram a presidência vitoriosa.
O Centro de Pesquisa Pew relata que 77% dos evangélicos brancos aprovam a presidência de Trump. No entanto, algumas ações de seu governo estão causando confusão entre os evangélicos. Embora ele seja um defensor da vida — exceto nos casos de bebês concebidos em estupro —, Trump não apenas nomeou juízes pró-homossexualidade, mas, assim como Obama, seu governo tem também se intrometido em assuntos externos e repreendido nações cristãs que proíbem a homossexualidade.
Entretanto, a postura progressista de Trump sobre a homossexualidade dificilmente é um problema para Christianity Today, que tem a mesma postura progressista.
Embora Christianity Today tenha expressado todos os tipos de críticas esquerdistas contra Trump, há um ponto em que a revista esquerdista não expressou uma única crítica contra Trump: a homossexualidade. Foi a única questão em que Christianity Today isentou Trump.
Eu não tive tanta sorte. Em 2009, Christianity Today, em sua edição brasileira chamada de “Cristianismo Hoje,” publicou uma longa entrevista comigo, e eles viram muitos problemas em minha postura cristã contra a ideologia gay.
Minha entrevista na versão brasileira de Christianity Today foi publicada em sua revista impressa e em seu site. Você pode vê-la aqui na Cristianismo Hoje. Como a Cristianismo Hoje editou pontos importantes da minha entrevista, você também pode lê-la na íntegra aqui no meu blog.
Em um dos pontos da entrevista, a Cristianismo Hoje disse:
Severo é daqueles crentes quixotescos, disposto a lutar contra moinhos que talvez só ele consiga enxergar. Nas suas palavras, até mesmo o governo brasileiro teria interesse em pedir sua deportação por conta das críticas que faz a Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente faz defesa intransigente do homossexualismo e do aborto. Quanto ainda falta para considerarmos Lula e seu governo como possessos? Ele está acabando com a moralidade e a honestidade da sociedade”, dispara. O tom histriônico dá ao perfil de Julio Severo um contorno incendiário que ele faz questão de alimentar, e não apenas quando fala da homossexualidade. Ele defende, por exemplo, o direito de os pais crentes educarem seus filhos em casa (prática proibida pela legislação brasileira) como forma de mantê-los a salvo de supostas influências perniciosas da escola.
Lula era a versão brasileira de Obama e amigo de Obama. Embora Cristianismo Hoje tenha me retratado como um evangélico “quixotesco” — uma referência a Dom Quixote, que via ameaças imaginárias —, a ameaça homossexualista está muito longe de ser imaginária.
Felizmente, evangélicos conservadores dos EUA mostram mais respeito pelo meu trabalho. O WND publicou várias entrevistas comigo por mais de uma década e o The Religion and Society Report, do falecido teólogo Harold Brown, publicou um longo artigo meu em 2006 intitulado “Por trás do tsunami homossexual no Brasil,” detalhando as ameaças não imaginárias do governo Lula no Brasil.
Como Christianity Today dos EUA, a Cristianismo Hoje brasileira vê apenas evangélicos e não evangélicos de esquerda como realistas, pés no chão, práticos e sérios.
Originalmente, Billy Graham fundou Christianity Today na década de 1950 para combater as revistas evangélicas de esquerda. Mas o vírus progressista é tão forte que Christianity Today foi infectada. Essa infecção se espalhou, através de Christianity Today dos EUA, para outras nações, inclusive o Brasil, que tem sua Cristianismo Hoje tão espiritualmente podre quanto a original.
Fico feliz que finalmente Christianity Today tenha sido exposta pelo que é agora: de extrema esquerda. E foi exposta por Franklin Graham, um homem que tem toda a autoridade para dizer o que disse sobre a revista de extrema esquerda. Fico feliz também que Christianity Today, que se alinha com políticos de esquerda, tenha atacado Trump. Isso mostra que Trump está no caminho certo.
Contudo, estou triste que a mesma Cristianismo Hoje de extrema esquerda que viu muitos problemas em minha postura cristã contra a ideologia homossexual não tenha visto nenhum problema com a postura de Trump sobre a homossexualidade.
Diferente de Christianity Today que criticou tudo sobre Trump, exceto sua postura em relação à homossexualidade, louvo seu histórico pró-vida, mas condeno a insistência de seu governo de continuar pressionando as nações cristãs da África a adotarem a sodomia.
Trump foi covardemente atacado por Christianity Today. Como evangélico que também foi covardemente tratado pela Cristianismo Hoje, gostaria de oferecer meu humilde conselho evangélico para Trump mudar de rumo na ideologia gay.
Eu nunca ofereceria conselhos a Obama e Lula, porque em seu socialismo eles os rejeitariam. Mas, se tivesse uma oportunidade, eu os ofereceria a Trump, porque ele não está fechado para os evangélicos.
Ou Trump poderia ouvir Franklin Graham. Em uma matéria de capa da Decision, a revista oficial publicada pela Associação Evangelística Billy Graham, Franklin elogiou o presidente russo Vladimir Putin por aprovar uma lei que protege crianças e adolescentes contra propaganda homossexual. Ele também criticou os esforços de Obama para atacar a Rússia por sua lei protetora.
Se eu pudesse oferecer um conselho a Trump, seria exatamente o que Franklin disse em defesa da lei russa que protege crianças e adolescentes.
Quanto a Christianity Today e Cristianismo Hoje, não tenho conselhos, mas apenas uma pergunta: é tarde demais para livrar-se do vírus progressista?
Com informações do DailyMail.
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