15 de outubro de 2019

Com financiamento de impostos, CPAC Brasil, o maior evento “conservador” do Brasil, critica… socialistas financiados por impostos


Com financiamento de impostos, CPAC Brasil, o maior evento “conservador” do Brasil, critica… socialistas financiados por impostos

Julio Severo
Defendendo o Estado mínimo, Eduardo Bolsonaro apresentou a CPAC Brasil, que ele disse ser o maior evento conservador do Brasil. Apesar da ideia de “Estado mínimo” significar “menos impostos” e menos gente do governo gastando dinheiro de impostos, o que se viu na CPAC foi “conservadores” criticando socialistas financiados por impostos num evento que custou R$ 1,1 milhão de dinheiro de impostos.
Eduardo Bolsonaro apresentando Olavo de Carvalho na CPAC Brasil
CPAC é a sigla americana de Conservative Political Action Conference, que significa Conferência de Ação Política Conservadora. A CPAC Brasil, que aconteceu em 11 e 12 de outubro de 2019 em São Paulo, foi o primeiro evento desse tipo no Brasil.
Embora o evento tenha sido projetado para 2 mil pessoas, de acordo com os organizadores a conferência teve cerca de 1.200 participantes.
Para os socialistas, é muito fácil usar a máquina do Estado para seus projetos de poder. Agora, em versão direitista, Eduardo Bolsonaro usou a máquina do Estado para seu projeto de poder pessoal.
Em vez de promoverem suas causas com o dinheiro do próprio bolso, os socialistas sempre usam o dinheiro dos outros, de preferência de impostos. Não diferente disso, o “princípe” Eduardo promoveu a CPAC no Brasil não com o dinheiro de seu próprio bolso, mas com dinheiro de impostos. Se isso não é socialismo direitista, então o que é?
No entanto, o problema não é só impostos sendo usados para financiar o que Eduardo Bolsonaro chamou de maior evento conservador do Brasil. Conforme consta no próprio site do evento, a conferência CPAC Brasil foi oficialmente realizada pela Fundação Indigo, que já defendeu a legalização do uso medicinal e recreativo da maconha.
“A legalização do porte, distribuição e venda de maconha para fins medicinais e recreativos poderia solucionar vários problemas públicos brasileiros, como a superlotação de prisões, a existência de esquemas complexos e muito lucrativos de tráfico, a redução taxa de criminalidade e a redução do número de mortes causadas pelo tráfico e pela overdose com a utilização substâncias mais tóxicas,” defendeu a Fundação Índigo, que realizou a CPAC Brasil.
Como Eduardo Bolsonaro e seus aliados não quiseram, de acordo com valores conservadores, financiar a CPAC Brasil com dinheiro do próprio bolso, a Fundação Índigo foi usada para financiar, com dinheiro de impostos, o evento.
Não é a primeira vez que Eduardo realiza um evento “conservador” com dinheiro de impostos usando a Fundação Índigo. Em julho de 2018 ele tentou realizar a Cúpula Conservadora das Américas, que acabou sendo realizada em dezembro.
É óbvio que com tanto dinheiro de impostos usado num evento “conservador,” o que foi exaltado não foi o conservadorismo. A exaltação foi dada para Eduardo Bolsonaro, que é filho do Presidente Jair Bolsonaro. O segundo homem mais exaltado foi Olavo de Carvalho, um conselheiro de Bolsonaro que por seu longo histórico de ocultista e astrólogo é considerado o “Rasputin de Bolsonaro.”
A Cúpula Conservadora das Américas, que glorificou Carvalho, custou 500 mil reais de dinheiro de impostos.
Pela lei brasileira, financiar eventos com dinheiro público não é ilegal. Mas do ponto-de-vista conservador, não é correto. Chega a ser imoral.
“Ele asfaltou o caminho para que viesse Bolsonaro,” disse o filho do presidente sobre a glorificação de Carvalho na CPAC. Em março de 2019 Eduardo foi repreendido pelo televangelista Silas Malafaia por descartar os evangélicos para creditar a vitória de Bolsonaro a Carvalho. Malafaia, que é a maior voz conservadora evangélica hoje, não foi convidado para a conferência da CPAC, embora ele tenha liderado milhões de evangélicos a votar em Bolsonaro.
O único grande serviço noticioso internacional que escreveu uma reportagem sobre a conferência da CPAC foi a BBC, mas só em sua edição em português. Sua edição em inglês ignorou o evento. Aliás, embora os EUA tenham milhares de sites conservadores, nenhum até agora escreveu sobre o evento da CPAC no Brasil.
A BBC mostrou um telão na CPAC onde Carvalho foi exaltado. A verdade é que o filho do presidente pode dizer e fazer o que quiser, desde exaltar um Rasputin até canalizar impostos para realizar um evento “conservador.”
Não é a primeira vez que a BBC trata de Carvalho. Em 2017, quando nenhum canal conservador dos EUA escreveu sobre a participação de Carvalho num debate com um socialista brasileiro na Universidade de Harvard, a BBC foi o único grande canal noticioso a entrevistar Carvalho, que disse que apoia a ideia socialista de “renda mínima,” onde o Estado daria um salário mínimo para cada cidadão. Esse salário aparentemente generoso viria totalmente do dinheiro de impostos.
Em sentido muito real, Carvalho não está longe de Satanás, não só por suas conexões ocultistas mal explicadas, mas também por ser o maior defensor do revisionismo da Inquisição no Brasil. A opinião de Carvalho é que os evangélicos americanos são mentirosos por apoiarem a “mentira” de que a Inquisição torturava e matava judeus e protestantes.
Por ser o maior país evangélico do mundo e por ser o país que mais protegeu judeus no mundo, os EUA também se tornaram o país que mais combateu a Inquisição. Embora Carvalho não esconda de ninguém sua repugnância pelo papel dos evangélicos americanos para ajudar os judeus no combate à Inquisição, ele prefere viver nos EUA, um comportamento incoerente não diferente de socialistas brasileiros que criticam o capitalismo e o evangelicalismo americano, mas preferem viver nos EUA.
Contudo, a defesa da Inquisição não é o único problema deles. Allan dos Santos, que foi exaltado por Eduardo Bolsonaro e Mercedes Schlapp como representante oficial da “imprensa conservadora” no Brasil, é um seguidor de Carvalho que foi desmascarado pelo jornalista Felipe Moura Brasil em sua reportagem na revista Crusoé “Os Blogueiros de Crachá,” sobre blogueiros que apoiam Carvalho e Bolsonaro e recebem favores financeiros.
A reportagem de Moura Brasil mostra como Allan dos Santos e até o Felipe G. Martins, assessor internacional especial do presidente, supostamente atuam em conspirações para derrubar ministros que não estão alianhados com Carvalho. Um dos ministros derrubados foi o General Carlos Alberto dos Santos Cruz, que alegadamente se opôs que dinheiro de impostos de seu ministério fosse desviado para financiar Carvalho e seus grupos.
Graças à atuação desses grupos militantes, não existe real liberdade no governo Bolsonaro. Todos os ministros que tentaram criticar a influência nociva de Olavo de Carvalho no governo foram demitidos. Então se futuramente disserem que Carvalho era uma pessoa respeitada por todos no governo Bolsonaro porque todos os ministros o elogiavam, é porque ninguém tinha escolha.
Como não elogiar Carvalho? Ele recebeu de Bolsonaro a condecoração mais elevada do governo brasileiro, um sinal claro, conforme as palavras de um líder do partido de Bolsonaro, de que Bolsonaro está apaixonado por Carvalho. É um sinal também de que Carvalho se tornou incriticável no governo.
Felizmente, não estou no governo e posso criticar Carvalho com responsabilidade cristã. Quando Carvalho aconselhou o Presidente Bolsonaro a colocar Ricardo Velez como ministro da Educação, fui eu quem denunciou que Velez apoiava Hillary Clinton e não gostava de Trump. Quando Velez caiu, Carvalho aconselhou Bolsonaro a escolher Abraham Weintraub, denunciado por mim como um direitista socialista.
No Brasil, não é a grande mídia esquerdista que critica Carvalho pela defesa que ele faz da Inquisição. Aliás, a esquerda não parece se importar que ele defenda tais atrocidades passadas. O maior crítico dele nessa assunto sou eu. Por causa de minha crítica, Carvalho, usando e abusando de sua influência no governo, já apelou para a Polícia Federal me investigar, como se fosse crime criticá-lo por causa da Inquisição e seus envolvimentos ocultistas.
Embora os evangélicos tenham sido o bloco principal de apoio a Bolsonaro na eleição presidencial de 2018, há pouquíssimos evangélicos em cargos de alto escalão no governo. Esses evangélicos também não têm liberdade de criticar Carvalho.
Em entrevista exclusiva ao HuffPost do Brasil, Eduardo Bolsonaro zombou da denúncia do jornalista Moura Brasil, dizendo que existe “uma deliberada perseguição a qualquer um que não se alinhe à conduta desejada pela esquerda.” (Sua entrevista foi incoerente, pois se ele não gosta da esquerda, por que ele aceitou ser entrevistado pelo esquerdista HuffPost?)
Pelo simples fato de que o jornalista denunciou caça às bruxas a serviço de Carvalho, ele foi rotulado como fazendo parte da esquerda. É uma acusação injusta.
Felipe Moura Brasil é o editor de um livro best-seller de Carvavlho e autor de um vídeo contra o socialismo com mais de 7 milhão de visualizações nos Estados Unidos. O vídeo (https://youtu.be/bKhR9i5CGkA), intitulado “How Socialism Ruined My Country” (Como o Socialismo Arruinou Meu País), foi divulgado por Dennis Prager, um conhecido judeu antimarxista americano.
Não existe nos EUA um vídeo antimarxista brasileiro mais famoso do que o vídeo de Felipe.
Se criticar influências ocultistas no governo Bolsonaro torna você vulnerável de ser tachado de “esquerdista,” em breve Eduardo Bolsonaro lançará essa acusação contra mim, embora eu tenha militância antimarxista muito antes dele. Em pleno governo Lula em 2006, eu criticava sua campanha homossexualista. Uma das maiores denúncias publicadas nos EUA contra o governo Lula foi escrita por mim em 2006.
Enquanto em 1999 Jair Bolsonaro estava apoiando Hugo Chávez e seu socialismo venezuelano, eu estava combatendo o socialismo e a agenda gay. Sou o autor do livro “O Movimento Homossexual,” publicado originalmente pela Editora Betânia em 1998. Esse foi o primeiro livro brasileiro contra a agenda homossexual.
Por causa do meu conservadorismo cristão, sou criticado até mesmo pela esquerda nos EUA.
Então, quem participou da CPAC Brasil, onde os maiores exaltados foram Eduardo Bolsonaro e Olavo de Carvalho?
Os palestrantes americanos foram:
Matt Schlapp
Mercedez Schlapp
James M. Roberts
Christine S. Wilson
Charles R. Gerow
Senador Mike Lee
Kassy Dillon
Como não entendem português, os americanos foram incapazes de entender que em vez de estar com os representantes do conservadorismo brasileiro, eles estavam na verdade vendo os representantes do movimento de Olavo de Carvalho que, não surpreendemente, foram os palestrantes brasileiros, inclusive:
Ministro Ernesto Araújo, fã assumido de Olavo de Carvalho, René Guénon e Julius Evola. O ocultista islâmico René Guénon, muito recomendado por Carvalho durante décadas, tinha como principal discípulo Evola, cujos livros defendendo um ocultismo direitista inspiraram o fascismo italiano e o nazismo.
Abraham Weintraub, ministro da Educação que prometeu criar mais creches no Brasil do que os governos socialistas anteriores, numa campanha de socialismo de direita. O ministério dele também lançou uma campanha usando a astrologia e o público brasileiro atribuiu esse disparate à influência de Carvalho na vida dele.
Ana Campagnolo, uma “evangélica” adepta de Carvalho. Ela ficou famosa por combater o marxismo em sala de aula, e ficou igualmente famosa por doutrinar alunos a fazer mapas astrais (astrologia) sem o consentimento e conhecimento dos pais.
Damares Alves, pastora pentecostal, também falou. Seu tema foi questões pró-família. Ela não é discipula de Carvalho, mas também não é livre para criticá-lo e alguns itens homossexuais da agenda do governo Bolsonaro. Aliás, ela recebeu ordens para implementar esses itens.
A CPAC Brasil teve também uma mesa redonda com os adeptos de Carvalho — Filipe G. Martins, Rafael Nogueira, Flávio Morgenstein e Taiguara Fernandes — para debaterem a importância dele.
Além disso, houve uma mesa redonda com a “mídia indepentente” — termo que Eduardo usa para significar a mídia que exalta Carvalho. Na “mídia indepentente” Eduardo incluiu Conexão Política, Visão Macro, Daniel Lopez, Terça Livre (de Allan dos Santos) e Crítica Nacional.
Como filho do presidente, Eduardo Bolsonaro pode incluir ou excluir quem ele quiser. Ele tem privilégios garantidos pelo pai e muito dinheiro de impostos para realizar o que quer. O fato de que ele usou dinheiro de impostos para realizar a CPAC Brasil mostra o poder do “príncipe,” termo usado pelo Major Olimpio, líder do partido de Bolsonaro no Senado. Ele disse que os filhos do presidente Bolsonaro têm “mania de príncipes” e causam problemas para o pai.
A mania mais recente do “príncipe” é querer ser o embaixador do Brasil nos EUA.
Daniel Lopez, que é considerado pastor evangélico e participou da CPAC como “mídia independente,” caiu na lábia de Carvalho e hoje promove livros abertamente contra a fé evangélica, inclusive livros sanitizando a Inquisição. Um desses livros tem como título “Inquisição, um tribunal de misericórdia.”
Não existe, em Daniel Lopez, nenhuma independência de Carvalho. Aliás, todas as outras “mídias independentes” não são independentes de Carvalho.
A marca registrada do movimento supostamente direitista de Carvalho é a defesa intransigente da Inquisição. Digo supostamente direitista porque o próprio Carvalho recusa o título de direitista e conservador. Outra marca registrada desse movimento é o culto à personalidade de Carvalho.
Allan dos Santos, do Terça Livre, foi o principal “jornalista independente” exaltado por Eduardo. Conforme denúncia do UOL, Allan já andou se beneficiando de dinheiro de impostos para suas despesas pessoais. O que falta no Brasil é “jornalista independente” cujo bolso seja independente de dinheiro de impostos.
Não sei se Matt Schlapp, Mercedez Schlapp, James M. Roberts, Christine S. Wilson, Charles R. Gerow, Senador Mike Lee e Kassy Dillon participariam da CPAC Brasil se conhecessem de fato quem é Olavo de Carvalho, nem sei se eles concordam que a CPAC Brasil foi apenas usada e abusada para glorificar Eduardo Bolsonaro, Carvalho e seus adeptos.
Contudo, aparentemente eles tiveram a ideia de que o líder do movimento conservador no Brasil é o “príncipe” Eduardo Bolsonaro. Walid Phares, palestrante americano da CPAC, disse que Eduardo está “liderando um emergente movimento national conservador.”
Não sei se os organizadores americanos da CPAC são inocentes e não mereciam ser ludibriados. No ano passado, o evento deles nos EUA baniu um grupo evangélico conservador pró-família e recebeu um grupo homossexualista. Além disso, a CPAC já teve como palestrante programado um proeminente homossexual conservador, que acabou humilhando a CPAC depois de se envolver num escândalo público de defesa da pedofilia.
Tentar unir homossexualismo com conservadorismo é algo que um real conservador cristão nunca faria nem aceitaria. Mas um oportunista movido por dinheiro faz e aceita qualquer coisa.
Na CPAC Brasil, Eduardo Bolsonaro posou de forma orgulhosa com a bandeira do arco-íris, mostrando que ele acredita que existe conservadorismo homossexual.
Eduardo Bolsonaro e a bandeira gay
Se pode existir “conservador” com atitudes socialistas (gastar mais de 1 milhão de reais de dinheiro de impostos para realizar um evento “conservador” como a CPAC), por que não também “conservadores” gays?
Apesar disso, o empresário católico americano Sean Fieler exibiu na CPAC Brasil em sequência as bandeiras da União Soviética, de Cuba e do movimento gay, equiparando-as como formas de totalitarismo.
“É o movimento mais perigoso nos EUA atualmente”, declarou ele. É um movimento tão destrutivo que já está se infiltrando em grupos e partidos conservadores, inclusive na própria CPAC.
A lição brasileira que ficará com relação à CPAC por um longo tempo é que os americanos ligados à CPAC são altamente vulneráveis. Eles pregam Estado mínimo, menos impostos e denunciam socialistas financiados por impostos. Mas na primeira oportunidade, aceitam participar de um evento financiado altamente por impostos.
O Presidente Jair Bolsonaro não participou do evento, talvez como insatisfação à negativa de Trump de incluir o Brasil na OCDE em 2019, depois de todos os agrados que Bolsonaro fez a ele.
Nessa altura os organizadores da CPAC podem estar se perguntado se o pântano brasileiro, que está cheio de problemas da esquerda, não tem também problemas da direita. Querendo ou não, a CAPC acabou legitimando a direita extremista pró-Inquisição que ameaça o verdadeiro conservadorismo cristão. Legitimou também o culto à personalidade de Carvalho, que não mede esforços para se glorificar, ainda que à custa do verdadeiro conservadorismo.
Legitimou uma deturpação do conservadorismo brasileiro.
Quanto a Eduardo Bolsonaro, a CPAC foi um grande brinquedo para o “príncipe.”
Com informações de CPAC Brasil, BBC, HuffPost Brasil, O Antagonista, Notícias Yahoo, Congresso em Foco, Gazeta do Povo, Notícias UOL e El País.
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7 comentários :

Agatha Oliveira disse...

As igrejas precisam acordar. Satanás na vida do Olavo e dos seus seguidores quer "estreitar" o caminho pra nós evangélicos. Isso para não dizer "exterminar-nos", pois já expõe sem reservas sua defesa do revisionismo da Inquisição.
Que o Senhor dê discernimento com poder do Espírito dEle aos líderes evangélicos, para que possam se unir em torno da Palavra em busca de soluções para o Brasil e não caiam na armadilha de se unirem a esse movimento pseudo-conservador monarca e em essência, ocultista.

Deus abençoe, irmão Julio Severo.

Oziel disse...

O irmão Julio Severo sempre com seus artigos esclarecedores.
Deus o abençoe.

Flávio disse...

Excelente artigo Júlio. Como sempre

Aprendiz disse...

Deve ser esclarecido que uma porcentagem do fundo partidário deve ser,por lei, destinada à educação política. Então, se eles não usassem esse dinheiro, ficaria no fundo partidário. Sou contra essa lei, mas já que ela existe, qual seria a opção menos ruim?

Marcos Zequias disse...

Realmente, o olavismo tem causado confusão no governo Bolsonaro, acredito que a crise no seu partido, e a desavenças com antigos aliados e tudo resultado do olavismo, lamentável.

Julio Severo disse...

Aprendiz, se a CPAC fosse um evento político-partidário, até poderia fazer sentido alocar DINHEIRO DE IMPOSTO do PSL para isso. Além disso, foi usada a Fundação Indigo para repassar o dinheiro de imposto. A Fundação Indigo, ligada ao PSL, tem histórico de tudo, inclusive luta pela legalização da maconha. Assim, sendo que a CPAC não era evento político-partidário, esse 1 milhão de reais investido foi talvez a coisa mais imoral já vista na história do conservadorismo brasileiro. Mostra que esse tipo de conservador prega contra o socialismo, mas na primeira oportunidade pega dinheiro de impostos exatamente como fazem socialistas. Isso foi injustificável. E imoral.

Julio Severo disse...

Do jeito que um petista justifica o uso de dinheiro público para seus eventos, falsos conservadores justificam o uso de dinheiro público para seus eventos. Não podemos jamais nos curvar diante dessa grave deturpação e corrupção que olavistas estão impondo no conservadorismo. Do contrário, não haverá no final muita diferença entre socialistas e direitistas, que ficarão no mesmo nível no que se refere a pegar dinheiro de imposto. Quem está justificando o uso de dinheiro de imposto na CPAC não tem moral para criticar socialistas devoradores de impostos.