17 de maio de 2019

Televangelista conservador Pat Robertson diz que o Alabama “foi longe demais” em sua lei antiaborto “extremista” porque não inclui a pena capital para bebês concebidos em estupro e incesto


Televangelista conservador Pat Robertson diz que o Alabama “foi longe demais” em sua lei antiaborto “extremista” porque não inclui a pena capital para bebês concebidos em estupro e incesto

Julio Severo
O televangelista cristão Pat Robertson disse acreditar que o Alabama “foi longe demais” em sua lei “extremista” de proibição quase total de abortos.
Pat Robertson
Robertson, que é um proeminente líder evangélico pró-vida e espera derrubar o aborto legal nos Estados Unidos, fez as declarações na quarta-feira no programa de TV Clube 700, horas antes de a governadora do Alabama Kay Ivey sancionar a nova lei.
A lei do Alabama contém uma exceção para quando a gravidez cria um risco mental ou de saúde para a mulher, mas nenhuma exceção para estupro ou incesto. A lei, que não puniria as mulheres que buscam matar seus bebês, puniria os médicos que realizam abortos com prisão perpétua.
“Acho que o Alabama foi longe demais,” comentou Robertson, de 89 anos. “É uma lei extremista.”
Robertson usou seu Clube 700, que é um programa de TV evangélico, para expressar sua opinião de que o aborto deveria ser legal em caso de estupro e incesto. Em resposta, a líder pró-vida Rebecca Kiessling, que foi concebida em estupro e foi entrevistada no Clube 700 em duas ocasiões, disse:
“Pat Robertson @700club, eu merecia proteção igual. O sacrifício de crianças é abominação. O filho não será punido pelos pecados do pai! Você está errado em dizer que a proibição do aborto no Alabama foi extremista demais para não ter uma exceção de estupro. Você me colocou no Clube 700 duas vezes, inclusive transmitindo meu testemunho. Então você valoriza meu testemunho de fé, mas não minha vida?!”
A lei do Alabama não é extremista, porque permitir o aborto por risco de saúde ou risco mental basicamente permite que qualquer mulher que diga que não está preparada psicologicamente para ter um bebê tenha um aborto.
E se o aborto é assassinato e um médico pode ser preso, por que isentar uma mulher que está usando um médico para matar seu bebê?
Robertson, que tem sido um inimigo explícito do aborto, foi condenado pela grande mídia quando insinuou em 2005 que a destruição da cidade de Nova Orleans pelo furacão Katrina foi castigo de Deus por causa das leis americanas de aborto. Então, na interpretação dele, Deus puniria os EUA por causa do aborto, mas desculparia os americanos que matam bebês concebidos em estupro e incesto?
Se Deus pensasse como Robertson, Rebecca Kiessling não estaria viva hoje para contar seu testemunho. Se Robertson fosse um legislador, ela não estaria viva para aparecer duas vezes no Clube 700 para contar seu testemunho sobre como Deus preservou sua vida concebida em estupro.
Robertson esqueceu o testemunho dela?
Se é muito controverso para ele, como pastor evangélico, defender o aborto em caso de estupro e incesto, igualmente controverso é que ele tenha defendido que o governo Trump não deve impor nenhuma sanção à ditadura islâmica da Arábia Saudita porque, de acordo com ele, ao comprarem muitas armas pesadas e caras dos EUA, os sauditas fazem os EUA prosperarem.
Robertson já entrevistou Kiessling, mas ele esqueceu. Será que ele também não entrevistou alguns cristãos perseguidos do Oriente Médio e esqueceu? A maioria das perseguições contra os cristãos no Oriente Médio é liderada por muçulmanos sunitas apoiados pela Arábia Saudita.
Pat Robertson deveria ver bebês concebidos em estupro e cristãos perseguidos por muçulmanos sunitas apoiados pelos sauditas exatamente como Deus os vê.
Com informações do DailyMail.
Leitura recomendada sobre Pat Robertson:

Nenhum comentário :