16 de fevereiro de 2019

Agora Trump está iniciando guerra na Venezuela


Agora Trump está iniciando guerra na Venezuela

Chuck Baldwin
Comentário de Julio Severo: Com o artigo recente “Venezuela: substituindo o socialista brutal por mais socialismo?” do jornalista Alex Newman, publicado no site conservador The New American, mostrando que o conflito na Venezuela não é entre esquerda e direita, mas uma disputa de esquerdista contra esquerdista, ficou claro que a postura do presidente americano apoiando um esquerdista contra outro esquerdista é no mínimo anticonservadora. Mas não é só a revelação de Newman que traz questões preocupantes. O Rev. Chuck Baldwin traz outras revelações, traduzidas e editadas por mim no artigo dele abaixo. Embora eu não concorde com todas as opiniões dele, o que ele diz sobre belicismo e tráfico de drogas é muito importante. Leia!
Todas as conversas de Trump sobre tirar os Estados Unidos de guerras intermináveis e de conflitos militares estrangeiros são apenas muita fanfarronice. Não! É mais do que isso: é totalmente subterfúgio e mentira. Como tenho documentado uma e outra vez, Donald Trump é um belicista. Por que razão mais você acha que o maior belicista no Congresso, o senador Lindsey Graham, é um dos maiores fãs de Trump?
Trump fala sobre acabar com guerras sem fim, mas ele não está falando sério. Aliás, ele agravou e expandiu as guerras e os conflitos militares em todo o mundo; ele expandiu as bases militares dos EUA mundialmente (especialmente na Europa Oriental); ele provocou o crescimento explosivo dos dólares dos contribuintes para a máquina de guerra dos EUA (também conhecida como Nova Ordem Mundial); e ele aumentou significativamente a quantidade de bombas que os EUA lançaram — bombas que mataram milhares de civis inocentes em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio. Na verdade, Donald Trump joga uma bomba em algum lugar do mundo a cada 12 minutos. E toda a sua retórica à parte, Trump NÃO está removendo as forças dos EUA da Síria.
E agora, o insaciável desejo de guerra de Trump o levou para a Venezuela. Não é uma questão de se ou quando tropas americanas irão para a Venezuela; elas já estão lá. Muito antes de o público falar sobre a presença de tropas americanas em um centro estrangeiro de operações, a CIA e tropas de Operações Especiais já estão há muito tempo lá. Você e eu sabemos que a guerra dos EUA na Venezuela já começou. A base de operações fica na vizinha Colômbia — assim como a base de operações na guerra síria está no vizinho Iraque. As anotações pessoais de John Bolton dizem que 5.000 soldados americanos irão para a Colômbia.
Falando na Colômbia, alguém não acha estranho que o governo dos EUA consiga usar a Colômbia — o maior produtor de drogas ilícitas no Hemisfério Ocidental — para iniciar uma guerra? Todos — inclusive o governo dos EUA — sabem que a Colômbia é controlada por cartéis de drogas. Todos — inclusive o governo dos EUA — sabem que a Colômbia é de onde vem a maior parte da cocaína encontrada nas ruas dos EUA. E os EUA estão usando a Colômbia como base de operações para encenar um golpe militar contra a Venezuela? Sério?
Diga-me, que perigo a Venezuela representa para a segurança dos Estados Unidos? Isso mesmo, NENHUM.
Assim, enquanto Donald Trump quer construir um muro ilegal (assim diz o juiz Andrew Napolitano) na fronteira sul dos Estados Unidos — ostensivamente para manter as drogas ilegais (e outras coisas) fora dos EUA (e eu estou totalmente a favor de manter tudo isso fora dos EUA) — ele está usando a capital exportadora de drogas do mundo ocidental (Colômbia) como uma base de operações para as forças dos EUA para derrubar os líderes da Venezuela, porque… sim, porque… por quê?
Antes de deixar o assunto da Colômbia, a maioria de nós sabe por que os EUA estão tão amigos da capital exportadora de drogas do mundo ocidental? É porque o próprio governo federal (através das forças criminosas de Operações das Trevas dentro da CIA, das forças especiais dos EUA e empresas privadas contratadas por esses malfeitores de Operações das Trevas) é o maior distribuidor mundial de cocaína colombiana, esse é o motivo.
Vários anos atrás, um agente federal aposentado, que havia trabalhado em pelo menos quatro diferentes agências policiais federais — inclusive a agência antidrogas DEA —, sentou-se em uma mesa de almoço perto de mim em um restaurante Cracker Barrel e me disse que a “guerra americana contra drogas” não é nada mais do que a tentativa do governo federal de “livrar-se da concorrência” (palavras dele). Ele me disse que ele viu de perto e de forma pessoal e sabia do que ele estava falando. E ele me deu detalhes e me mostrou coisas que me convenceram de que ele estava dizendo a verdade. Isso foi durante a presidência de G. W. Bush.
Um agente aposentado da CIA também me contou suas experiências pessoais de ver com os próprios olhos a CIA transportando cocaína e outras drogas pesadas em aviões de carga C-130 militares a partir da Colômbia e de outros países da América Central e do Sul. E como conheço pessoalmente esse homem, sei que ele estava dizendo a verdade. Isso foi durante a presidência de Bill Clinton.
Elementos criminosos dentro do governo federal estão trazendo mais drogas para os EUA do que todos os transportadores de drogas individuais do México juntos. Um muro na fronteira sul dos EUA pode realizar alguma coisa boa (embora eu tenha minhas dúvidas e ainda não goste de muros de fronteira). Mas uma coisa que o muro não vai fazer é impedir que o maior distribuidor mundial de drogas ilegais, as forças criminosas clandestinas dentro do governo dos EUA, tragam drogas para os EUA. Eles simplesmente transportarão por ar, passando por cima do muro em aeronaves C-130.
Agora, voltemos à questão da Venezuela.
O Instituto Ron Paul informa:
Como os acontecimentos na Venezuela continuam a sair do controle, está começando a parecer uma repetição da história — os EUA e seus aliados europeus estão agindo exatamente da mesma maneira que na Síria e na Líbia.
Sanções, o apelo para o truque da legitimidade e apoio à oposição — táticas dos EUA usadas na Síria estão agora em ação em Caracas.
Daniel McAdams, diretor do Instituto Ron Paul, diz que os EUA e seus aliados europeus estão empurrando a Venezuela para uma guerra civil.
“Aqui vamos nós novamente. Isto é como a Síria retornando. Isso é exatamente o que aconteceu na Síria e na Líbia. Eles estão jogando exatamente o mesmo jogo repetidamente,” disse ele.
O próprio Ron Paul concorda:
A intervenção americana nos assuntos da Venezuela não é apenas hipócrita, mas “insensata, muito perigosa, custará caro, é contra as leis americanas, e se eles fingirem que temos de entrar porque queremos espalhar valores americanos, esses não são meus valores!” Paul exclamou, apontando que os EUA criticam outros países por suposta “intromissão,” mas “quando fazemos isso, é certo, apropriado e quase sagrado.”
Advertindo que Maduro não vai rolar e abandonar o poder sem luta — e que os outros países ocidentais que estão apoiando o presidente Juan Guaidó provavelmente estão fazendo isso para evitar retaliações econômicas do governo americano — Paul lamentou a incapacidade do governo Trump de aprender com história.
“Dê uma olhada na política externa dos EUA nos últimos 10 anos!” implorou Paul, pedindo aos EUA que pelo menos aprendessem com as lições da “guerra contra o terrorismo.”
“Tenho certeza de que Maduro e outros estão causando danos,” disse Paul, acrescentando que ele é um crítico duro do socialismo da Venezuela, que “geralmente leva ao empobrecimento” — mas não é “tarefa dos EUA” realizar “intervenções desnecessárias.”
E, às vezes, os artistas entendem melhor a criminalidade das guerras inconstitucionais de agressão do que políticos e pastores americanos.
O comediante Lee Camp acertou em cheio quando disse:
A elite americana deixou de lado suas divisões políticas internas para se unir no apoio entusiástico a uma intervenção estrangeira, apoiada pelo poder de toda a mídia americana, disse Lee Camp no último programa Redacted Tonight.
“Não estou dizendo que as coisas estão ótimas lá na Venezuela — não estão. Mas a propaganda pró-guerra e o imperialismo dos EUA não estão curando nada,” disse Camp durante o segmento de abertura de seu programa satírico.
Camp diz que uma mistura de preocupação equivocada e egoísmo descarado faz com que o governo americano “trate toda crise humanitária como um passarinho” — alimentando uma situação política e econômica já perigosa fazendo-a virar em um conflito total.
O apresentador de programa de TV lista uma série de exemplos recentes em que os EUA parecem ter piorado as coisas — deixando sua tarefa incompleta, ou na maioria das vezes, invadindo, em primeiro lugar — inclusive o Iraque, a Líbia e a Síria.
Mas o socialismo da Venezuela o coloca em oposição ideológica ao governo americano, enquanto suas reservas de petróleo o tornam um alvo geopolítico irresistível — danem-se as experiências passadas.
“O povo venezuelano merece autodeterminação, independentemente de como você se sente em relação ao atual governo — a última coisa de que precisam é serem transformados em um estacionamento neoliberal,” resume Camp, observando os sólidos laços entre o autoproclamado “presidente” da oposição Juan Guaido com Washington e o FMI.
Ahh! Camp tocou no coração da questão: PETRÓLEO. E não apenas petróleo; a Venezuela também é rica em ouro.
Leia este relatório:
A paixão de décadas dos EUA pela Venezuela chegou ao auge na quarta-feira, quando Estados Unidos, Canadá, Brasil e outros declararam um homem que nem sequer concorreu ao cargo de presidente, e muito menos foi eleito para o cargo, como o presidente. da Venezuela.
Na quarta-feira, Juan Gerardo Guaidó Márquez prestou juramento público e jurou-se o presidente da Venezuela. Ele assumiu esse cargo com zero processo democrático — essencialmente tornando-se um ditador — e foi imediatamente declarado legítimo pelo governo americano.
Essa decisão de Washington de reconhecer Guaidó como o presidente oficial é uma medida ilegal que eles usaram nas últimas duas décadas para invadir e destruir países como o Iraque, a Líbia e a Síria. A mesma retórica dos guerrilheiros bipartidaristas em Washington está sendo lançada mais uma vez, à medida que rostos como Marco Rubio ameaçam guerra total. De repente, indivíduos que odeiam Trump estão se unindo em solidariedade, fervendo com seu muco belicoso sobre o potencial de um conflito venezuelano.
Para aqueles que não se lembram, quase exatamente as mesmas táticas foram usadas pouco antes de os EUA invadirem a Líbia e transformaram esse bastião de esperança na África em um estado infernal inspirado pelo terrorismo, no qual escravos humanos agora são abertamente vendidos em público.
Assim como Guaidó afirmou ser presidente e foi reconhecido pelos EUA, na Líbia, o chefe do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mustafa Abdul Jalil, ameaçou com mortes em massa se o Ocidente não intervisse e rapidamente recebeu o controle. Dias depois, o CNT líbio foi oficialmente reconhecido como o governo da Líbia e o regime de Gaddafi estava fora. Dias depois disso, as potências da Otan, lideradas pelos EUA, passaram a transformar a Líbia no buraco do inferno devastado pela guerra que é hoje.
Nos próximos dias, você pode esperar que esse movimento dos EUA estimule o potencial para uma guerra civil na Venezuela, que atrairia outros países como Cuba e Brasil [para não mencionar a Rússia]. O resultado dessa potencial guerra civil seria totalmente catastrófico.
Assim como na Líbia, o atual conflito na Venezuela é muito maior do que alguma crise humanitária, já que a Venezuela possui montanhas de ouro e petróleo.
E quem o presidente Trump escolheu para liderar a guerra contra a Venezuela? O neocon, criminoso ultra-belicoso e extraordinário globalista CRE, o Darth Vader do Departamento de Estado dos EUA, Elliott Abrams.
Enfrente a realidade: Donald Trump cercou-se com a escória do governo, uma lista de belicistas, globalistas e elitistas do CRE. E, por favor, PARE de se desculpar por Trump dizendo que ele não percebe o que está fazendo. Besteira! Ele sabe exatamente o que está fazendo. Como todo presidente recente antes dele, Donald Trump é um robô do Estado Profundo globalista que se enriquece dos espólios da guerra perpétua. E Trump está muito feliz em obrigá-los com mais uma guerra estrangeira, desta vez na Venezuela rica em petróleo e rica em ouro.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site de Chuck Baldwin: Now Trump Is Waging War In Venezuela
Leitura recomendada sobre a Venezuela:
Outros artigos de Chuck Baldwin:

2 comentários :

Marcos Zequias disse...

Não duvido muito sobre essa história ver tráfico de drogas, eu vi uma entrevista do filho de Pablo Escobar no Danilo Gentili, ele tb falava sobre um lançamento de um livro dele, onde ele chega a mencionar que agentes da CIA tinham contatos com o seu pai, e ajudava no tráfico de drogas.

Julio Severo disse...

Venezuela, pesadelo socialista e o horror do holocausto de mais de um milhão de bebês americanos por ano

Não podemos jamais perder o equilíbrio moral. Não apoio o ditador Maduro, mas se os EUA têm algum direito de invadir a Venezuela por causa de crueldades socialistas contra o próprio povo, o Brasil e outros países podem ter o mesmo direito de invadir os EUA por causa do aborto legal, que está em vigor desde a concepção até o próprio dia do parto do bebê inocente. São 4 mil assassinatos de bebês americanos por dia, sem que o governo americano envie tropas militares para deter esse horror. São mais de um milhão de assassinatos de bebês americanos por ano, sem que o governo americano envie tropas militares para deter esse horror.

Por permitir o aborto até o dia do nascimento do bebê, os EUA acabaram se igualando à Coreia do Norte, país comunista que tem o mesmo tipo de lei sanguinária.

O povo venezuelano, que elegeu voluntariamente em primeiro lugar o regime chavista, devia resolver sozinho os próprios problemas que escolheram.

Quanto aos EUA, se quiserem invadir o quintal dos outros, deveriam primeiro cuidar de seu próprio quintal, enviando tropas para os milhares de clínicas legais de aborto em território americano, para deter o vergonhoso derramamento de sangue de mais de um milhão de bebês por ano.

INTERVENÇÃO MILITAR JÁ EM TODAS AS CLÍNICAS DE ABORTO DOS EUA!