29 de dezembro de 2018

Netanyahu de Israel encontra-se com Bolsonaro do Brasil


Netanyahu de Israel encontra-se com Bolsonaro do Brasil

Julio Severo
Pela primeira vez, um primeiro-ministro israelense visitou o Brasil para uma posse. Embora o Brasil tivesse vários presidentes católicos conservadores, nenhum deles estava disposto a se aproximar de Israel. Com Jair Bolsonaro, um católico nominal, foi diferente, porque sua base de votação principal era evangélica.
Os evangélicos brasileiros apoiam Israel entusiasticamente — o que é um fenômeno no Brasil, a maior nação católica do mundo, tradicionalmente não conhecida por apoiar Israel e com um histórico tenebroso da Inquisição contra os judeus.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu chegou ao Brasil em 28 de dezembro de 2018. Ele pretende permanecer no Brasil até a posse do novo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019. Enquanto isso, ambos discutem acordos e parcerias. É uma oportunidade maravilhosa.
Apoiar Israel nestes tempos perversos é um grande desafio. Recentemente, o Facebook bloqueou minha conta por 30 dias porque eu disse que Jerusalém pertence apenas a Israel. O Facebook, que pertence a um bilionário judeu-americano de esquerda, não gosta de apoiar Israel. Mas eu gosto! Você pode ler como o Facebook bloqueou minha conta por causa de minha posição pró-Israel aqui: o Facebook rejeita meu reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel?
Durante anos e décadas, tenho orado, com muitos outros evangélicos brasileiros, por essa parceria, especialmente para o governo brasileiro reconhecer toda a Jerusalém como a capital de Israel e para a paz de Jerusalém. Isso é praticamente uma ordem para todos aqueles que amam a Jesus Cristo e Sua Palavra viva.
Por isso, louvo a Deus por essa nova parceria como resposta às orações.
Vejo também alguns desafios e oportunidades. Enquanto o Brasil tem resistido ao lobby gay e abortista, Israel entregou as pontas há muito tempo. Israel tem algumas das leis mais esquerdistas de aborto e homossexualismo no mundo. Então o Brasil deveria apoiar Israel e Jerusalém como sua capital sem seguir as leis esquerdistas de Israel. Além disso, os evangélicos brasileiros, que oraram por muitos anos por uma parceria brasileiro-israelense, precisam orar pela salvação em Jesus Cristo para ambas as nações.
Pergunto-me se Deus vai abrir as portas para o Brasil de uma maneira extraordinária. Em 2008 conheci o profeta americano Chuck Pierce, que disse que se o Brasil se aproximasse de Israel, Deus daria ao Brasil a unção que os EUA perderam. Você pode ler sobre sua visão neste artigo: Brasil, a próxima ameaça (regional ou global) à supremacia econômica dos EUA?
Talvez um dos maiores desafios seja que, enquanto o pai de Netanyahu é autor de um livro volumoso contra a Inquisição e seu revisionismo, um dos conselheiros de Bolsonaro, a quem chamo de o Rasputin de Bolsonaro, é o mais proeminente defensor brasileiro da Inquisição e seu revisionismo.
O Rasputin de Bolsonaro minimiza a gravidade dos horrores da Inquisição, inclusive neste comentário público:
“Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados "morriam queimados", entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”
Meu artigo “Olavo de Carvalho e a Inquisição” diz:
Em 2013, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se encontrou com o Papa Francisco no Vaticano, e deu ao líder da Igreja Católica “The Origins of the Inquisition in Fifteenth Century Spain” (As Origens da Inquisição na Espanha do Século Quinze), um livro que em grande parte gira em torno de católicos espanhóis questionando, torturando e castigando judeus, expondo como milhares deles foram expulsos da Espanha ou queimados vivos na estaca.
A Revista Judaica (Jewish Journal) disse que “As Origens da Inquisição na Espanha do Século Quinze,” uma obra-prima acadêmica e um tomo minucioso sobre a Inquisição da Espanha, descreve como a Igreja Católica perseguia, e muitas vezes executava, multidões de judeus.
O Business Insider comentou que “é importante pensar no contexto do livro, que foi escrito Ben-Zion Netanyahu, pai de Netanyahu. Ben-Zion era um historiador conceituado que trabalhava na Universidade Hebraica de Jerusalém e na Universidade Cornell nos EUA.”
A CBS News disse: “Ben-Zion Netanyahu, pai de Netanyahu, era um historiador israelense… melhor conhecido em círculos acadêmicos por suas pesquisas acerca da Inquisição da Igreja Católica contra os judeus da Espanha na Idade Média.”
Certamente, Netanyahu não sabe que o Rasputin de Bolsonaro defende a Inquisição e seu revisionismo. Quando souber disso, ele trará, na próxima viagem ao Brasil, alguns exemplares de “As Origens da Inquisição na Espanha do Século XV.”
Os evangélicos que oraram por uma parceria entre Israel e o Brasil sabem que Deus responde às orações e agora precisam orar para que Deus remova os defensores da Inquisição do governo brasileiro e coloque líderes de acordo com os propósitos de Deus.
Versão em inglês deste artigo: Israel’s Netanyahu Meets Brazil’s Bolsonaro
Leitura recomendada sobre a Inquisição:
Leitura recomendada sobre Israel:
Leitura recomendada sobre Bolsonaro:

Nenhum comentário :