26 de outubro de 2018

Observatório da Direita, da entidade esquerdista Povo pelo Jeito Americano, ataca Jair Bolsonaro: “Direita dos EUA ajuda e encoraja ascensão de autoritário brasileiro”


Observatório da Direita, da entidade esquerdista Povo pelo Jeito Americano, ataca Jair Bolsonaro: “Direita dos EUA ajuda e encoraja ascensão de autoritário brasileiro”

Julio Severo
Normalmente, faço reportagens sobre o Observatório da Direita me mencionando, em uma tentativa de incitar a esquerda dos EUA a me marcar como um “vilão.”
Desta vez, o Observatório da Direita marcou também outro brasileiro como “vilão.” Em uma reportagem de 25 de outubro de 2018 intitulada “U.S. Right Helps, Cheers Rise of Brazilian Authoritarian” (Direita dos EUA ajuda e encoraja ascensão de autoritário brasileiro), o Observatório da Direita disse perversamente:
“A crescente maré política de movimentos nacionalistas de direita parece estar prestes a chegar ao topo no Brasil, onde um apologista da tortura em ditaduras militares e assassinatos da polícia parece estar caminhando para uma vitória nas eleições presidenciais deste domingo. A direita americana está comemorando sua ascensão.”
Apologista da tortura? A extrema esquerda apoia, aqui e agora, a tortura e o assassinato de inocentes bebês em gestação por meio do aborto legal e acha que pode acusar outras pessoas de defenderem a “tortura”? O que o Observatório da Direita chama de “ditadura militar” salvou o Brasil do comunismo nas décadas de 1960 e 1970. Esse é o mesmo comunismo que estava matando milhões de homens, mulheres e crianças inocentes em outras nações.
Se a extrema esquerda não gosta de tortura e ditadura, por que elogia Fidel Castro e Che Guevara, notórios torturadores e assassinos?
Se ela não gosta de ditadura militar, por que elogia Hugo Chávez, um comunista militar que empobreceu a Venezuela?
Em comparação com a república dos EUA, o governo militar brasileiro (1964-1985) foi uma ditadura. Mas em comparação com Cuba, Coréia do Norte e União Soviética, onde os cristãos eram perseguidos e mortos por sua fé, o governo militar brasileiro era uma “democracia,” onde os cristãos não eram perseguidos e mortos por sua fé.
Os republicanos americanos podem acusar o governo militar brasileiro de ser uma ditadura. Mas nenhum esquerdista tem esse direito.
Continuando sua reportagem perversa, o Observatório da Direita acrescentou:
O legislador Jair Bolsonaro está surfando numa onda de indignação pública por causa do crime e da corrupção, com muita ajuda dos militares, grandes interesses agrícolas e evangélicos conservadores — a bancada da “Bala, Boi e Bíblia.” Uma vitória de Bolsonaro poderá sinalizar “um grande passo em direção ao autoritarismo,” escreve Michael Albertus na revista Foreign Policy.
Em agosto, informamos que Bolsonaro estava recebendo um empurrão do ex-conselheiro de Trump, Steve Bannon, e da ex-deputada federal americana Michele Bachmann. E notamos que grupos da direita evangélica dos EUA estão operando no Brasil como parte da globalização das “guerras culturais.”
Se Bachmann está apoiando Bolsonaro, é uma excelente notícia. Ela é pró-vida, pró-família, pró-homeschooling e contra a vacinação infantil obrigatória. Além disso, ela é evangélica, luterana renovada (carismática). Tenho certeza de que ela tem muitos bons conselhos para dar a Bolsonaro. Mas em relação a Bannon, como poderia ser bom? Bannon está envolvido em ocultismo. O presidente dos EUA, Donald Trump, acabou expulsando-o da Casa Branca. Leia meu artigo “Como a poderosa união de Trump com evangélicos salvou os EUA de Steve Bannon e seu plano ocultista de um governo ‘tradicionalista.’
Eduardo Bolsonaro com Steve Bannon
No que se refere a conexões tradicionalistas ocultistas, Bolsonaro não está longe de Bannon. Ele tem sido propagandista do astrólogo brasileiro Olavo de Carvalho, que tem como fonte de “tradicionalismo” e “conservadorismo” o ocultista islâmico René Guénon, que aliás também é fonte de Bannon. Apesar de sua inspiração e envolvimento guenianos, Bannon e Carvalho igualmente se apresentam como “católicos tradicionalistas.” Dá para dizer que Carvalho é uma espécie de Bannon do terceiro mundo sem sofisticação.
Embora o católico Bolsonaro esteja recebendo apoio em massa de evangélicos, que estão decidindo sua eleição, ele não tem conseguido se desligar do tradicionalismo guenoniano de Carvalho, enquanto Trump se desligou completamente do tradicionalismo guenoniano de Bannon.
O Observatório da Direita disse:
“Bolsonaro foi elogiado pelo conselho editorial do jornal Wall Street Journal como um ‘Drenador do Pântano Brasileiro’ — os redatores editoriais aparentemente riram do ‘ataque de ansiedade’ que Bolsonaro está dando aos ‘progressistas globais.’ Foto da AFP de um comício de Bolsonaro no último fim de semana mostra uma placa dizendo ‘DEUS ABENÇOE BOLSONARO E TRUMP! LIVRE-NOS DO COMUNISMO E SUA ESCRAVIDÃO!’ Imitando Trump, Balsonaro descreveu notícias sobre sua conexão com Bannon como ‘típicas otícias falsas’ — embora tenha sido seu próprio filho que se encontrou com Bannon em Nova Iorque e relatou o apoio dele à campanha.”
Ainda que eu não concorde com a reportagem do Observatório da Direita, não entendo o motivo por que Bolsonaro está negando conexões com Bannon, porque a fonte dessa “notícia falsa” é seu próprio filho, Eduardo Bolsonaro, que em uma viagem aos EUA se encontrou pessoalmente com Bannon, assegurando a seus leitores que Bannon é “um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças,” acrescentando que “temos a mesma cosmovisão.” Se eles estão certamente em contato, como Bolsonaro disse, por que agora ele trata suas próprias notícias como “notícias falsas”?
Se agora Bolsonaro está renegando Bannon por causa de seu radicalismo, por que ele não está também renegando o Bannon do terceiro mundo por causa de seu radicalismo? Carvalho é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição. Como o Holocausto, a Inquisição buscava destruir os judeus. O revisionismo de ambos é uma ofensa aos judeus, porque minimiza os crimes e menospreza as vítimas da Inquisição e do Holocausto.
O Observatório da Direita também mencionou uma reportagem no Haaretz, um dos maiores jornais de Israel. A reportagem comparou Bolsonaro a Hitler. Mas como ele pode ser como Hitler se ele apoia publicamente Israel? Para embasar tal acusação infundada, o Observatório da Direita publicou o seguinte trecho do Haaretz, segundo o qual Bolsonaro recebe apoio de evangélicos brasileiros:
Bolsonaro, que é católico, mas frequenta cultos batistas, fez uma campanha populista para abranger as denominações e recebe amplo apoio do crescente movimento evangélico urbano do Brasil, inclusive de apoiadores ligados ao Congresso Mundial de Famílias.
Bolsonaro foi batizado no Rio Jordão pelas Assembleias de Deus, que vem despejando dinheiro na política de extrema direita no Brasil e no mundo. As Assembleias de Deus são os principais impulsionadores do movimento evangélico americano, inclusive alguns dos parceiros mais importantes do Congresso Mundial de Famílias.
Os apoiadores evangélicos mais ricos de Bolsonaro, como o líder da Assembleia de Deus e o televangelista pentecostal Silas Malafaia, formaram uma parceria com os aliados do CMF no Centro Americano de Direito e Justiça, fundado por Pat Robertson, e no Centro Brasileiro de Justiça e Justiça, que promove — assim como faz o CMF — um movimento transnacional contra os direitos LGBT.
Um dos líderes mais importantes do Congresso Mundial de Famílias era o falecido Larry Jacobs, que conheci em Moscou em 2014 numa reunião pró-família no Kremlin. Jacobs me disse que ele era membro das Assembleias de Deus. Embora o governo de Obama odiasse a lei russa que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes, o Congresso Mundial de Famílias era a maior organização ocidental e americana a elogiar essa lei que protege as crianças contra predadores homossexuais.
O Observatório da Direita está desesperado que os mesmos evangélicos conservadores americanos que apoiaram o conservadorismo russo estão agora apoiando o conservadorismo brasileiro?
O Observatório da Direita está certo em mencionar o papel vital dos evangélicos na eleição de Bolsonaro. A mídia dos EUA confirmou esse papel. A mídia britânica confirmou isso. A mídia alemã confirmou isso. E a mídia israelense confirmou isso. Então todos ao redor do mundo sabem que os evangélicos são a melhor chance de Bolsonaro conseguir a presidência brasileira.
Por que então Bolsonaro pensa, em particular ou não, que dois ocultistas tradicionalistas — Bannon e Carvalho — são tão importantes para ele ser presidente?
A maioria dos evangélicos brasileiros que apoiam Bolsonaro são pentecostais e neopentecostais, que são grandes defensores de Israel. Silas Malafaia e muitos outros líderes pentecostais viajam a Israel para mostrar que os evangélicos brasileiros apoiam totalmente a Terra Prometida somente para os judeus, não para os usurpadores palestinos.
Semelhante a Hitler era o ex-presidente socialista brasileiro Luiz Inácio “Lula” da Silva, que sempre apoiou os usurpadores palestinos e cuja política hostilizava Israel. A propósito, Lula, que apoiava a ditadura comunista de Cuba, está cumprindo uma longa pena na prisão por corrupção.
O Observatório da Direita deveria explicar como o Haaretz, que é um jornal israelense de extrema-esquerda, pode acusar Bolsonaro ou os pentecostais brasileiros de serem nazistas se eles apoiam Israel.
Com apoio evangélico, Bolsonaro não tem chance de se tornar um Hitler. Esperançosamente, os evangélicos poderão ajudá-lo a se libertar do tradicionalismo guenoniano, assim como os evangélicos americanos através de suas orações foram fundamentais para libertar Trump de Bannon e seu tradicionalismo guenoniano. Minha esposa e eu estamos votando em Bolsonaro com tal esperança.
Se o Haaretz e outros meios de comunicação de extrema esquerda estivessem genuinamente preocupados com ideias radicais contra os judeus, eles atacariam não Bolsonaro, mas os revisionistas da Inquisição e do Holocausto. Enquanto Bolsonaro foi perversamente chamado de nazista por apoiar Israel, Carvalho tem recebido passe livre por suas ideias revisionistas radicais.
Como tem feito há mais de 4 anos, o Observatório da Direita também me mencionou em sua reportagem perversa contra Bolsonaro, dizendo:
Enquanto isso, no portal conservador Barbwire, o blogueiro Julio Severo queixou-se na semana passada de um comentário da revista Foreign Policy que dizia que “a campanha de propaganda de Bolsonaro se inspirou em manual nazista.” Federico Finchelstein observou: “Bolsonaro argumentou que nunca aceitaria a derrota na eleição e sugeriu que o exército poderia concordar com a sua opinião,” acrescentando: “Essa é uma clara ameaça à democracia.” Severo do Barbwire, cujo post se referiu repetidamente a Finchelstein como judeu, perguntou como Bolsonaro poderia ser um nazista, considerando que ele apoia a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. Coincidentemente, uma mensagem em vídeo de Bachmann para os cristãos brasileiros era para votar apenas em um candidato que transferisse a embaixada.
O Observatório da Direita é um projeto da entidade de extrema esquerda People for the American Way e tem, de acordo com seu site, uma missão especial de atacar conservadores que se opõem à agenda gay, ao aborto e à ideologia muçulmana.
De acordo com o WND, um dos maiores sites conservadores do mundo, People for the American Way (Povo pelo Jeito Americano) é “uma organização socialista ateísta que, por meio de publicações como seu ‘Right Wing Watch’ [Observatório da Direita] se dedica à destruição dos conservadores em geral.”
Muitos nomes conservadores proeminentes dos EUA estão na lista negra do Observatório da Direita. Meu lugar na lista deles está aqui.
Leitura recomendada sobre Jair Bolsonaro e a eleição presidencial brasileira:
Leitura recomendada sobre a Esquerda dos EUA contra Julio Severo:

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