13 de março de 2018

Condenação do ex-presidente Lula por corrupção num Brasil tradicionalmente corrupto


Condenação do ex-presidente Lula por corrupção num Brasil tradicionalmente corrupto

Julio Severo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção. Sua condenação traz uma sentença de prisão de cerca de 10 anos.
Lula
Lula, que governou o Brasil por dois mandatos (2003-2010), fez campanha numa plataforma política de honestidade, numa nação empesteada, desde seu nascimento 500 anos atrás, por corrupção.
Há uma cultura de corrupção no Brasil que é evidente não só na política, mas também na conduta do povo. Quando um caminhão tomba num acidente, muitas vezes a reação da população local é saqueá-lo.
Lula prometeu trazer à terra o paraíso da honestidade no Brasil, mas o que ele fez foi tombar o Estado brasileiro num desastre moral e ético maior. Ele acabou trazendo para os holofotes sua própria corrupção. Ele foi condenado porque ele recebeu milhões de dólares ilegais para uso pessoal.
Ele foi o homem a quem o presidente socialista americano Barack Obama chamou de “o político mais popular da Terra.” Ele foi destaque em 2010 na revista Time como uma das “100 Pessoas Mais Influentes do Mundo.”
Entretanto, suas políticas socialistas jogaram o Brasil num atoleiro de corrupção moral e econômica. Não que o Brasil não tivesse corrupção antes. O Brasil foi essencialmente colonizado por criminosos de Portugal, que castigava o Brasil colonial com impostos excruciantes, que continuam um castigo excruciante no Brasil até mesmo hoje.
As políticas socialistas de Lula, ainda que zombando do imperialismo americano (os aspectos conservadores dos EUA), aceleraram a importação e assimilação cultural e legal no Brasil de muitos itens esquerdistas da cultura americana, inclusive sobre o aborto e a agenda homossexual. Aliás, o governo de Lula foi um dos aliados mais fortes do governo de Obama na ONU na defesa do aborto e da agenda homossexual.
Em 2006 o falecido teólogo calvinista Harold O. J. Brown convidou-me para escrever uma extensa reportagem principal em seu informe The Religion & Society Report. A reportagem, intitulada “Behind the homosexual tsunami in Brazil” (cuja tradução em português está aqui: “Por trás do tsunami homossexual no Brasil”), lidou com as políticas obsessivas do governo Lula defendendo a agenda homossexual. Brown queria que minha reportagem mostrasse para o mundo conservador internacional o Lula que a grande mídia não mostrava. Revelei então ao público conservador americano quem de fato era Lula.
Além disso, o governo de Lula era hostil a Israel. Tal hostilidade não é nova no Brasil, onde a cultura católica tradicionalmente não simpatiza com Israel. Toda a América Latina católica não simpatiza com Israel. Então não é surpresa que o primeiro país latino-americano a reconhecer Jerusalém como capital de Israel é um país que está tentando deixar o catolicismo para trás: a Guatemala, que tem um presidente evangélico e cuja população é 50 por cento evangélica (principalmente pentecostal e neopentecostal).
Lula, que fundou o Partido dos Trabalhadores, com a assistência bondosa de bispos católicos, tem visto seu partido naufragar em corrupção. Vários dos líderes mais proeminentes de seu partido estão na cadeia.
Todos eles merecem seu destino. O socialismo e a corrupção são inseparáveis.
No entanto, no contexto da cultura brasileira, a corrupção, que existe muito antes do socialismo, é um problema epidêmico na conduta de políticos e do povo, provavelmente também alimentado pelos tradicionais impostos pesados e uma cultura cristã baseada em valores em grande parte católicos nominais.
A corrupção é desenfreada no Brasil.
A sucessora de Lula no governo foi a socialista Dilma Rousseff, membro importante do Partido dos Trabalhadores. O governo dela (2010-2016) foi empesteado de corrupção e ela sofreu impeachment em 2016.
O impeachment dela foi possibilitado porque o Deputado Eduardo Cunha, um pentecostal, combateu a agenda dela e a corrupção dela. Enquanto ela era pró-aborto e pró-homossexualidade, ele era pró-vida e pró-família.
Ela caiu. E em seguida, ele também caiu, e hoje ele está preso por acusações menores de corrupção — as quais são vastamente menores do que as acusações contra Lula e Dilma. Contudo, ele foi preso logo que foi acusado, enquanto Dilma permanece livre, e Lula não está preso, ainda que ele tenha sido muito tardiamente condenado por um tribunal.
Até mesmo Sérgio Moro, o juiz que condenou Lula e Cunha, não escapou da mancha de “corrupção.” Os juízes brasileiros que não têm casa ou apartamento recebem um auxílio moradia do governo que, no caso de Moro, atingiu milhares de reais. O problema é: Ele tinha uma casa durante todos os anos em que ele recebeu o auxílo moradia.
Lula não pode acusar Moro de corrupção porque durante seus dois mandatos como presidente, ele podia ter extinguido o imoral auxílio moradia para juízes, mas ele não fez isso. Além disso, a “corrupção” moral de Moro perde em importância em comparação com a corrupção de Lula.
O caso de Moro exemplifica perfeitamente o atoleiro brasileiro: A corrupção na cultura brasileira toca todos e tudo.
Um juiz perfeitamente honesto jamais aceitaria um auxílio moradia quando ele já tem uma casa.
Um povo perfeitamente honesto jamais elegeria Lula.
É claro, como pentecostal, Eduardo Cunha também sabia que corrupção é errado. Seu ativismo como parlamentar foi tão fundamental para o impeachment de Dilma e a promoção de valores pró-vida que o Partido dos Trabalhadores o rotulou em 2015 como o homem mais perigoso do Brasil! Ele foi o único líder conservador mencionado nove vezes num guia estratégico do Partido dos Trabalhadores sobre como combater direitistas, enquanto Jair Bolsonaro foi mencionado uma única vez.
A corrupção está no DNA brasileiro desde o nascimento do Brasil. Até mesmo políticos evangélicos não escapam de seus tentáculos. Nos tradicionais esforços de sobrevivência para evitar impostos excruciantes herdados de um Portugal que explorava e abusava do Brasil, os brasileiros continuam aperfeiçoando seus esforços de sobrevivência e o governo continua explorando e abusando dos brasileiros por meio de impostos excruciantes.
Cunha foi rapidamente condenado porque ele tinha contas secretas em bancos suíços — para proteger seu dinheiro de impostos excruciantes. Não há brasileiros que não queiram ser livres de tais impostos opressivos — que também são corrupção. Impostos elevados são um poderoso inimigo da economia brasileira, do povo brasileiro e da livre empresa. O Brasil está sempre em condição econômica deplorável por causa de impostos elevados.
Uma americana certa vez me perguntou como votar nesse contexto, já que a corrupção é desenfreada. Respondi que não há opção: Ou você elege um candidato corrupto pró-aborto ou um candidato corrupto pró-vida.
A corrupção está no DNA da política, cultura e sociedade brasileira e, acima de tudo, nos impostos excruciantes.
Lula e seus camaradas socialistas merecem plenamente sua condenação porque eles ampliaram a exploração de um sistema político explorador herdado de Portugal 500 anos atrás.
Moro e Cunha merecem condenação? Não penso assim, pois eles apenas exemplificam que a corrupção está tão desenfreada na história e cultura do Brasil que ninguém escapa ileso. Eles deveriam receber uma oportunidade de se corrigirem.
Em comparação com Lula, cuja corrupção envolveu milhões de dólares e afundou o Brasil em maiores corrupções que privaram a economia brasileira de bilhões de dólares, Moro e Cunha são santos.
O Brasil, o maior país católico do mundo, colonizado por criminosos, precisa conhecer o poder libertador do Evangelho de Jesus Cristo para libertar o Brasil da escravidão espiritual e moral entre seu povo e políticos. Sem Jesus, não existe solução.
Cerca de 500 anos atrás, foi realizado o primeiro culto evangélico no continente americano — exatamente no Rio de Janeiro, no Brasil. Foi um privilégio. Mas os católicos liderados pelos jesuítas e sua máquina da Inquisição rapidamente torturam e mataram os primeiros missionários evangélicos no Brasil. Eles haviam sido enviados por Calvino.
Cerca de 400 anos atrás, a Holanda formou sua primeira colônia evangélica no Nordeste do Brasil. Nessa colônia, católicos, evangélicos e judeus gozaram o primeiro sistema de liberdade religiosa no Brasil. Mas de novo os católicos, liderados pelos jesuítas e sua máquina da Inquisição, rapidamente mataram e expulsaram os holandeses “hereges,” e o Brasil voltou à sua rotina de corrupção, impostos excruciantes, Inquisição, perseguição dos judeus e nenhuma liberdade religiosa. Os judeus brasileiros sobreviventes, transportados pelos evangélicos holandeses, rumaram para Nova Iorque, onde estabeleceram uma próspera comunidade judaica e o primeiro sistema financeiro robusto de Nova Iorque.
Os católicos brasileiros, oprimidos por Portugal católico, poderiam ter dado a esses judeus e os evangélicos holandeses liberdade, e eles teriam estabelecido no Brasil, não em Nova Iorque, seu sistema financeiro. A oportunidade que o Brasil católico rejeitou, os EUA evangélicos receberam de braços abertos e foram abençoados. O Nordeste é hoje uma das regiões mais amaldiçoadas e pobres do Brasil.
O Brasil poderia ter se tornado o que os EUA se tornaram: poderoso. Mas a corrupção católica impediu o Brasil de prosperar.
Na colônia evangélica holandesa no Nordeste do Brasil, a Sinagoga Kahal Zur em Recife, Pernambuco, construída em 1636, foi a primeira sinagoga erguida no continente americano, a qual acabou sendo fechada, pois os judeus brasileiros tiveram de fugir para Nova Iorque para salvar suas vidas dos jesuítas e sua Inquisição.
Até hoje, os historiadores reconhecem que o progresso mais importante que o Brasil teve na cultura, arquitetura, liberdade religiosa e não perseguição dos judeus foi durante o governo holandês evangélico no Nordeste.
Tudo o que restou é uma memória triste. O Brasil tem hoje o Museu da Inquisição para recordar aos brasileiros os horrores que os judeus brasileiros sofriam dos jesuítas, e Pernambuco, um estado no Nordeste do Brasil, tem um Dia de Memória às Vítimas Judias da Inquisição.
O Evangelho traz transformação, mas o Brasil preferiu a corrupção, impostos excruciantes, a Inquisição e perseguição dos judeus e nenhuma liberdade religiosa.
Quem pode dizer que o Brasil não merece o que está sofrendo?
O corrupto Lula é o resultado do DNA brasileiro.
O oportunismo de Moro também vem desse DNA.
O envolvimento menor de Cunha com corrupção tem também a mesma causa.
Aliás, Jair Bolsonaro, que hoje é um candidato à presidência do Brasil representando direitistas, disse anos atrás: “Eu sonego tudo o que é possível.” Ele disse que ele fazia isso por sobrevivência e também porque os políticos usam os impostos para corrupção, e ele aconselhou o público também a sonegar. Cunha parece ter seguido seu conselho.
Minha preocupação acerca de Bolsonaro não é evasão de impostos, mas a Inquisição e suas marcas horríveis contra os judeus na história do Brasil. Bolsonaro tem louvado um revisionista da Inquisição (confira aqui: https://youtu.be/XWx3wzh0dVE). Isso é muito preocupante, pois há um movimento crescente de católicos direitistas pró-Inquisição no Brasil.
No passado, Bolsonaro louvava Lula como um político honesto.
Bolsonaro não foi preso por seu comentário de sonegação de impostos. Mas Cunha está preso por isso.
Enquanto Lula e Dilma não estão presos por seus grandes crimes, Cunha está. Parece que o “crime” real de Cunha — oposição ao aborto e à agenda homossexual numa cultura brasileira corrupta e politicamente correta e ser o inimigo número 1 dos esquerdistas brasileiros — foi pior do que todos os crimes socialistas de Lula.
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