20 de janeiro de 2018

Trump faz discurso pró-vida histórico, mas comete a gafe de congratular republicanos homossexuais


Trump faz discurso pró-vida histórico, mas comete a gafe de congratular republicanos homossexuais

Julio Severo
O presidente americano Donald Trump criticou as leis de aborto dos EUA como entre as mais permissivas do mundo num discurso para manifestantes pró-vida no evento anual Marcha pela Vida em Washington, D.C., na sexta-feira, e prometeu que seu governo sempre defenderá o direito à vida.
Trump se tornou o primeiro presidente no cargo a se dirigir à Marcha pela Vida, que estava realizando seu 45º evento desde que o Supremo Tribunal criou em 1973 do direito ao aborto em sua decisão Roe versus Wade. O assassinato de bebês por meio do aborto é legalmente permitido nos EUA desde a concepção até o dia do parto.
Desde 1973, o aborto legal matou um número estimado de 60 milhões de crianças americanas em gestação — um verdadeiro Holocausto americano.
A Federação de Planejamento Familiar, a principal indústria do aborto nos Estados Unidos, recebe anualmente 1 bilhão de dólares de impostos americanos. Mas, pelo fato de que iniciativas pró-vida estão ganhando impulso na era Trump, planos do Congresso americano provavelmente eliminarão aproximadamente meio bilhão de dólares, de modo que a Federação de Planejamento Familiar terá só metade de seus recursos financeiros dos impostos americanos.
Trump deu um discurso pró-vida histórico para uma multidão no Jardim das Rosas na Casa Branca. Seu discurso foi transmitido para o Parque Nacional, onde uma multidão estimada em 100.000 pessoas estava reunida para marcar e lamentar o advento do aborto legalizado nos EUA.
Trump disse: “Vocês vieram de muitas origens, muitos lugares, mas vocês vieram em favor de uma causa bela. Vocês vieram construir uma sociedade em que a vida é amada, protegida e estimada… Vocês são um movimento que nasceu do amor.”
“Sabemos que a vida é o maior milagre de todos,” o presidente continuou. “Nós a vemos nos olhos de toda mãe nova que embala a criança recém-nascida em seus braços amorosos.”
“É por isso que fazemos manifestações, é por isso que oramos, é por isso que declaramos que o futuro dos EUA será cheio de bondade, paz, alegria, dignidade e vida para todo filho de Deus,” ele disse.
Trump lamentou que os Estados Unidos é um dos sete únicos países do mundo que permitem abortos por escolha depois de 20 semanas.
“Como todos vocês sabem, a decisão Roe versus Wade resultou numa das leis de aborto mais permissivas do mundo,” Trump disse à multidão.
“Por exemplo, os Estados Unidos são um dos sete únicos países que permitem o aborto por escolha no nono mês de gravidez, junto com a China, a Coreia do Norte e outros,” disse o presidente. “Neste momento em vários estados, as leis permitem que um bebê nasça do útero de sua mãe no nono mês. Isso é errado. Isso tem de mudar.” (Como reconhecido pelo jornal britânico DailyMail, Trump “cometeu gafe ao se queixar de leis que permitem que os bebês ‘nasçam’ no nono mês de gravidez.”)
“Em meu governo, sempre defenderemos o primeiríssimo direito na Declaração de Independência e esse é o direito à vida,” disse ele.
O grande discurso pró-vida de Trump teria sido suficiente para estimular os conservadores a apoiar suas políticas conservadoras. Mas, nesta mesma semana, ele também congratulou a entidade Log Cabin Republicans, a maior organização que representa “conservadores” LGBT, em seu aniversário de 40 anos.
“Envio minhas congratulações ao Log Cabin Republicans na celebração de seu aniversário de 40 anos,” escreveu Trump em sua carta à organização republicana homossexual. “Somos uma nação fundada na verdade inegável de que todos nós somos criados iguais. Somos iguais aos olhos de nosso Criador. Somos iguais sob a lei. E somos todos iguais sob nossa Constituição.”
O discurso de Trump justificando a conduta homossexual como igual está em conflito com a vontade expressa do Criador em sua Palavra, a Bíblia, mas é muito semelhante ao discurso do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que igualmente tem defendido uma postura direitista pró-sodomia.
O Criador condena 100 por cento a homossexualidade e ele não celebra nem congratula os homossexuais. Ele os avisa.
Entretanto, o histórico de Trump sobre o aborto tem sido muito melhor do que o histórico de Netanyahu. Enquanto sob Trump o aborto tem enfrentado resistência, sob Netanyahu o aborto tem avançado em Israel.
Por causa da influência corrosiva generalizada da Esquerda, até mesmo movimentos direitistas se tornaram ambivalentes e desunidos em questões importantes em que a Esquerda tem sido decisiva e unida. Enquanto o governo de Netanyahu tem sido ambivalente nas questões do aborto e sodomia, o governo de Trump tem sido ambivalente somente na questão da sodomia.
Trump concluiu sua congratulação ao Log Cabin Republicans dizendo: “Não importa a cor de nossa pele ou nossa orientação sexual, todos vivemos sob as mesmas leis, saudamos a mesma grande bandeira americana, e somos feitos de acordo com a imagem do mesmo Deus Todo-poderoso. Enquanto escrevemos o próximo grande capítulo de nossa Nação, reafirmamos nosso compromisso com essas verdades fundamentais e trabalharemos para garantir que todos os americanos vivam num país em que se sintam seguros e em que suas oportunidades sejam sem limite.”
Uma foto da carta foi postada na conta oficial de Twitter do Log Cabin Republicans na quarta-feira, enquanto Richard Grenell, que Trump nomeou como embaixador americano na Alemanha, anunciou no Twitter que ele “aguardou um longo tempo um presidente republicano com esse tipo de liderança.”
Grenell é um ativista gay que defende o “casamento” homossexual como questão “conservadora.” Ele critica “ativistas direitistas cristãos barulhentos” que se opõem à homossexualidade e elogiou bastante as credenciais exclusivamente pró-homossexualismo de Trump como republicano. Ele foi um dos primeiros apoiadores de Trump.
Grenell, que vive em Los Angeles, tem um parceiro de longa data, Matt Lashey. Grenell é pró-vida e tem trabalhado durante os anos para ajudar ativistas pró-vida na ONU, de acordo com um veterano ativista pró-vida envolvido em questões internacionais.
Mas no que se refere à homossexualidade, Grenell pede maior “tolerância” no Partido Republicano apesar da clara e antiga linguagem de plataforma que se opõe a “direitos” e “casamento” baseados em sexo pervertido.
Num podcast de 3 de fevereiro de 2017, com o jornalista Shannon Bream, ele disse: “Sou gay, sou cristão e ainda sou um homem de fé.”
Na entrevista, Grenell demonstra precisamente o tipo de ativismo homossexual que inspira oposição entre cristãos que aceitam a antiga prescrição bíblica contra a conduta homossexual.
“Sei que nasci assim,” ele disse enfaticamente a Bream.
Grenell disse a Bream que foi criado num lar fortemente cristão e estudou numa faculdade das Assembleias de Deus. Ele citou sua experiência “libertadora” estudando na escola de graduados da Universidade de Harvard e conversando com o falecido pastor homossexual Peter Gomes. Como professor de Moralidade Cristã na Faculdade de Teologia da Universidade de Harvard, Gomes condenou a alegada “homofobia” cristã e usou sua posição elevada para refutar o argumento cristão contra a homossexualidade.
Da mesma forma, Grenell disse a Bream que as passagens bíblicas que historicamente são interpretadas como claramente condenando a prática homossexual realmente não significam isso. O primeiro capítulo do Livro de Romanos no Novo Testamento é uma tal passagem.
“Para muitos cristãos com quem cresci, eles focavam em versículos da Bíblia que falavam sobre a homossexualidade como algo negativo. E quando vamos e realmente examinamos as palavras originais nesses versículos, não tinha nada a ver com ser homossexual. Era sobre ser pervertido, ou um prostituto,” ele disse. “E não havia nenhum conceito de que você ia poder ter um relacionamento [homossexual] de compromisso.”
Robert Gagnon, ex-professor adjunto de Novo Testamento no Seminário Teológico de Pittsburgh e a principal autoridade acadêmica mundial sobre a Bíblia e homossexualidade de uma perspectiva cristã (conservadora) ortodoxa, especificamente rejeita a tese de Grenell de que a Bíblia não condena relacionamentos homossexuais.
Grenell disse que ele respeita os cristãos que discordam dele e sua interpretação da Bíblia.
As informações sobre Grenell são de Peter LaBarbera, fundador e diretor da entidade Americanos em favor da Verdade sobre a Homossexualidade.
Sobre Trump congratulando a entidade Log Cabin Republicans, LaBarbera comentou no Facebook que Trump congratulou “uma organização de ativistas homossexuais cuja missão inteira é normalizar a sodomia (conduta homossexual) como ‘direito civil,’ dentro do Partido Republicano — assim subvertendo a plataforma do Partido Republicano. Isso seria como Trump congratulando a organização Republicanos Pró-Aborto.”
Ele acrescentou: “Republicanos pró-aborto são livres para votar no Partido Republicano, e eles votam, mas sua organização não é reconhecida e não é celebrada pelo presidente. Seria o mesmo para republicanos pró-homossexualismo.”
Seguindo o argumento de LaBarbera, o título deste artigo poderia também ser “Trump faz discurso antissodomia histórico, mas comete a gafe de congratular republicanos pró-aborto.”
LaBarbera também disse: “É muito ruim para Trump e o Partido Republicano que Deus não abra exceção para a imoralidade ‘republicana.’”
Trump pode condenar o aborto, mas se ele abrir uma exceção para a imoralidade “republicana,” isso não é um bom exemplo de conservadorismo, sem mencionar Cristianismo.
Ele poderia também condenar a sodomia e abrir uma exceção para posturas pró-aborto republicanas, e isso seria igualmente contra o verdadeiro conservadorismo e Cristianismo.
Obama ou Hillary Clinton teria apoiado a homossexualidade e o aborto, numa “vitória” esquerdista total pelo mal. Trump optou apenas por uma vitória conservadora parcial: ele condenou o aborto — que todos os verdadeiros presidentes conservadores condenaram —, mas ele poupou a sodomia, avançando uma “vitória” esquerdista para satisfazer a homossexuais republicanos disfarçados de “conservadores.”
Recentemente, rabinos criticaram fortemente Trump por ter renomeado a ativista LGBTQ Chai Feldblum para cargo importante no governo federal. Ela havia sido originalmente nomeada por Obama por seu ativismo homossexual.
Por que Trump quer condenar o aborto sem condenar a sodomia? Até mesmo George Washington, o primeiro presidente dos EUA, condenou a homossexualidade. Por que Trump não quer seguir o bom exemplo dele?
O grande perigo do exemplo de Trump é o avanço de um movimento pró-vida que avança a agenda homossexual entre conservadores.
Pessoas pró-aborto e pró-sodomia são livres para votar em políticos conservadores. Mas políticos conservadores jamais deveriam celebrar pessoas pró-aborto e pró-sodomia.
O aborto e a sodomia destroem uma nação. Se Trump condenar e combater ambos, ele salva os EUA. Se ele salvar uma dessas perversões, os EUA não serão poupados de seu destino.
Se Trump tem a intenção de avançar uma cultura pró-vida, ele tem as bênçãos de Deus. Mas se ele tem a intenção de avançar uma cultura de sodomia à custa dos mandamentos de Deus, ele fará o que Sodoma não conseguiu fazer.
Com informações de LifeNews, Peter LaBarbera, LifeSiteNews, WorldNetDaily, Breitbart e DailyMail.
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