15 de janeiro de 2018

Dívida, caridade ou controle populacional? Trump designa 55 milhões de dólares para a USAID “ajudar” cristãos iraquianos


Dívida, caridade ou controle populacional? Trump designa 55 milhões de dólares para a USAID “ajudar” cristãos iraquianos

Julio Severo
A imprensa cristã está aclamando esforços do presidente americano Donald Trump de ajudar os cristãos no Iraque.
A Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (conhecida pela sigla USAID) disse na semana passada que 55 milhões de um montante de 75 milhões de dólares de dinheiro de assistência para ações do Programa de Desenvolvimento da ONU (PDONU) irão para tratar de grupos minoritários em regiões do norte do Iraque retomadas do Estado Islâmico (ISIS).
A FoxNews noticiou: “O pagamento da USAID já encaminhado ao PDONU deve ter como alvo especial ‘aqueles que foram vítimas das atrocidades do ISIS.’”
De acordo com o comunicado de imprensa da USAID: “A Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) e o Programa de Desenvolvimento da ONU (PDONU) concordaram em aumentar a assistência aos iraquianos, principalmente minorias religiosas e étnicas, para lhes possibilitar voltar para seus lares em regiões libertas do ISIS.”
Entretanto, há preocupações.
“O PDONU tem tido problemas horríveis de má administração, não é transparente e deliberadamente tem marginalizado o genocídio que mira as minorias cristãs e Yazidi nos últimos dois anos,” comenta Nina Shea, diretora do Centro de Liberdade Religiosa no Instituto Hudson, e uma crítica forte da conduta da ONU para com os refugiados de minorias.
“O que me preocupa é que a maior parte do dinheiro [de Trump] para os cristãos, a vasta maioria dele, está indo por meio da ONU,” disse Shea.
“Não tenho confiança no PDONU,” disse ela.
Shea está certa sobre o PDONU. De acordo com Facts of Life (Fatos da Vida), um manual pró-vida publicado por Human Life International (HLI) e escrito pelo Dr. Brian Clowes, o Programa de Desenvolvimento da ONU tem parcerias com organizações pró-aborto, inclusive a Federação Internacional de Planejamento Familiar.
Contudo, a USAID também não merece nenhuma confiança no que se refere ao controle populacional.
“O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos é o órgão das decisões mais elevadas sobre política externa nos EUA. Em 10 de dezembro de 1974, esse conselho promulgou um documento extremamente secreto intitulado Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200 (do original em inglês ‘National Security Study Memorandum 200,’ cuja sigla é NSSM 200), também conhecido como Relatório Kissinger. Seu assunto era ‘Implicações do Crescimento da População Mundial para a Segurança e Interesses Externos dos EUA.’ Esse documento, publicado logo depois da primeira grande conferência internacional de população em Bucareste, foi o resultado da colaboração entre a Agência Central de Inteligência (CIA), a Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID) e o Departamento de Estado… Embora o governo dos EUA tenha publicado centenas de documentos de políticas lidando com vários aspectos da segurança nacional americana desde 1974, o NSSM 200 continua a ser o documento fundamental sobre controle populacional elaborado pelo governo dos Estados Unidos. Portanto, o NSSM 200 continua a representar a política oficial dos Estados Unidos sobre controle populacional.”
O NSSM 200, que foi emitido sob um governo republicano (“conservador” e “direitista”), apresenta estratégias dos EUA para integrar medidas de controle populacional (chamadas eufemisticamente de “planejamento familiar”) e serviços médicos. A USAID estava ativamente envolvida na elaboração e implementação do NSSM 200, que menciona o PDONU como incluído em seus esforços.
Que tipo de “assistência” dois órgãos de controle populacional (USAID e PDONU) darão aos cristãos iraquianos que sobreviveram ao ISIS?
O jornal Washington Free Beacon obteve fotos dos projetos do Programa de Desenvolvimento da ONU em cidades cristãs e Yazidi no norte do Iraque, mostrando projetos “finalizados” de escolas que nada mais eram do que camada fina de tinta nas paredes externas com o símbolo do UNICEF pintado a cada metro.
Dentro do prédio, as salas permaneciam intactas e inutilizáveis, sem água corrente, eletricidade e móveis.
Geralmente, a única coisa que não falta em tais áreas de necessidade medonha é controle populacional. Ainda que haja falta de tudo necessário, há abundância de anticoncepcionais, camisinhas, DIUs, etc.
Os cristãos merecem isso?
Cristãos iraquianos
Do governo dos EUA, os cristãos iraquianos merecem indenizações. Em 2016, o candidato presidencial republicano Trump acusou o presidente americano Barack Obama de ter fundado o grupo terrorista Estado Islâmico.
Essa é uma acusação muito séria. Se Trump estava certo, o governo dos EUA sob Obama cometeu crimes contra cristãos vulneráveis ao treinar, financiar e armar o ISIS, que estuprou, torturou e massacrou cristãos.
Os cristãos iraquianos merecem muito mais do que “assistência” de controle populacional. Eles merecem indenizações, inclusive armas para se defenderem. Se o governo dos EUA sob Obama pôde dar armas para o ISIS e outros grupos islâmicos para atacar cristãos, por que o governo dos EUA sob Trump não pode dar armas para os cristãos se defenderem?
No nome do governo dos EUA, Trump deve desculpas oficiais aos cristãos iraquianos e a todas as vítimas do ISIS criado por Obama. Essas desculpas já deveriam ter sido feitas há muito tempo.
O controle populacional não é assistência. É finalizar o extermínio que o ISIS começou.
Líderes pró-vida deveriam fazer contato com Trump e pedir uma revisão total da USAID e sua “assistência.”
Além disso, o governo de Trump deveria abrir as portas dos EUA para os cristãos iraquianos que sobreviveram ao ISIS. Afinal, eles foram vítimas de um grupo terrorista islâmico criado por um presidente americano. Acolhê-los como refugiados é muito mais do que caridade. É indenização devida.
A economia dos EUA tem crescido sob Trump. Por que não usar uma boa parte desses lucros ($7 bilhões seriam um bom começo) para ajudar as vítimas do ISIS?
Com informações da USAID, Christian Post, FoxNews, The Hill, Aleteia e Free Beacon.
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4 comentários :

"Política sem medo" disse...

Essa sujestao de ajudar, armar e pagar indenizacoes aos cristaos Iranianos nao deveriam serdirigidas a Barack Obama? Afinal de contas foi ele que armou o ISIS. Esse crime nao deve ser imputado a Mr. Trump porque ele nao apoiou isso e nem estava no governo. Hillary Clinton, por que devolve o dinheiro que possui no seu Instituto onde acumulou bilhoes de dinheiro doado que deveria ir para as criancas famintas dos paises africanos e ela nao entregou o total para esse fim? Guardou 90% dele para si? Esse dinheiro deveria sair de quem provocou tudo. Trump esta fazendo a sua parte, ajudando com dinheiro Norte Americano mas nao vamos ficar paparicando o culpado disso que foi o Obama.

Julio Severo disse...

Política Sem Medo: Daria para culpar exclusivamente o Obama se tudo — milhões de dólares, armas, tropas militares, treinamento, logística — tivesse sido fornecido dos próprios recurso dele. Mas Obama não tem tudo isso. Ele usou seus poderes como presidente, usando os recursos do governo dos EUA. Sim, ele deve ser responsabilizado, mas o governo americano é cumplice disso tudo, pois tudo veio do governo — milhões de dólares, armas, tropas militares, treinamento, logística. É necessária uma indenização governamental. Mas como NENHUM presidente americano jamais foi condenado por seus crimes e como o governo americano NUNCA pagou indenizações por crimes de massa, tudo o que eu disse aqui é hipotético, é o que deveria acontecer. Um dia, diante do Trono de Deus, o governo Obama será cobrado por seus crimes, o governo Trump será cobrado por ter aliança com a Arábia Saudita, o principal patrocinador do terrorismo islâmico no mundo inteiro.

Julio Severo disse...

Política Sem Medo: Dando continuidade à política do governo Obama, o governo Trump continua armando, financiando e treinando rebeldes islâmicos na Síria. Esses rebeldes trucidam cristãos. Em política interna, Trump é bom. Em política externa, ele é muito parecido com Obama.

Cicero disse...

Julio, o belicismo americano mundial sempre foi um bom gerador de empregos aos "pobres" americanos.