5 de novembro de 2009

Diretora de escola isola à força estudante pró-vida no Dia do Testemunho Silencioso

Diretora de escola isola à força estudante pró-vida no Dia do Testemunho Silencioso

Diretora diz que direito à livre expressão não se aplica na escola

Patrick B. Craine

WIARTON, Ontario, Canadá, 21 de outubro de 2009 (Notícias Pró-Família) — A estudante de ensino secundário Jennifer Rankin, de 16 anos, tinha plena intenção de unir sua mudez ao silêncio dos bebês em gestação como parte do anual Dia Pró-Vida da Solidariedade Silenciosa quando chegou à escola ontem, relata Bill Henry do jornal Sun Media.

No entanto, ela foi impedida por sua diretora, que declarou que o direito à livre expressão não se aplica à escola. Ela forçou Jennifer a ficar isolada o dia inteiro enquanto participava do evento.

Durante a campanha internacional anual Dia da Solidariedade Silenciosa, que é organizada pelos Ministérios Stand True, estudantes usam faixas vermelhas no braço e faixa adesiva na boca, permanecendo em silêncio e ao mesmo tempo distribuindo folhetos sobre a atrocidade do aborto.

Jennifer, de 16 anos, chegou à Escola do Distrito de Peninsula Shores em Wiarton, Ontario ontem de manhã, com a faixa adesiva na boca e com a simples palavra “vida” escrita na faixa. Contudo, ela e sua mãe foram impedidas na porta pela diretora Patricia Cavan, enquanto viaturas policiais permaneciam próximas. Cavan inicialmente disse para Jennifer que ela não poderia entrar na escola, mas então deu consentimento, permitindo que ela entrasse no prédio, separada dos outros alunos.

“Fui levada diretamente para uma sala pequena que estava em frente da sala da vice-diretora e fiquei ali o dia inteiro”, Jennifer disse para o Sun Media. “Não tive permissão de falar ou ver nenhum outro estudante e os estudantes foram proibidos de se aproximar de mim e me ver. Fiquei isolada naquela sala o dia inteiro”.

Embora Cavan tivesse informado os estudantes antecipadamente que seu testemunho pró-vida não seria permitido, Jennifer insiste que seu direito de livre expressão foi violado. “Isso me fez sentir discriminada”, disse ela. “Não penso que foi certo o que aconteceu”.

Vários estudantes haviam se unido a ela no evento do ano passado, mas desta vez Jennifer estava sozinha. “Acho que muitas pessoas ficaram assustadas e recuaram”, disse ela. “Gostaria de ter a autoridade para mudar isso. Não acho que deveríamos abandonar essa luta”.

Ken Holley, pastor de jovens da igreja de Jennifer, expressou desapontamento e insistiu que as ações da escola violaram os direitos de Jennifer. “É um dia de silêncio e basicamente eles ficam em silêncio por aqueles que nunca tiveram uma voz”, disse ele. “É pró-vida. Não há discussões. Eles não podem falar o dia inteiro. Eles só ficam em silêncio e se alguém pergunta o motivo por que eles estão em silêncio eles dão um folhetinho que diz o motivo”.

“Estou desapontado que eles estejam sendo proibidos de falar ou de ficar em silêncio”, disse ele.

Cavan, que não respondeu a uma mensagem deixada por LifeSiteNews.com, disse para o Sun Media que o direito à livre expressão não se aplica à escola. “A escola não é um lugar público”, disse ela. “Por isso, embora apoiemos de forma absoluta o direito à livre expressão nos espaços públicos, aqui é propriedade da escola”. Ela disse que a política escolar proíbe a disseminação de informações unilaterais sobre questões religiosas, políticas e outras que sejam polêmicas.

O Pr. Holley chamou a atenção para o fato de que a escola realiza um dia anual do orgulho gay “onde todos usam camisetas rosa” e que a escola permite fotos de pessoas nuas nas paredes como “arte”. “Meus estudantes têm de ir à escola e lidar com isso”, disse ele, “e logo que eles tentam defender alguma posição, mandam que eles fiquem quietos e vão para casa. Não acho que isso seja certo”.

Cavan sustenta que o evento de orgulho gay é uma questão diferente porque é sobre lutar contra a homofobia e apoiar direitos garantidos na Constituição. Contudo, a causa de Jennifer Rankin “não é uma questão ligada a direitos humanos”, disse Cavan. “É uma decisão ética e moral e todos têm o direito a seus próprios pontos de vistas. Elogio os estudantes por seus pontos de vistas pessoais e seu desejo de compartilhar suas convicções. Apenas quero assegurar que todos os estudantes se sintam apoiados quando essas convicções são compartilhadas”.

Mary-Ellen Douglas da Coalizão Campanha pela Vida expressou perplexidade que a escola tenha proibido a mensagem de Jennifer. “Você acharia que a escola, como uma instituição de ensino, seria o lugar em que a livre expressão floresceria, não o contrário”, disse ela. Com relação ao dia do orgulho gay na escola, ela disse: “Mas não há só um lado nessa questão? Eles estão apenas tentando garantir que a verdade não se manifeste”.

David Cortman, assessor legal principal do Fundo de Defesa Aliança, disse para LSN que “a escola deveria sentir vergonha de sua hipocrisia”.

“Por um lado, em primeiro lugar a escola está obviamente escolhendo quais partes da Constituição seguirá”, disse ele. “A escola está se escondendo atrás da Constituição para justificar sua descarada promoção da agenda homossexual, enquanto ao mesmo tempo está ignorando os direitos dos estudantes à livre expressão sob a Constituição”.

“Em minha opinião, as políticas e ações da escola violam a Constituição”, continuou ele. “Se a conduta homossexual é um direito humano, a vida humana é muito mais… Penso que é apenas outro exemplo de doutrinação governamental cujo objetivo é suprimir a expressão religiosa”.

Para fazer contato respeitoso com a escola e expressar sua preocupação (LSN Guidelines on Effective Communication):

Patricia Cavan, Principal
P.O. Box 580,
115 George Street
Wiarton, Ontario
N0H 2T0
Phone: (519) 534-2205
Fax: (519) 370-2952
E-mail:
PSD_Mail@bwdsb.on.ca

Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

Pro-life Day of Silent Solidarity - Students Giving Silent Witness To Life Today
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/oct/09102006.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/oct/09102109.html

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Um comentário :

Anônimo disse...

As escolas estão se tornando cada vez mais lugares de opressão, imoralidade, ideologias. Do jeito que as coisa estão caminhando, será impossível ser cristão em uma escola. Os cristãos vão ser encuralados em guetos.

Deus tenha misericordia de nós!

Volta, Senhor Jesus!