18 de novembro de 2009

Adiada votação de projeto que criminaliza a oposição ao homossexualismo

Adiada votação de projeto que criminaliza a oposição ao homossexualismo

Nota de Julio Severo: Embora a matéria abaixo do Senado se esquive de chamar o PLC 122/2006 de projeto anti-"homofobia", é assim mesmo que Fátima Cleide o trata. Agora, o texto completo do Senado publicado hoje:

Adiada votação de projeto que criminaliza preconceito contra idosos, deficientes e homossexuais

Foi concedido pedido de vista coletiva ao substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A expectativa é que a proposição entre novamente em pauta na reunião da próxima semana.

O projeto divide opiniões: os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES), por exemplo, temem que os religiosos possam ser punidos por ensinar a seus filhos que a homossexualidade é um pecado, de acordo com valores religiosos. Malta afirma temer que se crie uma "casta" ao proteger pessoas que, segundo afirma, já tem direitos como cidadãos garantidos na Constituição.

Já a relatora da proposta, senadora Fátima Cleide, salienta que a sociedade brasileira "não pode mais continuar se omitindo" diante da violência, física e psicológica, a que são submetidos os homossexuais. O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou que o projeto já não se trata mais de homofobia, mas sim de "sociofobias".

A CDH deverá realizar uma audiência pública para discutir o tema.

Fonte: Agência Senado

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Um comentário :

Anônimo disse...

Prezado Júlio,
tem circulado uma carta aberta ao senador Cristovam Buarque. Não tenho como confirmar a autoria, mas é muito interessante.

Um abraço.

Exmo. Sr. Senador Cristovam Buarque.

Saudações. Tenho recebido suas mensagens.

Recebi em setembro um cartão assinado por V.Exa., parabenizando-me pelo meu aniversário.

Obrigado. O motivo desta mensagem é para solicitar sua ajuda no sentido de me esclarecer alguns pontos do PLC 122/2006, aprovado no dia 10/11/09 na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. O seu esclarecimento me permitirá esclarecer tantas outras pessoas a respeito.

Exponho minhas dúvidas:

1. Faço parte de um grupo de evangélicos que acredita que o homossexualismo é pecado. Devo mudar de opinião? Quando inquirido a respeito pelas minhas ovelhas, devo me calar? Devo mudar ou eliminar vários textos bíblicos?

2. Qualquer homossexual pode freqüentar nossos cultos. Como também quaisquer corruptos, invejosos, prostitutas, ladrões. Nenhum cristão digno discrimina pessoas. Somos todos pecadores. Se a igreja impedisse os pecadores de freqüentar os cultos, quem os freqüentaria? Mas a nossa luta é justamente para sairmos desse jugo do pecado e termos uma vida pura diante de Deus e na sociedade. Por que os homossexuais estariam num grupo à parte? Eles são menos pecadores?

3. Jesus Cristo tem sido chincalhado, menosprezado, ridicularizado. O vocábulo é pesado, mas me permita usá-lo: Jesus tem sido avacalhado em nossa sociedade. O apóstolo Paulo também. A Bíblia é hoje considerada politicamente incorreta. Estaríamos nós, então, aptos para reivindicar uma lei que proibisse nossos opositores de falarem e se posicionarem contra nós, contra nossos símbolos, contra o nosso Deus? Se essa proposta de lei existisse, senhor Senador, eu me posicionaria contra, pois é na crítica que nós crescemos. Pela crítica eu entendo o outro. Por que, então, eu não posso rejeitar o homossexualismo e criticar os homossexuais?

Em 1997 o senhor falou no púlpito da igreja onde hoje sou pastor. Lembro que o senhor fez referência à sua saudosa mãe, há muito falecida, afirmando que tinha certeza da presença dela naquele culto. Foi uma ofensa a nós, que não seguimos doutrinas espíritas. Mas não o processamos por isso. Respeitamos a sua opinião, mesmo sem concordar com ela. É no âmbito do diálogo que as posições se cristalizam, sem que isso signifique que devemos impor, perseguir os que nos são contrários, taxando-os de criminosos. O PLC 122/2006 trata não somente sobre os homossexuais. Mas essa mensagem é explicitamente sobre eles.

Eu já decidi que não compactuarei, não defenderei, não transformarei o homossexualismo numa virtude. Se o projeto passar e virar lei, eu espero receber uma visita sua na prisão, senhor Senador.

Pr. Darlyson Feitosa