8 de agosto de 2009

Feministas planejam promover direitos reprodutivos na comemoração de “Beijing +15”

Feministas planejam promover direitos reprodutivos na comemoração de “Beijing +15”

Lisa Giunta

NOVA IORQUE, EUA, 23 de julho de 2009 (Notícias Pró-Família) — A “Comissão de ONGs de Mulheres” se reuniu na semana passada na sede da ONU em Nova Iorque para planejar as comemorações marcando o aniversário de 15 anos da Conferência de Mulheres em Beijing (Beijing +15) em março próximo. Embora os organizadores da comissão planejadora tenham anunciado o aniversário como motivo de celebração, muitas participantes da reunião expressaram perplexidade com o que vêem como falta de progresso das mulheres desde 1995 e exortaram suas colegas a usar o aniversário para fazer mais reivindicações dos governos, principalmente na área de “direitos e saúde sexual e reprodutiva”.

Representantes de várias organizações não governamentais (ONGs) feministas apontaram para o fato de que a Conferência de Beijing não tem status legal e que não é importante pois reafirmar a Conferência de Beijing conforme está escrito. Em vez disso, as ONGs feministas promoveram uma agenda mais progressista no Fórum Global de ONGs 2010.

Cynthia Rothschild do Centro de Liderança Global para Mulheres da Universidade Rutgers atraiu atenção para o Fórum de ONGs de setembro próximo para celebrar o aniversário de 15 anos da Conferência de População e Desenvolvimento do Cairo em Berlim, Alemanha. Ela argumentou que é importante conectar o resultado do Fórum do Cairo às questões de saúde e direitos reprodutivos para qualquer comemoração que se faça de Beijing +15.

A questão da mortalidade materna também foi levantada. A Dra. Sorosh Roshan, presidente da Rede Internacional de Consciência de Saúde, perguntou ao grupo: “Será que esse é um bom motivo para celebrar? Quando todos os anos mais de meio milhão de mulheres no auge de suas vidas morrem e ficamos em silêncio?” Algumas feministas insinuaram que o problema da mortalidade materna estava sendo provocado pelas restrições ao aborto em certos países, com outra participante declarando “Mais bebês estão vivendo, mas mais mulheres estão morrendo”.

Um número considerável dos representantes de ONGs viu Beijing +15 como uma oportunidade para desafiar os chefes de Estado na questão de saúde reprodutiva. As feministas esperam usar o fórum como um meio de expressar fortes reivindicações e para pressionar os países que não implementaram reformas de direitos de mulheres mais liberais.

Uma participante estridente resumiu os sentimentos impacientes que muitas expressaram na reunião de planejamento: “Uma análise da conferência, uma celebração, é uma oportunidade de avançar e realmente levar todos a fazer o compromisso de desafiar todos esses chefes de Estado e dizer que até e a menos que haja planos de ação nacionais, até e a menos que haja programas de implementação, vamos ainda nos sentar ano após ano em reuniões sem alcançar resultados”.

Os críticos temem que essas reuniões do Fórum Global sejam apenas a tentativa mais recente dos promotores do aborto para expandir cláusulas de “saúde reprodutiva” negociadas nas conferências originais do Cairo e Beijing com a desculpa de representar as ONGs do mundo. O Fórum Global de Mulheres de 2010 está marcado para 27-28 de fevereiro de 2010 em Nova Iorque.

(Este artigo foi publicado com a permissão de www.c-fam.org)

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/07/feministas-planejam-promover-direitos.html

Veja o artigo original aqui: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09072306.html

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3 comentários :

Tiago Fernandes disse...

Júlio bom dia.Essa Cynbthia Rothschild tem algum parentesco com os Rothschild cabeça dos illuminattis?Vi que tem uma médica brasileira com esse nome,se trata da mesma pessoa?

Oliveira Jr disse...

Prezado Julio,

o PT está mobilizando um encontro com representantes da ONU de Direitos Humanos para traçar estratégias de enfrentamento à intolerância religiosa (leia-se cristãos x umbanda, candomblé, etc).
Dizem que são religiões de matriz africana. Então pergunto: Se são religiões, como são consideradas cultura? Se são religiões e cultura, então, o cristianismo também está incluído no mesmo rol religioso/cultural e não pode ser intolerado pelo movimento gay.
São as armas deles contra eles mesmos.
Vou tratar disso no meu blog também.
Abraços

Abbey disse...

Um bando de mulheres inconsequentes clamando pelo direito de assassinar... Já que querem tanto eliminar de seus corpos os filhos indesejados, porque nao deixam de praticar sexo? Não seria mais fácil elas fazerem entre elas um motim eliminando o sexo ao invés de eliminar os bebes? Alguém já sugeriu isso a elas feministas?? Se sao tao auto-suficientes e desejam ser mais ainda, porque procuram os homens?