28 de agosto de 2009

Dados de saúde da ONU mostram que leis liberais de aborto levam a mais mortes maternas

Dados de saúde da ONU mostram que leis liberais de aborto levam a mais mortes maternas

Países africanos com leis pró-vida têm de longe os índices mais baixos de morte materna do continente

Aracely Ornelas

NOVA IORQUE, 13 de agosto de 2009 (Notícias Pró-Família) — O maior provedor de aborto do mundo, a Federação Internacional de Planejamento Familiar (cuja sigla em inglês é IPPF), reconheceu recentemente um “aumento” alarmante em mortes maternas na África do Sul, desafiando o mantra pró-aborto de que leis liberais de aborto diminuem a mortalidade materna. As mortes maternas aumentaram em vinte por cento no período de 2005-2007 na África do Sul, um país que desde 1996 tem uma das leis de aborto mais permissivas do continente africano.

Embora as mortes atribuíveis ao HIV/AIDS perfaçam a maior parte das mortes maternas na África do Sul, a IPPF reconhece que uma parte das mortes é “devido a complicações de aborto” num país em que o procedimento é legal e amplamente disponível.

Os países em desenvolvimento têm sido pressionados em anos recentes por várias agências da Organização das Nações Unidas e organizações não governamentais pró-aborto, inclusive a IPPF, para descriminalizarem o aborto como medida para reduzir os índices de mortalidade materna. Contudo, a revelação mais recente da IPPF é o fato mais recente num volume crescente de evidências que mostram a relação oposta em que o aborto legal e as altas taxas de mortes maternas coincidem.

Para ilustrar, o país com o índice mais baixo de mortalidade materna na África é Maurício, de acordo com um relatório de 2009 da Organização Mundial de Saúde (OMS). As leis de Maurício estão entre as que mais protegem os bebês em gestação no continente africano. O relatório, além disso, mostra como os países que descriminalizaram o aborto em anos recentes em resposta às pressões, tais como a Etiópia, não conseguiram baixar os dramáticos índices de mortes maternas. O índice de morte materna da Etiópia é 48 vezes mais elevado do que em Maurício.

De acordo com a OMS, o país com o índice de mortalidade materna mais baixo na América do Sul é o Chile, que em sua constituição protege a vida em gestação. O país com o índice mais elevado é a Guiana, com um índice de mortalidade materna 30 vezes mais elevado do que no Chile. A Guiana permite o aborto sem quase nenhuma restrição desde 1995. Ironicamente, uma das duas principais justificativas usadas para liberalizar a lei da Guiana foi aumentar “a implementação da meta da maternidade segura” eliminando mortes e complicações associadas ao aborto inseguro.

A Nicarágua tem estado no centro das atenções dos grupos internacionais de pressão pró-aborto desde que introduziu uma emenda em sua lei três anos atrás para garantir plena proteção à vida pré-natal. Como conseqüência, a Suécia, por exemplo, cortou mais de 20 milhões de dólares em assistência externa. Mais recentemente, a Anistia Internacional distribuiu um relatório afirmando que os índices de morte materna aumentaram depois que a lei da Nicarágua entrou em vigor. Os críticos da mídia, porém, contestaram a veracidade das afirmações da Anistia, e as estatísticas do governo nicaragüense mostram um declínio em mortes maternas desde 2006.

Similarmente, as estatísticas da OMS para a região do sudeste asiático mostram que o Nepal, onde não há restrição no procedimento, tem o índice mais elevado de mortalidade materna da região. O índice mais baixo da região é o do Sri Lanka, com um índice 14 vezes mais baixo do que o do Nepal. De acordo com o escritório de advocacia de interesse público Centro de Direitos Reprodutivos, o Sri Lanka tem uma das leis mais restritivas de aborto no mundo.

Mundialmente, o país com o índice mais baixo de morte materna é a Irlanda, uma nação que proíbe o aborto e cuja constituição explicitamente protege os direitos dos bebês em gestação.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/08/dados-de-saude-da-onu-mostram-que-leis.html

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/aug/09081310.html

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Um comentário :

marcelo victor disse...

Prezado Júlio Severo,
Pelo andar da carruagem, é fácil concluir o que se sucederá com o povo que rejeitar a ideologia satânica do anticristo, da qual podemos destacar dois pontos: a legalização do aborto e a sodomia.
Também não é difícil, ao meu ver, identificar quem serão aqueles que irão se contrapor a tais idéias, tornando-se, portanto vítimas de uma cruel perseguição. Da mesma forma, aqueles que ficarão em cima do muro.

Os judeus, por exemplo, que consideram a família uma instituição sagrada, com papéis bem definidos, com a mãe como esteio do seu lar e responsável pela educação dos filhos, estarão na contra-mão da ideologia moderna.
Para estes, certamente os ativistas do diabo, no calar da noite, terão imenso prazer de armar alguma cilada para promover outro genocídio judaico.
Igualmente ocorrerá com os que seguem à risca os preceitos do Senhor Jesus e procuram andar conforme a doutrina ensinada pelo Espírito de DEUS.
Para estes, os cristãos verdadeiros, a mãe possui a honrada posição de dona da casa, responsável por preparar os filhos para serem cidadãos honestos, trabalhadores e felizes agentes sociais na busca do bem comum e na perpetuação da espécie.

Nos dias de hoje, sem que se perceba, a perseguição contra os "opositores" ao regime ditatorial da besta já começou.
Os muçulmanos, por exemplo, já estão pagando o preço por não pactuarem de forma legal com as ideologias satânicas, referidas acima (aborto e sodomia).
A mídia (totalmente manipulada pela besta) já pintou para o mundo ocidental um quadro terrível dos pobres seguidores de Alah, como pessoas radicais e responsáveis pela falta de paz e segurança no mundo, dando-nos a firme idéia de que a extinção deles significaria o fim de todos os problemas do universo.

Como tudo não passa de uma grande repetição, conforme diz o Livro de Eclesiastes, existem instituições que se dizem detentoras da verdade divina e representantes de DEUS na terra, assistindo o genocídio muçulmano pacificamente, assumindo posturas políticas e proferindo palavras que não as comprometa. São nuvens sem água que falam, falam, mas não trazem em si nada de substancial, nem muito menos realizam ações que comprovem o que dizem ser.

Talvez algum sacerdote possa perguntar: "O que eu posso fazer?". Basta olhar o exemplo de Cristo que deixou a Sua glória para pregar a verdade e morrer pelos pecadores, tendo vivido de forma modesta, como uma pessoa experimentada no trabalho e tendo nascido dentro de uma família judaica tradicional e pobre.

A história nos mostrará quem é quem e a geração seguinte (se houver outra geração), ao analisar os acontecimentos atuais, comprovará que tudo não passa de repetição. Os filhos do diabo terão a capacidade de dizer, mesmo diante das evidências históricas, que, se eles vivessem em nossos dias, teriam feito algo diferente e não admitiriam o que nós admitimos pacificamente (ou simplesmente pedirão perdão). E, assim sendo, eles mesmos testificarão que são, de fato, filhos do outro.