19 de julho de 2009

Solana — Vamos forçar o nascimento da Palestina

Solana — Vamos forçar o nascimento da Palestina

Stan Goodenough

Se Israel e os árabes palestinos não estão preparados para fazer suficientes concessões para realizarem a criação do Estado da Palestina na Terra de Israel, a comunidade internacional deverá ir adiante e reconhecer a existência de tal Estado, fazendo assim de seu nascimento um fait accompli [caso consumado].

Essa recomendação para impor forçosamente a vontade do mundo sobre Israel foi feita pelo czar da política exterior da União Européia, Javier Solana.

O espanhol, que no mês passado tornou-se o primeiro diplomata europeu de alto escalão a se encontrar publicamente com um membro do grupo terrorista libanês Hezb’allah (Partido de Alá), patrocinado pelo Irã, anunciou sua proposição enquanto fazia uma palestra em Londres.

De acordo com a Reuters, Solana disse que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deveria aprovar oficialmente uma lei internacional compulsória adotando a "solução dos dois Estados" como a fórmula aceita e sustentada universalmente para resolver o conflito árabe-israelense.

O movimento deveria incluir resoluções com respeito às fronteiras de Israel e da Palestina, a resolução do problema dos refugiados "palestinos", a questão dos direitos de propriedade de Jerusalém, e providências relacionadas à segurança.

A Reuters citou Solana, dizendo que a resolução "aceitaria o Estado palestino como um membro pleno das Nações Unidas e estabeleceria um calendário para implementação. Estipularia a resolução de outras disputas territoriais que restam e legitimaria o final das reivindicações".

A recomendação radical de Solana vem após anos de esforços internacionais infrutíferos para coagirem Israel a aceitar a rendição de seu berço nacional e de suas antigas terras históricas em favor da criação de um Estado palestino.

Incapaz de aguentar a pressão, consecutivos governos de Israel têm feito inúmeras concessões para demonstrarem sua disposição em promoverem a paz. Em contraste vívido, o lado árabe tem rejeitado veementemente qualquer forma de concessão, recorrendo repetidamente à violência e ao terror.

Crê-se que Solana veio à frente com sua mais recente recomendação motivado pela abordagem mais pró-árabe da administração Obama com relação à promoção da paz no Oriente Médio.

Embora não tenha havido qualquer resposta oficial do Conselho de Segurança à ideia de Solana, a proposição será vista como uma ameaça não tão velada que servirá para alavancar substancialmente o já intenso nível de pressão que está sendo imposto sobre o governo de Netanyahu para "fazer um acordo imediatamente" (Stan Goodenough, www.jnewswire.com/ - www.Beth-Shalom.com.br).

Publicado na revista Notícias de Israel 8/09.

Divulgação: www.juliosevero.com

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