24 de abril de 2009

Será que eu sou homo-fóbico?

Será que eu sou homo-fóbico?

Rev. Wayne Perryman

O dicionário define homossexualidade como: “que deseja alguém do mesmo sexo [gênero] ou o ato de ter sexo com alguém do mesmo sexo [gênero]”. Em outras palavras, é uma conduta sexual feita com alguém do mesmo sexo. O dicionário não definiu esse termo como duas pessoas do mesmo sexo que por acaso se amam.

Simplificando: tanto a homossexualidade quanto a heterossexualidade tratam de sexo. Uma expressão sexual está perfeitamente em harmonia com a maneira como a natureza designou nossos corpos para propósitos reprodutivos (heterossexualidade), enquanto a outra não (homossexualidade). Nenhuma das duas expressões sexuais tem algo a ver com amor. Ambas são condutas sexuais expressas por meio de contato físico entre duas ou mais pessoas.

A atividade sexual pode ser uma expressão de amor, mas o próprio sexo não é amor. Todos os adultos maduros sabem que sexo e amor são duas coisas diferentes. O amor puro não é expresso na maior parte das vezes de forma sexual.

Pais que amam seus filhos darão a vida por eles, mas eles nunca têm sexo com os filhos. Soldados deram a vida — a expressão máxima de amor conforme a Bíblia (João 15:13) — por um colega de farda (do mesmo sexo), mas eles nunca tiveram sexo com seu colega. Irmãos e irmãs têm sacrificado a vida por seus irmãos doando os próprios órgãos para salvar a vida do outro, enquanto outros têm deixado sua herança inteira para seus irmãos, mas em ambos os casos essas expressões de amor jamais incluíram sexo.

O ato sexual é meramente um ato físico que é na maior parte das vezes expresso na privacidade do lar. Portanto, esse ato não deve ficar sob a proteção de leis de direitos civis. Seu devido lugar de proteção são as leis de privacidade, não leis de direitos civis. As leis deveriam ser criadas para desestimular condutas criminosas, não apoiar condutas sexuais privadas.

Quando gays disseram que nasceram desse jeito e se compararam com negros, uma criança negra escreveu:

Meu ato sexual não me fez negro

Isso é algo que os gays não podem dizer

Pois é fato que o ato sexual deles

É o que os faz gays

A homossexualidade e a heterossexualidade são comportamentos sexuais que se expressam. Não são condições físicas como a cor negra ou branca.

Havendo dito isso, será que sou homo-fóbico se eu não gostar, não aceitar ou não me sentir bem com a expressão (conduta) sexual dos gays? Homo-fóbico significa temer ou odiar o indivíduo gay ou homossexual que se engaja em tal conduta? Antes de responder a essa pergunta, por favor permita-me compartilhar com você outras condutas com as quais não me sinto bem.

* Não gosto de (ou não me sinto bem com) heterossexuais que se exibem com gestos escandalosos em público quando podem fazê-lo na privacidade de seus lares. Será que sou hetero-fóbico e odeio heterossexuais?

* Não gosto de (ou não me sinto bem com) indivíduos que traem o cônjuge. Isso significa que tenho fobia e ódio dos que traem seus cônjuges?

* Não gosto (ou não me sinto bem) quando meus filhos se comportam como membros de gangue. Será que odeio ou temo meus filhos? Será que isso é fobia dos próprios filhos?

* Não gosto (ou não me sinto bem) quando motoristas fazem ultrapassagens perigosas em outros motoristas. Será que tenho ódio ou fobia de motoristas?

* Não gosto (ou não me sinto bem) quando meus irmãos e irmãs negros usam a palavra “preto”. Isso significa que tenho medo e ódio de meus irmãos e irmãs afro-americanos?

* Não gosto de (ou não me sinto bem com) muitos dos meus maus hábitos. Será que tenho ódio e medo de mim mesmo?

Imagino que você está entendendo o que estou querendo dizer. Só porque não gosto de certas condutas ou não me sinta bem com certas condutas, isso não significa que temo ou odeio a pessoa que se engaja em tal conduta.

Não devemos permitir que outros nos rotulem ou coloquem em nós um peso de culpa naqueles entre nós que não gostamos, não aceitamos e não nos sentimos bem com o estilo de vida homossexual. Tenho certeza de que mesmo dentro da população homossexual há certas condutas que eles não gostam, mas isso significa que eles temem ou odeiam as pessoas que demonstram tal conduta?

Eu odeio ou temo gays? Absolutamente não! Se eu visse alguém tentando prejudicar fisicamente um gay, como cristão e tal qual o “Bom Samaritano” da Bíblia, eu seria um dos primeiros a socorrê-lo, não porque o indivíduo prejudicado é gay, mas porque ele, como eu mesmo, é amado por Deus. (João 3:16)

Considerações finais: Conforme declarei antes, os gays muitas vezes comparam sua experiência com a experiência dos negros, mas os negros nunca tiveram a opção de esconder sua pele negra no armário para escapar ou evitar perseguição. E nós nunca fomos odiados por causa de nossa conduta. Nós éramos odiados simplesmente porque éramos negros.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: Americans for Truth

Leia mais:

Em defesa da homofobia

“Gay” e homofobia: na República Federativa de Sodoma, o que vale é a ficção

Homofobia, Aidsfobia: o que virá depois?

4 comentários :

Anônimo disse...

Talvez esse tenha sido o melhor e ao mesmo tempo mais simples texto publicado sobre esse tema ...

Que habilidade com as palavras, que simplicidade ao sintetizar um posicionamento.

Parabéns pela excelente traducão, e o que Senhor mostre com milagres, que está junto de você e de sua família.

Eduardo S. Souza

Lucas Marim Santos disse...

A Paz do Senhor, querido irmão!

Existe algum problema em eu republicar algumas de suas postagens?

Vejo como muito importante a divulgação de textos seus, assim como de muitos outros, não para o meu engrandecimento ou para o aumento de visitas em meu blog, mas para que o maior número de pessoas tenha acesso a estas Palavras, para que Cristo seja em verdade glorificado!

Desde já agradeço por qualquer que seja a resposta! Farei o que for preciso, inclusive retirar as postagens se não for de sua autorização!

Fique com Deus!

Julio Severo disse...

Oi, Lucas! Não há problema algum. Só lhe peço sempre citar o autor de cada artigo e link para o meu blog: www.juliosevero.com

Um grande abraço!

Anônimo disse...

Caro Júlio:

Apesar de eu nunca ter me importado com condição sexual de ninguém tenho certeza de que dada a minha ojeriza por leis que visam proteger movimentos sociais e não pessoas, com certeza eu não mais tolerarei a presença de gays nos ambientes que eu costumo frequentar pois conheço de cor e salteado as estratégias gays para me acusar de homofóbico.

Oras, como não mais tolerarei? Pedindo-lhes que se retirem? Não. Apenas, me retirando do local ou estabelecimeto.

No prédio em que moro conheço um jovem homossexual que conversa comigo pois a mãe dele já estudou comigo no passado.

Apesar de eu nunca me referir à condição sexual dele explicitamente ele se esforça para colocar isso em evidência perante mim.

Da última vez que conversamos ele pediu a minha opinião e eu a expressei em termos científicos e psicológicos descrevendo para ele a famosa fase do clube do Bolinha dos garotos onde menina não entra e que tecnicamente é chamada de homofilia.

Essa fase, se mau-sucedida na formação da criança, pode se transformar em homossexualidade após os 12 anos, fase esta em que começa a despertar a sexualidade no pré-adolescente pois duas vontades irresistíveis se somam: a homofilia ainda não satisfeita e a necessidade sexual florescente.

E não é que esse sujeito me acusou de homofóbico por eu apresentar uma descrição fria e impessoal do processo psicológico do homossexualismo?

Eu lhe disse então que já que ele e nem eu acreditamos em Deus por que não acreditarmos na Ciência como definidora da verdade pois tudo que eu descrevi é científico e observável na sociedade e nas famílias.

E também, se estou expressando uma verdade científica não estou sendo preconceituoso. Que mudem a ciência então, oras, bolas.

Dada a intransigência desse rapaz para comigo eu lhe disse então:- Olha, quando eu tinha a sua idade e alguém dizia algo que me desagradava eu simplesmente ficava de mal da pessoa e nunca mais dava abertura para ela dirigir a palavra à minha pessoa. Portanto, não gostei do que você falou e nem eu gostei do que você falou. Então daqui para a frente é você para lá e eu para cá.

Dito e feito, nunca mais nem olhei para a cara do sujeito.

Abraços.