25 de fevereiro de 2009

Lula prepara sua candidatura a presidente da Internacional Socialista

Lula prepara sua candidatura a presidente da Internacional Socialista

Vittório Medioli

O Tempo

Lula prepara sua candidatura a presidente da Internacional Socialista, meca dos movimentos socialistas. Ao sair do Planalto, essa presidência conferirá a Lula o status de papa socialista, colocando-o em evidência e, de certa forma, ao reparo de ataques rasteiros que enfrenta um ex-presidente qualquer. O PT, que vive diuturnamente imerso em assuntos de poder e política, passaria a ter (com ele no vértice da Internacional) uma consagração sem fronteiras e um eficaz remédio para tratar das sequelas do mensalão e outros escândalos ainda não resolvidos.

Bem por isso, as relações, cada vez mais intensas, apesar de aparentemente estéreis, com os presidentes bolivarianos e socialistas da América Latina aproximam Lula da presidência da prestigiosa entidade.
Quem cuida da empreitada "socialista" é Felipe Belisário Wermus, codinome Luis Favre, marido franco-argentino de Marta Suplicy, antigo assessor do ex-primeiro-ministro francês Leonel Jospin, e, ainda amigo do atual presidente dos PSF, François Hollande.

Chegar à presidência da Internacional passa pelos socialistas franceses, talvez os mais ortodoxos e radicais, apesar de artificiais e pouco pragmáticos, da Europa. Favre conhece de perto o ambiente parisiense e a nata socialista desde a década de 90 quando se casou com a fervorosa petista Marília Andrade (herdeira da Andrade Gutierrez). O casal instalado num fabuloso apartamento em Paris era anfitrião de intelectuais, artistas, escritores e figuras socialistas do mundo inteiro. Hospedaram sob seu teto a própria Lurian, filha mais velha de Lula, que trataram com grande atenção, proporcionando-lhe estudos, amparo e cirurgias plásticas.

Precisa lembrar dessa época para entender o caso Cesare Battisti. O affair que abala as relações diplomáticas com a Itália tem tudo a ver com Felipe Belisário, mais que com a primeira dama francesa Carla Bruni Sarkozy, como divulgam desinformados colunistas brasileiros.
As filigranas dos episódios atestam a ação de Favre desde o dia da prisão do terrorista italiano, interceptado pela PF no calçadão de Copacabana ao término de uma ação conduzida pelos Serviços de Inteligência da França (sob influência de Sarkozy).

Naquele dia, quem conduziu a PF até Battisti foi uma mulher de 55 anos, francesa, que desembarcou poucas horas antes no Rio proveniente de Paris, trazendo consigo 9.400 euros. Ela tentou esconder sua identidade se registrando com o nome de solteira, Lucie Genevieve Oldés. Detida em Copacabana, em pleno calçadão, foi interrogada e liberada de imediato pela PF quando o normal teria sido ficar presa dias, inocente ou culpada que fosse. Na liberação a jato, pesou algo poderoso: a interferência de Favre junto ao Ministério da Justiça. Assim, Lucie Oldés se refugiou na residência carioca da escritora francesa Fred Vargas, hoje líder do Comitê de apoio a Battisti, e ainda a escritora que assina o prefácio do último romance policial do italiano ("Ma Cavale"). Oldés, na realidade, é conhecida como Lucie Abadia, que, botando de novo os pés na França, declarou ao "Le Figaró" não conhecer Battisti e nunca ter falado com ele.

O jornal nota que Abadia mente. Mostra os laços estreitos entre ela, presidente de uma Associação de escritores Noires de Pau (estilo policial praticado por Battisti e Fred Vargas) e o terrorista italiano. No site Noires de Pau, mantido pela Abadia, o italiano é tratado com veneração entre devaneios radicais que chegam a lamentar até a queda do Muro de Berlim (!).

Precisa lembrar que Favre, em Paris, foi dirigente da Quarta Internacional (fundada por Leon Trotsky em 1938) cuja missão era editar livros e opúsculos de inspiração socialista e subversiva.

Agora, dar refúgio e passaporte brasileiro a Cesare Battisti, para o presidente Lula (que ambiciona a presidência da Internacional Socialista) é uma decisão obrigatória e inevitável. Sem esse gesto, perderia a possibilidade de chegar a presidir a Internacional Socialista; com ele, na prática, garantiu o cargo.
Favre reafirma sua fama de bem-sucedido condutor de estratégias. Mais uma vez a dele prevaleceu sobre qualquer outra.

E-mail: vittorio.medioli@otempo..com.br

Fonte: Percival Puggina

Divulgação: www.juliosevero.com

Campanha pela extradição do assassino italiano

2 comentários :

Anônimo disse...

Boa Tarde,
Julio Severo
Realmente é um vergonha para o brasil!
Status de refugiado político ao assassino ex-ativista de extrema esquerda Cesare Battisti,ex chefe do grupo"Proletários Armados pelo Comunismo" e um condenado pela justiça italiana á prisão perpétua por quatro assassinato cometidos anos 1970.
FORA CESARE BATTISTI DO BRASIL!
O BRASIL NÃO É PARAÍSO DE ASSASSINO E TERRORISTA!

Ismael disse...

Olavo de Carvalho já deixou bem claro: o Brasil está no comando da revolução comunista na América Latina, e Hugo Chávez é apenas um testa-de-ferro, um quebra-gelo.

Na atual configuração do Movimento Comunista Internacional Lulla já ultrapassou Fidel Castro e atualmente ocupa a posição de General de Exército, ou no mínimo a de General de Corpo de Exército, esperando o momento para subir à posição de General de Exército de Guardas.

Quem entende de hierarquia militar e da história do Exército Vermelho da União Soviética sabe que o título de General de Exército é a posição máxima à que pode ascender um oficial (pois General de Grupo de Exércitos é uma função só preenchida realmente em tempo de guerra, e, Marechais de Campo, e Marechal ou Comandante Supremo são títulos honoríficos), e que General de Exército de Guardas é seu equivalente [o de General de Exército] no Exército Vermelho com a adição de ser conferido apenas à quem segue de forma inquestionável as diretrizes do ParTido, sendo um título mais honorífico que de comando (embora Generais de Exército de Guardas tenham a primazia sobre meros Generais de Exército).

Hugo Chávez não passa de um Coronel de Brigada, e se chegar a ser General não passará de General de Brigada, comandando as mesmas tropas que agora, devendo sua promoção mais por sua devoção à causa do que por seu amplo entendimento da dialética comunista, algo requerido para se tornar um General, mesmo que de Brigada (o nível mais baixo entre os Generais).
Evo Moralles no máximo desempenha a função de um Capitão, responsável por uma mera companhia, portanto um oficial de baixo nível, e jamais passará deste posto.

Mas, graças à imprensa comprada que minimiza, quando não pode esconder, as falcatruas do "cumpanhero" Lulla, parece que o PresidenTe brasileiro não passa de um cabo analfabeto, não pertencendo sequer ao rol da oficialidade.
Estes jornalistas PicareTas não compreendem a ameaça que "Vosso Caudilho", Lulla, representa.
Estar na linha de frente não compete aos Generais, estes devem coordenar suas forças da retaguarda, sabendo como conformar seus objetivos finais às exigências da batalha.

A aparência grotesca, o dedo cortado, a fala de bêbado analfabeto, são todos engodos, é o cacife político do homem pertencente ao "primeiro escalão da humanidade" (como diria Ernersto "Che" Guevara).
Ou Lulla é o "homem invisível", capaz de agir sem ser visto (algo que as atas do Foro de São Paulo, a revista Câmbio com os dados do computador de Raul Reyes, o terrorista das Farc morto pelo Exército Colombiano no Peru, e diversas outras publicações desmentem totalmente), ou a imprensa brasileira é cega, surda e muda.

Lulla pode ser analfabeto em português, matemátias, ciências, e outras matérias, mas conhece muito bem a dialética comunista para a tomada do poder. Quem pensa que Lulla é um homem simplório e ignorante é mais simplório e ignorante que ele [Lulla], incapaz de ver o perigo que se avizinha, não como uma "marolinha", mas como um furacão seguido por uma tsunâmi.