9 de dezembro de 2008

ONU premia promotores do aborto e da agenda gay

ONU premia promotores do aborto e da agenda gay

Samantha Singson

(NOVA IORQUE, EUA — C-FAM) Recentemente, Miguel d’Escoto Brockmann, presidente da Assembléia Geral da ONU, anunciou os vencedores do Prêmio de Direitos Humanos da ONU de 2008, uma premiação por “contribuição extraordinária na promoção e proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais”. Os vencedores deste ano incluem Louise Arbour, Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, e a organização Human Rights Watch (HRW), ambas sólidas defensoras mundiais de direitos de aborto e homossexualismo.

Brockmann caracterizou os ganhadores como “uma inspiração para todos nós que buscamos e cremos que outro tipo de sociedade, outro tipo de sistema político, outro modelo político, outro mundo é possível onde todas as pessoas serão tratadas como irmãos e irmãs, sem discriminação, exclusão ou destruição da vida em todas as suas formas”.

Sem a menor dúvida, Louise Arbour, que é a mais conhecida entre os ganhadores, é uma antiga defensora de totais direitos de aborto e homossexualismo. Quando era Alta Comissária, ela incentivava que os órgãos da ONU responsáveis pela monitoração de direitos humanos promovessem essa agenda. Sob a liderança dela, os comitês da ONU responsáveis pela monitoração dos países que estavam em obediência ou não às obrigações de tratados internacionais se tornaram cada vez mais explícitos em emitir opiniões acerca das leis de aborto de cada país — muito embora nenhum tratado de direito humano mencione o aborto. Durante o tempo de atuação de Arbour, mais de 60 países foram pressionados a legalizar ou liberalizar o acesso ao aborto.

Apoiadora de direitos homossexuais desde seu tempo como juíza do Supremo Tribunal do Canadá, Arbour também dedicou sua função em prol dos polêmicos Princípios de Yogyakarta, os quais buscam tornar a “orientação sexual” uma categoria protegida de não discriminação no mesmo nível de categorias estabelecidas como raça e religião, muito embora o termo “orientação sexual” nunca tenha sido aceito em nenhum documento negociado da ONU que seja obrigatório. Além disso, os Princípios de Yogyakarta buscam reinterpretar os direitos humanos existentes para incluir o casamento homossexual e a adoção de criança por homossexuais.

Human Rights Watch foi um dos ganhadores do prêmio da ONU deste ano. Em anos recentes, a HRW vem liderando a promoção do direito de abortar, principalmente na América Latina. Em 2005, a HRW divulgou um relatório na Argentina que recomendava liberalizar as leis de aborto. Naquele mesmo ano, a HRW entrou com uma ação num caso na Colômbia desafiando a lei de aborto, que era bem restrita. Em 2007, a HRW também arquitetou um desafio legal à lei de aborto da Nicarágua, afirmando que a proibição nicaragüense contrariava as leis internacionais.

Human Rights Watch disse que “crê que as decisões sobre aborto pertencem às mulheres grávidas sem interferência do Estado e outros. Negar a elas o direito de fazer uma decisão independente com relação ao aborto viola ou representa uma ameaça a muitos direitos humanos”.

Outros ganhadores do Prêmio de Direitos Humanos da ONU de 2008 incluem o advogado e ex-Procurador Geral da Justiça dos EUA, Ramsey Clark, a Dra. Carolyn Gomes e o Dr. Denis Mukwege. Benazir Bhutto, do Paquistão, e a freira católica Dorothy Stang receberam prêmios póstumos.

O Prêmio de Direitos Humanos da ONU é dado anualmente. Os ganhadores de 2008 foram selecionados entre 189 indicações. O Prêmio será dado na Assembléia Geral da ONU em 10 de dezembro, durante o aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: C-Fam

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