24 de outubro de 2008

Assessor de Lula, adepto da teologia da libertação, trabalha para melhorar a imagem de Marta Suplicy entre cristãos

Assessor de Lula, adepto da teologia da libertação, trabalha para melhorar a imagem de Marta Suplicy entre cristãos

O texto abaixo é do jornal O Globo, porém os comentários inseridos em fonte vermelha foram escritos por Julio Severo, exclusivamente para este blog.

Assessor de Lula faz ponte entre Igreja e Marta

Ricardo Galhardo

Gilberto Carvalho tirou férias para mergulhar na campanha e tenta também manter o PT de São Paulo unido

Desde que tirou férias há 15 dias para reforçar a campanha de Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo, o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, tem atuado como bombeiro da fogueira de vaidades em que se transformou o PT paulista durante a campanha eleitoral. Além disso, Carvalho, que iniciou a vida política nas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja [Carvalho tem muita experiência na teologia da libertação, uma ideologia esquerdista radical que visa “libertar” os cristãos do Evangelho verdadeiro para torná-los seguidores de Karl Marx e outros monstros socialistas], articulou um manifesto de católicos em favor de Marta, desaprovado pela cúpula da Igreja em São Paulo. Carvalho também ajudou a aproximar a petista de evangélicos.

Vim porque houve um pedido da coordenação para ajudar junto às igrejas. Além disso, tenho conversado com deputados e senadores do PT para mantermos a união do partido na reta final — diz ele.

A atuação de Carvalho junto a católicos e evangélicos das igrejas Universal do Reino de Deus e Assembléia de Deus já rendeu frutos. O principal foi a divulgação do “Manifesto de Católicos pela Justiça”, da ala mais progressista, em apoio à candidata. O manifesto, contudo, foi reprovado pelo bispo auxiliar de São Paulo, dom Pedro Luiz Stringhini. No site da CNBB, o bispo diz que “a Igreja não aprova a participação de padres em apoio a um manifesto de caráter político, partidário, eleitoral”.

Defensora de teses como o direito ao aborto, além da união civil entre pessoas do mesmo sexo, Marta foi rejeitada por setores da Igreja que aderiram à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno.

— Foi armada uma grande intriga de religiosos contra a Marta. Fiquei impressionado com a eficácia da difusão de calúnias contra ela no meio católico — disse Carvalho. [Pobrezinha da Marta! Dizem que ela apóia o aborto e o homossexualismo. Dizem também que ela foi autora do primeiro projeto de lei para legalizar uniões civis para homossexuais. Quantas calúnias!!! Como podem acusar a santa Marta de tantas abominações? Marta é pura demais para fazer essas coisas! Os cristãos deviam ter vergonha de dizer essas coisas da santa Marta.]

A reação da Igreja conservadora é tão forte que o manifesto foi divulgado em 500 mil exemplares sem a assinatura de seus autores para evitar retaliações.

Com a ajuda de Carvalho, Marta fez um aceno aos evangélicos ao aceitar flexibilizar a lei Cidade Limpa para excluir proibições quanto aos templos religiosos, caso seja eleita. O trabalho mais árduo de Carvalho em São Paulo, no entanto, tem sido o de bombeiro das disputas internas do partido na cidade.

Por um lado, ele precisa driblar as resistências do grupo de Marta a outros setores do partido, como o liderado pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). O coordenador-geral da campanha de Marta, Carlos Zaratini, nega os atritos:

O Gilberto veio ajudar. Pedimos o apoio dele. Além de ajudar junto aos setores religiosos, onde ele tem relações muito boas com católicos e evangélicos, ele faz a ponte com movimentos populares. O partido está unido e funcionando com uma tranquilidade muito grande.

Fonte: O Globo - 22/10/2008

Um comentário :

Anônimo disse...

Infelizmente muitos católicos brasileiros, entenda-se inclusive padres e bispos, fazem a confusão entre ter ou exercer um cargo político e fazer política. Essa confusão chega a tornar-se uma mentalidade deformada, como parece que é a maioria dos casos! Ora fazer política toda pessoa humana faz, visto ser um ser social, que vive na "pólis", na sociedade! Neste sentido, o próprio Papa João Paulo II fez política, quando em seu pontificado colaborou com os EUA, para a queda do comunismo no Leste Europeu e desmantelamento da Ex-URSS. Foi exatamente por essa sua luta contra o comunismo que ele sofreu um atentado.