27 de junho de 2008

Projeto quer calar a boca dos cristãos criando lei da mordaça

Projeto quer calar a boca dos cristãos criando lei da mordaça

BRASIL ― O deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), que integra a Frente da Família e Apoio à Vida, participou do ato contra o PLC 122/06 realizado ontem no Congresso Nacional e defende a rejeição do projeto, por considerá-lo uma violação à Constituição Federal.

"Os padres, as lideranças religiosas, os pastores não podem ter a sua palavra cerceada por um projeto desses, porque ele acaba desrespeitando a liberdade de expressão e também a liberdade religiosa. É importante a união de todos os religiosos neste momento para que possamos preservar um direito garantido pela Constituição", ressaltou.

O vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), pastor Silas Malafaia, considera o projeto “uma afronta à democracia”. “No estado democrático ninguém está imune à crítica”, afirmou.

Segundo o texto da Carta em Favor da Liberdade de Expressão, Liberdade Religiosa e contra a Pedofilia, entregue à Presidência do Senado (leia mais), a proposta, caso aprovada, colocará integrantes de entidades religiosas de todo Brasil sob o risco de serem presos se fizerem afirmações contrárias ao homossexualismo.

O projeto passa a considerar crime de preconceito os motivados por questões de gênero e orientação sexual, com penas que podem chegar a cinco anos de reclusão (veja quais são as penas previstas). Para quem for condenado por injúria ou intimidação ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário ao dos homossexuais, o projeto de lei prevê detenção de um a três anos.

Opinião diferente não é discriminação

Na avaliação do deputado Miguel Martini (PHS-MG), também integrante da Frente da Família, padres, pastores e outros líderes religiosos podem defender opiniões contrárias ao homossexualismo, e isso não necessariamente caracteriza discriminação à orientação sexual.

"As pregações de padres e pastores são pregações de fé. O projeto está, na verdade, discriminando quem não pensa como os homossexuais", disse. "Querem calar a boca dos cristãos. Nós amamos os homossexuais, mas não amamos o homossexualismo e não vamos aceitar que sejamos discriminados em nome de convicções religiosas."

Muitos manifestantes que estiveram no Congresso Nacional para protestar contra a aprovação do PLC 122/06 traziam faixas com os dizeres: “Vão rasgar a Bíblia? A Bíblia é homofóbica? Não queremos mordaça aos cristãos!”

Fonte: Missão Portas Abertas

Divulgação: www.juliosevero.com

2 comentários :

Anônimo disse...

Que Deus abençoe a todos os homens e mulheres que continuam lutando contra essa aberração, que estará abrindo portas para uma grande segregação sexual, racial, ideológica e religiosa. Veremos grupos das mais diversas peculiaridades, requisitando um regime de proteção e privilégios. Estamos criando pequenos núcleos de direitos para privilegiar poucos, e claro, com interesses eleitoreiros, visando comover a sociedade com temas presentes na mídia.

Anônimo disse...

Meu caro julio severo,gostaria de perguntar-lhe se além do pastor silas malafaia,você tem noticia de algum outro lider evangelico que esteja envolvido na divulgação dessa lei da mordaça.Eu sei que o seu blog tem sido de grande ajuda ao povo de DEUS no que diz respeito a dar-lhes conhecimento sobre varios assuntos referentes à familia.No entanto, me refiro à lideres cristãos que teriam total condições de divulgar essa lei a um número maior de pessoas usando a televisão.você sabe mais do que eu, que existem pastores que poderiam estar usando seus espaços na tv para unir o povo de DEUS em torno dessa lei, refutando-a.Poderia citar alguns,porém não o farei por intender que, talvez, esses pastores estão crendo que essa lei faça parte do plano de DEUS para o país.É verdade que a história mostra o povo de DEUS mais propenso a buscá-lo em meio às perseguições.Neste caso, essa lei seria uma bençaõ e não uma maldição.A perseguição que viria,no caso dessa lei ser aprovada,faria-nos buscar mais à DEUS.Porém,se essas são somente ipóteses,vamos ficar de braços cruzados esperando prá ver o que acontesse?NUNCA.Na verdade,sinto uma grande indguinação e até mesmo desistimulado a fazer algo contra a aprovação dessa lei.Afinal de contas,aqueles que podem fazer algo-os lideres evangélicos que poderiam usar ses programas de tv para avisar o povo-não estão fazendo nada.No entanto,continuarei mandando cartas aos pastores que conheço e aos membros do corpo de CRISTO,sobre o perigo dessa lei.Quero dizer-lhe Julio, que através de seus artigos,pude elaborar uma carta e envia-la à alguns pastores, informado-lhes do risco que estamos correndo.Será que se o glts acioasse seus militantes a precionar o congresso, haveria tão pouca gente em brasília?Você não concorda que o número de cristãos que estiram ali no dia 25/06, foi muito pequeno diante de uma causa tão grande?Nessa caso cabe aqui a pergunta de Paulo:"como crerão se não há quem pregue?"Fazendo um trocadilho, eu diria:como irão se não há quem divulgue?Um abraço.