6 de junho de 2008

A Ciência e a Falácia

A Ciência e a Falácia

Rev. Samuel Vitalino

A ciência é fascinante. Cada mergulho que se dá em terrenos desconhecidos impressiona até mesmo aqueles que consideramos ter tanto conhecimento. Mas eles se descobrem tão limitados que muitas de suas teorias não têm comprovação científica. Alguém, por exemplo, conhece a “ciência da evolução?” Claro que não, pois a evolução é improvável no próprio meio que a originou. É, e será sempre, mera “teoria”.

O que me impressiona é ver como todos nós nos deixamos levar por teorias. É decepcionante ver a ciência tão pouco empírica e se tornando absolutamente parcial. Não sou cientista, mas uso de uma lei absoluta da ciência para dizer isso: a observação!

Já que eu consigo ter entendimento de que existo (logo penso) e acompanho o desenrolar das descobertas científicas, observo (empirismo) que muitas coisas — muitas mesmo — que são ventiladas como grandes novidades, ganham a mídia em proporções mundiais, e, algum tempo depois, quando se descobre a falácia dessas “grandes descobertas” o contraponto sai em alguma nota de rodapé de um livro que ninguém lê.

Deixe-me dar alguns exemplos recentes. Descobertas como o Carbono 14, o Projeto Genoma, entre outros que foram divulgados como “provas” irrefutáveis da evolução, caíram tempos depois, porque as evidências PROVARAM as falhas desses sistemas. Mas essas provas (reais) não ganham o espaço das provas fraquinhas que esses cientistas idealizaram. Permitam-me lembrar de um texto de São Paulo sobre eles: Tornaram-se nulos em seus próprios raciocínios… Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos (Romanos 1:21,22).

Creio, sinceramente, que o mesmo erro foi cometido pelo nosso STF ao liberar pesquisas com embriões humanos. A própria lei aponta para o erro, quando libera as pesquisas: “desde que com a anuência dos pais”, ou seja, é necessário o consentimento da família.

Ora, se a “coisa” não é vida, quem é o “pai da criança”? Que família? Eles não estavam pensando no cientista e equipe que preparou o embrião, mas nos donos do espermatozóide e do óvulo que deram origem a ele. A mesma origem (esperma e óvulo) que cada leitor teve ao iniciar o processo de vida que nos habilita hoje a existir e pensar sobre essa matéria.

O caminho está aberto para que o aborto seja legalizado também. Depois, nada impedirá que se o pai de Isabella Nardoni for o autor do assassinato da filha, ele seja considerado como um herói nacional. Afinal de contas, se for esse o caso, ele poderia dizer que tinha uma criança indesejada que atrapalhava a sua felicidade e a sua comodidade mesmo que em detrimento da vida. Não são esses alguns argumentos pró-aborto?

O homem mostra a sua incoerência. Ele se revolta com a morte de uma criança, mas comemora a banalização da vida e luta em prol do infanticídio (ou feticídio) talvez pela mesma causa que poderia ter levado o pai e a madrasta da Isabella a defenestrar (abortar) a criança.

Quero terminar utilizando as Palavras do Ministro Celso de Mello ao votar pela liberação das pesquisas. Ele disse: “Não vamos incidir no mesmo erro que o tribunal do Santo Ofício, que constrangeu Galileu Galilei, que tinha informações científicas corretas, mas incompatíveis com a Bíblia”. É exatamente a Inquisição, que foi lembrada nessa decisão, que nos mostra a realidade: Ao contrário das vítimas daquela época, as vítimas de hoje nem sequer têm a possibilidade de gritar. Estou tentando fazer isso por elas: Socooorro!

Fonte: www.juliosevero.com

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