31 de janeiro de 2008

O evangelho da prosperidade do governo

O evangelho da prosperidade do governo

Joseph Farah

Noto que o Congresso dos EUA está começando uma investigação nos pregadores de televisão que prometem riqueza aos que dão dinheiro aos seus “ministérios”.

Parece que o Senador Charles Grassley, R-Iowa, o mais importante republicano no Comitê de Finanças do Senado, lançou uma investigação nos que pregam esse “evangelho da prosperidade”.

Grassley está solicitando dos ministérios registros financeiros sobre salários, gastos, jatinhos particulares e outras vantagens financeiras, de acordo com matéria da Associated Press.

Para dizer a verdade, eu provavelmente desprezo esses charlatães mais do que qualquer membro do Congresso. Penso que eles mancham a reputação do Cristianismo.

Mas, não é muita hipocrisia o governo investigar aqueles que praticam as mesmas chantagens?

De forma geral, qual é a diferença entre um artista espiritual trapaceiro que promete prosperidade instantânea em troca de uma “oferta sacrificial” e políticos que prometem para nós saúde e todos os outros tipos de doces se lhes dermos dinheiro e votarmos neles?

Pior ainda, esses políticos, se tiverem êxito, então como se fossem deuses usam a força coerciva do governo para se apoderar de nossos bens e redistribuí-los.

É realmente um caso do roto falando do rasgado.

O governo agora crê que tem a autoridade de se meter em qualquer assunto que queira. Isso para mim é muito mais perigoso do que artistas espirituais trapaceiros ludibriando as pessoas no nome do Senhor.

Ambos são imorais. Ambos são corruptos. Ambos miram sua ganância nos inocentes e ignorantes.

Mas, pense nisso, qual deles representa maior ameaça à nossa vida?

Eu tenho o poder de decidir não possuir um televisor. Eu tenho o poder de decidir não ligar meu televisor se eu decidir possuir um. Eu tenho o poder de decidir mudar de canal se um sorridente vendedor pilantra começar sua vendagem. Eu tenho o poder de decidir dar atenção ao vendedor pilantra e dar gargalhada. Eu tenho o poder de escrever ao vendedor pilantra e dizer-lhe o que Deus tem de reserva para ele no Dia do Juízo. Eu também tenho o poder de alertar no ar as pessoas acerca desses predadores que decidiram que preferem não esperar até chegar ao céu para terem sua mansão.

Como cidadão, tenho o poder e a capacidade de fazer todas essas coisas.

De forma semelhante, tenho o poder de repreender os políticos quando começam a pedir dinheiro para apoiar seus planos para criar o céu na terra, contanto que sejam eleitos.

Contudo, sou impotente para impedir Charles Grassley e seus co-beligerantes de enfiar a mão nos meus bolsos todos os dias e gastar meu dinheiro do jeito que quiserem gastar. Não tenho escolha. Se eu recusar participar da fraude e extorsão deles, serei perseguido por homens armados, capturado e jogado na prisão.

É assim que funciona o “evangelho da prosperidade” do governo.

De novo, qual desses sindicatos criminosos devem nos preocupar mais?

Aliás, suspeito que a motivação real de investigar os corruptos pregadores de televisão é porque eles estão atrapalhando a ladroagem do próprio governo.

Afinal, se escolhemos dar nosso dinheiro para um “ministério” (fraudulento ou não), então seja qual for a quantia, é muito menos do que o governo pode forçadamente extrair de nós na ponta de uma arma.

O moral da história é simples: Jamais confie no governo como seu amigo. O governo não é nosso amigo. O governo não é nosso Bolsa Família. O governo não é nosso meio de obter riqueza e prosperidade. O governo não é amigo da liberdade. O governo é, aliás, o oposto da liberdade.

Não estou aqui pregando anarquia. Mas estou pregando algo bem perto. Chama-se limitado governo constitucional. É o que anteviram os fundadores dos EUA para a sua posteridade.

Se todos os pregadores de prosperidade sumissem da TV amanhã, nossa vida seria significativamente melhor com isso? Duvido.

Mas se Charles Grassley e seus amigos no Congresso dos EUA amanhã de repente percebessem que estão passando dos limites de sua autoridade constitucional ao redistribuir as riquezas dos cidadãos americanos, suspeito que a “busca da felicidade” se tornaria menos difícil a esses cidadãos.

Mais do que qualquer coisa, desejo que os cidadãos parem de olhar para o governo como se fosse Deus. Mais do que qualquer coisa, desejo que os cidadãos reconheçam que há só um Deus verdadeiro, a quem todos daremos contas — inclusive Charles Grassley e seus amigos ungidos. Mais do que qualquer coisa, desejo que os americanos estudem a Palavra de Deus como os fundadores dos EUA faziam e deixem claro tanto para o governo quanto para os pregadores corruptos que eles têm Alguém a quem prestar contas.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

Leitura recomendada:

Evangelho da Prosperidade sob inspeção

Um comentário :

Unknown disse...

Essa o Brasil copiou rápido.Basta ver a intimação feita ao Kaká.Se ele quer contribuir com o dinheiro que ganha trabalhando honestamente para os Hernandes se divertirem nos EUA é um problema dele.Pior é termos que pagar impostos ao governo e saber que foi aplicado em paradas gays e campanhas pró desarmamento,aborto,etc.. Ele pelo menos tem a opção de um dia não querer mais contribuir, e nós ? Já posso antever uma campanha contra os televangelistas daqui também.O governo comunista daqui acha que é melhor do que Deus.