21 de janeiro de 2008

Deus abençoa quem abençoa os judeus

Deus abençoa quem abençoa os judeus

Hal Lindsey

Há uma história tradicional com relação a um agitado Frederico o Grande que, em frustração, exigiu de seus ministros que alguém lhe desse prova da existência de Deus. Houve um silêncio momentâneo antes que um de seus conselheiros abrisse a boca: “Vossa Majestade já considerou os judeus?” perguntou ele.

A contínua existência dos judeus é prova clara da existência de Deus, exatamente como a existência de um Estado judaico é prova clara de que estamos vivendo nos últimos dias de governo humano, conforme prediziam os profetas bíblicos da antigüidade.

Há três declarações distintas feitas dentro da promessa de bênção que Deus deu aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó.

A primeira é que Deus abençoará aqueles que abençoam os judeus.

Os Estados Unidos se tornaram a primeira nação do mundo a conceder plena cidadania aos judeus.

Os Estados Unidos foram a primeira nação a permitir que os judeus tivessem total direito de votar, e foram a primeira nação a reconhecer a bênção incomparável que o povo judeu tem sido para a humanidade.

O segundo presidente dos EUA, John Adams, disse: “Os judeus fizeram mais para civilizar os homens do que qualquer outra nação. Eles são a nação mais gloriosa que já habitou a terra. Os romanos e seu império eram só quinquilharia em comparação com os judeus. Os judeus é quem deram religião a três quartos do mundo e influenciaram a humanidade com mais bênçãos do que qualquer outra nação, antiga ou moderna”.

E nenhuma nação na face da terra hoje, ou em qualquer tempo da história registrada, recebeu bênçãos maiores do que os Estados Unidos.

A segunda declaração é que Deus prometeu que por meio dos judeus “todas as famílias da terra serão abençoadas”.

Sem os judeus, não haveria Bíblia alguma. Jesus veio ao mundo como judeu. Sem o Jesus judeu, não haveria nenhum Cristianismo.

Deixando de fora a questão teológica, uma olhada rápida nos últimos cem e tantos anos prova que a promessa não está confinada apenas às bênçãos religiosas.

De 1901 a 2001, os 6 bilhões de pessoas do mundo competiram pelos escassos 844 Prêmios Nobel que têm sido concedidos. Desses 6 bilhões de pessoas, aproximadamente 2 bilhões são muçulmanos — por volta de 20 por cento da população global.

Desses 2 bilhões de muçulmanos, oito foram selecionados para receber o Prêmio Nobel — (sete se considerarmos que um deles foi uma premiação politicamente motivada dada de modo errado a Yasser Arafat, um terrorista que nunca se arrependeu).

Em qualquer caso, os muçulmanos representam menos de 1 por cento dos Prêmios Nobel totais dados nos últimos cem anos.

Na metade do século 20, os nazistas exterminaram uns 6 milhões de judeus, mais da metade da população judaica do mundo. Restam hoje aproximadamente 14 milhões de judeus.

Mesmo com metade dos judeus exterminados na metade do século passado, 159 dos restantes 836 Prêmios Nobel foram dados para judeus, ou aproximadamente 18.8 por cento de todos os Prêmios Nobel dados na história do Nobel.

(Se você está acompanhando, esse número é 20 vezes tantos prêmios divididos entre 14 milhões de judeus do que foram repartidos pelos 2 bilhões de muçulmanos no mundo inteiro.)

Nos EUA, a influência dos judeus americanos é imensamente desproporcional aos seus números. Os adeptos de teorias de conspiração apontam sombriamente para a “influência judaica” na educação, sistema bancário, direito, medicina, governo, meios de comunicação e entretenimento como evidência de uma conspiração judaica para controlar o mundo.

Eles com precisão chamam a atenção para o fato de que os judeus americanos representam menos de 2 por cento da população geral dos EUA, mas então tiram suas conclusões sem o benefício do discernimento das Escrituras.

A “influência judaica” na vida americana é parte da bênção de Deus sobre os EUA — a ficção da “conspiração judaica” dada a eles em recompensa é parte da maldição de Deus sobre Israel.

“Então os arrancarei da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos os povos”. (2 Crônicas 7:20)

A maldição foi parcialmente removida em 1948, mas não será totalmente tirada até o fim do Período da Tribulação.

“E há de suceder, ó casa de Judá, e casa de Israel, que, assim como fostes uma maldição entre os gentios, assim vos salvarei, e sereis uma bênção; não temais, esforcem-se as vossas mãos”. (Zacarias 8:13)

Os judeus retornaram para sua terra, mas eles permanecem “por pasmo, por ditado e por fábula entre todos os povos” até hoje.

Finalmente, Deus prometeu que Ele “amaldiçoaria os que amaldiçoassem os judeus”. A precisão com que Deus guardou essa promessa é nada menos do que impressionante.

Durante as Cruzadas de 1095 a 1270, os judeus do Sul da Europa fugiram para a Espanha, Inglaterra, Escandinávia e Europa Oriental como conseqüência de intensa perseguição e massacres de judeus em grande escala.

A Inglaterra acabou demonstrando ser o lugar errado para ir, pois em 1290 o rei Edward I expulsou os judeus. O rei Charles II fez a mesma coisa em 1394, obrigando todos os judeus a deixar a França. O que é interessante é que os judeus encontraram paz e segurança na Espanha e Portugal enquanto esses países estavam sob governos muçulmanos.

Nesse ponto da história, a Europa estava arrebentada, ignorante e em constante tumulto, enquanto o mesmo período de tempo é conhecido na história como a Era de Ouro do Islamismo.

Os mouros [muçulmanos da África que haviam conquistado a Espanha e Portugal] eram mundialmente famosos por seus conhecimentos de astronomia, medicina e ciência, e o mundo islâmico se gabava das bibliotecas mais abrangentes que já haviam existido até aquele tempo.

Nos anos de 1400, os mouros foram expulsos da Espanha pelos exércitos europeus do papa. Em 1492, no mesmo dia em que Colombo navegou para o Novo Mundo, a Espanha expulsou todos os judeus não convertidos que haviam sobrevivido à Inquisição espanhola. Nessa época eles fugiram de novo para a Inglaterra, onde a Reforma protestante agora os acolheu.

O império mundial da Espanha durou menos de um século depois que os espanhóis expulsaram os judeus. No lugar do império espanhol, se levantou o Império Britânico, que era amigo dos judeus, cuja extensão alcançava os quatro cantos do mundo. Em 1917, os britânicos capturaram a Palestina dos muçulmanos. O governo britânico ofereceu aos judeus uma pátria por meio da Declaração Balfour, e um ano depois, a Inglaterra ganhou a 1ª Guerra Mundial.

Depois da guerra, os britânicos quebraram a maior parte de suas promessas aos judeus, restringiram a imigração dos judeus para a Terra Prometida, e desde então os ingleses estão dando as costas aos judeus que lhes trouxeram tão grandes bênçãos por mais de 300 anos.

O Império Britânico alcançava o mundo inteiro em 1900, mas em 1948 tinha perdido sua última colônia quando Burma declarou independência, e o Império Britânico virou poeira.

Em 1933, a Alemanha estava entre as nações mais civilizadas e sofisticadas da Europa. A velha Berlim era o lugar mais famoso, moderno e belo da Europa. Os nazistas se voltaram contra os judeus, junto com a maioria da Europa Oriental, e 12 anos depois, a bela Berlim havia se transformado em pilhas de entulho e chamas.

O mundo árabe, que havia sido tão abençoado durante a Era de Ouro, se desmoronou, estagnando em sua atual situação, onde a maior parte das populações muçulmanas vive na pobreza.

Os muçulmanos árabes apoiaram Hitler, se opuseram à imigração dos judeus para a Terra Prometida, travaram repetidas guerras contra Israel, negaram a Israel o território que por direito é dos judeus, e agora armam uma guerra santa mundial para finalizar a meta de Hitler de exterminar totalmente os judeus. A natureza retrógrada da moderna cultura e sociedade islâmica é fruto desses esforços.

Historicamente, todos os países que acolheram os judeus floresceram e prosperaram. Todas as nações que perseguiram os judeus tiveram dificuldades.

É mais do que coincidência. É um padrão histórico identificável que tem continuado, sem desvio, desde a época do cativeiro dos judeus na Babilônia.

Babilônia prosperou quando seus judeus prosperaram, porém caiu diante dos persas quando Nabopolassar se voltou contra eles. A Pérsia prosperou até se voltar contra os judeus, sendo em seguida derrotada por Alexandre o Grande, da Grécia. E assim vai, em toda a história, até hoje, onde a ONU, que é radicalmente contra os judeus, está para sofrer colapso iminente.

A Palavra de Deus é verdadeira, e as profecias da Bíblia são sempre 100 por cento precisas. Jesus disse que antes de Ele voltar, TODAS as profecias da Bíblia se cumpririam — nos mínimos detalhes.

Ao investigar a história de Israel desde Babilônia até hoje, vemos o detalhe incrível com que Deus guarda Sua Palavra. Embora os EUA continuem a ser o principal protetor de Israel, e continuem a gozar bênçãos relacionadas que acompanham Israel, a boa sorte dos EUA começou a mudar na mesma época em que a Casa Branca forçou Israel a entrar no Acordo de Oslo.

A fórmula “terra em troca de paz” exigia que Israel entregasse partes da Terra Prometida em troca de paz. Em outras palavras, foi uma espécie de chantagem cujos termos foram elaborados em Washington e impostos sobre Israel com o objetivo expresso de desfazer o que Deus já havia feito, inclusive dividir Jerusalém e tirar parte dela das mãos dos judeus.

“E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra”. (Zacarias 12:3)

É claro que as pessoas podem negar conexões bíblicas nesse assunto, mas a dura realidade marcha com a crescente sombra agora caindo em toda a sociedade global. Agora chegou a vez de os EUA descobrirem exatamente como Deus leva a sério a questão toda de “bênção e maldição”.

E quando chegar a hora em que as circunstâncias difíceis forçarem os EUA a reconhecerem o perigo que enfrentam, será tarde demais para fazer alguma coisa para afetar o resultado.

“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”. (Isaías 55:11)

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

Leitura recomendada:

Quem afinal precisa de Israel?

O que todo cristão precisa saber sobre Israel

Beth Shalom

3 comentários :

Unknown disse...

Os americanos devem ter noção que ao defender Israel também entram na zona de fogo dos árabes que não aceitam, claro, a invasão de suas terras pois ficaram lá por mais de quase 2000 anos e agora vem um governo com recursos e poder e resolve "devolver" elas para os antigos "donos", os judeus. Enquanto os Eua se envolverem claro que vão continuar existindo Bin Ladens e afins... Eles devem ter consciência disso.

Anônimo disse...

Aí ! Do Brasil com o presidente Lula agindo tão contra Israel

marcelo victor disse...

Srs,
Não sou nenhum expert em história, pelo contrário, conheço menos do que deveria, mas a passagem do reencontro de José com seus irmãos é muito significativa no que se refere ao “acerto de contas” do Senhor com Israel e com o mundo.
Entre as inúmeras mensagens que tal passagem nos mostra, veio à minha mente a lembrança de que, de fato, o centro do universo é a Palavra de DEUS, Jesus Cristo, pelo qual tudo foi feito (Nele, por Ele e para Ele).
Como pano de fundo, aprouve a DEUS escolher a descendência de Abraão, tornando-a o instrumento da revelação ao mundo visível e invisível, da Sua justiça e misericórdia (conforme relatam as próprias Escrituras).
Na passagem citada acima, o Senhor DEUS, em um ato de justiça, envolveu em um só momento todos os moradores da terra através da fome (uma de Suas potentes armas), a fim de trazer a juízo não só os patriarcas (pelos maus atos que praticavam), mas todos os habitantes da terra.
Como uma profecia para os dias futuros, as Escrituras nos asseguram que será assim até o fim de todas as coisas, porque aprouve a DEUS que fosse dessa forma. Em outras palavras, mudarão as pessoas mas os cenários serão os mesmos.
Agora, um detalhe importantíssimo há que se ressaltar: a esposa daquele que é uma alegoria de Cristo, José, ficou preservada de tudo isso e ainda suscitou descendência a José com todos os direitos na herança das doze tribos de Israel.
De forma que essa é uma mensagem maravilhosa para a igreja de Cristo, com relação aos acontecimentos destes últimos dias: DEUS executará seu juízo sobre todos os moradores da terra, tendo como instrumento a descendência de Abraão, segundo a carne; salvará os remanescentes judeus que se converterem a Cristo; e preservará a Esposa do Cordeiro do grande mal que está por vir sobre as nações, dando aos Seus escolhidos um reino que jamais será destruído.