5 de novembro de 2007

Pastor é julgado por se recusar a trabalhar com pastora

Pastor é julgado por se recusar a trabalhar com pastora

Tribunal acusa pastor e outros dois líderes evangélicos de discriminação

© 2007 WorldNetDaily.com

Um pastor que se recusou a trabalhar com uma pastora por causa de suas convicções bíblicas foi acusado de discriminação criminal por um tribunal finlandês.

Ari Norro será julgado em 16 de novembro, conforme as alegações, por violar as leis da Finlândia que proíbem discriminação no ambiente de trabalho ou em público com base no sexo e outras bases, inclusive orientação sexual, noticiou a revista Christianity Today.

Norro é membro da Associação Evangélica Luterana da Finlândia, uma entidade filiada à Igreja Evangélica Luterana da Finlândia, que crê que a Bíblia não permite que as mulheres trabalhem como pastoras.

Em março, noticiou Christianity Today, ele estava programado para pregar num culto de santa ceia na cidade de Hyvinkää como pastor visitante. Quando a pastora Petra Pohjanraito apareceu para seu turno para ajudar a distribuir a ceia, Norro disse que ele devia se retirar, porque ele não poderia participar de um culto com uma pastora.

“A chegada dela nos deixou totalmente humilhados, pois entendíamos muito bem que ela estava vindo (para servir) no altar”, Norro relatou a Christianity Today.

Norro disse que ele se ofereceu para se retirar da igreja, mas Pohjanraito decidiu em vez disso sair.

O incidente foi entregue à polícia quando o diretor do Conselho Eclesiástico de Hyvinkää entrou com um pedido formal de investigação, de acordo com o jornal finlandês Helsingin Sanomat.

Christianity Today disse que outros dois líderes evangélicos também foram acusados de não interferir para impedir a alegada violação da lei.

O caso poderia impactar a controvérsia da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia na questão da ordenação de homossexuais para pastores e na realização do casamento religioso de homossexuais.

Veli-Matti Kärkkäinen, ex-presidente da Faculdade IsoKirja da Finlândia, insistiu que o governo não tem nada a ver com as questões religiosas e quer ficar de fora do debate.

“Esse caso nada tem a ver com religião. Tem tudo a ver com uma percebida falta de igualdade”, ele declarou para Christianity Today.

Norro argumenta que ele não cometeu nenhum crime, porque a constituição de seu país — que diz que ninguém deve ser tratado de modo diferente por causa de suas convicções religiosas — invalida o código penal estatal.

“Naturalmente, ser acusado é algo muito desagradável”, Norro disse para Christianity Today. “É triste que a igreja não consiga resolver problemas como esse sozinha. Nesse caso, a própria igreja coloca a corda da forca em seu próprio pescoço, e então dá a ponta da corda a um tribunal do Estado”.

Norro, que provavelmente será multado se for condenado, argumenta que outras denominações, tais como a Igreja Ortodoxa Grega e a Igreja Católica, não ordenam mulheres, mas não são acusadas de cometer crime.

Ele teme que os pastores da Finlândia logo serão levados a julgamento por se recusarem a trabalhar com um pastor homossexual ou até mesmo por ensinarem que Deus não aprova os relacionamentos homossexuais.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

6 comentários :

Paulo Andre Vieira disse...

Bem , entendi a notícia mas não entendi seu posicionamento. Qual seria? Mais uma vez percebi claramente a 'tendenciosidade' para o barramento da plc 122, porém não vi a sua opinião em relação ao fato em si.

Anônimo disse...

Olá, pr. Júlio

"É triste que a igreja não consiga resolver problemas como esse sozinha. Nesse caso, a própria igreja coloca a corda da forca em seu próprio pescoço, e então dá a ponta da corda a um tribunal do Estado".

Se procurarmos enxergar com olhos espirituais este desabafo do pr. Ari Norro, poderemos perceber claramente os elementos proféticos contidos nele.

Quando o próprio membro do Conselho Eclesiástico invoca o braço de César e recorre ao juízo secular para que intervenha nos problemas que são afetos apenas à congregação, fica bastante claro que o sistema doutrinário da igreja está em desacordo com os princípios fundamentais do evangelho do Cristo, entrou em falência.

Mas esse atual estado de coisas pelo qual os evangélicos da igreja finlandesa estão passando não é nenhuma novidade, é um fenômeno universal construído lentamente, que foi sendo introduzido na igreja ao longo de muitos anos, é o resultado de uma ânsia quase paranóica por parte de alguns evangélicos em buscar uma suposta modernização da igreja a qualquer preço, algo que ninguém sabe exatamente o que é e nem para que serve; como se a igreja tivesse que estar sempre submetida a modismos, para seguir eterna na terra; como se a igreja tivesse que estar sempre em pé de igualdade com as mudanças que acontecem no mundo; como se o secularismo ditasse as regras e todos tivessem que acompanhá-las. Dá a entender que o conceito doutrinário do Deus mentor e regente do destino dos homens se perdeu nas brumas do tempo. Meus caros..., Deus é quem faz a história!: Se o magistério feminino da igreja se confirmar de fato como realidade incontestável no meio evangélico, significa que a mão de Deus trabalhou neste sentido, de outra forma, é mera doutrina de homens e não vingará.

Portanto, todo e qualquer debate de cunho teológico-doutrinal que porventura gere problemas na congregação, deve ficar restrito a ela mesma, é uma derrota humilhante perante o mundo, a igreja pedir ajuda ou a intervenção da sociedade laica.

Igreja e Estado devem seguir caminhos separados. Cada macaco no seu galho.







em disputa de vida ou morte com o secularismo e a história dos homens e os acontecimentos temporais, como se tivesse a obrigação de estar em pé de igualdade,

Anônimo disse...

Deus aprova sim o relacionamento entre homossexuais. Afirmo isso porque falei com ele ontem à noite.

Anônimo disse...

Sem sombra de dúvidas, essa lei que pretende dar ao homossexual uma super cidadania acima de qualquer outra, é um absurdo, e deve ser barrada. A constituição brasileira já prevê e garante a isonomia de todos perante a lei. Mas sobre o meu comentário anterior, gostaria de complementar dizendo, para os que o entenderam mal, que eu me ative apenas ao problema do ordenamento de mulheres para a função sacerdotal, e o recurso impetrado pelo tal conselheiro da igreja finlandeza no juízo secular, foi o que me pareceu ser o tema principal. Mesmo porque, segundo o último parágrafo, parece que na igreja luterana da Finlância ainda não há homossexuais reivindicando o púlpito. Agora!, que pode haver o perigo de mais esse avanço modernoso dentro das igrejas no sentido de dar a função de sacerdotes aos homossexuais, isso pode haver. Mas é bom esclarecer o seguinte: a igreja primitiva sempre sobreviveu aos ataques de fora, incluindo perseguições e atentados contra a própria vida dos apóstolos, será que a igreja de hoje sucumbirá a pressões que não chegam sequer aos pés daquelas sofridas pelos apóstolos na antiguidade?

Anônimo disse...

Seria interessante a discussão deste tema das mulheres pastoras.No site Espada do Espírito há um artigo com a posição contrária deles e seus argumentos.Pessoalmente não acho certo,mas certamente fui influenciado pelo artigo do site,porque não tenho base bíblica para discutir esse assunto.Apenas acho que a liderança não é uma característica encontrada na grande maioria das mulheres.

Anônimo disse...

"será que a igreja de hoje sucumbirá a pressões que não chegam sequer aos pés daquelas sofridas pelos apóstolos na antiguidade?"
Eu digo, já está sucunbindo neste sentindo,pois os integrantes da sua igreja só pensam em dinheiro. Veja o caso dos Hernandes, estão ricos e a igreja desmoralizada e ainda vão escrever um livro sobre a perseguição religiosa que sofreram. Vai ser um best-seller. Os evangélicos adoram dizer que estão sendo perseguidos, coitadinhos, eles nunca fazem nada!