8 de outubro de 2007

Pena máxima para os homófobos!

Steven Nary, um jovem virgem de 18 anos que em 1996 matou um homossexual, está já há 12 anos na prisão. O homossexual morto tinha um histórico de sedução e estupro de rapazes, porém a justiça politicamente correta impôs condenação máxima a um rapaz que cometeu o imperdoável crime da “homofobia”: ele conseguiu literalmente se defender de um estupro homossexual.

Com a aceitação do termo “homofobia” na sociedade brasileira, o que acontecerá no futuro quando rapazes tentarem se defender de estupros homossexuais?

Julio Severo

Pena máxima para os homófobos!

Dr. Jack Cashill

Enquanto estava na Cadeia Municipal de San Francisco aguardando seu julgamento pelo assassinato de Juan Pifarre, um ativista gay e hispânico, Steven Nary estava vivendo uma vida confinada e inútil. Seus pais, pessoas simples da classe trabalhadora, não tinham condições de dar assistência. O “pesadelo” inteiro os deixou arrasados.

Quanto a Andrew Cunanan, conforme noticiou Maureen Orth: “As drogas e a pornografia com os quais ele se alimentava mantinham suas fantasias cruéis e dominadoras num ponto de ebulição”. Esse ponto estava para ficar ainda pior.

Em abril de 1997, um ano depois da morte de Pifarre, o homossexual Cunanan iniciou uma série de assassinatos nos EUA que logo tornariam o nome dele famoso.

Em 4 de maio de 1997, ocorreram dois eventos importantes. Em Chicago, Cunanan agarrou o criador Lee Miglin, de 72 anos, na garagem de sua casa na Flórida, amarrou-o, enfaixou sua cabeça com fita isolante e cortou sua garganta com uma serrilha. Miglin era a terceira vítima de assassinato de Cunanan.

Em San Francisco, em 4 de maio, membros da Frente Satânica Unida Apache agarraram Steven Johnson Leyba, o amarraram, o despiram, fizeram (mediante cortes a sangue frio) um pentagrama satânico nas costas dele, onde então uma mulher do grupo urinou na ferida aberta dele.

Em Chicago, depois do assassinato de Miglin, as autoridades começaram a perseguir Cunanan. Em San Francisco, depois do escândalo do caso Leyba, as autoridades se levantaram e aplaudiram.

Veja, Leyba e seu grupo de entretenimento eram a atração principal numa “animada” festa de aniversário em homenagem ao ativista gay Jack Davis. Presentes à festa estavam a elite política da cidade, inclusive o prefeito Willie Brown, o xerife Mike Hennessy, a procuradora municipal Louise Renne, vários membros da prefeitura, inclusive o procurador distrital Terrence Hallinan, que estava supervisionando o julgamento iminente de Steven Nary.

Embora pudesse parecer que a situação não chegaria a ficar pior, a festa da noite teve mais acontecimentos depois do sangramento ritual do “Reverendo” Leyba, ministro ordenado da Igreja de Satã de Anton LaVey.

Nenhum dos grandes jornais americanos noticiou o que ocorreu em seguida: uma mulher, vestida de roupas indígenas e usando como um pênis artificial uma garrafa de bebida alcoólica, literalmente sodomizou Leyba, enfiando a garrafa no ânus dele, diante da audiência inteira.

Leyba, que tem também sangue Apache (que deveria torná-lo protegido especial das leis antipreconceito), descreveu o ritual em questão como “uma metáfora literal de como o álcool foi forçado em meu povo”.

Os jornalistas do jornal San Francisco Chronicle que cobriram o evento nada noticiaram acerca das violências. “Eles não viram nada, não ouviram nada e não falaram nada”.

“As festas de aniversário de Jack Davis são lendárias por sua devassidão”, dizia o começo do artigo de modo leve, “mas nada se compara à cena descontrolada e selvagem que ocorreu em seu aniversário de 50 anos, cheio de autoridades políticas”.

Embora os jornalistas acabassem confessando que algumas pessoas ficaram “enojadas” com os acontecimentos “bizarros”, eles deixaram que o próprio Davis descrevesse os fatos. “A maioria das pessoas disse que foi a melhor festa que já viram”, disse ele entusiasmado. “E não foi nada em comparação com o que houve em minha casa depois da festa”.

Cunanan, também homossexual, não estava trazendo nenhuma glória para sua orientação sexual e para os políticos. Como o mundo sabe, ele andou em vários lugares dos EUA, matando um guarda de segurança em Nova Jérsei e tirando a vida do famoso estilista Gianni Versace antes de acabar cometendo suicídio.

Enquanto isso, em San Francisco o caso Nary andou lentamente na fase preliminar, e a cidade deu muito pouca atenção a ele. Com a ausência de um contrapeso externo à dominante cultura pró-homossexualismo de San Francisco, as autoridades locais politicamente corretas, dirigidas pelo procurador distrital, podiam definir o que bem quisessem.

Conforme o que eles reescreveram, Nary era um assassino brutal e calculista, igual a Aaron McKinney e Russell Henderson, os dois criminosos “homofóbicos” que mataram Matthew Shepard, o indefeso estudante gay da Universidade de Wyoming, num ataque de “pânico de gays”.

Embora Hollywood produzisse pelo menos três filmes de TV sobre a “crucificação” de Shepard, dois dos quais estrearam uma semana antes da Páscoa de 2002, a tática de misturar homofobia ao assassinato de Shepard não estava de acordo com o que aconteceu na realidade.

A medida em que a verdade começou a aparecer, a tática de transformar o assassinato de Shepard em crime homofóbico ficou mais e mais suspeita. As melhores provas agora indicam que McKinney, o real assassino, não havia expressado sentimentos homofóbicos no passado. Um bom motivo é porque ele próprio era um bissexual ativo. Ao que tudo indica, ele e Shepard, que tinha um conhecido problema de drogas, haviam usado anfetaminas muitas vezes.

Certa noite, McKinney, enlouquecido pela anfetamina, espancou a golpes de revólver o vulnerável Shepard para ter dinheiro para comprar drogas, foi até a cidade para roubar o apartamento de Shepard e então espancou um estranho que estava em seu caminho, fraturando-lhe o crânio.

Matthew Shepard morreu a apenas quatro semanas antes das eleições americanas de 1998. Nas quatro semanas seguintes, para a surpresa de todos, os assassinos foram apresentados para as audiências como representantes dos evangélicos conservadores e como razão para não se votar no Partido Republicano.

É claro que McKinney e Henderson não eram frutos de uma cultura cristã, mas de uma cultura anticristã: uma cultura cruel, perversa, órfã, devassa, podre de drogas e na moda. Contudo, os que controlam os meios de comunicação poderiam usar qualquer narrativa que quisessem para apresentar o caso.

Quando a defesa tentou redefinir a narrativa no caso Nary, as autoridades locais jogaram contra eles sua própria tentativa. Como um advogado gay comentou: “Os ativistas locais expressaram revolta com a tática da defesa de tentar mostrar Pifarre, um famoso ativista e jornalista, como um perigoso predador sexual”.

O procurador distrital Terrence Hallinan, sentindo a revolta dos gays e hispânicos, atirou Nary no fogo. Num nível mais pessoal, esse mesmo procurador distrital havia sido eleito com o apoio público de Pifarre em sua campanha.

Nary estava para aprender que em San Francisco a verdade não importava. A última palavra era dos ativistas homossexuais.

Pifarre era, realmente, um predador sexual com um histórico de violência. Ele havia assegurado sua residência permanente por meio de um casamento fraudulento. Ele estava enganando a cidade de San Jose em suas horas de trabalho e nos benefícios de saúde para sua “esposa”. Ele usava drogas ilegais regularmente, inclusive cocaína. Ele bebia freqüentemente e se tornava indecente quando estava embriagado.

Pifarre havia sido preso pelo menos uma vez por exibicionismo indecente e em outra ocasião por agressão num caso de abuso sexual. Ele tinha um histórico que incluía seduzir rapazes, quase que com certeza com pretensões falsas. A probabilidade é que ele os drogava, e não tinha o menor remorso de estuprá-los. E em San Francisco, onde os ativistas homossexuais dominam praticamente tudo, era moleza ele cometer esses crimes e ainda escapar impune.

No entanto, se Nary fosse marinheiro do sexo feminino sob circunstâncias idênticas, esse caso jamais teria chegado a julgamento, nem mesmo em San Francisco. As ativistas feministas provocariam a favor da marinheira um terremoto muito maior do que os ativistas hispânicos provocariam contra ela.

Aliás, houve muito mais simpatia para uma mulher cujos seios haviam sido acariciados por um assistente do procurador distrital na festa de Jack Davis do que houve para Nary.

Os promotores públicos esperavam encenar o julgamento durante a semana da parada do orgulho gay em junho, mas acertaram para março de 1999, por conveniência a apenas uma semana antes do começo do julgamento de Russell Henderson na cidade de Laramie.

Para Nary, o momento e o lugar lhe eram desfavoráveis. Em certa ocasião durante o julgamento, os membros da audiência se levantaram e ficaram de frente do júri vestindo grandes adesivos de cor laranja brilhante dizendo “Lembrem-se de Juan”, “Acabem com a homofobia” e “Acabem com os abusos contra os imigrantes”.

O juiz Kevin Ryan, que mais tarde ficaria famoso depois de ser demitido como procurador federal, ignorou a demonstração. Depois, esses manifestantes fizeram pressão sistemática sobre os jurados.

John Farrell, o promotor público, martelou o tema “homofobia” durante o julgamento inteiro. Incrivelmente, ele atacou Nary por sua confissão honesta de se sentir “enojado” depois que Juan Pifarre o havia forçado a fazer sexo oral. Em seu resumo, Farrell argumentou que o único tipo de pessoa “que se sente mal acerca do que fez” — isto é, sexo oral com outro homem — é o tipo de “pessoa que é homofóbica”.

“Qual é a causa desse assassinato?” perguntou ele ao júri na autodefesa de Nary. “O motivo de tudo isso é a palavra ‘bicha’ escrita nas paredes do exército”. Farrell estava insinuando que a presumida cultura antigay do exército havia reforçado o preconceito natural de Nary, embora não houvesse prova alguma de que Nary tenha alguma vez usado a palavra “bicha” ou outro termo semelhante.

Farrell também declarou que perto da igreja que Nary freqüentava havia um clube gay — quando, na verdade, fica a quilômetros — para sugerir que Nary pode bem ter debochado de gays antes.

Nary não teve chance alguma. Depois de uma geração de propaganda, San Francisco, a cidade dos homossexuais, havia se convencido de que só um jovem preconceituoso acharia que sexo com outro homem não é perfeitamente natural. Ao decidirem pela culpa dele, cada jurado podia se sentir bem com o fato de que estava agindo conforme as regras da “decência” politicamente correta — eles estavam sendo gentis com os imigrantes e gays e hostis aos militares homofóbicos. A tentação demonstrou ser irresistível.

Mesmo sem querer, o jornal Gay Today mostrou exatamente como o terremoto politicamente correto foi lançado contra o “criminoso louco e violento” Steven Nary e seus poucos apoiadores “racistas”.

“O veredicto do júri de assassinato de segundo grau para Nary é realmente uma vitória animadora”, dizia o editorial, “principalmente durante esta semana em que o conceito fictício de ‘pânico de gays’ está sendo testado no julgamento em Laramie do assassinato de Matthew Shepard…”

Sob o Código Penal da Califórnia, um indivíduo condenado por assassinato de segundo grau “subjetivamente sabe, baseado em tudo, que a conduta que ele ou ela está para praticar tem elevada probabilidade de matar outro ser humano”.

Enquanto escrevo este texto, Steven Nary está cumprindo seu 12º ano de uma sentença que pode ainda deixá-lo na cadeia pelo resto da vida.

Jack Cashill é produtor e escritor independente, ganhador de um Emmy.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: WND

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