6 de setembro de 2006

Aderir ou não aos lamistas: eis o dilema das igrejas evangélicas acusadas de escândalos

Aderir ou não aos lamistas: eis o dilema das igrejas evangélicas acusadas de escândalos

O artigo abaixo não é evangélico nem é perfeito, mas é interessante. O que é fascinante também é que agora que estamos em época de eleição, algumas igrejas evangélicas estão sendo alvo de graves denúncias.

O que me preocupa é que havendo ou não alguma culpabilidade nos acusados, pode haver também oportunismo político. Não sabemos tudo o que está acontecendo, mas a imprensa liberal e esquerdista é sempre impiedosa e o lugar menos confiável para se procurar informações confiáveis.

Contudo, no caso da Igreja Universal, bastou-lhe apenas que um de seus principais bispos aderisse à campanha de Lula para que (bendita coincidência!) a "justiça" arquivasse inquérito envolvendo empresas da IURD.

Quem sabe viver na lama sabe ajudar quem apóia os "lamistas". Em contraste, é possível que se o tal bispo não entrasse na campanha, o inquérito não seria arquivado.

Se outras igrejas que também se encontram sob acusações seguirem o caminho do bispo, mais benditas coincidências poderão ocorrer.

Não é interessante como as coisas funcionam nas eleições do Brasil? Funcionam na base da lama. Quem não adere aos lamistas, afunda na lama. Quem adere, fica na lama, mas não afunda...

Votarei nulo para presidente.

Agora, se as igrejas envolvidas em escândalos estão sofrendo abuso e mentiras da imprensa, meu conselho é não entrarem na campanha do lamista salvador da pátria. Confiem e se apeguem ao Senhor dos Exércitos, cuja Verdade é mais poderosa do que todas as mentiras juntas da imprensa esquerdista e anticristã.

Seria estranho que as igrejas pregassem que Jesus tira o pecador da lama do pecado enquanto seus pastores seguem os lamistas.

Quem confia em Jesus não precisa dos lamistas. Quem se envolve com eles sempre acaba afundando na lama diante do Senhor Jesus.


Deus nos acuda

Plínio Fraga

RIO DE JANEIRO - A liberdade de escolha de religião é mais sagrada do que o entendimento do papel dela na vida de uma pessoa. De acordo. Mas, quando os braços de uma determinada religião começam a abarcar causas mais do que terrenas -adquirindo redes de televisão, aviões, patrocinando campanhas e partidos eleitorais-, qual deve ser o papel do Estado?


A separação de igreja e Estado é um dos mais cultuados valores da democracia. Pode uma igreja dizer-se perseguida pelo Estado nos dias de hoje? Basicamente esse é o discurso dos políticos ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, espalhados por partidos políticos como PRB e PP, entre outros.


A Igreja Universal em si goza de isenção de Imposto de Renda. Sofreu investigações diversas nas operações de compra de emissoras e de bens com dinheiro vindo de contas do exterior por prepostos seus. No momento em que políticos como o senador Marcelo Crivella, candidato a governador do Rio pelo PRB, aderiram à candidatura de Lula, foi arquivado ao menos um inquérito que investigava empresas ligadas à Universal.


Desde a semana passada, o repórter Raphael Gomide acompanhou cultos da Universal no Rio. Além de pedir votos para candidatos ligados à igreja e de acusar adversários de usar droga, uma característica comum a todos os cultos foi a forma como pediram dinheiro aos fiéis. "Quero ver quem traz agora uma nota de R$ 100", clamou um pastor.


Lula, que já foi chamado de diabo de barba por Edir Macedo, é agora seu aliado e pretende levar para o governo seus homens de fé. Está lá na edição desta semana da "Folha Universal": "Os grandes milagres da Fogueira Santa de Israel - Empresário superou dívida de R$ 5 milhões e hoje prospera". Tem gente com perfil mais técnico para o Ministério da Fazenda?

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0609200605.htm

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