19 de junho de 2018

Ed Shaw, Coalizão do Evangelho (Gospel Coalition) e sentimentos homossexuais: o que eles dizem e o que Jesus disse


Ed Shaw, Coalizão do Evangelho (Gospel Coalition) e sentimentos homossexuais: o que eles dizem e o que Jesus disse

Julio Severo
“Atração por Pessoas do Mesmo Sexo e a Igreja, A Plausibilidade do Celibato,” publicado pela Editora Vida Nova em 2018 e escrito por Ed Shaw, é um relato da luta de um homem “cristão” com seus desejos e sentimentos homossexuais. (Os trechos desse livro citados neste artigo foram traduzidos por mim diretamente da versão em inglês publicada por InterVarsity Press Books em 2015.)
Coalizão do Evangelho
Shaw aborda a homossexualidade especificamente no caso de cristãos. O capítulo 1 de seu livro usa o exemplo hipotético de um evangélico de dezessete anos chamado Peter, que é o “filho mais velho de um diácono e coordenador de atividades de crianças na igreja, ele toca guitarra na banda de adoração e dirige um grupo de estudo da Bíblia em sua escola.”
Peter "se esforça no grupo de jovens para afastar a atenção de algumas das garotas enquanto tenta não focar muita atenção em um dos garotos.” Para Shaw, Peter “se tornou especialista em fingir heterossexualidade.”
Ainda que Shaw evite termos como “orientação sexual” e “identidade homossexual,” seu livro aborda os sentimentos e desejos homossexuais como um componente integral de cristãos homossexuais. Ele disse sobre Peter:
“O grupo de jovens da igreja se orgulha de seu bom ensino bíblico. Seus líderes levam a sério suas responsabilidades, especialmente quando se trata de explicar o ensinamento tradicional da igreja sobre sexo e relacionamentos. Peter ouviu repetidamente que o sexo é para o casamento de um homem e uma mulher. Até então, ele deve resistir à tentação de ser sexualmente ativo tanto em pensamentos quanto em ações. Então, por exemplo, ele foi instruído sobre o que fazer quando é sexualmente atraído por uma mulher — de como não é errado notar a beleza, mas sobre os perigos de uma segunda olhada e do despir mental que pode se seguir. Mas o problema é que ele é atraído por homens, então até mesmo a primeira olhada, a primeira atração, lhe dá um sentimento de errado — ele fica paralisado de culpa pelos sentimentos trazidos por ver aquele cara de quem ele gosta se despir no dormitório em um fim de semana na igreja. Porque a única coisa que ele ouviu sobre a homossexualidade é que é tudo errado — uma área proibida para um bom cristão como ele.”
Embora a questão sobre a homossexualidade tenha sido amplamente discutida entre os evangélicos como uma questão entre o ensino bíblico e a prática homossexual, Shaw encontrou uma terceira via: sentimentos e desejos. Basicamente, seu livro é uma tentativa de construir uma terceira via, que ele acha que está longe da perspectiva dos ativistas homossexuais, mas realmente não está perto do que a Bíblia diz.
Por exemplo, a Bíblia registra o rei Davi dizendo:
“Como estou triste por você, Jônatas, meu irmão! Como eu lhe queria bem! Sua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres!” (2 Samuel 1:26 NVI)
Onde a Bíblia registrou amizade profunda, ativistas homossexuais veem atos homossexuais.
Onde a Bíblia registrou amizade profunda, Shaw viu uma terceira via: sentimentos homossexuais profundos. Ele falou sobre Davi (conforme o artigo “Intimidade e amizade,” do Ministério Fiel):
“Por que não concluir que ele não está dizendo que Jônatas era melhor na cama do que as suas esposas — mas que a amizade de Jônatas era melhor do que qualquer coisa que Davi fez na cama com suas esposas?”
Shaw quer que seus leitores concluam que Davi achava que “Jônatas era melhor na cama do que suas esposas.” Isso é homossexualidade. A outra conclusão de Shaw é igualmente perturbadora: “A amizade de Jônatas era melhor do que qualquer coisa que Davi fez na cama com suas esposas” — isto é, Davi e Jônatas, segundo Shaw, estavam conscientes de seus sentimentos e desejos homossexuais, mas limitavam esses sentimentos e desejos a uma amizade.
Por que homossexualizar a amizade de Davi com Jônatas para “ajudar” os cristãos com sentimentos e desejos homossexuais?
Neste ponto, o adultério de Davi com Bate-Seba e suas muitas esposas são um testemunho histórico e eterno contra todas as calúnias que indicam que Davi tinha atos ou sentimentos homossexuais. Seus sentimentos e atos sexuais claramente o levavam a mulheres.
Em seu livro “The Bible and Homosexual Practice: Texts and Hermeneutics” (A Bíblia e a Prática Homossexual: Textos e Hermenêutica), publicado pela editora americana Abingdon Press em 2001, o autor Robert A. J. Gagnon dissipou a teoria de que havia homoerotismo entre David e Jônatas. Ele disse,
“Ali Davi exalta Saul e Jônatas como ‘amados e amáveis’ (hanne¸îm) — certamente David não estava se referindo à atratividade erótica de Saul para com outros homens… T. Kronholm… diz que essa palavra está sendo usada em 2 Sm 1:26 sobre amizade íntima, não amor erótico.”
Se Shaw e outros “cristãos” homossexuais podem perverter a amizade de Davi com Jônatas para se encaixar no liberalismo teológico deles, o que pode impedi-los de perverter a Bíblia inteira para se encaixar em seus caprichos pessoais?
Ainda que vários líderes proeminentes da Coalizão do Evangelho (Gospel Coalition) — que se vê como exclusivamente reformada — tenham elogiado o livro de Shaw, há questões preocupantes em sua postura. Aliás, Shaw também é membro da Coalizão do Evangelho.
Shaw disse em seu livro, “Como uma teoria sobre as origens da homossexualidade, o fato de nascer gay funciona melhor para mim do que qualquer outra explicação no mercado hoje.” (p 51)
Se um homem pode nascer adúltero, ladrão, mentiroso, assassino, certamente ele pode nascer homossexual. Mas nascer com um pecado significa que um homem está condenado a ter um destino em adultério, roubos, mentiras, assassinatos e homossexualidade?
Shaw menciona “cristão evangélico que experimenta atração pelo mesmo sexo” (p. 23), e diz: “Veja, quando um cristão atraído pelo mesmo sexo abraça uma identidade gay e estilo de vida, nós (a igreja) precisamos reconhecer que pode ser, até certo ponto, não apenas culpa deles, mas também nossa.” (p. 29)
As igrejas precisam reconhecer sua culpa se não oferecem os recursos do Espírito Santo para um homem que busca ajuda para ser liberto de seu pecado. Nenhuma igreja tem um chamado para levar tal homem a abraçar a atração pelo mesmo sexo sem se envolver em atos homossexuais. Somente o Espírito Santo pode libertar um homem de atração e atos de mesmo sexo.
Nesse sentido, muitas igrejas reformadas são culpadas porque não permitem que o Espírito Santo e seus dons operem para ajudar cristãos oprimidos.
Shaw também disse:
“E quão tentador é isso! Eu adoraria profundamente ficar dentro do evangelicalismo e fazer isso com um homem bonito ao meu lado;” (p. 26)
“Mas, claro, tudo isso é muito doloroso para mim e para os milhares de outros homens e mulheres cristãos como eu que adorariam se casar com alguém do próprio sexo, que gostariam que mudássemos a essência do casamento. Como lidamos com essa mensagem clara da importância da diferença sexual quando desejamos fazer sexo com alguém de nosso próprio gênero?” (p. 91)
Por quanto tempo Shaw resistirá aos demônios do mesmo sexo espreitando e afligindo seus desejos mais profundos?
Shaw parece ver o celibato como o último recurso para enfrentar o que ele vê como a imutabilidade da atração pelo mesmo sexo ou sentimentos homossexuais. Mas o que ele chama de atração pelo mesmo sexo a Bíblia define meramente como “tentação.” Por que usar nomes pomposos para descrever tentações? Por que enfeitar as tentações?
Não conheço todos os membros da Coalizão do Evangelho, mas pelo fato de que eles parecem um grupo de pastores reformados estreitamente unidos, tentarei, em um sentido geral, lidar com o exemplo de um deles.
O Rev. Augustus Nicodemus, o único calvinista brasileiro proeminente na Coalizão do Evangelho, defende o cessacionismo — uma teoria teológica de que os dons sobrenaturais do Espírito Santo cessaram há 2.000 anos. Você pode ler mais sobre suas posições aqui: Por que um teólogo calvinista cessacionista não pode usar seu púlpito para cruzadas contra o aborto, a sodomia e o feminismo, mas pode usá-lo para cruzadas contra pentecostais e neopentecostais?
É muito fácil para um cessacionista não ver cristãos sendo libertos das tentações homossexuais e aceitar que um cristão pode viver com sentimentos e desejos homossexuais.
Não sei se Nicodemus apoia a postura morna de Shaw (a qual é uma poderosa cabeça-de-praia para o liberalismo teológico), mas tenho certeza de que ele, que gosta de escrever e condenar abundantemente questões não-calvinistas (especialmente ensinamentos e experiências pentecostais e neopentecostais), não abordou os ensinamentos, as experiências e os sentimentos de Shaw e certamente ele não expôs e denunciou o liberalismo teológico da Coalizão do Evangelho e sua teologia de sentimentos e desejos homossexuais.
Como é que ele vai denunciar a Coalizão do Evangelho se ele é membro dela? Em 2012, Nicodemos publicou um artigo na Coalizão do Evangelho intitulado “The Growing Crisis Behind Brazil’s Evangelical Success Story” (A Crise Crescente Por Trás da História de Sucesso Evangélico do Brasil). O que ele vê como “crise” é o crescimento sobrenatural e explosivo de igrejas pentecostais e neopentecostais no Brasil. Essas igrejas são geralmente muito hostis ao liberalismo teológico e à teologia gay em qualquer forma. O que ele não vê como crise crescente é a homossexualização de seu próprio grupo, a Coalizão do Evangelho. Respondi a Nicodemos com o meu artigo “Uma Resposta Carismática à ‘Crise Crescente por Trás da História de Sucesso Evangélico do Brasil.’”
Frequentemente, os adeptos do cessacionismo acusam que os cristãos que possuem os mesmos dons sobrenaturais do Espírito Santo que os crentes do Novo Testamento tinham são guiados por sentimentos e emoções. Contudo, estranhamente, Nicodemus tem se mantido em silêncio sobre a ênfase de Shaw em sentimentos, atrações e desejos homossexuais. Se o silêncio é consentimento… Na verdade, não há silêncio na Coalizão do Evangelho sobre Shaw e suas posições.
Vaughan Roberts, que escreveu o prefácio do livro de Shaw, se apresenta como um pastor reformado com atração pelo mesmo sexo. Vaughan disse em sua coluna no site da Coalizão do Evangelho: “Deus tem o poder de mudar sua orientação, mas ele não prometeu isso e essa não tem sido minha experiência.” Por que não buscar o Espírito Santo incessantemente? Por que colocar sua experiência fracassada acima da Palavra de Deus e do Espírito Santo?
No prefácio do livro de Shaw, Vaughan disse: “Isto não é, como você pode imaginar, simplesmente um livro conservador” e “a abordagem ‘Apenas Diga Não!’ para com a homossexualidade não é mais convincente.” Eu concordo com ele. Certamente, não há nada de conservador no livro de Shaw. E posso acrescentar: Sem o poder do Espírito Santo, “Apenas Diga Não” a qualquer pecado não tem poder. Sem o Espírito Santo, ninguém pode viver uma vida cristã eficaz contra o pecado e suas tentações.
Vaughan acrescentou: “Do ponto de vista do mundo, o chamado de Cristo a um discipulado sincero e sacrificial parece implausivelmente pouco atraente para qualquer pessoa, independentemente de sua sexualidade.” Ele está insinuando que a homossexualidade é uma sexualidade quando a Palavra de Deus reconhece apenas dois sexos — masculino e feminino — e confina a homossexualidade não à esfera da sexualidade, mas à esfera de pecados abomináveis.
Sam Allberry, que é o editor da Coalizão do Evangelho, também reconhece que ele tem atração pelo mesmo sexo. Aliás, ele tem um livro, “Is God Anti-Gay?: And Other Questions About Homosexuality, the Bible and Same Sex Attraction,” (Deus é anti-gay?: E outras questões sobre a homossexualidade, a Bíblia e atração de mesmo sexo), onde ele faz tal reconhecimento. Ele disse: “Sou atraído pelo mesmo sexo e tenho sido minha vida inteira. Com isso quero dizer que tenho atrações sexuais, românticas e emocionais profundas para com pessoas do mesmo sexo.”
Allberry, um pastor reformado, assinou uma carta pública, em conjunto com vários outros pastores, que dizia:
“Temos o compromisso de construir uma igreja que seja genuinamente acolhedora para todas as pessoas, independentemente do padrão de atração sexual que elas experimentam. Gostaríamos de acolher iniciativas para ajudar as igrejas locais a fazê-lo de uma forma que seja afirmativa e coerente com as Escrituras e esperamos apoiar as sugestões que você gostaria de levar ao Sínodo nesse sentido.”
O que diz a resolução do Sínodo?
“Pedimos à Igreja e a todos os seus membros que trabalhem para acabar com toda discriminação com base na orientação sexual e se opor à homofobia.”
Essa resolução é endossada pelos três membros fundadores de Living Out, uma organização designada supostamente para “ajudar” cristãos que têm sentimentos e desejos homossexuais. Allberry é um desses fundadores.
Living Out é promovida pela Coalizão do Evangelho. Dois dos três fundadores são escritores da Coalizão do Evangelho (Allberry e Ed Shaw). E os livros desses fundadores são revisados favoravelmente pela Coalizão do Evangelho.
Adrian Warnock, que é membro da Coalizão do Evangelho, elogiou o livro de Shaw.
O verdadeiro choque é saber que o fundador e presidente da Coalizão do Evangelho, D. A. Carson, endossou o livro “Single, Gay, Christian: A Personal Journey of Faith and Sexual Identity” (Solteiro, Gay, Cristão: Uma Jornada Pessoal de Fé e Identidade Sexual), escrito pelo homossexual “cristão” Greg Coles. Ronald J. Sider, um conhecido líder evangélico de esquerda, também o endossou, dizendo: “Simplesmente fabuloso.”
No entanto, em seu artigo “What Would St. Paul, the Apostle, Say to The American Church Embracing So-called ‘Gay Christianity’ & ‘Spiritual Friendships’?” (O que São Paulo, o Apóstolo, diria à Igreja Americana que Está Abraçando o Chamado ‘Cristianismo Gay’ e ‘Amizades Espirituais’?), publicado no site conservador BarbWire, Stephen Black, um ex-homossexual, disse:
“O ‘Cristianismo Gay’ está sendo promovido em um ritmo alarmante em vários lugares da Igreja em todo o mundo. Compreensivelmente, existem certas denominações liberais onde a maioria esperaria ver um afastamento da ortodoxia bíblica e promover o ensino de ‘cristãos gays.’ Essas mesmas instituições também se sentem à vontade com modos de se relacionar distorcidos, emocionalmente enredados e co-dependentes, sob a bandeira de ‘Amizades Espirituais.’ Entretanto, ver esses tipos de crenças antibíblicas sendo abraçados por muitos que são considerados cristãos conservadores e/ou cristãos reformados é muito preocupante. Fiquei muito confuso ao ver D. A. Carson endossando o livro de um jovem gay. Ele endossou o livro de Gregory Coles, ‘Single Gay Christian.’”
Ainda que o livro de Shaw e sua teologia morna de sentimentos homossexuais acima da Palavra de Deus tenham sido endossados por líderes da Coalizão do Evangelho, não encontrei nenhuma recomendação para tal livro vindo de grandes mídias cristãs como a Charisma e a Christian Broadcasting Network.
Tal falta de recomendação de proeminentes sites evangélicos dos EUA não é surpresa. Em 2016, a Coalizão do Evangelho publicou vários artigos apoiando Hillary Clinton e atacando Donald Trump. Hillary é um esquerdista radical. Só um esquerdista apoia um esquerdista. Portanto, não é difícil concluir que a Coalizão do Evangelho é de esquerda.
Embora os verdadeiros cristãos tenham algumas discordâncias com Trump, eles têm discordâncias totais com Hillary.
As más influências na Coalizão do Evangelho estão se espalhando para outras nações. O livro de Shaw foi publicado em 2018 no Brasil pela Editora Vida Nova. D. A. Carson foi palestrante na VINACC, a mais proeminente conferência calvinista no Brasil, em 2017. E o Ministério Fiel, um dos mais proeminentes ministérios reformados do Brasil, publicou em 2017 o artigo de Shaw sugerindo que David sentia homoerotismo por Jônatas.
A Editora Vida Nova publica literatura teológica especialmente para pastores evangélicos do Brasil.
Carson palestrou para mais de 100.000 brasileiros. Ainda que a VINACC seja controlada por líderes calvinistas, a maior parte de seu público é pentecostal e muitas vezes incapaz de entender como o calvinismo dos EUA está infestado de liberalismo teológico. A VINACC tornou-se uma tentativa de calvinizar tais pentecostais. Mas tal calvinização é boa para os pentecostais ou para o liberalismo teológico?
O fato é que o liberalismo teológico, em sua cabeça-de-praia de apoio à sodomia por meio de sentimentos e desejos homossexuais, está se espalhando rapidamente da Coalizão do Evangelho para o Brasil através de líderes reformados. A Coalizão do Evangelho está trazendo o evangelicalismo reformado de esquerda para o Brasil. E a única ponte entre a Coalizão do Evangelho e a VINACC é o próprio Nicodemus, que é um líder em ambos grupos.
Desde a década de 1990, especialmente através do meu livro “O Movimento Homossexual,” publicado pela Editora Betânia, tenho alertado os evangélicos brasileiros sobre a ideologia homossexual importada dos Estados Unidos. O que a Coalizão do Evangelho está fazendo para promover a ideologia de esquerda e a ideologia homossexual é um desserviço ao Evangelho no Brasil e nos Estados Unidos.
Em um artigo intitulado “Liberals May Win Control of Largest U.S. Protestant Denomination” (Liberais podem ganhar o controle da maior dos denominação protestante dos EUA) no site New American, o autor Alex Newman disse:
Um dos principais atuantes que ele identifica na medida para mudar fundamentalmente a Convenção Batista do Sul dos EUA e outras denominações historicamente conservadoras, como a Igreja Presbiteriana na América, é a chamada Coalizão do Evangelho. Essa aliança, que reúne vários líderes de igrejas ostensivamente conservadoras, parece muito conservadora — à primeira vista. Mas através de alianças com grupos controversos e filiações com ativistas controversos, o “fruto” que está surgindo é uma grande ameaça à fé cristã, argumenta Littleton. “A maioria das pessoas nas igrejas filiadas à Coalizão do Evangelho não tem ideia do que está acontecendo,” disse ele.
De acordo com Newman, muitos dos envolvidos na Coalizão do Evangelho trabalharam abertamente para sabotar o ex-presidente do Supremo Tribunal do Alabama, o juiz Roy Moore, em sua campanha ao Senado dos EUA, apesar de as evidências inocentando-o das alegações falsas sendo publicadas todos os dias. Eu fui um dos apoiadores oficiais do juiz Moore.
Newman acrescenta:
Ainda mais alarmante é o chamado movimento “Revoice,” que está trabalhando para normalizar a homossexualidade e a confusão de gênero ao tratar essas questões como parte da identidade de uma pessoa. No site Revoice, a missão é definida como “apoiar, encorajar e capacitar gays, lésbicas, pessoas atraídas pelo mesmo sexo e outros cristãos LGBT para que possam florescer enquanto guardam a doutrina cristã histórica do casamento e da sexualidade.”
Agora, bem no mês do Orgulho Gay nos EUA, Revoice está sendo promovida pela Coalizão do Evangelho. Há ligações diretas entre a Coalizão do Evangelho e a Revoice em termos de quem está envolvido nelas.
“Esse movimento [Coalizão do Evangelho] era visto como um movimento teológico reformado,” [Rev. Thomas] Littleton disse. “O problema é que é altamente ecumênico, altamente emergente e altamente político. Embora tenha sido mascarado como teologicamente conservador, não é de forma alguma conservador.”
A influência de Shaw na Coalizão do Evangelho é incontestável. Em um artigo da Coalizão do Evangelho, em uma lista sobre “O que podemos fazer?” sobre assistência aos cristãos homossexuais, Shaw colocou como o item número 1: “Devemos nos desculpar pela homofobia genuína no passado e no presente.”
Curiosamente, a luta contra a homofobia tem sido um item importante na agenda homossexual. Como cristão, como item principal de uma agenda cristã, eu recomendaria buscar incessantemente o Espírito Santo, sua presença e dons sobrenaturais — uma recomendação que sofreria a oposição de Nicodemus da Coalizão do Evangelho. Mais curiosamente ainda, nenhum líder da Coalizão do Evangelho protestou contra a prioridade de Shaw de “homofobia.” Essa é uma prioridade típica dos ativistas homossexuais.
Apesar de seus anseios óbvios de se relacionar com um homem, Shaw escolheu o celibato para a vida inteira e declara: “o celibato é uma coisa boa.” (p 107) Citando o professor católico Christopher West, Shaw escreve: “O celibato pelo reino não é uma declaração de que o sexo é ‘ruim.’ É uma declaração de que, enquanto o sexo pode ser incrível, há algo ainda melhor — infinitamente melhor! O celibato cristão é uma declaração corajosa de que o céu é real e vale a pena vender tudo para possuir.” (p. 112)
Parece uma analogia bastante estranha dizer que o celibato é melhor do que o sexo casado e, em seguida, apontar que Deus colocou o prazer sexual no casamento “para nos fazer querer ir para o céu.” Shaw disse:
“Deus criou os dois sexos — e o sexo — neste mundo como um trailer para a vida no mundo por vir. Para nos ajudar a entender o poder de seu amor por nós no aqui e agora, e o prazer que será nosso quando vivermos com ele e seu novo Céu e Terra. Como diretores de filmes colocam cenas românticas em seus trailers para nos fazerem querer ir ao cinema, Deus colocou o sexo neste planeta para nos fazer querer ir para o céu.” (p. 87)
Então, se o sexo como Deus pretendeu é tão bom, por que Shaw não pede ao Espírito Santo que o visite e ajude, libertando seus sentimentos e desejos de tentações homossexuais? Por que ele não procura irmãos em Cristo sobrenaturalmente capacitados pelo Espírito Santo para ajudá-lo em sua busca espiritual? Por que ele não busca a assistência de irmãos em Cristo que derrotaram os demônios da homossexualidade?
É muito óbvio que Shaw está confuso. Se o celibato é melhor do que o sexo casado, por que evitar algo que Deus colocou neste planeta para nos fazer querer ir para o céu?
Suas posturas são mornas. Elas não são conservadores e fingem não ser liberais. Elas buscam concessões, e o centro da concessão na Bíblia é ser morno. O que Jesus diz sobre cristãos mornos?
“Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.” (Apocalipse 3:16 NVI)
Se o celibato fosse uma terceira via de sucesso para os cristãos que não têm um poderoso encontro com o Espírito Santo para lidar com seus pensamentos e sentimentos homossexuais, a Igreja Católica seria um paraíso para esses cristãos. Não parece que muitos jovens escolheram o celibato através do sacerdócio católico para derrotar a homossexualidade apenas para acabar em horríveis pecados homossexuais? O celibato não está funcionando no cenário católico para resolver questões homossexuais de homens jovens.
Em 1 Coríntios 6:9-10, o apóstolo Paulo colocou homossexuais com outros pecadores que estão proibidos de entrar no Reino de Deus: idólatras, adúlteros, ladrões, gananciosos, beberrões, difamadores e vigaristas.
Então, se os homossexuais, na visão de Shaw, podem escolher o celibato para desfrutar da homossexualidade apenas em pensamentos e sentimentos sem praticá-lo, por que os idólatras, adúlteros, ladrões, gananciosos, beberrões, difamadores e vigaristas também não podem igualmente escolher o celibato para desfrutar de seus pecados apenas em pensamentos e sentimentos sem praticá-los?
Embora Shaw claramente adoraria estar em um casamento com um homem, ele escolheu o celibato porque sabe que a homossexualidade é pecado e também porque nunca encontrou nenhum ministério capacitado pelo Espírito Santo para ajudá-lo. Ou talvez, como pastor reformado, ele tenha um coração fechado às visitas sobrenaturais do Espírito Santo.
Somente o Espírito Santo pode ajudar um pastor reformado que claramente deseja ser casado com um homem.
No artigo “What conservative gay Christians want” (O que os cristãos gays conservadores querem) no jornal britânico The Spectator, Shaw disse: “Como pastor, pensei que ser aberto sobre minha sexualidade seria uma desqualificação para a função [ministerial].” É uma desqualificação e deveria ser uma desqualificação, mas incrivelmente e vergonhosamente, uma igreja reformada ordenou-o como pastor, mesmo com sua atração e desejos homossexuais.
Apesar do fato de que Nicodemus e outros calvinistas acusam os pentecostais e neopentecostais de colocarem experiências e sentimentos acima da Palavra de Deus, eles não colocaram sentimentos homossexuais acima da Palavra de Deus quando abraçaram, louvaram ou ordenaram Shaw como um pastor reformado com atração pelo mesmo sexo, que a Bíblia chamaria de tentações homossexuais?
Corretamente, em seu livro Shaw cita as seguintes Escrituras (da NVI):
Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante. (Levítico 18:22)
Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte. (Levítico 20:13)
Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. (Romanos 1:26-27)
Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. (1 Coríntios 6:9-10)
Também sabemos que [a lei] não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina. Essa sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito. (1 Timóteo 1:9-11)
No entanto, ele conclui imediatamente:
“Isso costumava convencer. Isso costumava ser um argumento plausível para a maioria. Ser evangélico sempre significou manter a verdade da ‘inspiração divina da Sagrada Escritura como originalmente dada e sua suprema autoridade em todos os assuntos de fé e conduta.’ E quando se trata da prática homossexual, essas Escrituras são bem claras. Evangélicos gostam de clareza, e esses versículos eram mais do que suficientemente claros para muitos, por anos. Todos nós sabíamos qual era nossa postura. Mas isso não é mais o caso. As coisas mudaram.”
O Espírito Santo, que transformou homossexuais em ex-homossexuais na Grécia crivada de homossexualidade através do ministério do apóstolo Paulo não mudou e seu empoderamento sobrenatural dos cristãos não cessou. Se os cristãos não buscam esse poder, eles não o encontram. Se eles buscam, eles encontram.
Basicamente, o que os cristãos podem interpretar no livro de Shaw é: ele não encontrou esse poder e quer, como pastor reformado, ensinar os evangélicos a se contentarem com uma vida sem tal poder e que as instruções da Bíblia sobre a homossexualidade se aplicam somente a atos, não a sentimentos e atrações. Cedo tarde, os seguidores de Shaw enfrentarão desastre.
Jesus disse:
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno. E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno.” (Mateus 5:27-30 NVI)
Jesus quis dizer que todos os atos, sentimentos e desejos sexuais, fora do casamento e não para o casamento, são pecado. Não é pecado fazer sexo com uma mulher, se você fizer isso dentro do casamento. Tudo o que está fora do casamento e não é para o casamento é pecado.
Entretanto, no caso homossexual, todo sexo, dentro e fora do casamento, é pecado, porque a homossexualidade não é sexualidade. É perversão da sexualidade.
Considerando que Jesus claramente abordou os desejos sexuais, seu comentário pode ser aplicado aos “cristãos” com sentimentos e desejos homossexuais:
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é abominação.’ Mas eu lhes digo: qualquer homem que olhar para um homem para desejá-lo, já cometeu abominação com ele no seu coração. Se o seu órgão sexual o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder seu órgão sexual do que seu corpo inteiro ir para o inferno.”
Hoje, os homossexuais são elogiados quando escolhem a mutilação para se engajar em pecados homossexuais. Por que não a mutilação, como Jesus apontou, para evitar os pecados homossexuais?
Contudo, penso que existe um caminho melhor do que uma terceira via e a mutilação. O Apóstolo Paulo disse sobre ex-homossexuais, ex-ladrões, ex-adúlteros e outros:
“Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.” (1 Co 6:11 NVI)
Alguns eram homossexuais, em atos, pensamentos, sentimentos e desejos. Mas eles foram lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.
Somente a atividade sobrenatural do Espírito Santo pode derrotar outras forças espirituais que estimulam a homossexualidade e outros pecados nas mentes, sentimentos e atos das pessoas.
John Wimber, que tinha uma visão calvinista com um sabor carismático, disse em seu livro “Power Healing” (Harper & Row, 1987, p. 118):
“Os demônios ganham uma cabeça-de-praia na vida das pessoas de várias formas. A primeira… é através do pecado. Raiva injusta, auto-ódio e ódio pelos outros, vingança, falta de perdão, lascívia, pornografia, transgressões sexuais, várias perversões sexuais (como travestismo, homossexualismo, bestialidade, sodomia) e abuso de drogas e álcool geralmente abrem as portas para a influência demoníaca.”
Os demônios geralmente operam influenciando sentimentos, desejos e atos.
Wimber disse em Power Healing (p. 123, 124):
“A maioria das pessoas que são demonizadas não tem consciência disso, mas há muitos sintomas presentes em pessoas demonizadas que nos ajudam a identificar os demônios: um problema com compulsões como… a homossexualidade…”
Ed Shaw, D. A. Carson e a Coalizão do Evangelho estão brincando com demônios quando defendem, contrariamente à Palavra de Deus, que é correto aceitar sentimentos e desejos homossexuais. Eles não estão promovendo o Evangelho em sua totalidade e verdade. Eles não estão promovendo a maravilhosa libertação que Jesus oferece no Evangelho. Eles estão promovendo o liberalismo teológico.
Existe uma óbvia falta de humildade. Se eles não têm o poder sobrenatural do Espírito Santo para ajudar cristãos oprimidos por demônios e sentimentos e desejos homossexuais, por que eles não encaminham esses cristãos oprimidos para igrejas abertas a esse poder? Por que ordená-los como pastores reformados?
O Espírito Santo está acima do liberalismo teológico.
Depois de ver vários líderes reformados na Coalizão do Evangelho apoiando o falso ensinamento de que os cristãos podem abraçar as tentações homossexuais em seus sentimentos e desejos, e depois de vê-los apoiando Hillary Clinton, meu único conselho vem da Bíblia:
“Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência.” (Efésios 5:6 NVI)
“No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” (2 Peter 2:1 ESV)
Com informações da Coalizão do Evangelho, New American, Canyonwalker, Patheos, The Spectator, 9Marks and Pastor Mathis.
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Mídia e políticos americanos se unem e pressionam por mais guerra

William Murray
Os Estados Unidos estão envolvidos em algum estado de guerra quase continuamente desde a Segunda Guerra Mundial. Algumas guerras foram importantes, como na Coréia e no Vietnã, e resultaram na perda de dezenas de milhares de militares americanos. Outras guerras, como em Granada e no Panamá, foram mais como ações policiais. As ações aéreas em uma dúzia de nações como Paquistão, Iêmen, Somália, Líbia e Síria não são consideradas pela maioria como um estado de guerra, embora realmente sejam. Os EUA têm forças militares terrestres na Síria hoje e estabeleceram bases lá — isso é um estado de guerra.
Contudo, depois de lutar até chegar a um impasse na Coréia, perdendo no Vietnã e não realizando nada na Líbia, Iraque e Síria além de destruir a infraestrutura dessas nações e criar um terreno fértil para grupos terroristas sunitas, os generais americanos agora têm um alto nível de confiança. Essa confiança excessiva — juntamente com o apoio dos neoconservadores no Congresso — pode levar a uma guerra devastadora contra a Rússia, a China ou ambos. E essas guerras podem facilmente levar ao uso de armas nucleares, porque tais guerras não podem ser vencidas no solo, apesar das incríveis vantagens tecnológicas das forças militares americanas.
A Rússia parece uma presa fácil para a elite militar americana. A Rússia tem uma população menos da metade da população dos Estados Unidos e um exército de apenas 270.000 soldados ativos. A Rússia tem apenas 1.046 aviões com capacidade de combate contra mais de 5.000 aviões de guerra americanos. Em conjunto com a OTAN, a vantagem americana no poderio aéreo é de cerca de 18 contra 1. A Rússia não teria escolha a não ser depender das suas capacidades nucleares para poder reagir a qualquer ação grande da OTAN.
Com o único impedimento sendo o poderio nuclear da Rússia, o Pentágono anunciou em 18 de janeiro planos para um arsenal nuclear “atualizado” que incluiria mísseis de cruzeiro nucleares com base no mar. Apesar das limitações no recrutamento de um exército profissional (voluntários pagos em vez de recrutas), a elite militar americana considera os Estados Unidos capazes de combater a Rússia na Europa e a China na Ásia ao mesmo tempo.
Oficialmente, mais de 200.000 militares americanos estão em bases no exterior. Esse número não inclui fornecedores militares, muitos dos quais são do tipo armado “Blackwater” pagos pelo Departamento de Defesa, CIA e outras agências. Os números oficiais são difíceis de conseguir, mas no Afeganistão sob o governo Obama, havia três fornecedores na zona de guerra para cada membro das forças armadas dos EUA. Aliás, durante o governo Obama, mais fornecedores militares morreram em ação no Afeganistão do que os militares.
Existem 800 bases militares americanas em nações estrangeiras, e o Pentágono afirma ter soldados ativos em 177 nações.
O poderio e o número absoluto de homens e máquinas disponíveis dão aos generais e políticos americanos a suprema confiança da vitória, apesar de não terem realizado nada além de um estado de caos no Afeganistão, Oriente Médio e Norte da África desde 2002, depois de gastar quase US$ 3 trilhões.
Lamentavelmente, os políticos americanos estão prontos e dispostos a investir dinheiro para ir à guerra. O orçamento militar oficial para o ano fiscal de 2017 foi de US$ 611 bilhões, mais do que a China, a Rússia, a Arábia Saudita, a Índia, a França, o Reino Unido, o Japão e a Alemanha juntos. O orçamento militar russo de 2017, incluindo a guerra na Síria, foi de US$ 70 bilhões e o da China foi de US$ 215 bilhões. O orçamento de 2018 dos EUA, mais do que o presidente Trump solicitou, é de mais de US$ 700 bilhões — uma impressionante proporção de 10 contra 1 da Rússia.
A retórica está sempre em alta. Um artigo publicado na edição de 18 de janeiro do jornal Wall Street Journal argumentou que “a política dos EUA deveria ser acabar com a República Islâmica (do Irã) antes de seu aniversário de 40 anos.” O editorial oficial do Wall Street Journal, no mesmo dia, pedia o aumento dos gastos militares. Um editor de opinião da Fox News, na mesma semana, pediu um bloqueio naval da Coreia do Norte, “projetado para lentamente sufocar a nação recalcitrante à submissão.”
Um artigo do jornal Washington Post escrito pelo senador Ted Cruz, do Texas, afirmou que era “hora de tomar a iniciativa, apavorar Kim Jong-un e estabelecer as condições nos termos americanos.” O secretário de Estado Tillerson disse inúmeras vezes que uma guerra com a Coreia está ficando “mais provável.”
É além de inacreditável que generais e políticos americanos acreditariam que a China permitirá um bloqueio naval ou um ataque militar contra uma nação com a qual compartilha uma fronteira. O presidente Trump promovendo uma guerra comercial com a China está um passo longe demais; uma guerra real com a China é de cerca de 100 passos longe demais, a menos que o povo americano esteja disposto a aceitar a volta do alistamento militar obrigatório e a contagem de baixas em centenas de milhares ou talvez milhões.
Em janeiro de 2018, tanto os líderes democratas quanto os republicanos estavam pressionando para que houvesse um confronto com a Coréia do Norte, Irã, Rússia e China. Os políticos e generais estão blefando? O que acontece se os generais russos, chineses, iranianos e norte-coreanos não acharem que as ameaças são vazias?
Declarações públicas que comparam o presidente Vladimir Putin a Adolf Hitler, cujas ações causaram a morte de talvez 50 milhões de pessoas, são totalmente insanas, mas mostram como, na realidade, a mídia e os políticos americanos apoiam a mentalidade de tempo de guerra. Até mesmo meios de comunicação anti-guerra como o Washington Post e a CNN agora trazem a retórica anti-russa a um nível não visto desde as caracterizações do Gen. Tojo do Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
Muito desse barulho político é lixo, porém ajuda na compra de maiores orçamentos militares que trazem empregos na indústria militar para quase todos os estados nos EUA. Mas aumenta também a chance de guerra.
A Rússia não vai invadir nem a Islândia nem a Suécia, mas ficará feliz em vender mais petróleo a essas nações; a Coreia do Norte não vai bombardear o Japão; o Irã não é uma ameaça existencial para nações nucleares armadas, como os Estados Unidos e Israel; a China não tem interesses territoriais, exceto o petróleo sob o Mar do Sul da China. No entanto, a guerra está se tornando cada vez mais provável com uma ou talvez todas essas nações, a menos que o tom e a gritaria de guerra da mídia e dos políticos dos EUA possam ser reduzidos.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Media & politicians unite, push for more war
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17 de junho de 2018

Como receber revelações que transformam vidas


Como receber revelações que transformam vidas

Mark Virkler
A meditação é simplesmente eu estudando mais? A meditação é algo da Nova Era ou uma técnica oriental? A resposta a ambas as perguntas é não!
A meditação bíblica é “o Espírito de Deus utilizando todas as faculdades do meu coração e mente, produzindo revelação que introduz transformação.”
Meditação é buscar atentamente a revelação de Deus, resultando em Deus se revelando a você.
É a glória de Deus esconder um assunto. É a glória dos reis procurar saber um assunto (Provérbios 25:2). Somos encorajados a orar para que os olhos de nossos corações sejam iluminados, para que possamos saber (Efésios 1:17-18).

Versículos com “Meditar” ou “Meditação” da Bíblia Novo Padrão Americano

1.      Isaque saiu para meditar no campo quase ao anoitecer (Gn 24:63).
2.      Este livro da lei não se desviará de sua boca, mas você deve meditar nele dia e noite, para que você possa ter o cuidado de agir de acordo com tudo o que está escrito nele; pois então você fará o seu caminho próspero e então você terá sucesso (Josué 1: 8).
3.      Trema e não peque; medite em seu coração em sua cama e fique quieto. Selá (Sl 4: 4).
4.      Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e meditar no Seu santuário (Sal. 27: 4). ).
5.      A minha boca falará sabedoria, e a meditação do meu coração será compreensiva (Sl 49: 3).
6.      Quando me lembro de Ti na minha cama, medito em Ti nas vigílias da noite (Salmos 63: 6).
7.      Recordarei minha música à noite; Meditarei com meu coração e meu espírito ponderará (Sl 77: 6).
8.      Meditarei em todo o Teu trabalho e meditarei nas Tuas obras (Sl. 77:12).
9.      Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam aceitáveis aos Teus olhos, ó Senhor, minha rocha e meu Redentor (Sl. 19:14).
10.  Que minha meditação seja agradável a Ele; quanto a mim, me alegrarei no Senhor (Sl 104: 34).
11.  Meditarei nos Teus preceitos e considerarei os Teus caminhos (Sl 119: 15).
12.  Faz-me entender o caminho dos Teus preceitos, por isso meditarei nas Tuas maravilhas (Sl 119: 27).
13.  E levantarei as mãos aos Teus mandamentos, que amo; E meditarei nos Teus estatutos (Sl 119: 48).
14.  Que os arrogantes sejam envergonhados, pois me subvertem com uma mentira; Mas eu meditarei em Teus preceitos (Sl 119: 78).
15.  Oh, como amo a Tua lei! É minha meditação o dia todo (Sl 119: 97).
16.  Tenho mais discernimento do que todos os meus mestres, pois os Teus testemunhos são a minha meditação (Sl 119: 99).
17.  Meus olhos antecipam as vigílias da noite, para que eu possa meditar na Tua palavra (Sl 119: 148).
18.  Recordo os dias do passado; Medito em todos os Teus feitos; Medito no trabalho das Tuas mãos (Sl 143: 5).
19.  No glorioso esplendor da Tua majestade e nas Tuas obras maravilhosas, meditarei (Sl 145: 5).

Quatro pilares fundamentais da meditação

Os quatro pilares fundamentais da meditação são: 1) uma atividade contínua, 2) o Espírito de Deus utilizando todas as faculdades do coração e mente, 3) resulta em revelação e 4) revelação que traz transformação.
1.      A meditação é uma atividade contínua. Meditamos em todos os lugares: na cama, no campo, no templo e enquanto trabalhamos. Nós meditamos o tempo todo: dia, tarde e noite. Meditação é o nosso estilo de vida (Filipenses 4:8). Meditamos em Deus e nas coisas que são dEle: Seu esplendor, Sua Majestade, Sua beleza, Sua Bíblia, Seus preceitos, Seus estatutos e Seus caminhos, Suas obras (como Sua criação, o mundo) e Suas atividades (as coisas Ele faz). Nós não meditamos no mal, na maldade ou nas obras de Satanás.
2.      A meditação envolve o Espírito de Deus utilizando todas as faculdades do coração e da mente. A meditação é o Espírito de Deus em nossos corações guiando cada faculdade em ambos os hemisférios do nosso cérebro. Nós nos aquietamos, usando música e/ou música instrumental e/ou nos vendo presentes com Ele (Atos 2:25) e cantamos, oramos, buscamos e perguntamos (inclusive levando nossas reclamações a Deus para receber Seu conselho). Nós falamos, conversamos, falamos baixinho, nos comunicamos, balbuciamos (provavelmente falamos em línguas), bradamos (ao inimigo e quando a revelação chega), choramos (nos arrependemos de nossos pecados), pensamos profundamente, consideramos, ponderamos, imaginamos e estudamos (estudar é bom quando estamos concentrados nesses outros aspectos da meditação). Sentimos a habitação do Espírito Santo clamando pela intimidade com o Pai (Gálatas 4: 6).
3.      A meditação resulta em revelação. Nós nos aquietamos em adoração e oração, pedindo por revelação (Ef 1:17,18), enquanto fixamos nossos olhos no Senhor (Atos 2:25), que revela a verdade aos nossos corações. Nós nos sintonizamos com pensamentos, visões, emoções e poder que fluem do Espírito Santo dentro de nós (João 7:37-39). Sentimos nossos corações ardendo com revelações quando Ele nos abre as Escrituras (Lucas 24:15-32). Sua palavra falada é poderosa (Isaías 55:11; João 6:63).
4.      Revelação traz transformação! Revelação ardente cria a verdade viva em nossos corações. Dizemos: “Sim, Senhor” a essas revelações, concordando com o que vemos Jesus fazendo e falando. Isso traz como resultado transformação em nós enquanto olhamos para Jesus em ação (2Co 3:18; 4:17-18).
Esses momentos de transformação podem ocorrer continuamente se meditarmos diariamente. Então, meditaremos diariamente para que nos tornemos a expressão radiante de Jesus e façamos nosso caminho próspero (2Co 3:18, 4:18; Hebreus 12:2; Josué 1:8).

Um processo de meditação de 7 passos que resulta em revelação

1.      Escreva: Eu copio o versículo à mão em um pedaço de papel ou cartão (Deuteronômio 17:18) e guardo-o para meditar, memorizar e falar baixinho durante o dia inteiro ou durante dias. Eu também registro esse versículo em meu diário de meditação (que pode ser escrito, digitado ou gravado verbalmente).
2.      Aquiete-se: Eu fico quieto na presença de Deus, amando-O através de música suave (2 Reis 3:15,16) e/ou orando em línguas (1 Coríntios 14:15), colocando um sorriso no rosto e imaginando Jesus comigo (Atos 2:25). Eu me sintonizo com os pensamentos, imagens e emoções que fluem dEle (João 7:37-39).
3.      Razão: Eu raciocino junto com Deus (Is 1:18), significando que o Espírito guia o meu processo de raciocínio: “Senhor, o que Tu queres me mostrar sobre qualquer uma das seguintes coisas: o contexto de um versículo, as definições de hebraico e grego das palavras-chave no versículo ou quaisquer entendimentos culturais?”
4.      Fale e Imagine: Eu reflito nas Escrituras, falando para mim mesmo suavemente várias vezes, até poder dizer com meus olhos fechados. Quando repito as Escrituras, permito-me vê-la com os olhos do meu coração. Eu noto que a imagem está em minha mente enquanto repito as Escrituras.
5.      Sinta o coração de Deus: Ao ver a foto acima, eu pergunto: “Senhor, o que este versículo da Bíblia revela sobre Teu coração para mim?” Sinto o coração dEle e anoto no meu diário.
6.      Ouça a Rhema de Deus: Eu me coloco na imagem desse versículo da Bíblia em minha mente. Eu pergunto: “Senhor, o que Tu estás falando comigo através deste versículo da Bíblia?” Sintonizo pensamentos e imagens que fluem (voz e visão de Deus), e registro esse diálogo em meu diário de mão dupla.
7.      Aja: Aceito esta revelação, arrependendo-me de qualquer pecado que seja oposto a ela e bradando contra qualquer obstáculo que esteja no caminho de sua implementação. Eu então a proclamo e ajo de acordo com ela.
Nossos corações ardem enquanto Ele caminha conosco, abrindo as Escrituras para nós (Lucas 24:32).
Somos transformados quando olhamos e vemos o que Jesus está fazendo (2Co 3:18).
O Espírito Santo guia o processo acima, levando a mais ou menos ênfase em qualquer um dos vários passos, de acordo com o desejo de Deus para o momento presente e as necessidades pessoais que temos. Então, permanecemos dependentes dEle em tudo isso.
Por exemplo, eu posso precisar de mais ou menos tempo para me acalmar em Sua presença ou mais ou menos tempo no “raciocínio” dirigido pelo Espírito, ou mais ou menos tempo em falar isso, ou sentir o coração de Deus nisso, ou anotar minha comunicação de duas vias, ou bradar para o inimigo tirar suas mentiras da minha cabeça e suas mãos do meu ser. Então permito que o fluxo do Espírito Santo me guie através dos passos desse processo de meditação.

Uma dúzia de erros a evitar ao meditar

1.      Acomodar-se com a atitude ocidental do “estudo” que é geralmente definido pelo homem controlando uma faculdade dentro de sua mente, enquanto a meditação bíblica é um processo muito mais completo e é definida como o Espírito Santo controlando todas as faculdades do coração e mente.
2.      Ter medo da palavra “meditação,” embora seja uma palavra usada muitas vezes nas Escrituras.
3.      Olhar para os falsos deuses do ego ou um Deus da Nova Era, em vez de fixar meus olhos em Jesus e pedir ao Espírito Santo para guiar as meditações do meu coração.
4.      Pensar que o processo de meditação ensinado nas Escrituras se relaciona apenas com a Bíblia e não com todas as obras e criação de Deus.
8.      Meditar em Satanás e suas obras ou na maldade da humanidade e suas obras. Em vez disso, medite apenas em Deus e em Suas obras, o que resulta em nos manter cheios de fé, esperança e amor.
5.      Não saber definir claramente a voz e a visão de Deus, que são reconhecidas como pensamentos e imagens que fluem. Não saber que posso ampliar essa revelação registrando em meu diário o fluxo que está chegando (como ensinado em detalhes no livro 4 Keys to Hearing God's Voice).
6.      Pensar que o objetivo da meditação é alcançar a quietude, ao invés de perceber que passamos pela nossa quietude para a revelação e poder do Senhor. O objetivo é se conectar com o Deus Todo-Poderoso.
7.      Expressar orgulho ao tentar provar que a minha posição é correta, ao invés de expressar mansidão, que é ter disposição para mudar de ideia, não importa o custo.
8.      Não estar disposto a explorar em profundidade todas as Escrituras em todos os aspectos de um tópico, mas procurar apenas versículos que sustentem minha posição preconcebida.
9.      Tomar a atitude do acusador, que é a de Satanás, ao invés da atitude do consolador, que é do Espírito Santo, e assim it contra as pessoas (ou o ego), ao invés de ficar ao lado delas.
10.  Fazer da meditação algo mais difícil do que uma criança pode fazer.
11.  Fazer da meditação um processo mecânico de sete passos rígidos, em vez de uma abordagem flexível guiada pelo Espírito Santo.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: How to Receive Life-Changing Revelation
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