7 de dezembro de 2018

Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional


Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional

Ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos diz que “mulher nasceu para ser mãe” e que ideologia de gênero “é morte”

Julio Severo
Com uma longa trajetória de defesa de causas pró-vida, Damares Alves, que é pastora pentecostal, foi crescendo e conquistando, por méritos próprios, espaços para articular e fortalecer movimentos pró-vida e em defesa de crianças indígenas ameaçadas de morte por costumes tribais que envolvem bruxaria. Ela se tornou assessora de vários deputados, depois assessora especial da Frente Parlamentar Evangélica e em seguida, assessora do Senador Magno Malta.
Bolsonaro e Damares Alves
Todos os que lhe deram cargos foi pelos méritos dela de grande motivadora e articuladora.
Sua trajetória fez tanto sucesso e alcançou tanto reconhecimento que não passou despercebido do Presidente Jair Bolsonaro, que decidiu nomeá-la como ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos.
De cara, ela preocupa as esquerdas por dizer, de acordo com a Folha de S. Paulo, que a mulher “nasceu para ser mãe,” seu “papel mais especial,” e dizer que elas estão em guerra com os homens é uma lorota feminista. 
A maior preocupação da Globo são as posturas de Damares contra o aborto. Uma manchete da Globo diz: “‘Nós queremos Brasil sem aborto,’ diz futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos.”
“O aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo para vocês que o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher,” disse Damares.
É com essas declarações pró-vida que ela ajudará o Ministério dos Direitos Humanos a proteger vidas, em vez de proteger políticas de morte e destruição.

Polêmicas

De acordo com a Globo, ela disse: “Nós queremos Brasil sem aborto. De que forma? Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar, que o aborto nunca seja considerado, e visto nessa nação, como um método anticonceptivo.”
Uma política de planejamento familiar mais abrangente e forte é parte do histórico e declarações também de Bolsonaro, que se diz católico, mas não se alinha à natureza do movimento pró-vida, que entende corretamente que a maioria dos métodos contraceptivos é microabortiva, embora sejam apresentados falsamente como “não abortivos.”
Os únicos métodos inteiramente não microabortivos são esterilização e planejamento familiar natural, que recomendo para todos os indivíduos que não querem nada com Deus.
Tanto Damares quanto Bolsonaro precisam de esclarecimentos sobre os malefícios da contracepção. Como dizia o Pe. Paul Marx, fundador de Human Life International, a maior organização pró-vida do mundo, a mentalidade contraceptiva leva à mentalidade pró-aborto.
Outra questão polêmica foi uma declaração dela à Globo, dizendo: “Que fique bem claro: se precisar, estarei nas ruas com as travestis. Se precisar, estarei na porta das escolas com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual.” Tal postura lhe valeu o apoio de Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI, que disse que não se opôs à nomeação dela como ministra. Toni tem histórico de denúncias contra mim e contra Silas Malafaia ao Ministério Público Federal.
Na verdade, não existe “orientação sexual,” termo usado pelas esquerdas para sustentar uma sexualidade fictícia, dando ares de normalidade às perversões e anormalidades do ativismo gay. Crianças jamais nascem homossexuais. Só nascem homens ou mulheres. O resto é perturbação e perversão. Embora a declaração de Damares, conforme citada ou mal-interpretada pelo Globo, faça parecer que haja apoio dela a um suposto desejo de crianças buscando ser homossexuais, sua atuação no ministério é que vai definir e mostrar sua real postura.
Fora a polêmica sobre contracepção microabortiva e “orientação sexual,” o currículo de Damares é impecável. Estranha, pois, que olavetes tenham se oposto ao nome dela. O olavete Bernardo Kuster, que abandonou a igreja evangélica para cultuar o olavismo, se apressou em indicar nomes para que Bolsonaro evitasse nomear Damares.
Tentativa inútil e descabida, pois mais de 100 organizações pró-família apoiaram a indicação de Damares.

Damares: Representando evangélicos, que no governo Bolsonaro estão subrepresentados

A rejeição do nome de Damares deixaria, no governo Bolsonaro, os evangélicos abaixo da subrepresentação em que eles já se encontram. Embora os evangélicos sejam reconhecidos (reconhecimento feito inclusive pelo petista Fernando Haddad e também por Benjamin Harnwell, que é sócio de Steve Bannon, adepto do ocultista islâmico René Guénon, o principal inspirador do alegado antimarxismo do astrólogo Olavo de Carvalho) como responsáveis principais pela vitória de Bolsonaro, são os olavetes que acabaram sendo indicados por Bolsonaro para ocupar os cargos ministeriais mais importantes. Resultado: Enquanto os olavetes estão ocupando no governo Bolsonaro muito mais cargos do que merecem, os evangélicos estão subrepresentados, ocupando pouquíssimos cargos.

Histórico de lutas

Contudo, no pouco espaço que têm no governo Bolsonaro, os evangélicos estão bem representados por Damares, cujo currículo extraordinário tem:
* Ela é fundadora da Atini, uma entidade que protege crianças indígenas. Há um costume indígena de matar crianças deficientes ou rejeitadas pelo feiticeiro da tribo. A FUNAI, sob governos esquerdistas, nunca fez nada para proteger essas crianças, preferindo em vez disso proteger o costume assassino. A ATINI acolhe e protege crianças em risco e também suas mães.
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional pela Cidadania Brasil Sem Aborto
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas
* Ela é coordenadora do Instituto Flores de Aço com sede Brasília que milita em defesa dos direitos da mulher.
* Ela é uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Dor, que atua na prevenção da automutilação e autolesão e do suicídio de jovens   crianças e adolescentes
* Ela é coordenadora da Campanha “Brasil Um País que Adota”
* Ela é membro do Programa Mundial Infância a Protegida
* Ela é co-idealizadora do Projeto Tekoê, que tem sede no Gama, DF, e que acolhe mães e crianças indígenas em situação de risco.

Quem é a ministra

Nascida em 1964, Damares Alves é uma mulher tipicamente nordestina. Filha de um pastor pentecostal e uma dona de casa, de nome Guilhermina, a nova ministra cresceu morando em diversas cidades do Nordeste.
Aos 6 anos de idade foi abusada sexualmente. Como seu pai era pastor e frequentemente hospedava em sua casa pastores e missionários, houve a fatalidade de um desses pastores abusar da hospedagem para cometer abusos sexuais contra a filha do anfitrião. Essa lição mostra a importância de os pais vigiarem os filhos em todo o tempo, mesmo quando estão na presença de pessoas supostamente confiáveis.
A consequência dos abusos impossibilitou que ela engravide. Vencendo as dificuldades, ela estudou e se formou como educadora e advogada, vindo a trabalhar como assessora da Frente Parlamentar Evangélica por muitos anos.
No Congresso Nacional ela sempre defendeu a bandeira dos direitos humanos. Ela teve a coragem de quebrar o silêncio e trazer para a sociedade e para o Congresso Nacional o debate sobre o infanticídio indígena e a falta de assistência médica e a dignidade humana das pessoas com deficiência em meio aos povos tradicionais.
Damares é uma evangélica especial que detecta uma boa causa de longe e articular para essa boa causa se expandir. Em 2003, ela pegou meu livro “O Movimento Homossexual” e mostrou numa reunião da Frente Parlamentar Evangélica, me apresentando a todos os deputados evangélicos.
Embora eu já atuasse diretamente no Congresso Nacional desde 1992, participando com a liderança católica pró-vida de audiências e eventos parlamentares, foi Damares quem articulou minha estreia oficial na bancada evangélica. Logo em seguida, fiz a palestra de abertura da primeira conferência oficial da Frente Parlamentar Evangélica e deputados começaram a citar meu livro em seus discursos na tribuna do Congresso Nacional.
Damares é a grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional, tendo sido, por muitos anos, a mulher que nos bastidores agilizou a Frente Parlamentar Evangélica. Agora, no ministério de Mulheres, Família e Direitos Humanos não será diferente.
Com informações de Globo, Folha de S. Paulo e GospelPrime.
Leitura recomendada sobre Damares Alves:
Leitura recomendada sobre governo Bolsoanro:

6 de dezembro de 2018

A incrível história de como o presidente George H.W. Bush se tornou pró-vida


A incrível história de como o presidente George H.W. Bush se tornou pró-vida

Brad Mattes
Comentário de Julio Severo: Fico contente que o presidente George H.W. Bush tenha se tornado pró-vida com a ajuda do Dr. Jack Willke, que produziu o melhor manual pró-vida dos EUA. Willke faleceu em 2015, mas tive oportunidade de conhecê-lo pessoalmente em 1999 num grande congresso pró-vida, ganhando dele seu manual e outros livros autografados.
Dr. Jack Wilke e George H. W. Bush
Grande parte do mundo está assistindo enquanto ocorre o funeral de chefe de estado do ex-presidente George H.W. Bush. Os EUA fazem um bom trabalho honrando os líderes mais elevados da nação quando Deus os chama para o Céu.
Tanto como vice-presidente e presidente, George H.W. Bush era fortemente pró-vida. Mas nos primeiros dias da eleição de Ronald Reagan em 1980, isso estava longe de ser o caso.
George H.W. Bush apoiava o aborto como candidato a presidente, uma das razões pelas quais Reagan prevaleceu sobre ele. Quando Ronald Reagan nomeou Bush para concorrer com ele durante a Convenção Republicana, houve uma decepção considerável entre militantes pró-vida.
O Dr. Jack Willke, meu ex-colega e fundador do Life Issues Institute, era então presidente do Comitê Nacional do Direito à Vida. Ao ouvir a notícia de uma chapa Reagan/Bush, ele foi ao hotel que servia como sede do Partido Republicano e pediu para ver Bush. Em vez disso, ele foi apresentado a Bill Casey, diretor da campanha de Reagan, que veio a ser o diretor da CIA. Jack explicou a necessidade de ver Bush e Casey concordou. Ele foi levado a uma sala onde ficaram apenas os dois.
Jack enfatizou para Bush a necessidade de eleger Ronald Reagan, ele transmitiu a complicação de ter um companheiro de chapa que apoiava o aborto e sugeriu ao candidato que ele o informasse sobre a questão do aborto. Bush começou a compartilhar sua opinião sobre o assunto, mas Jack o interrompeu dizendo que preferia ouvir a posição de Bush sobre o aborto depois da reunião informativa.
Então Jack acrescentou: “Preciso de quatro horas para informá-lo cuidadosamente.” Bush reagiu com um leve choque, mas ele continuou. “Nós representamos muitos americanos pró-vida. Se pudermos dizer a eles que você acha que esse assunto é muito importante, que você dedicou uma quantidade substancial de tempo para ser informado, isso causará uma impressão favorável em nosso pessoal.” Bush respondeu: “Seu argumento é válido. Vamos fazer isso.”
Jack pressionou ainda mais, pedindo para trazer alguns líderes pró-vida depois do almoço para discutir a campanha. Bush concordou.
Algumas semanas depois, Jack estava sentado no sofá da casa de Bush em Kennebunkport, Maine, com um projetor de slides entre eles.
Usando imagens eficazes, Jack introduziu o candidato a vice-presidente à beleza da vida no útero, bem como a realidade chocante do que o aborto faz com os bebês e suas mães. Eles também discutiram os principais argumentos a favor e contra o aborto.
No final de seu tempo juntos, Jack então perguntou a Bush qual era a posição dele sobre o aborto. Bush sorriu, percebendo a estratégia do tempo juntos. “Eu não tinha essa postura antes, mas agora tenho. Apoiarei uma emenda à Constituição para proibir o aborto e derrubar a decisão Roe versus Wade, como uma emenda de direitos de cada estado.”
Missão cumprida!
Essa reunião mudou o curso da história e muitos bebês estão vivos hoje por causa das políticas pró-vida do governo do Presidente George H.W. Bush. Você pode assistir ao Dr. Willke contar essa história em uma breve entrevista em inglês aqui.
O presidente Bush manteve sua palavra.
Como presidente, ele orientou seu ministro da Justiça a pedir ao Supremo Tribunal que revogasse suas decisões pró-aborto na decisão Roe versus Wade e um caso posterior que reafirmava Roe, Webster versus Serviços de Saúde Reprodutiva.
O presidente Bush trabalhou para limitar os financiamentos da lei Título X para organizações que promovem o aborto e manteve a política da Cidade do México, que impede que o dinheiro do contribuinte americano de impostos financie a indústria do aborto no exterior.
O presidente Bush também usou sua autoridade de veto para proteger bebês em gestação. Ele vetou todo um projeto de lei de gastos quando os democratas do Congresso tentaram afrouxar a Emenda Hyde. No geral, ele apresentou 10 vetos de contas que não tinham proteção para os bebês em gestação.
E ele fez proclamações anuais de santidade da vida. A declaração do presidente Bush em 1991 dizia aos americanos que seu governo “defendia alternativas compassivas ao aborto, como ajudar as mulheres em crise através de maternidades, encorajando adoção, promovendo educação para abstinência e aprovando leis que exigem notificação dos pais e períodos de espera para menores.”
Nós nos juntamos à nação no luto por este homem bom e decente. Sua conversão pró-vida é um testemunho permanente do poder da educação, a base sobre a qual as vitórias políticas e legislativas pró-vida são construídas.
Por favor, mantenha a família do Presidente George H.W. Bush em suas orações.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês de LifeNews: The Amazing Story of How President George H.W. Bush Became Pro-Life
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5 de dezembro de 2018

O que é que eles têm feito? Neocons que nunca vão à guerra pedem agressivamente guerras nas quais jovens inocentes têm de lutar no lugar deles


O que é que eles têm feito? Neocons que nunca vão à guerra pedem agressivamente guerras nas quais jovens inocentes têm de lutar no lugar deles

John Duncan
O aniversário de 100 anos da assinatura do Armistício que terminou a Primeira Guerra Mundial gerou muitas discussões e artigos sobre a chamada “Grande Guerra.”
Os neoconservadores adoram provocar guerras e enviar jovens inocentes para lutar enquanto eles mesmos ficam confortavelmente sentados em suas poltronas, sem pisar em campo de batalha. A maioria deles, que tão ansiosamente conduziram os EUA à desastrosa guerra no Iraque, aparentemente quer ser considerada como Winston Churchills dos tempos modernos.
Eles podem ficar muito surpresos ao ler a grande biografia de Woodrow Wilson, de Scott Berg, que cita Churchill dizendo: “Os Estados Unidos deveriam cuidar de seu próprio país e ficar de fora da Guerra Mundial,” querendo dizer a Primeira Guerra Mundial.
Churchill disse a William Griffin, editor do jornal New York Enquirer em agosto de 1936: “Se os EUA não tivessem entrado na guerra, os Aliados teriam feito as pazes com a Alemanha na primavera de 1917. Se tivéssemos feito a paz, então não teria havido nenhum colapso na Rússia seguido pelo comunismo, nenhum colapso na Itália seguido pelo fascismo, e a Alemanha não teria… entronizado o nazismo.”
É incrível a frequência com que uma guerra leva ou causa outra.
É também impressionante como aqueles que nunca lutaram na guerra podem se empenhar em mandar outros para lutar e até serem mortos ou mutilados.
O que mostra tristemente a condição dos EUA é que na sua recente história de guerras desnecessárias, mas aparentemente permanentes, o presidente mais anti-guerra que os EUA tiveram nos últimos 70 anos foi Dwight D. Eisenhower, um militar de carreira e líder na Segunda Guerra Mundial.
As palavras mais famosas de Eisenhower vieram em seu discurso de despedida no final de sua presidência, quando ele advertiu contra os excessos do complexo militar-industrial.
Acredito que ele ficaria chocado com o fato de que os EUA foram longe no militarismo excessivo que ele orientou os americanos a evitar.
Menos famosas são as palavras de seu primeiro grande discurso como presidente quando ele falou à Sociedade Americana de Editores de Jornais em abril de 1953.
Nesse discurso, ele chamou a paz de “a questão que mais urgentemente desafia e exige a sabedoria e a coragem de todo o nosso povo.”
Ele acrescentou: “Cada arma que é feita, cada navio de guerra lançado, cada foguete disparado significa, no sentido final, um roubo contra aqueles que têm fome e não são alimentados, contra aqueles que estão com frio e não são vestidos.”
O presidente Donald Trump parece ter bons instintos. Depois de ter se manifestado contra a guerra no Iraque, ele disse que os EUA não deveriam pagar tantas contas de defesa militar de outros países.
Igualmente importante, em dezembro de 2016, cinco semanas depois de vencer a eleição, ele criticou o programa F-35 de US$ 400 bilhões e disse que haveria uma “restrição vitalícia” aos altos oficiais militares que vão trabalhar para a indústria bélica, a famosa porta giratória o Pentágono.
No entanto, o presidente até agora não trouxe de volta para os EUA nenhum número significativo de tropas americanas que estão em outros países. Ele também tem se gabado de seus grandes aumentos em gastos militares.
Os gastos militares americanos mais do que dobraram desde o ano 2000. Eu me opus à maioria dos programas do presidente Barack Obama, mas é falso dizer que ele dizimou as forças armadas quando os gastos militares aumentaram tanto no governo de Bush quanto no governo de Obama.
Segundo algumas estimativas, os EUA têm hoje gastos militares, ou relacionados à indústria bélica, de quase US$ 1 trilhão por ano. Além disso, o Congresso concedeu ao Departamento de Defesa mais de US$ 200 bilhões em alívio dos tetos orçamentários ineficazes que vigoraram entre 2013 e 2017.
Agora, é claro, os EUA estão entrando em seu 18º ano de guerra no Afeganistão, estão apoiando a guerra dos sauditas no Iêmen e estão operando 800 bases militares no mundo inteiro.
Os neocons americanos — que são muito determinados, mas muito tolos — não se envergonham nem um pouco dos erros da política externa no Iraque, e continuam exigindo sanções e ações cada vez mais duras contra o Irã.
Stephen Kinzer, antigo correspondente no exterior do New York Times, escreveu que “a intervenção violenta (da CIA) no Irã pareceu uma boa ideia em 1953, e por um tempo pareceu ter sido bem-sucedida. Agora, porém, está claro que essa intervenção não apenas trouxe ao Irã décadas de tragédia, mas também colocou em movimento forças que minaram gravemente a segurança nacional americana.”
Ele acrescentou que “os resultados foram exatamente o oposto daquilo que os líderes americanos haviam esperado.”
Essas palavras poderiam ser aplicadas a quase tudo o que os EUA fizeram no Oriente Médio nos últimos anos. As guerras desnecessárias e outras iniciativas diplomáticas dos EUA causaram muito mais danos do que benefícios e criaram ainda mais inimigos para os EUA.
Muitos membros do Congresso sentem receio de votar contra ou até criticar os gastos militares por medo de serem chamados de antipatrióticos. Espero que mais membros do Congresso comecem a perceber que as recentes guerras dos EUA tiveram mais a ver com dinheiro e poder do que qualquer ameaça real a essa nação.
E eu gostaria que eles considerassem as palavras do colunista John T. Flynn, escritas em 1956, sobre o que ele chamou de “ocupação profissional corrupta” de usar dinheiro do governo para comprar votos.
“Em busca dessa ocupação profissional corrupta,” escreveu Flynn, “os políticos são confrontados pelo problema de encontrar atividades defensáveis nas quais gastar. Deve haver visibilidade no gasto de alguma utilidade para justificar os impostos pesados. É claro que a mais antiga ocupação profissional corrupta para gastar o dinheiro das pessoas é a instituição do militarismo.”
Precisamos de mais pessoas para atender às ordens da Bíblia, que nos orienta tanto no Antigo Testamento como no Novo a “buscar a paz e persegui-la” (Salmos 34:14 e 1 Pedro 3:11).
John “Jimmy” Duncan, que é membro do Partido Republicano, é deputado federal dos EUA pelo Estado do Tennessee.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site The American Conservative (O Conservador Americano): What the ‘Neocon Chickenhawks’ Have Wrought
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4 de dezembro de 2018

O movimento ocultista de Steve Bannon, Brasil e evangélicos conservadores


O movimento ocultista de Steve Bannon, Brasil e evangélicos conservadores

Julio Severo
Steve Bannon não fala muito sobre o Brasil e as forças que levaram a uma vitória conservadora de Jair Bolsonaro, hoje presidente do Brasil.
Eduardo Bolsonaro, filho do presidente do Brasil, com Steve Bannon
É normal que um indivíduo com um histórico ocultista não fale muito sobre seus motivos e intenções ocultistas. Tal é o caso de Bannon, que tem um histórico ocultista, especialmente com o seu fascínio pelo ocultista islâmico René Guénon, o fundador da Escola Tradicionalista.
Bannon se encontrou com Eduardo Bolsonaro, filho do presidente do Brasil, em agosto passado, que registrou seu encontro em seu Twitter dizendo: “Foi um prazer conhecer STEVE BANNON, estrategista da campanha presidencial de Donald Trump. Tivemos uma ótima conversa e temos a mesma cosmovisão. Ele disse ser um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças, especialmente contra o marxismo cultural.”
Ambos negaram envolvimento em qualquer projeto. No final de novembro, os dois se encontraram novamente: Bolsonaro participou da festa de aniversário de Bannon. Quando você encontra alguém às vezes, pode haver um grau de amizade. Mas quando você vai à festa de aniversário dele, o grau de amizade é certamente muito alto.
Ambos podem negar qualquer envolvimento e associação, mas se os evangélicos foram centrais para a vitória de Bolsonaro, suas orações serão eficazes e acontecerá o que Jesus disse: “Nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia.” (Marcos 4:22 King James Atualizada)
Uma pequena revelação veio através de Benjamin Harnwell, que foi entrevistado pelo Intercept. Harnwell dirige o Instituto Dignitatis Humanae (conhecido também como Instituto da Dignidade Humana), que em 2014 convidou Bannon como um de seus principais palestrantes em uma conferência no Vaticano, onde Bannon uniu René Guénon e Julius Evola e “conservadorismo”.
Na entrevista, intitulada “Conversamos com o sócio de Steve Bannon em escola na Itália que busca guinar o mundo à direita,” o Intercept disse que “Eduardo Bolsonaro… declarou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no começo de novembro que pretende construir uma conexão com o The Movement.” O Movimento é uma organização fundada por Bannon para promover o tradicionalismo.
O Intercept disse que a ligação entre O Movimento e o Instituto da Dignidade Humana “está nas mãos e no cérebro de Bannon,” que é “a espinha dorsal do instituto.”
Provavelmente, a intenção de Bolsonaro de construir sua conexão com O Movimento já está acontecendo, e o próprio Intercept disse: “Há tempos se suspeita que exista alguma ligação entre Bannon e Bolsonaro.” O presidente brasileiro nomeou como seu ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que diz abertamente que seu tradicionalismo é baseado em Guénon e Evola, que “aliara-se a Benito Mussolini, e suas ideias se tornaram a base da teoria racial fascista; mais tarde… as ideias de Evola ganharam força na Alemanha nazista,” de acordo com Joshua Green, autor do livro “Barganha do Diabo: Steve Bannon, Donald Trump e a Invasão da Presidência” (“Devil’s Bargain: Steve Bannon, Donald Trump, and the Storming of the Presidency,” Penguin Publishing Group, 2017).
A nomeação de Araújo pode ser um sinal de que a influência guenoniana de Bannon está entrando discretamente no Brasil, como sugerido por Intercept.
O tradicionalismo é bom quando tem uma boa base. Tradicionalismo e conservadorismo de acordo com a Bíblia são excelentes, embora Jesus Cristo frequentemente condenasse os tradicionalistas e seu tradicionalismo. Sim, tradicionalistas na época de Jesus eram pró-vida, pró-família e contra ideias que hoje seriam consideradas marxistas. Mas quando o tradicionalismo toma o lugar em nossas vidas que pertence a Deus, vira inimigo de Deus. É por isso que Jesus criticava os tradicionalistas e seu tradicionalismo.
Por isso, até mesmo quando o tradicionalismo é baseado na Bíblia, como o tradicionalismo dos fariseus era, não é garantia de que seja bom.
Mas o tradicionalismo, o conservadorismo e o catolicismo promovidos por Bannon estão de acordo com Guénon.
Vamos abordar a importante entrevista de Benjamin Harnwell no Intercept.
Harnwell disse: “[Steve Bannon] é nosso padroeiro e o principal ponto de referência. É ele quem escolhe os professores e foi ele quem decidiu que a escola deveria se chamar Academia judaico-cristã.”
Você poderia dizer que é oportunismo um indivíduo com um histórico no ocultismo de René Guénon usar uma imagem “judaico-cristã” em seus movimentos e iniciativas. Você está certo, e Trump demitiu Bannon exatamente por oportunismo.
Oportunismo é uma característica inconfundível do tradicionalismo de Guénon. Aliás, Olavo de Carvalho, que é um antigo promotor de Guénon no Brasil e Rasputin de Bolsonaro, disse: “Não é por nada não, mas raramente encontrei pessoas tão sofisticadamente falsas e mentirosas como nos meios ditos ‘perenialistas.’” Os adeptos de Guénon são conhecidos como tradicionalistas ou perenialistas.
Contudo, ao mencionar que o escritor evangélico C. S. Lewis chamava Guénon de charlatão, Carvalho prontamente defendeu o fundador da Escola Tradicionalista, declarando, com sua língua sofisticadamente falsa e mentirosa, que “Guénon nunca foi charlatão.”
Eu só conheci Carvalho em 2002 porque eu era ativo no movimento pró-vida desde a década de 1980, tendo contatos com líderes católicos e evangélicos pró-vida conservadores no Brasil e nos EUA, inclusive o Pe. Paul Marx, o fundador da Human Life International, a maior organização pró-vida católica do mundo.
Pelo fato de que eu achava que Carvalho era apenas um católico lutando contra o aborto e a agenda gay, trabalhei, gratuitamente, em seu site “tradicionalista” por mais de dez anos. Antes do meu envolvimento com Carvalho, eu já costumava escrever para o Providafamilia, o maior site católico pró-vida no Brasil. Eu costumava trabalhar também para o JesusSite, o maior site evangélico do Brasil no início dos anos 2000.
Por mais de 10 anos vi Carvalho promovendo Guénon e aconselhando seus seguidores a ler os livros Guénon. Eu nunca segui suas recomendações de livros, porque eu suspeitava ocultismo. Mas o que fazer? O sincretismo é muito comum no catolicismo brasileiro e eu achava que Carvalho era apenas mais um católico sincrético. Os adeptos de Guénon, tradicionalistas e perenialistas exploram essa ligação católica com o sincretismo no Brasil para esconder a si mesmos e suas intenções debaixo de uma capa católica.
Os adeptos de Guénon, tradicionalistas e perenialistas são, na verdade, “sofisticadamente falsos e mentirosos.”
Portanto, não é de admirar que Harnwell, Bannon e Carvalho se identifiquem como “católicos” e, com essa capa, atraiam facilmente os católicos. O presidente do Instituto da Dignidade Humana é o cardeal Raymond Leo Burke, “conhecido como o inimigo número um do papa Francisco” (The Intercept). O que um líder católico ganha lutando contra o marxismo enquanto está preso por forças ocultistas?
Católicos como Francisco estão na armadilha marxista, mas católicos como Burke são incapazes de ver que caíram na armadilha antimarxista do ocultista Guénon.
O Intercept perguntou a Harnwell: “Mas na América Latina, principalmente no Brasil, é a bancada evangélica, e não católica, a de mais peso no Congresso. Como é a relação de vocês com os evangélicos?”
Harnwell respondeu: “A aliança com os evangélicos pode ser a resposta que procuramos… Eu ficaria muito feliz em poder trabalhar estreitamente com os evangélicos… Veja, por exemplo, são os evangélicos que estão apoiando o governo Trump, são os evangélicos que são contra o aborto no Brasil… O catolicismo deixou o campo de batalha.”
Assim, o movimento de Bannon, ou adeptos de Guénon ou tradicionalistas ou perenialistas estão buscando uma aliança com os evangélicos brasileiros. Voltemos a Carvalho. Quando ele começou seu site “católico,” não havia colunistas evangélicos ali. Quando seu site me convidou para ser o primeiro colunista evangélico, por amor à causa pró-vida eu aceitei, pensando que estava tendo apenas uma aliança com católicos pró-vida. Não percebi que estava sendo usado a atrair líderes evangélicos. Trump foi muito mais esperto do que eu, porque ele percebeu que estava sendo usado por Bannon.
Harnwell também disse: “Os evangélicos ajudaram a eleger Bolsonaro presidente do Brasil. Após ser divulgado o resultado do primeiro turno, a primeira declaração dada pelo então candidato à presidência pelo PSL foi de agradecimento aos líderes evangélicos.”
Curiosamente, Harnwell, que disse que Bannnon é o padroreiro de seu instituto, reconhece que os evangélicos foram vitais para Bolsonaro e que, em sua primeira declaração após o primeiro turno, quando ele estava em extrema necessidade dos votos dos evangélicos, Bolsonaro agradeceu a eles. Mas Harnwell não mencionou que, imediatamente após o segundo turno, quando a vitória de Bolsonaro foi confirmada e ele não precisava mais depender dos evangélicos, em sua primeira declaração ele não agradeceu a nenhum líder evangélico. Ele agradeceu especificamente a um adepto de Guénon — Olavo de Carvalho.
Depois do primeiro turno, Bolsonaro se lembrou dos evangélicos. Depois do segundo turno, ele se esqueceu deles e se lembrou de um guenoniano. Mas os esquerdistas sabem muito bem quem deu a vitória a Bolsonaro. Fernando Haddad, o candidato presidencial de esquerda que foi derrotado por Bolsonaro, reconheceu que o maior fator responsável por sua derrota nas urnas foi o “fenômeno evangélico.”
Bolsonaro já nomeou seus ministros mais importantes, e nenhum deles é evangélico. Os dois principais são guenonianos.
Bolsonaro tem sido elogiado como um presidente que colocará o Brasil em uma amizade e parceria mais próximas com os EUA e mudará a embaixada brasileira para Jerusalém. Essas duas medidas podem ser vistas como passos totalmente novos para os brasileiros não evangélicos, mas de forma alguma são novos para os evangélicos.
Como evangélico, sempre apoiei Jerusalém como a capital de Israel. Não surpreendentemente, as duas únicas nações que mudaram suas embaixadas para Jerusalém são nações com um presidente evangélico: os EUA e a Guatemala.
Sobre amizade com os EUA, como evangélico brasileiro sempre vi americanos — em igrejas evangélicas. Durante toda a minha vida como evangélico, tenho visto e ouvido evangélicos americanos visitando o Brasil e pregando em igrejas evangélicas. As igrejas evangélicas brasileiras têm uma amizade inquebrável com os evangélicos americanos.
A influência dos evangélicos americanos — de Rex Humbard e Billy Graham a Pat Robertson — é poderosa em minha vida e na vida de outros evangélicos. Os evangélicos americanos são uma parte vital da minha vida.
Enquanto Bolsonaro quer que o Brasil não-evangélico tenha amizade com os EUA, a comunidade evangélica brasileira sempre teve — sem interrupção — amizade e parceria com evangélicos americanos. Meu caso não é exceção: tenho tido contato com americanos conservadores, inclusive pastores e até generais, desde a década de 1980.
O Brasil evangélico é um amigo natural dos Estados Unidos. O Brasil católico — o Brasil é o maior país católico do mundo — não tem a experiência de ver regularmente conservadores americanos em suas igrejas.
O Intercept perguntou a Harnwell: “Falando em evangélicos brasileiros, eles são a base de apoio de Bolsonaro. O senhor o conhece?” Ele respondeu: “Eu ouvi falar muito bem dele. O Bannon, para quem sempre peço conselhos, me falou muito bem de Bolsonaro.”
Ocultistas nunca revelam seus planos, porque o negócio dos ocultistas é manter seus negócios ocultos.
Mesmo assim, a entrevista de Benjamin Harnwell ao Intercept nos dá algumas “revelações”:
* Confirma que os evangélicos, não os guenonianos (Bannon ou Carvalho), foram vitais para a vitória de Bolsonaro.
* Confirma que Eduardo Bolsonaro está construindo uma conexão entre o governo de Bolsonaro e O Movimento de Bannon.
* Confirma que adeptos de Guénon ou tradicionalistas ou perenialistas estão buscando uma aliança com os evangélicos brasileiros.
Tal aliança perigosa é possível, por causa de Carvalho, que tem promovido o tradicionalismo guenoniano sob a capa de catolicismo e de filosofia conservadora. Especialmente porque mais de 15 anos atrás, um evangélico brasileiro chamado Julio Severo aceitou um convite do site “conservador” Mídia Sem Máscara de Carvalho para ser usado para atrair evangélicos. Agora o nome de Carvalho é conhecido como “católico conservador” entre os evangélicos.
Mais do que qualquer outra pessoa no mundo evangélico, compreendo a força enganadora, abusiva e destrutiva do tradicionalismo guenoniano.
Entretanto, Jair Bolsonaro, que nomeou guenonianos em seu governo em detrimento dos evangélicos que o elegeram, não compreende tal força.
Eduardo Bolsonaro, tirando proveito da influência de seu pai, está usando a política externa brasileira como seu playground pessoal, pensando que os guenonianos são seus novos brinquedos. Mais cedo ou mais tarde ele descobrirá que ele é o brinquedo deles.
Trump veio a ver que ele estava sendo usado por Bannon. Eu vim a ver que eu estava sendo usado por Carvalho. Minha oração é que o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos possam ver que eles também estão sendo usados pelos guenonianos.
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