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2 de maio de 2014

Copa do mundo: Traficantes oferecendo voo, hotel, copa e escravas sexuais por 12 mil dólares


Copa do mundo: Traficantes oferecendo voo, hotel, copa e escravas sexuais por 12 mil dólares

Heather Sells e Efrem Graham/CBN News               
Comentário de Julio Severo: A TV CBN, de Pat Robertson, estará transmitindo ao Brasil um alerta, em forma de um anúncio educativo, mostrando os perigos ocultos da Copa do Mundo, especialmente prostituição e abuso sexual de crianças. A Copa não será motivo de comemoração e festa para os cristãos. É tempo de orar e vigiar, na presença de Deus, não da tela de futebol, pois vidas inocentes estarão na mira da destruição. Pude colaborar um pouco com esse esforço da CBN, indicando pessoas para as entrevistas que serão mostradas nas próximas semanas, num alerta do lado sombrio e criminoso da Copa. Não olhe pois para o futebol. Olhe para as crianças ameaçadas.
O Brasil espera atrair mais de meio milhão de fãs para a Copa do Mundo neste ano e captar bilhões de dólares de turismo.
Os traficantes sexuais também estão planejando lucrar de um mercado já muito rentável ali e torná-lo ainda mais lucrativo neste ano. Seu modelo de negócio pervertido liga o futebol internacional à exploração sexual de crianças.
“Você pode ir online e ver 12 e 10 mil dólares para o voo, o hotel, o jogo — e a menina,” Diego Traverso, gerente de programas anti-tráfico na América Latina para a Operação Bênção, disse a CBN News.
Muitos acreditam que mostrar para turistas e brasileiros exatamente como o tráfico afeta crianças antes do início dos jogos é o melhor jeito de combatê-lo.
Essa é a ideia por trás de um documentário que a Operação Bênção da CBN lançará no próximo mês no Brasil.
“Estamos tentando levantar o estigma contra isso e educar o povo que está vindo para a Copa do Mundo que isso não é um serviço que você pode comprar sem consequências, que essa crianças estão presas num inferno,” David Darg, vice-presidente de Operações Internacionais da Operação Bênção, explicou.
“Vemos crianças brasileiras de 12 ou 11 anos falando que se você não perdeu sua virgindade aos 11 anos você tem um problema — que algo está errado com você,” continuou ele. “Vejo muitos, muitos casos de mães vendendo suas filhas para vizinhos, na rua, levando-as para a rua, ensinando-as o negócio, para sobreviver.”
Traverso disse que essa mentalidade torcida combinada com a pobreza criou a tormenta perfeita no Brasil, que agora leva uma reputação internacional de tráfico sexual de crianças.
A Operação Bênção espera transmitir seu documentário na televisão nacional brasileira, e também produzirá uma vídeo curto para as empresas aéreas que trarão os fãs da Copa do Mundo para os jogos.
A Operação Bênção também está trabalhando com outros ministérios para alcançar os fãs diretamente nos locais e falar abertamente contra a tragédia do tráfico.
Traduzido por Julio Severo do artigo da revista Charisma: Traffickers Offering Flight, Hotel, World Cup—and Sex Slave—for $12,000
Leitura recomendada:

18 de setembro de 2012

O americano arrogante e insensível, que viaja por outros países fazendo o que quer: o tráfico sexual que humilha os Estados Unidos


O americano arrogante e insensível, que viaja por outros países fazendo o que quer: o tráfico sexual que humilha os Estados Unidos

Albert Mohler
(AlbertMohler.com) — A revolução sexual das últimas décadas transformou qualquer conversa pública sobre sexo e sexualidade. Os revolucionários dirigiram sua atenção para a desmantelação de um edifício inteiro de moralidade sexual que estava basicamente intacto por mais de 2.000 anos.
Em determinada altura da revolução sexual, fizeram-se campanhas para legalizar a prostituição como um “crime sem vítima”, um termo que qualquer um conseguia reconhecer como uma contradição. A maioria dessas campanhas não deu em nada nos Estados Unidos e em grande parte da Europa, embora agências policiais progressistas muitas vezes fizessem vista grossa e fizessem muito pouco para coibir o mercado de sexo ilícito.
Então algo verdadeiramente interessante começou a acontecer. Forças influentes na sociedade começaram a notar a extensão e magnitude do mercado sexual. Agências policiais começaram a reconhecer o fato de que mulheres, junto com meninas e meninos menores de idade, estavam sendo traficados por meio de redes internacionais de gangsteres. No fim da década passada, autoridades americanas estavam cientes de que o tráfico sexual estava ocorrendo em grandes e pequenas cidades. Mulheres, junto com meninos e meninas, estavam sendo raptados em regiões longínquas do mundo e das ruas de cidades americanas, para serem vendidos no que pode ser considerado escravidão sexual.
Com o tempo, a sombra do tráfico sexual internacional se tornou evidente em redes criminosas que abrangem o mundo inteiro. Mulheres e crianças que respondem a anúncios de modelos, empregadas domésticas e babás acabam sendo vendidas à escravidão e transportadas pelo mundo inteiro.
Americanos ricos fazem reservas, para suas férias, em destinos onde é possível comprar seres humanos facilmente, inclusive crianças, para satisfazer seu apetite sexual predileto. Em 2012, durante o campeonato de futebol americano, autoridades americanas alertaram que centenas de meninas e meninos menores de idade, que “trabalham” na prostituição, seriam trazidos para a cidade anfitriã do campeonato. Esses acontecimentos tornam impossível negar que existe uma rede internacional de tráfico sexual.
Então veio a notícia de que pelo menos onze agentes do Serviço Secreto haviam se envolvido num escândalo de prostituição em Cartagena, Colômbia, antes de uma visita ali do presidente Barack Obama. Crê-se que vários membros das forças armadas dos Estados Unidos estavam também envolvidos. Ao mesmo tempo em que o escândalo começou a explodir, os meios de comunicação internacionais noticiaram que cidades como Cartagena se tornaram imãs para o comércio sexual, com grande parte de seu negócio fornecido por americanos lascivos.
Críticos do Serviço Secreto indicaram que muitos de seus agentes adotaram um lema de “Viaje para outro país e esqueça que você é casado”, sugerindo planos para visitar prostitutas em sua cidade destino. Eles planejavam seu envolvimento com prostitutas muito antes de sua chegada para “adiantar” a viagem do presidente, conforme as alegações.
Como se os americanos não tivessem ficado suficientemente chocados, o jornal USA Today noticiou que o escândalo do Serviço Secreto não era “nenhuma aberração”. Kirsten Powers relatou: “Homens que trabalham no exterior para o governo dos EUA se envolvem nesse tipo de conduta tão frequentemente que o Pentágono foi forçado em 2004 a elaborar um regulamento antiprostituição para impedir as forças armadas de cumplicidade na promoção do tráfico sexual”.
Parece que o regulamento não refreou os que estavam envolvidos no escândalo de Cartagena, nem muitos outros. Powers também informou que o governo americano está, há algum tempo, ciente de que boa parte do poder do submundo internacional de tráfico sexual vem de funcionários do governo americano, tanto civis quanto militares.
Powers citou o deputado federal Christopher Smith (R-NJ), que declarou que “mulheres e crianças estão sendo forçadas à prostituição para clientes que consistem em grande parte de membros das forças armadas dos EUA, trabalhadores contratados pelo governo dos EUA e soldados internacionais das tropas de paz”.
Um relatório indica que meninas novas estão sendo raptadas da Europa Oriental “especificamente para serem vendidas para uso sexual para trabalhadores contratados pelo governo dos EUA”. Esses trabalhadores estão em outros países sob o patrocínio do governo dos EUA para estabelecerem paz e segurança…
Conforme Kirsten Powers comentou: “Representantes do governo dos EUA deveriam estar dando o exemplo para o mundo, não alimentando o problema do tráfico sexual. As chances de que as mulheres ou meninas que os agentes do Serviço Secreto obtiveram para seu prazer estavam ali por livre vontade são muito pequenas. Muito provavelmente, elas eram escravas sexuais”.
Felizmente, há muito menos falatório nestes dias sobre prostituição e tráfico sexual como um “crime sem vítima”. Poucos crimes oferecem tal perspectiva funesta acerca da realidade moral humana. Há um mercado pronto para todos os tipos de lascívia, e os sindicatos criminosos estão sempre de prontidão para vender seres humanos e produtos por um preço.
Mostrando que o problema está ocorrendo dentro dos EUA também, Nicholas Kristof, em sua reportagem do jornal The New York Times, contou o caso de uma prostituta na cidade de Nova Iorque. “Se você acha que o tráfico sexual só ocorre em lugares distantes como Nepal ou Tailândia, então você deveria dar atenção a uma jovem que é especialista no tráfico sexual dos EUA com quem conversei outro dia”, escreveu ele. “Mas, primeiro, deseje a ela feliz aniversário. Ela faz 16 anos de idade na próxima quinta-feira”.
Kristof estava falando de “Brianna”, que havia sido raptada e vendida ao comércio sexual depois de fugir de casa por apenas uma noite quando tinha 12 anos. Ele também descreveu a proeminência de grandes sites na internet de tráfico sexual, um dos quais “contém 70 por cento dos anúncios de prostituição dos EUA”. Brianna relatou que ela havia sido oferecida em tal site, estimando que metade do negócio em que ela foi vendida veio por meio do site. O que é assustador é que Kristof também informou que grandes empresas financeiras de Wall Street estão ganhando lucro com o negócio.
Kirsten Powers acertou em cheio quando escreveu: “Nós temos uma epidemia global de tráfico sexual”. Só posso ficar imaginando quantos americanos compreendem que “nós” nessa declaração significa nós — o povo americano. Quando um congressista pode confessar para nós todos que mulheres e meninas estão sendo forçadas a entrar no comércio sexual para clientes “que consistem em grande parte” de autoridades do governo dos EUA e trabalhadores contratados pelo governo americano junto com as forças armadas americanas, esse problema se torna a responsabilidade de todos os americanos.
Os cristãos americanos que entendem o escândalo incompreensível e horror moral do tráfico sexual precisam reconhecer que esta é uma questão de elevada prioridade moral.
Precisamos exigir a imposição de leis criadas para proteger os seres humanos de serem vendidos para a escravidão sexual e a instauração de processo daqueles que estão envolvidos no tráfico sexual. Precisamos exigir que todos os americanos envolvidos em tais atividades sejam levados a juízo e julgados na totalidade da lei, e que todo esforço seja feito para libertar mulheres e jovens da escravidão sexual.
Nenhum americano pode descansar com uma consciência tranquila enquanto os Estados Unidos são conhecidos no mundo inteiro por enviar autoridades, empresários, funcionários do governo e membros das forças armadas cujo lema é “Viaje para outro país e esqueça que você é casado”.
Esse escândalo revelou que o conceito do americano arrogante e insensível, que faz o que bem quer em outros países, assumiu uma nova e humilhante dimensão.
Publicado com a permissão de AlbertMohler.com
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: The ugly American - sex trafficking and our national humiliation

10 de janeiro de 2012

Tráfico sexual humano: a moderna escravidão que não foi abolida

Tráfico sexual humano: a moderna escravidão que não foi abolida

Julio Severo
Dezenas de milhares de meninas e moças, especialmente da Europa Oriental e até mesmo da Rússia, são ludibriadas por ofertas de empregos na Europa Ocidental e EUA, onde acabam sendo transformadas em escravas sexuais. A vida delas é tão dura que muitas morrem, se suicidam ou são mortas depois de cinco anos de escravidão. É uma escravidão mortal que sustenta a indústria criminosa da prostituição e pornografia. Desgraçadamente, os EUA e a Europa Ocidental são os consumidores que sustentam a máfia que escraviza as meninas e moças.
Raptadas e escravizadas para prostituição e pornografia
Como é que elas poderiam chamar a polícia, quando autoridades elevadas recebem subornos ou fazem uso da prostituição escrava?
Tenho acompanhado a tragédia da escravidão sexual desde a década de 1980, e confesso que é difícil entender como uma nação como os EUA, que tem tanta tecnologia de “segurança”, abrigue uma grande população de meninas e moças escravas, trazidas de muitos países, para uso de prostituição e pornografia.
Contudo, um grupo de cristãos está fazendo campanhas de oração e conscientização em favor dessas vítimas.
Este artigo é minha colaboração para a abolição da escravidão de meninas e moças. Vamos orar contra a indústria da escravidão e para que muitas igrejas façam desse tema motivo de oração.
Eis agora o artigo, cuja leitura recomendo a todos:

“Nefasto: Mercadores de Almas” desmascara a indústria do tráfico sexual

Jimmy Stewart
Enquanto aguardávamos recentemente num salão lotado para assistir a um novo documentário sobre tráfico sexual, fiquei tentando imaginar como o cineasta cristão Benjamin Nolot apresentaria esse assunto vivido para nós.
Nolot dirige um ministério internacional chamado Exodus Cry (Grito do Êxodo), com sede em Grandview, Missouri, e é parte da equipe de liderança da Casa Internacional de Oração, liderada por Mike Bickle. O propósito do Exodus Cry é abolir a escravidão sexual no mundo inteiro por meio de campanhas de oração e conscientização, resgates sem uso de violência e a reabilitação e reintegração social das vítimas.
Eu sabia, pois, que ele estaria buscando alcançar a audiência mais ampla possível com seu documentário revelador, “Nefarious: Merchant of Souls” (Nefasto: Mercadores de Almas). Para fazer isso com esse tema, ele teria que balancear realidade com discrição. Logo vi que ele conseguiu — realizando essa façanha sem comprometer seu propósito: revelar a realidade horrenda dessa indústria criminosa que está espalhada em várias partes do mundo.
Em 2007 Nolot embarcou em missões de levantamento de dados para investigar o submundo da “indústria” sexual. Ele acabou viajando com sua equipe de filmagem para 19 países. O filme que estávamos para ver fazia um registro das viagens deles.
A maioria de nós que estávamos na noite de pré-estreia do filme na Universidade Full Sail em Orlando, Flórida, era cristã. Fomos a convite de Florida Abolitionist, ONG patrocinadora que faz campanhas contra as modernas formas de escravidão. O pastor local, Tomas J. Lares, disse à audiência que ele fundou a organização depois de ficar sabendo que a Flórida é um dos maiores canais de tráfico humano. O estado da Flórida, pelo que consta, é o segundo maior centro de tráfico humano dos Estados Unidos, de acordo com o Ministério da Justiça dos EUA.
Lares apresentou algumas estatísticas preocupantes sobre a escravidão sexual: no mundo inteiro, 2 milhões de crianças são vítimas; 80 por cento de todas as vítimas são mulheres e crianças; a idade média das vítimas que entram na prostituição comercial nos EUA é 13 anos. O filme de Nolot, porém, acrescentou o lado humano dessas estatísticas, contando os casos de vítimas da vida real.
Durante duas horas, fomos levados a momentos abaladores acerca da indústria mundial do sexo: Europa Oriental, Sudeste da Ásia, Europa Ocidental, EUA. Em todas as filmagens e entrevistas feitas nos próprios locais com meninas resgatadas, especialistas de direitos humanos e outros, o documentário Nefarious iluminou a escuridão que encobre esse comércio ilegal.
De modo particular, descobri duas expressões dessa tão chamada indústria que são profundamente preocupantes pela desgraça e opressão que infligem. Essas são a infraestrutura de tráfico humano na Europa e a cultura de cumplicidade dos pais no Sudeste da Ásia.

Europa: os “pontos de iniciação”

Nefarious inicia com a encenação perturbante de um sequestro em plena luz do dia. Uma moça é agarrada à força na rua de uma cidade de algum lugar da Europa. O local não é citado, mas parece que é na Moldávia, um pequeno país que era satélite da União Soviética, a beira do mar Negro.
A Moldávia está hoje entre os países mais pobres da Europa e é perfeita para empreendimentos ilegais: um lugar de “crime generalizado e atividade econômica criminosa”, de acordo com os relatórios da CIA. Os comerciantes de escravos chamam a Moldávia de “Motor” da indústria do tráfico sexual da Europa. Conforme o filme, mais de 10 por cento da população da Moldávia foram vitimadas pelo tráfico sexual.
A moça é levada a um prédio de apartamentos de propriedade de uma organização criminosa, onde ela fica confinada com outras meninas que tiveram o mesmo destino dela. Os traficantes chamam essas residências de “pontos de iniciação”, e o filme deixa evidente que essas residências são fábricas de desgraça humana. Ali, as moças são tratadas com brutalidade até se transformarem em submissos produtos para a indústria sexual.
Embora o tipo de sequestro que Nefarious retratou realmente ocorra, a maioria das moças vítimas do tráfico sexual da Europa são atraídas e ludibriadas por ofertas de emprego que prometem uma vida melhor. As ofertas incluem trabalho em hotéis, restaurantes ou de babá em cidades prósperas da Europa. Agências de emprego fajutas, estabelecidas pelos traficantes, se encarregam de fazer as ofertas fraudulentas. Os melhores empregos supostamente vão para meninas que irão para o exterior. Mas, em vez de melhoria de vida, elas são raptadas logo que chegam ao outro país e são enviadas para os “pontos de iniciação”.
Vlad (não é o nome real dele) trabalhou como traficante de seres humanos durante 11 anos na Europa. Ele falou diante da câmera e dissecou, para Nolot, o inferno dos pontos de iniciação.
Terror, drogas, ameaças de violência e violência real são usados para subjugar a vontade das vítimas e criar submissão total. Os homens brutais que são encarregados de implementar isso consideram que o estado ideal de submissão é quando eles gritam uma única palavra para as meninas (“Vá”. “Fique”. “Deite-se”. “Levante-se”. “Sente-se”.) e recebem obediência imediata.
Um número muito pequeno de meninas escapa dos pontos de iniciação, disse Vlad, devido à constante monitoração, violência física e por saberem das consequências se tentarem uma fuga. Perguntaram a Vlad o que aconteceria com uma menina que tentasse escapar mais de uma vez.
“Pois bem, quando são pegas, elas são surradas”, disse ele. “Se tentam de novo…” A voz dele se perdeu, insinuando o óbvio.
Perguntaram-lhe: Isso não o incomodava?
“Nas primeiras duas ou três vezes que tive de dar lição numa menina, fiquei pensativo”, respondeu ele. “Depois disso, não pensei mais. A gente acaba se acostumando”.
Perguntaram-lhe: Isso não o incomodava?
“Por que eu pararia de pensar no que acontece com as meninas?” ele respondeu retoricamente. “Parei de pensar por causa de dinheiro — muito dinheiro”.
No final, as meninas enfrentam a triste realidade de passar a vida inteira na prostituição. Pior, algumas são enviadas a leilões de escravas onde são vendidas como propriedade para quem fizer a oferta mais alta. Os compradores chegam de todas as partes do mundo. Uma menina europeia que foi resgatada, cuja face estava escondida ao falar diante da câmera, descreveu as modernas escravas secretas da Europa Oriental que são mantidas presas em prédios fortemente guardados por seguranças e câmeras. Os prédios têm a fachada de desfile de modas.
“Éramos obrigadas a descer a passarela e ficar sem nenhuma roupa diante da audiência”, disse ela. “Os homens que mostravam interesse em comprar chegavam perto e nos examinavam, como se fossemos gado”.
Nefarious contrastou o brutal e secreto comércio sexual da Europa Oriental com o comércio consolidado e praticado publicamente na Holanda, na Europa Ocidental. Na Holanda, os bordéis são um negócio legal regulamentado pelo governo. Amsterdã é famosa como destino internacional para o turismo sexual.
Contudo, a Holanda está também na lista dos principais destinos para onde vão parar as vítimas de tráfico sexual, de acordo com a Agência da ONU de Drogas e Crime. Em anos recentes, negócios de sexo na cidade foram fechados devido a suspeita de atividade criminosa.
Nolot e sua equipe falaram com um fornecedor de prostituição em Amsterdã chamado Slim e lhe perguntaram se seu negócio era financiado pelo crime organizado. Hesitando por um momento, Slim respondeu: “Não, não”.
Vlad discordou. “Esses negócios são todos administrados pela máfia”, afirmou o ex-traficante, usando o termo máfia para designar o “crime organizado” em geral. “Esses negócios envolvem muito dinheiro”.
De acordo como o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, o tráfico humano é a indústria criminosa que mais cresce no mundo e a segunda maior, perdendo apenas para o comércio ilegal de drogas. Vlad disse para Nolot que o tráfico sexual em particular está crescendo muito rápido.
“Diferente das drogas, que podem ser vendidas apenas uma vez”, disse ele, “uma jovem pode ser vendida repetidas vezes”.
Perguntaram-lhe: Mas como é que conseguem fazer isso em escala internacional?
“Sem as máfias, não haveria nenhuma tráfico humano. Tudo isso é por causa do dinheiro”, ele disse para Nolot. “Mas o que também possibilita o tráfico humano é a corrupção dos governos”.
O dinheiro ilícito é tão abundante, explicou ele, que até mesmo autoridades governamentais fazem vista grossa por um preço. Todos os dias ocorrem subornos, afirmou ele, envolvendo autoridades das mais elevadas até as mais inferiores: de líderes nacionais a locais, desde agentes de imigração até funcionários de alfândega, desde agências policiais até policiais nas ruas.
O dinheiro é a chave que abre a porta para a cumplicidade de líderes governamentais, disse ele.

Sudeste da Ásia: Cumplicidade dos Pais

No Sudeste da Ásia, principalmente no Camboja e Tailândia, Nolot e sua equipe descobriram outro tipo de cumplicidade que está ajudando a avançar a indústria do sexo.
Nesta esquina do mundo, as opiniões culturais sobre as mulheres, bem como pobreza generalizada, combinaram para criar um sistema que alimenta a prostituição infantil incentivada pela “cumplicidade dos pais”. A diferença entre esta esquina do mundo e a Europa Oriental é que os pais que vivem em regiões empobrecidas enviam, de forma consciente e deliberada, suas filhas novas para centros urbanos de prostituição para fazer dinheiro para a família.
Em algumas regiões do Sudeste Asiático, meninas se prostituem antes da idade de 10 anos e são usadas na subindústria da pornografia.
De novo, o crime organizado controla a indústria maior. Embora esse fato não seja evidente na vida cultural das vilas rurais, o filme o mostrou em funcionamento nas modernas áreas turísticas das grandes cidades.
Nos destinos turísticos do Sudeste Asiático, clubes de karaokê são os principais pontos de conexão para o turismo sexual. Nolot capturou as cenas desses clubes no filme: grupos de meninas que pareciam estar no início da adolescência até os 20 anos se misturavam com clientes nas calçadas ou barzinhos em frente dos clubes. Muitas das meninas saíam com homens ocidentais brancos de meia idade — alguns dos quais haviam, sem dúvida alguma, viajado milhares de quilômetros para estar num lugar onde pudessem de forma segura comprar meninas menores de idade para fins sexuais.
Dentro dos clubes, a câmera de Nolot capturou as cenas: quartos com decoração moderna em tom lustroso, cores vivas, grandes TVs de tela plana, música ambiente, iluminação suave e energia sexual. Certo clube onde ele filmou tinha 80 quartos desse tipo. Em cada um deles, as meninas se misturavam, ou ficavam entrando e saindo em busca de conexões. De acordo com uma fonte policial entrevistada por Nolot, o dono havia comprado outros oito clubes exatamente como esse e mais de 2.000 meninas em sua rede. Esse era apenas um dos muitos clubes nas áreas de turistas internacionais.
Ver com os próprios olhos a indústria sexual em funcionamento, por meio de cenas como essas, significava que a produção de Nefarious não era uma tarefa fácil para Nolot: “Ver o problema do tráfico humano a partir desse ângulo era extremamente difícil. Não se passa um dia sem que eu recorde as tragédias horríveis que escavamos”.
Seu motivo para o filme, disse ele, não é “fazer vendas”, mas ajudar a consertar um erro. “Isso tudo é pessoal e profundamente importante pra mim. Abordo essa questão com um desejo de justiça, não credencial ou fama. Sou apaixonado de ver outros, como eu mesmo, estimulados a passar da ignorância para a ação”.
Falando como espectador, imagino que todos nós que estávamos no salão naquela noite tivemos o mesmo pensamento no final do filme quando estavam aparecendo os nomes: Não queríamos nada menos do que ver esse comércio nefasto detido para sempre.
“Nefarious: Merchant of Souls” (Nefasto: Mercadores de Almas) é o primeiro de três filmes de Benjamin Nolot sobre tráfico humano. Os filmes dois e três estão em fase de produção. Para mais informações sobre os filmes, assista o primeiro. Para mais informações sobre Exodus Cry, clique aqui.
Fonte: Charisma
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