Mostrando postagens com marcador olavetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador olavetes. Mostrar todas as postagens

29 de novembro de 2019

Bolsonaro usa visita a uma grande igreja evangélica para coletar assinaturas para seu novo partido, mas logo depois dá mais cargos para adeptos de Olavo de Carvalho


Bolsonaro usa visita a uma grande igreja evangélica para coletar assinaturas para seu novo partido, mas logo depois dá mais cargos para adeptos de Olavo de Carvalho

Julio Severo
“Em viagem oficial a Manaus, na terça-feira, 26, o presidente Jair Bolsonaro participou de culto no templo da Assembleia de Deus da capital e, após um discurso rápido, aliados do presidente coletaram assinaturas para a criação do partido, idealizado pelo chefe do Executivo. O evento estava previsto na agenda oficial da Presidência, ou seja, fez parte da viagem oficial de Bolsonaro. Viagens deste tipo, em geral, são custeadas com dinheiro público.”
Bolsonaro recebendo oração de líderes da Assembleia de Deus em Manaus
No evento, Bolsonaro prometeu que irá indicar um ministro evangélico para o STF. “O meu governo lutará pela manutenção da família, porque nos governos anteriores colocavam até em livros escolares que (uma família) podia até ser formada por um juntamento de duas coisas. E tem duas vagas para ministro do Supremo, e um será cristão e evangélico”, disse ele.
Há meses a promessa de Bolsonaro mantém os evangélicos satisfeitos de que um ministro evangélico no STF basta para recompensar o apoio deles a Bolsonaro. Mas enquanto evangélicos aguardam o cumprimento dessa promessa, Bolsonaro vem recompensando fartamente outro grupo que muito mais que promessa, recebe uma concessão atrás da outra.
Logo depois de reafirmar sua promessa aos evangélicos em 26 de novembro de 2019, o governo Bolsonaro distribuiu cargos para adeptos de Olavo de Carvalho. Em 28 de novembro de 2019, foi anunciado o novo presidente da Biblioteca Nacional, Rafael Alves da Silva, que se apresenta como Rafael Nogueira. Ele é tão fanático por Carvalho que poucos dias antes da escolha ele estava em Portugal dando palestra sobre Carvalho.
Para presidir a FUNARTE foi escolhido o nome de outro olavista: Dante Mantovani.
Mas essas escolhas não são nem de longe os maiores exemplos de olavização do governo. Os ministros mais importantes do governo Bolsonaro são olavistas, que controlam o Ministério da Educação e o Ministério das Relações Exteriores. Sem mencionar muitos outros cargos.
O problema de Bolsonaro seguir cegamente as indicações de Carvalho é que as escolhas acabam se revelando um desastre no final. Em janeiro, assumiu o Ministério da Educação Ricardo Vélez, que, conforme avisei o público, tem histórico de gostar da esquerdista Hillary Clinton e não gostar de Trump. Mais tarde, o próprio Bolsonaro reconheceu que confiou cegamente na indicação que Carvalho fez de Vélez.
O televangelista Silas Malafaia havia recomendado outro nome, mas Bolsonaro deu prioridade à indicação de Carvalho, como ele vem fazendo sempre. Aliás, seguir as escolhas, indicações e “sugestões” de Carvalho virou padrão no govenro Bolsonaro.
Enquanto evangélicos se contentam com uma promessa, olavistas vão abocanhando tudo. É muito duvidoso que, radicalmente ambiciosos do jeito que são, eles se contentariam só com promessas.
Embora preguem valores supostamente direitistas, os militantes olavistas têm sido incapazes de se destacar economicamente de forma independente de cargos governamentais. Eles não se destacam como empresários independentes. Na verdade, eles estão usando o governo como cabide de emprego. Todos eles querem uma boquinha ou bocão.
Bolsonaro pode estar confiando cegamente em Carvalho, especialmente no que se refere a condecorações, promoções e concessões de cargos para olavistas nos cabides de emprego do governo. Mas na hora de buscar apoio prático para si e seu governo, o comportamento padrão de Bolsonaro é correr para os evangélicos.
É uma contradição ele buscar e usar a força e apoio dos evangélicos para fortalecer o olavismo.
A questão é: Os evangélicos só servem para dar escoro e apoio para Bolsonaro, que na hora de valorizar e dar os cargos mais importantes só se lembra abundantemente de olavistas?
Evangélicos que, como eu, votaram em Bolsonaro têm a responsabilidade de orar para que ele seja coerente, inclusive com seu uso regular das palavras de Jesus: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Que a verdade de Jesus possa trazer libertação de toda cegueira e dependência dele para com um homem que ele acabou transformando no Rasputin de sua vida.
Com informações do Estadão e Globo.
Leitura recomendada:

20 de abril de 2019

Marco Feliciano pede impeachment do General Mourão e Silas Malafaia reage dizendo que tal pedido é exibicionismo de olavete fazendo graça para o guru


Marco Feliciano pede impeachment do General Mourão e Silas Malafaia reage dizendo que tal pedido é exibicionismo de olavete fazendo graça para o guru

Julio Severo
Sem nenhum apoio de seu partido e líderes evangélicos, o deputado federal Marco Feliciano, que é pastor assembleiano, lançou em plena Semana Santa um pedido de impeachment do General Mourão.
Coincidentemente, o pedido veio logo depois da romaria de Feliciano à casa do astrólogo Olavo de Carvalho, um grande palpiteiro sobre política brasileira — como se astrólogo e palpiteiro não fossem basicamente redundância.
O pedido veio também — mais uma coincidência — depois de meses de xingamentos de Carvalho aos militares em geral e a Mourão em particular. Esses xingamentos levaram o Senador Arolde de Oliveira, que é uma personalidade importante no mundo evangélico do Rio de Janeiro, a desabafar que com seu “linguajar chulo contra os militares, Olavo de Carvalho já ultrapassou todos os limites.”
Há atitudes e comentários de Mourão que os evangélicos não aprovam, assim como eles também não aprovam a “paixão” de Jair Bolsonaro pelo oportunista Rasputin. Essa “paixão” tem feito com que Bolsonaro, num comportamento incompatível para a presidência do Brasil, fique calado enquanto o Rasputin provoca caos e confusão ao atacar militares e outros membros do governo.
O Pr. Silas Malafaia, o mais importante televangelista evangélico do Brasil, também discorda dessas atitudes de Mourão. Mas ele igualmente discorda das atitudes de Feliciano.
Para Malafaia, o pedido de impeachment que Feliciano vem ostentando contra Mourão não passa de exibicionismo — “um olavete fazendo graça para o guru.” Embora eu considere Olavo um Rasputin por sua má influência em Bolsonaro, outros, como o próprio Malafaia, o veem como guru — com a mesma má influência.
Aliás, em uma reportagem recente, até a Voz da América, a emissora internacional oficial do governo dos EUA, reconheceu que Carvalho é o guru de Bolsonaro, comprovando que o mundo inteiro já sabe que Bolsonaro vive numa dependência estranha para com um astrólogo.
O que Malafaia disse? Num tuíte datado de 18 de abril, ele declarou:
“QUE ESTUPIDEZ É ESSA! Pedir o impeachment de Mourão em nada contribui para o governo Bolsonaro, pelo contrário, desestabiliza o governo. Tenho feito críticas a Mourão e discordo de muitas de suas posturas, pedir impeachment dele não tem efeito nenhum, bobagem pura!”
Estupidez e bobagem pura. Essa foi a classificação de Malafaia para o pedido de impeachment de Feliciano. Num segundo tuíte no mesmo dia, Malafaia explicou que não concorda com as atitudes de Mourão, mas deixando claro que o pedido de impeachment é meramente “olavetes fazendo graça para o guru.” Veja:
“A RESPOSTA A MOURÃO SÓ PODE SER ESSA > Se ele continuar a fazer esse jogo de independência política em relação ao governo Bolsonaro, na reeleição, tira ele de vice, manda ele se candidatar a presidente para ver o pau que ele vai tomar. OLAVETES! Parem de fazer graça para o guru.”
Feliciano é então chamado de olavete, ainda que indiretamente. Olavete é um sujeito tão fanático que ele segue o astrólogo doa a quem doer — e a realidade mostra que a dor sempre recai sobre o fanático.
Um bom exemplo é Ricardo Vélez, que foi indicado diretamente pelo astrólogo para ser ministro da Educação. O presidente Bolsonaro aceitou a indicação e o astrólogo encheu o peito de soberba ao ver sua “genialidade” cósmica sendo honrada no governo. Mas a indicação resultou em confusão e caos total no Ministério da Educação e, fiel ao seu oportunismo histórico, Carvalho tirou o corpo fora, só faltando dizer que Vélez o traiu. Se Vélez tivesse acertado, o astrólogo não hesitaria em tomar todas as glórias para si.
No caso de Feliciano, não importa que seu partido e Malafaia se oponham ao seu pedido de impeachment. O que importa é que ele fez sua romaria à casa do astrólogo, que elogiou o pedido. A revista Istoé chegou a publicar uma reportagem intitulada “Olavo de Carvalho incentiva Feliciano a pedir impeachment de Mourão, diz colunista.” A visão da revista parece não ter falhado, pois desde que voltou de sua romaria à casa do astrólogo, Feliciano publica posts sobre impeachment e o astrólogo. Os dois juntos. Tudo junto e misturado.
Resultado para Feliciano: Seus próprios seguidores, em todas as suas redes sociais, o estão criticando. Confira neste link (http://archive.is/Zhutp) um exemplo das reações negativas dos seguidores de Feliciano. Para cada seguidor elogiando, há 10 criticando. Depois da chuvarada de críticas, o astrólogo está começando a fazer com Feliciano o que fez com Vélez: tirando o corpo fora.
Contudo, olavete real nunca desanima em sua paixão pelo guru. É amor de seita esotérica — só quebrável pela intervenção sobrenatural do Espírito Santo. Em plena Sexta-Feira Santa, enquanto muitos cristãos estão pensando em Jesus e o glorificando, Feliciano publica um post de Twitter (link: http://archive.is/QLW68) garantindo que Olavo não é contra os evangélicos, apesar dos abundantes xingamentos dele aos evangélicos.
O astrólogo Olavo xingava Feliciano de burro. O xingamento parou só quando Feliciano se tornou olavete. Mas a paixão burra continua. Aliás, a paixão burra é tão grande que até num dia sagrado Feliciano não consegue deixar de fazer propaganda para o que é mais sagrado para ele: o guru.
Para Feliciano, o astrólogo garantiu que apoia os evangélicos e que só tem discordâncias teológicas. Ora, quem tem discordâncias teológicas NÃO XINGA. O astrólogo já declarou formalmente que a inspiração do protestantismo — de onde vieram as igrejas evangélicas — é zero, tornando assim, na mentalidade dele, as igrejas evangélicas como igrejas não cristãs.
Tentar conciliar as doces palavras oportunistas dele para Feliciano com seu histórico real contra os evangélicos é conciliar o PT, com suas políticas anticristãs, com doces atitudes oportunistas de políticos petistas que em época de eleição vão a cultos, dão a paz do Senhor e falam “Aleluia.” Tudo isso é contraditório.
Petismo e olavismo são incompatíveis com o Evangelho de Jesus Cristo.
Faço parte do movimento pró-vida do Brasil há mais de 30 anos. Um dos católicos com quem eu tinha contato regular era o Pe. Paul Marx, fundador e diretor da maior entidade pró-vida do mundo, Human Life International (Vida Humana Internacional), que surpreendentemente promovia livros pró-vida e livros contra a Nova Era. A maioria dos livros contra a Nova Era que ele promovia era evangélica, pois os evangélicos têm um faro apurado para detectar e denunciar todo tipo de ocultismo. Ele tinha toda razão sobre o faro evangélico. Quem mais tem denunciado Carvalho e suas inegáveis ligações ocultistas?
A maior conexão americana de Carvalho é Steve Bannon, adepto do ocultista islâmico René Guénon. Denunciei essa conexão aqui: Steve Bannon e Olavo de Carvalho juntos: dois ocultistas promovendo um “conservadorismo” ocultista.
Guénon, com seu tradicionalismo antimarxista, era Nova Era pura!
Depois que Vélez caiu, sobrou Ernesto Araújo, também indicado por Carvalho. Conforme minha denúncia, a inspiração “conservadora” de Araújo vem de Guénon e seu maior discípulo, Julius Evola, cujas ideias esotéricas inspiraram o nazismo e o fascismo. Confira meu artigo: Nazismo: Nacionalismo e socialismo a serviço do ocultismo.
Onde foi que Araújo absorveu todo o seu ocultismo? Estudando “conservadorismo” com Carvalho. Todo aluno do COF sempre foi incentivado a ler Guénon e literatura ocultista relacionada.
Sempre tive contato com os maiores líderes católicos pró-vida brasileiros e americanos. Eu tinha discordâncias teológicas com eles? Muitas. Mas minhas discordâncias nunca me fizeram xingá-los — nem uma única vez. Minhas discordâncias permanecem, assim como meu respeito, pois quem xinga não discorda. Quem xinga mostra que não tem argumentos e não tem respeito.
Entretanto, o que explica em plena Sexta-Feira Santa Feliciano preocupado em aproximar os evangélicos do Rasputin? O que explica em plena Sexta-Feira Santa Feliciano focar num astrólogo, não em Jesus Cristo?
Sexta-Feira Santa lembra, prioritariamente, Jesus morrendo na Cruz. Essa é a recordação máxima e mais importante. Mas ao lermos a Bíblia, vemos que vários fatores levaram à cruz. Dois desses fatores foram a conspiração dos líderes que tinham interesses políticos e a traição de Judas — um verdadeiro falso irmão que trai os irmãos por interesse.
Feliciano não está revivendo essa conspiração ao impulsivamente lançar um pedido de impeachment contra Mourão só porque o guru dele xinga sem parar os militares e Mourão? Essa conspiração não tem o apoio de Malafaia.
Feliciano não está revivendo essa traição ao impulsivamente aproximar os evangélicos do guru, sabendo que ele enfeitiça e embruxa suas vítimas para seus próprios interesses, distanciando-as de focar em Cristo? Feliciano não está sendo um falso irmão ou falso pastor? Feliciano já deu provas de sobra de tal embruxação, que impede as vítimas de ver a realidade como é.
O evangélico petista não enxerga a gravidade do abortismo e homossexualismo do PT e fica encantado quando um político petista dá a paz do Senhor para os evangélicos.
O evangélico olavete não enxerga a gravidade da defesa da Inquisição e xingamentos antievangélicos do astrólogo Olavo e fica encantado quando o astrólogo faz um pequeno elogio oportunista.
Nos dois casos, a cegueira é patente — para quem está do lado de fora da bolha dos petistas e olavetes.
O absurdo do PT já fez parte da vida de Feliciano, que era no passado um evangélico pró-PT. Hoje, o absurdo do olavismo faz parte de sua vida. É mais absurdo ainda porque além de tê-lo chamado de burro, Carvalho também insinuou que, no caso da Patrícia Lelis, Feliciano a levou a um motel. Ele não tem vergonha de exaltar quem o humilhou?
Já corri em defesa de Feliciano no passado. Eu o defendi em 2013, quando todas as esquerdas estavam contra ele por causa do ativismo gay. Até mesmo líderes evangélicos da TMI estavam contra ele. Fui um dos poucos a se manifestar em sua defesa. Você pode ler mais neste artigo: Julio Severo entrevista Dep. Marco Feliciano: Como uma oposição gayzista colossal catapultou o nome dele à fama, tornando-o o político evangélico mais proeminente do Brasil.
Hoje, quando o astrólogo Olavo defende a Inquisição, que torturou e matou milhares de judeus e fez muitos mártires evangélicos, Feliciano não sai em defesa dos evangélicos e dos judeus. Ele não ocupou a tribuna do Congresso uma única vez para prestar homenagem às vítimas da Inquisição. Mas ele já ocupou a tribuna do Congresso Nacional para prestar homenagem ao defensor da Inquisição.
Hoje, quando o astrólogo Olavo apela para que Polícia Federal me investigue sob a alegação de que minhas denúncias contra ele envolvendo Inquisição e ocultismo são conluios pagos pelo governo russo que ameaçam segurança nacional, Feliciano não sai em defesa de quem já o defendeu. Ele não dá a mínima atenção à vítima ameaçada e presta todo louvor ao ameaçador.
O que posso dizer? Se Feliciano não se importa nem mesmo com os inúmeros mártires evangélicos da Inquisição, como é que ele vai se importar com um escritor evangélico que sofre ameaça de um astrólogo que tem certa influência no presidente da República? Com toda essa coragem oportunista, o que Feliciano faria se vivesse 500 anos atrás? Ele defenderia as vítimas judias e evangélicas contra os carrascos da Inquisição?
Assim como Malafaia, tenho também discordâncias com Mourão. Mas querer o impeachment dele apenas para ajudar um olavete que está fazendo graça para um astrólogo não é comportamento cristão.
E comportamento menos cristão ainda é um pastor assembleiano preocupado em exaltar um astrólogo antievangélico em plena Sexta-Feira Santa. Mas essa não é a primeira vez que Feliciano exalta o astrólogo. Em 2016, Feliciano chegou ao ponto vergonhoso de louvar Carvalho na tribuna do Congresso Nacional como “profeta verdadeiro.”
Eu já disse que Feliciano precisa conhecer e imitar o comportamento ético do profeta Daniel na Bíblia, mas ele está apaixonado por outro profeta!
Então, se o “profeta verdadeiro” disse que as igrejas evangélicas são uma ameaça ao Brasil maior do que a esquerda inteira, como Feliciano ousa usar o título de “pastor” dessas igrejas falsas?
A conspiração e traição de Feliciano em ajudar a infiltração do olavismo entre evangélicos são uma ameaça que em nada perde para a infiltração do petismo entre evangélicos que ele fazia no passado. Ele está ajudando hoje o olavismo com sua vasta experiência no petismo.
Diante desses exemplos de conspiração e traição, e também diante da insatisfação óbvia dos seguidores de Feliciano com seu pedido, como olavete, de impeachment do General Mourão, talvez não devesse ser hora de os líderes da Assembleia de Deus pensarem num impeachment dele do pastorado? Assim como não dá para um evangélico ser petista, abortista, maçom ou homossexualista, não dá também para um evangélico ser olavete.
Se é uma vergonha um pastor ajudar a infiltração do petismo entre evangélicos, por que não seria vergonha um pastor ajudar a infiltração do olavismo (que é ativismo político esotérico fascista) entre evangélicos?
Leitura recomendada sobre Marco Feliciano:
Leitura recomendada evangélicos, marxismo e vitória de Bolsonaro:
Leitura recomendada sobre o astrólogo Olavo de Carvalho:
Leitura recomendada sobre olavetes:

11 de janeiro de 2019

Bolsonaro entregou governo nas mãos de olavetes, de acordo com a BBC


Bolsonaro entregou governo nas mãos de olavetes, de acordo com a BBC

Julio Severo
“A influência de Olavo na montagem do governo supera a da bancada evangélica, cujo eleitorado foi crucial na vitória de Bolsonaro, mas recebeu um único ministério (Mulher, Família e Direitos Humanos),” disse a BBC em seu serviço noticioso de língua portuguesa.
A reportagem da BBC, intitulada “Quem são os discípulos de Olavo de Carvalho que chegaram ao governo e Congresso,” não deixa dúvidas de que os adeptos do astrólogo Olavo são, de longe, a força mais controladora e dominante no governo Bolsonaro.
A BBC começou sua reportagem mencionando o entusiasmo de Josias Teófilo, que disse: “Vivi para ver um filósofo indicar mais gente para o governo do que o PMDB.” Mais que filósofo, Carvalho tem raízes tão ocultistas quanto Josias, que é adepto da teosofia. Um pouco desse espiritualismo sobressaiu no documentário produzido por ele em louvor a Carvalho, “O Jardim das Aflições.”
Embora sejam profundamente esotéricos, Josias identificou Carvalho como monarquista ao dizer para a BBC: “Quem diria que um monarquista se tornaria um dos homens mais influentes da República.”
A julgar pela alegria de Josias e Carvalho, a monarquia deve ter sido muito favorável aos esotéricos. Mas judeus e evangélicos, que viviam sob liberdade controlada e quase não tinham liberdade de expressão durante a monarquia, não têm o mesmo entusiasmo. Se pois esotéricos e bruxos guardam boas lembranças da monarquia, judeus e evangélicos nem tanto.
Contudo, a pergunta importante é: Como Bolsonaro, que foi eleito crucialmente por uma população evangélica conservadora, acabou entregando quase tudo nas mãos de um astrólogo profissional que mente pelos quatro cantos da boca ao afirmar que o cigarro não faz mal, que a Inquisição, que torturava e matava judeus, é mito, lenda e mentira e que os protestantes dos EUA — entre os quais ele adora viver como imigrante — são inventores de mentiras?
Os maiores jornais dos EUA e de Israel já confirmaram que os evangélicos deram a vitória a Bolsonaro.
Até mesmo olavetes confirmam que foram os evangélicos, não os olavetes, que foram a resistência principal que não deixou o Brasil cair no comunismo. A olavete Claudia Wild reconheceu publicamente nesta semana que “graças aos evangélicos o Brasil não se tornou um antro 100% socialista.”
O que foi que deu errado então que os evangélicos deram tudo para Bolsonaro e ele deu quase tudo para um astrólogo que disse descaradamente que “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira”?
Lendo a reportagem da BBC, a única imagem que os eleitores evangélicos de Bolsonaro poderiam ter é a imagem de um jumento com a placa “OTÁRIO” em cima da cabeça. Eu sou um desses eleitores. Fomos todos usados para que Bolsonaro fosse usado para o projeto de poder político e espiritualista do astrólogo Olavo.
A representatividade dos evangélicos, em comparação com olavetes, é quase nula no governo Bolsonaro. A única ocupação evangélica num cargo elevado no governo Bolsonaro é no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, o qual está nas mãos da Pra. Damares Alves, que tem agido com muitíssima competência.
A BBC disse: “Há ‘olavetes’ — como ele próprio já se referiu aos seguidores — com postos no Palácio do Planalto e em três ministérios: Educação, Relações Exteriores e Economia.”
Na Câmara dos Deputados, Olavo tem cinco adeptos — presença discreta, mas que vai crescer, pois o PSL, partido de Bolsonaro, está implementando seu plano de levar em romaria seus 52 deputados eleitos aos EUA para serem doutrinados pelo astrólogo Olavo. A meta de Bolsonaro é doutrinar todos os políticos de seu partido no olavismo.
A BBC identificou os seguintes adeptos do olavismo no governo Bolsonaro:

Governo Federal

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores. Por onde ele vai, ele faz propaganda do astrólogo. No seu discurso de posse, ele elogiou o astrólogo. Você pode ler mais sobre ele neste artigo: “Política externa brasileira: do marxismo ao ocultismo.”
Filipe Martins, assessor da Presidência para Assuntos Internacionais. É considerado um dos adeptos mais fanáticos do astrólogo. Aos 31 anos, desempenha papel equivalente ao que o professor Marco Aurélio Garcia (1941-2017) tinha nos governos Lula e Dilma.
Ricardo Vélez Rodriguez, ministro da Educação. No discurso de posse, ele disse que sua gestão se inspirará em Olavo de Carvalho. Você pode ler mais sobre ele aqui: “Novo ministro da Educação: hostil ao socialismo e Trump, amistoso com Bolsonaro e Hillary.”
Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do Ministério da Educação (MEC). Aluno do Curso Online de Filosofia (COF) de Carvalho, Nadalim era até a nomeação coordenador pedagógico de uma mera escola infantil, Mundo do Balão Mágico, em Londrina (PR), e mantinha um blog com dicas sobre a educação infantil.
Murilo Resende Ferreira, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) do MEC. Aluno de Carvalho desde 2009, a quem se refere como “meu grande professor.” No MEC, supervisionará a elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia. Em 2016, Olavo e Sachsida gravaram um vídeo juntos.

Câmara dos Deputados

Bia Kicis (PRP-DF), deputada federal eleita. Ela já foi aluna no Curso Online de Filosofia (COF) e se refere a Olavo como “nosso querido Mestre.” Para ela, Carvalho “é um grande Pai de muitos brasileiros.” Kicis é mestre em Reiki, uma modalidade de ocultismo tibetano, também conhecido entre evangélicos como Nova Era.
Joice Hasselmann (PSL-SP), deputada federal eleita.
Paulo Martins (PSC-PR), deputado federal eleito. É aluno de Carvalho, que ele considera “o grande responsável pelo início da reação cultural do Brasil.” Quando era comentarista do Jornal da Massa, transmitido pelo SBT no Paraná, Martins recomendou no programa o livro “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota,” de Olavo.
Marcel van Hattem (Novo-RS), deputado federal eleito. Aluno de Carvalho.
Carla Zambelli (PSL-SP), deputada federal eleita.
Fieis a comportamentos de seguidores de seita, os adeptos do astrólogo Olavo não cansam de promovê-lo, falando no nome dele em todas as oportunidades, tal qual um muçulmano fala de Maomé.
Mas quem é de fato Olavo de Carvalho, adorado por seus adeptos como o maior filósofo do universo?

Esoterismo islâmico e astrologia

Olavo de Carvalho, hoje com 71 anos, vive auto-exilado como imigrante nos EUA desde 2005, supostamente por receber ameaças de morte do PT todas as semanas. Apesar dos grandes esforços dele, ele não conseguiu obter fama nos EUA, sendo conhecido quase que exclusivamente por grupos esotéricos americanos. Wolfgang Smith é um desses esotéricos.
Sem jamais ter se formado na universidade, Carvalho criou um Curso Online de Filosofia (COF) pelo qual, segundo ele, já passaram 12 mil alunos, alguns dos quais foram nomeados para os cargos mais importantes no governo Bolsonaro, em detrimentos dos evangélicos e outros eleitores. O COF, que cobra uma mensalidade, não dá diploma e é interminável. Há alunos “estudando” há dez anos. Nas décadas de 1970 e 1980, antes de se envolver em ativismo político, Carvalho era membro de uma tariqa (ordem mística muçulmana) e trabalhava como astrólogo profissional em São Paulo, cobrando cursos e escrevendo livros.
Hoje Carvalho se define como “católico,” assim como seu núcleo principal de olavetes — embora critique com frequência o papa Francisco, que já chamou de “lelé da cuca.”
Qualquer ocultista, desde “João de Deus” até Olavo de Carvalho, faz sucesso no Brasil, desde que tenha uma boa lábia.
Tudo isso é muito estranho no governo Bolsonaro, que se gaba de imitar Trump. Mas isso está longe da realidade. Trump expulsou da Casa Branca Steve Bannon, chamando-o de oportunista. Bannon é adepto do bruxo islâmico René Guénon, seguido e recomendado por Carvalho.
Enquanto Trump expulsou o ocultista oportunista, Bolsonaro não só mantém o seu ocultista oportunista como conselheiro, mas ainda traz os oportunistas do oportunista para inundarem seu governo.
Com informações da BBC.
Leitura recomendada sobre governo Bolsonaro:
Leitura recomendada sobre o astrólogo Olavo de Carvalho:
Leitura recomendada sobre olavetes: