Marco Feliciano pede impeachment do General Mourão e Silas Malafaia
reage dizendo que tal pedido é exibicionismo de olavete fazendo graça para o
guru
Julio Severo
Sem nenhum apoio
de seu partido e líderes evangélicos, o deputado federal Marco Feliciano, que é
pastor assembleiano, lançou em plena Semana Santa um pedido de impeachment do
General Mourão.
O Pr. Silas
Malafaia, o mais importante televangelista evangélico do Brasil, também
discorda dessas atitudes de Mourão. Mas ele igualmente discorda das atitudes de
Feliciano.
Para Malafaia,
o pedido de impeachment que Feliciano vem ostentando contra Mourão não passa de
exibicionismo — “um olavete fazendo graça para o guru.” Embora eu considere Olavo
um Rasputin por sua má influência em Bolsonaro, outros, como o próprio
Malafaia, o veem como guru — com a mesma má influência.
Aliás, em uma reportagem recente,
até a Voz da América, a emissora internacional oficial do governo dos EUA,
reconheceu que Carvalho é o guru de Bolsonaro, comprovando que o mundo
inteiro já sabe que Bolsonaro vive numa dependência estranha para com um
astrólogo.
O que
Malafaia disse? Num tuíte datado de 18 de abril, ele declarou:
“QUE ESTUPIDEZ É ESSA! Pedir o impeachment de Mourão
em nada contribui para o governo Bolsonaro, pelo contrário, desestabiliza o
governo. Tenho feito críticas a Mourão e discordo de muitas de suas posturas,
pedir impeachment dele não tem efeito nenhum, bobagem pura!”
Estupidez e
bobagem pura. Essa foi a classificação de Malafaia para o pedido de impeachment
de Feliciano. Num segundo tuíte no mesmo dia, Malafaia explicou que não
concorda com as atitudes de Mourão, mas deixando claro que o pedido de
impeachment é meramente “olavetes fazendo graça para o guru.” Veja:
“A RESPOSTA A MOURÃO SÓ PODE SER ESSA > Se ele
continuar a fazer esse jogo de independência política em relação ao governo
Bolsonaro, na reeleição, tira ele de vice, manda ele se candidatar a presidente
para ver o pau que ele vai tomar. OLAVETES! Parem de fazer graça para o guru.”
Feliciano é
então chamado de olavete, ainda que indiretamente. Olavete é um sujeito tão
fanático que ele segue o astrólogo doa a quem doer — e a realidade mostra que a
dor sempre recai sobre o fanático.
Um bom exemplo
é Ricardo Vélez, que foi indicado diretamente pelo astrólogo para ser ministro
da Educação. O presidente Bolsonaro aceitou a indicação e o astrólogo encheu o
peito de soberba ao ver sua “genialidade” cósmica sendo honrada no governo. Mas
a indicação resultou em confusão e caos total no Ministério da Educação e, fiel
ao seu oportunismo histórico, Carvalho tirou o corpo fora, só faltando dizer que
Vélez o traiu. Se Vélez tivesse acertado, o astrólogo não hesitaria em tomar
todas as glórias para si.
No caso de
Feliciano, não importa que seu partido e Malafaia se oponham ao seu pedido de
impeachment. O que importa é que ele fez sua romaria à casa do astrólogo, que elogiou
o pedido. A revista Istoé chegou a publicar uma reportagem intitulada “Olavo de Carvalho incentiva Feliciano a pedir
impeachment de Mourão, diz colunista.” A visão da revista parece não ter falhado,
pois desde que voltou de sua romaria à casa do astrólogo, Feliciano publica posts
sobre impeachment e o astrólogo. Os dois juntos. Tudo junto e misturado.
Resultado
para Feliciano: Seus próprios seguidores, em todas as suas redes sociais, o
estão criticando. Confira neste link (http://archive.is/Zhutp)
um exemplo das reações negativas dos seguidores de Feliciano. Para cada
seguidor elogiando, há 10 criticando. Depois da chuvarada de críticas, o
astrólogo está começando a fazer com Feliciano o que fez com Vélez: tirando o
corpo fora.
Contudo, olavete
real nunca desanima em sua paixão pelo guru. É amor de seita esotérica — só
quebrável pela intervenção sobrenatural do Espírito Santo. Em plena Sexta-Feira
Santa, enquanto muitos cristãos estão pensando em Jesus e o glorificando,
Feliciano publica um post de Twitter (link: http://archive.is/QLW68)
garantindo que Olavo não é contra os evangélicos, apesar dos abundantes
xingamentos dele aos evangélicos.
O astrólogo
Olavo xingava Feliciano de burro. O xingamento parou só quando Feliciano se
tornou olavete. Mas a paixão burra continua. Aliás, a paixão burra é tão grande
que até num dia sagrado Feliciano não consegue deixar de fazer propaganda para o
que é mais sagrado para ele: o guru.
Para Feliciano,
o astrólogo garantiu que apoia os evangélicos e que só tem discordâncias
teológicas. Ora, quem tem discordâncias teológicas NÃO XINGA. O astrólogo já declarou
formalmente que a inspiração do protestantismo — de onde vieram as igrejas
evangélicas — é zero, tornando assim, na mentalidade dele, as igrejas
evangélicas como igrejas não cristãs.
Tentar conciliar
as doces palavras oportunistas dele para Feliciano com seu histórico real contra
os evangélicos é conciliar o PT, com suas políticas anticristãs, com doces
atitudes oportunistas de políticos petistas que em época de eleição vão a
cultos, dão a paz do Senhor e falam “Aleluia.” Tudo isso é contraditório.
Petismo e olavismo
são incompatíveis com o Evangelho de Jesus Cristo.
Faço parte do
movimento pró-vida do Brasil há mais de 30 anos. Um dos católicos com quem eu
tinha contato regular era o Pe. Paul Marx, fundador e diretor da maior entidade
pró-vida do mundo, Human Life International (Vida Humana Internacional), que surpreendentemente
promovia livros pró-vida e livros contra a Nova Era. A maioria dos livros
contra a Nova Era que ele promovia era evangélica, pois os evangélicos têm um
faro apurado para detectar e denunciar todo tipo de ocultismo. Ele tinha toda
razão sobre o faro evangélico. Quem mais tem denunciado Carvalho e suas inegáveis
ligações ocultistas?
Guénon, com
seu tradicionalismo antimarxista, era Nova Era pura!
Depois que Vélez
caiu, sobrou Ernesto Araújo, também indicado por Carvalho. Conforme minha denúncia,
a inspiração “conservadora” de Araújo vem de Guénon e seu maior discípulo,
Julius Evola, cujas ideias esotéricas inspiraram o nazismo e o fascismo.
Confira meu artigo: Nazismo:
Nacionalismo e socialismo a serviço do ocultismo.
Onde foi que
Araújo absorveu todo o seu ocultismo? Estudando “conservadorismo” com Carvalho.
Todo aluno do COF sempre foi incentivado a ler Guénon e literatura ocultista
relacionada.
Sempre tive
contato com os maiores líderes católicos pró-vida brasileiros e americanos. Eu
tinha discordâncias teológicas com eles? Muitas. Mas minhas discordâncias nunca
me fizeram xingá-los — nem uma única vez. Minhas discordâncias permanecem,
assim como meu respeito, pois quem xinga não discorda. Quem xinga mostra que não
tem argumentos e não tem respeito.
Entretanto, o
que explica em plena Sexta-Feira Santa Feliciano preocupado em aproximar os
evangélicos do Rasputin? O que explica em plena Sexta-Feira Santa Feliciano
focar num astrólogo, não em Jesus Cristo?
Sexta-Feira Santa
lembra, prioritariamente, Jesus morrendo na Cruz. Essa é a recordação máxima e
mais importante. Mas ao lermos a Bíblia, vemos que vários fatores levaram à
cruz. Dois desses fatores foram a conspiração dos líderes que tinham interesses
políticos e a traição de Judas — um verdadeiro falso irmão que trai os irmãos
por interesse.
Feliciano não
está revivendo essa conspiração ao impulsivamente lançar um pedido de
impeachment contra Mourão só porque o guru dele xinga sem parar os militares e
Mourão? Essa conspiração não tem o apoio de Malafaia.
Feliciano não
está revivendo essa traição ao impulsivamente aproximar os evangélicos do guru,
sabendo que ele enfeitiça e embruxa suas vítimas para seus próprios interesses,
distanciando-as de focar em Cristo? Feliciano não está sendo um falso irmão ou
falso pastor? Feliciano
já deu provas de sobra de tal embruxação, que impede as vítimas de ver a realidade
como é.
O evangélico
petista não enxerga a gravidade do abortismo e homossexualismo do PT e fica encantado
quando um político petista dá a paz do Senhor para os evangélicos.
Nos dois
casos, a cegueira é patente — para quem está do lado de fora da bolha dos
petistas e olavetes.
Hoje, quando
o astrólogo Olavo defende a Inquisição, que torturou e matou milhares de judeus
e fez muitos mártires evangélicos, Feliciano não sai em defesa dos evangélicos
e dos judeus. Ele não ocupou a tribuna do Congresso uma única vez para prestar
homenagem às vítimas da Inquisição. Mas ele já ocupou a tribuna do Congresso
Nacional para prestar homenagem ao defensor da Inquisição.
O que posso
dizer? Se Feliciano não se importa nem mesmo com os inúmeros mártires evangélicos
da Inquisição, como é que ele vai se importar com um escritor evangélico que sofre
ameaça de um astrólogo que tem certa influência no presidente da República? Com
toda essa coragem oportunista, o que Feliciano faria se vivesse 500 anos atrás?
Ele defenderia as vítimas judias e evangélicas contra os carrascos da Inquisição?
Assim como
Malafaia, tenho também discordâncias com Mourão. Mas querer o impeachment dele
apenas para ajudar um olavete que está fazendo graça para um astrólogo não é
comportamento cristão.
A conspiração
e traição de Feliciano em ajudar a infiltração do olavismo entre evangélicos
são uma ameaça que em nada perde para a infiltração do petismo entre
evangélicos que ele fazia no passado. Ele está ajudando hoje o olavismo com sua
vasta experiência no petismo.
Diante desses
exemplos de conspiração e traição, e também diante da insatisfação óbvia dos seguidores
de Feliciano com seu pedido, como olavete, de impeachment do General Mourão,
talvez não devesse ser hora de os líderes da Assembleia de Deus pensarem num
impeachment dele do pastorado? Assim como não dá para um evangélico ser petista,
abortista, maçom ou homossexualista, não dá também para um evangélico ser olavete.
Se é uma
vergonha um pastor ajudar a infiltração do petismo entre evangélicos, por que
não seria vergonha um pastor ajudar a infiltração do olavismo (que é ativismo
político esotérico fascista) entre evangélicos?
Leitura recomendada sobre Marco Feliciano:
Leitura recomendada evangélicos, marxismo e vitória de
Bolsonaro:
Leitura recomendada sobre o astrólogo Olavo de Carvalho:
Leitura recomendada sobre olavetes: