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7 de junho de 2018

Isenção religiosa: como o homossexualismo está transformando o Cristianismo dos EUA num gueto


Isenção religiosa: como o homossexualismo está transformando o Cristianismo dos EUA num gueto

Julio Severo
Os conservadores americanos aclamaram a vitória de Jack Phillips, um padeiro cristão que exerceu seu direito de não fazer um bolo de casamento para uma dupla homossexual, porque um “casamento” homossexual é uma afronta a Deus, ao sexo biológico e à família natural. Ele foi processado pela dupla homossexual predadora insolente, mas ganhou numa longa batalha legal.
Numa sociedade livre e democrática, não haveria batalha legal longa ou curta, pois você é livre para oferecer serviços a quem quiser e os clientes são livres para rejeitá-lo e encontrar outro fornecedor. Mas a liberdade está se tornando uma mercadoria rara no mercado dos EUA e qualquer questão insignificante de liberdade pessoal se torna um grande problema a ser resolvido pelo Supremo Tribunal dos EUA. É uma vergonha absoluta que o tribunal mais elevado dos EUA foi necessário para resolver uma questão tão pequena.
Ativistas homossexuais iniciaram sua campanha contra a família tradicional e a sexualidade biológica décadas atrás. Eles estavam na defensiva, mas acabaram virando o jogo. Uma minoria radical colocou a maioria não-radical na defensiva, e hoje seu ataque contra a maioria não-radical tem sido tão atroz que, mesmo quando os cristãos têm sucesso em uma questão insignificante como um bolo, seu sucesso é aclamado como uma grande vitória — enquanto eles perderam a grande batalha: casamento.
Na década de 1980, os evangélicos conservadores dos EUA lutaram contra a sodomia. Em seguida, contra o “casamento” gay no final da década de 1990 e 2000. Agora eles só lutam pela isenção religiosa. Em seguida, eles estarão vivendo em um gueto ou na cadeia? É isso que eles interpretam como “vitória”?
A liberdade de expressão ou a liberdade religiosa tornou-se a última grande resistência da maioria não-radical que vem sofrendo ataques sistemáticos da minoria radical. E o que essa estratégia está produzindo? Redução do Cristianismo americano. Os evangélicos, que eram 98% da população dos EUA na fundação da República dos EUA, agora compõem menos de 50%.
A luta pela liberdade de expressão não está ajudando o Cristianismo dos EUA. Aliás, está criando uma criatura cristã híbrida, como mostrei em meu artigo “‘Liberdade de expressão,’ o supremo falso evangelho nos EUA.”
Enquanto o Cristianismo sofredor, que não tinha isenção e liberdade religiosa, continuou se expandindo no Império Romano e na União Soviética, nos EUA está acontecendo exatamente o contrário. Está sendo oprimido e reduzido pela minoria radical.
O fato é que, conforme reconhecido pelos conservadores dos EUA, “a aceitação da homossexualidade está crescendo mesmo entre os ‘conservadores.’”
Quando os “conservadores” aceitam a homossexualidade ou até mesmo abraçam o impossível — homossexuais “conservadores” —, o fim está próximo. No ano passado, a defesa da pedofilia derrubou o mais proeminente gay “conservador” nos EUA. Mais coisas acontecerão entre os “conservadores”? Sim, mais coisas já aconteceram. Neste ano, a CPAC, a principal conferência conservadora dos EUA, proibiu um grupo cristão pró-família e aprovou um grupo homossexualista.
Contudo, os sinais já estavam chegando e os conservadores não protestaram. Na Convenção Nacional Republicana que endossou Donald Trump em 2016, o fundador do PayPal, Peter Thiel, que foi um dos principais palestrantes dessa convenção, descaradamente anunciou: “Eu sou um homem gay orgulhoso.” Em vez de ser repudiado por sua homossexualidade orgulhosa e insolente, Thiel foi aclamado. Trump também foi aclamado por segurar uma bandeira homossexual durante sua campanha.
Mais recentemente, o secretário do Departamento de Estado Mike Pompeo reconheceu o mês de junho como o Mês do Orgulho LGBTI. Pompeo, que é um dos mais importantes ministros de Trump, é considerado um evangélico muito devoto. Enquanto os conservadores comemoram uma fatia do bolo — o caso Jack Phillips —, ativistas homossexuais estão celebrando o “casamento” homossexual como a lei da terra e um evangélico muito devoto liderando o Departamento de Estado na celebração da sodomia. A maior parte do bolo pertence a eles. Não há dúvida de que os ativistas homossexuais estão tendo as maiores vitórias e celebrações.
Enquanto os ativistas homossexuais continuarão lutando por caça de grande porte, os conservadores estarão lutando por biscoitos e migalhas. Eles estarão lutando por isenções — o direito de entrar e permanecer no armário. Os ativistas homossexuais saíram e os conservadores estão entrando.
Ativistas homossexuais exigem — e recebem — mais e mais direitos para impor sobre tudo e todos, inclusive a doutrinação de crianças. Os cristãos conservadores estão lutando apenas pelo direito de permanecer “protegidos” em seus armários cristãos.
O pior é o mau exemplo. Se os EUA estão, com seu poder e seu Departamento de Estado, liderando nações em todo o mundo para celebrar a homossexualidade, que tipo de exemplo os evangélicos conservadores americanos estão dando aos evangélicos conservadores em todo o mundo com relação à homossexualidade? Acomodamento e concessão vergonhosa.
Então, os cristãos americanos venceram na questão do bolo, mas estão perdendo todas as outras grandes batalhas envolvendo a homossexualidade. E como os evangélicos foram a principal base eleitoral de Trump em 2016, se os números evangélicos continuarem sendo reduzidos, candidatos conservadores genuínos não serão mais eleitos, e candidatos “conservadores” terão de se parecer mais com esquerdistas, inclusive apoiando a homossexualidade. Isso já está acontecendo. Trump não tem tomado medidas contra o “casamento” homossexual e avanços semelhantes feitos por Obama.
Provavelmente, nenhum conservador americano viu essa questão melhor do que Matthew Trewhella, em seu artigo “Religious Liberty and the Ghettoization of Christianity in America” (Liberdade Religiosa e a Guetização do Cristianismo na América). Ele disse:
A maioria dos grupos conservadores, pró-família e cristãos fizeram da “liberdade religiosa” seu grito de guerra nos últimos dois anos. A questão chega ao ápice com… o caso de um padeiro do Colorado, Jack Phillips…
No entanto, não compartilho o entusiasmo de muitos sobre esta questão da “liberdade religiosa.” Vamos voltar ao passado e olhar para o quadro maior.
O grito pela liberdade religiosa começou depois que o Supremo Tribunal Federal dos EUA deu sua opinião depravada sobre o casamento homossexual em 2015. A liberdade religiosa tornou-se a última batida em retirada do Partido Republicano e dos conservadores americanos. A liberdade religiosa tornou-se a última batida em retirada dos grupos pró-família e cristãos dos EUA.
Primeiro eles se levantaram contra a própria sodomia. Então eles se acomodaram à sodomia e bateram em retirada, limitando-se a se opor ao casamento homossexual. Agora eles se acomodaram ao casamento homossexual e bateram em retirada, se limitando a defender a liberdade religiosa.
Mas aqui está o problema — Se o Supremo Tribunal Federal decidir em favor de Jack Phillips, o resultado será que os cristãos não terão que participar de casamentos homossexuais, mas o casamento homossexual permanece inabalável nos EUA.
E isso é o que a liberdade religiosa consegue nesse assunto — assegura que o mal continuará nos EUA e acomoda a contínua transformação do Cristianismo dos EUA em gueto.
O mal deve ser detido, não acomodado. Quando o governo faz o mal na terra, mas faz um acordo para os cristãos não participarem, o governo está marginalizando o Cristianismo nos EUA; o governo está colocando o Cristianismo no gueto.
Os cristãos amam a liberdade religiosa não porque ela age como um baluarte contra o mal nos EUA, mas porque ela permite que eles continuem a sentar e saborear seus cafés enquanto há mal nos EUA.
Ela permite que os cristãos continuem sendo “cristãos,” enquanto continuam indiferentes ao mal nos EUA.
Ela também os impede de sofrer por sua fé.
Por décadas, quando certas leis imorais são aprovadas, o governo acrescenta uma isenção religiosa. Essas leis parecem boas para o cristão pietista comum, egoísta, mas na realidade elas servem para menosprezar e depreciar o Cristianismo e os cristãos dentro da cultura. E é para isso que os grupos pró-família e cristãos estão apelando para o Supremo Tribunal Federal dos EUA fazerem.
De modo dócil e respeitoso, eles estão implorando ao tirano — o Supremo Tribunal Federal que pisou nas leis estaduais que proibiam a sodomia e pisou nas constituições estaduais que declaravam o casamento apenas entre um homem e uma mulher — e pedindo ao tirano uma isenção. Isso é prostituição.
Leis ou políticas que protegem os cristãos de serem pessoalmente afetados por leis malignas — mas que permitem que o mal continue na nação — são leis ou políticas do mal.
Por que os cristãos devem ter isenção para evitar o mal, enquanto o resto da cultura tem de absorvê-lo e se corromper ainda mais? Se você permitir que o mal da sodomia alastre seu apodrecimento no país, os efeitos de tal imundície serão sentidos por todos — crentes e incrédulos.
Deixe-me esclarecer: Jack Phillips é um daqueles raros cristãos que realmente amam Cristo e o próximo. A vasta maioria dos cristãos nos Estados Unidos não pensaria em ser fiel a Cristo se isso significasse perder um dinheirinho (ou economizar um dinheirinho). Então, por amor a ele, espero que ele vença…
Os cristãos precisam entender que precisam demonstrar vigilância contra a tirania. Eles devem desistir do que a maioria dos americanos busca — riqueza e facilidade. Eles precisam investir algum tempo e esforço para estabelecer um bom governo, e não continuar a ignorar os magistrados.
Leitura recomendada:

1 de junho de 2018

Aceitação da homossexualidade cresce, mesmo entre “conservadores” dos EUA


Aceitação da homossexualidade cresce, mesmo entre “conservadores” dos EUA

Três novas pesquisas do Gallup e uma proposta infeliz

William M Briggs
Comentário de Julio Severo: Os conservadores americanos estão cada vez mais aceitando a agenda gay. Prova disso é que a maior conferência conservadora dos EUA baniu uma organização cristã pró-família e aprovou um grupo homossexualista neste ano. Normalmente, na luta entre democratas e republicanos nos EUA, quando um governo democrata avança o aborto, o governo republicano seguinte reverte esse avanço. Mas no caso da agenda gay, essa luta em grande parte parou. Por exemplo, em 2015, sob pressão do governo Obama, o Supremo Tribunal dos EUA legalizou o “casamento” gay, mas o governo republicano seguinte — que no caso é o de Trump — cruzou os braços, se recusando a reverter esse quadro. De forma importante, este artigo recordou: “Com o terceiro aniversário da decisão do Supremo Tribunal se aproximando e nenhuma oposição enorme tentando desfazer a legalidade do casamento gay, é provável que a porcentagem” de apoio à agenda gay avance muito mais. Em grande parte, o Partido Republicano parou de combater a agenda gay. Não houve, em todo o governo Trump, uma única medida concreta contra o “casamento” gay. Isso representa uma grande vitória para a esquerda. Leia o artigo a seguir:
Guy Benson é uma “personalidade” de rádio conservadora na Fox News e editor político do site conservador Townhall. Ele virou manchetes na semana passada depois que ele propôs o impossível para os conservadores.
O que torna a história interessante são as mais de duas mil respostas positivas que Benson recebeu, muitas de “conservadores” americanos proeminentes. O colunista conservador excêntrico Kurt Schlichter tuitou uma foto de copos de champanhe tilintando. O editor associado da revista neoconservadora Commentary Noah Rothman deu os parabéns — assim como Jonah Goldberg e Iowa Hawk David Burge. O membro do Comitê Nacional Republicano Harmeet K. Dhillon deu felicitações. O chefe de estratégia de guerra David Reaboi deu a congratulação em hebraico Mazel Tov.
Dezenas e dezenas de jornalistas do Cheka Blue (usuários verificados no Twitter) do Wall Street Journal, da Fox News, do Washington Examiner, do National Review e outros empolgaram-se com entusiasmo.
E ninguém menos do que Brett Baier disse: “Cara — parabéns! É preciso coragem para fazer essa pergunta num instável ambiente conservador — tudo de melhor. Obrigado por compartilhar o momento. O amor é legal.”
Baier, que é católico, esqueceu que apoiar o desejo intrinsecamente desordenado de sodomia não é amor. O verdadeiro amor teria dito: “Homens, vocês estão pondo em perigo suas almas imortais. Não façam isso.”
Talvez o Twitter tenha censurado respostas negativas, porque não consegui descobrir nenhuma. Ou talvez aqueles que entenderam que o casamento entre dois homens é metafisicamente impossível temiam a turba e, portanto, ficaram com a boca fechada. De qualquer forma, considerando o entusiasmo pela loucura de Benson vindo daqueles que estão ostensivamente à direita, os resultados das novas pesquisas do Gallup sobre (digamos assim) a sexualidade não tradicional não serão nenhuma surpresa.

Primeira Enquete

A primeira é “Dois em cada três americanos apóiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo.” Dois em cada três americanos, em outras palavras, esqueceram a realidade de que o matrimônio só pode existir entre homens e mulheres.
Há vinte anos, a proporção era de pouco mais de um em quatro. O apoio tem crescido constantemente. Se essa tendência persistir, em uma década podemos esperar algo chegando a 90%.
Ainda existem algumas diferenças entre os democratas e republicanos. Oitenta e três por cento dos democratas apoiam o casamento fictício — e não 100%, como seria de esperar. Os republicanos estão se aproximando de 50%. Se as respostas a Benson forem um sinal, a taxa entre republicanos proeminentes é provavelmente maior.
O resultado final do Gallup disse melhor:
Com o terceiro aniversário da decisão do Supremo Tribunal se aproximando e nenhuma oposição enorme tentando desfazer a legalidade do casamento gay, é provável que a porcentagem de adultos LGBT casados nos EUA continue a crescer à medida que novas gerações de casais do mesmo sexo desfrutam de seus novos direitos.

Segunda Enquete

A segunda pesquisa é “Nos EUA, a estimativa da população LGBT aumenta para 4,5%.”
O acompanhamento do Gallup daqueles que se identificaram como LGBT começou em 2012, quando 5,8% da geração que nasceu no final do século passado afirmaram ter “orientações” não-biológicas. Esse número subiu para 8,2% em cinco anos.
Compare esse grupo com os números da Geração X (nascida em 1965-1979), dos baby boomers (nascidos em 1946-1964) e dos tradicionalistas (nascidos de 1913 a 1945). As taxas de orientação não biológica para essas pessoas permaneceram relativamente estáveis ou permaneceram inalteradas no mesmo período. Foi de 3,5% para a geração X, 2,4% para os boomers e 1,4% para os tradicionalistas. Claramente essas estatísticas não têm nada a ver com biologia. A alta e crescente taxa de quem nasceu no final do século passado aponta para a natureza modista do sexo irregular.
O Gallup não informou sobre os nascidos depois de 2000, provavelmente porque essas pessoas ainda não são adultas. Mas as evidências do CDC indicam que as taxas para adolescentes são aproximadamente as mesmas taxas para quem nasceu no final do século passado. As pesquisas não são equivalentes, de modo que há alguma incerteza nos números.

Terceira Enquete

A última pesquisa é “Mais Pessoas Dizem que ‘Natureza’ mais do que ‘Criação’ Explica a Orientação Sexual.”
Mais da metade dos americanos agora dizem que as pessoas nascem desejando sexo não biológico. Cerca de 30% admitem que a criação ou o ambiente da criança leva as pessoas a desenvolver desejos não naturais. E cerca de 10% dizem que tanto a natureza quanto a criação desempenham um papel.
As tendências de crença não devem ser uma surpresa. No final da década de 1970, apenas 14% disseram que as pessoas “nasceram assim” (ou talvez “criadas por Deus” desse jeito) e, agora, como foi dito, são apenas cerca de 50%. Todos os grupos acompanhados pelo Gallup — de frequentadores de igrejas a conservadores — tiveram grandes aumentos. Se essas tendências continuarem, mais de dois terços se convencerão de que as pessoas vêm equipadas ao nascer com inclinações sexuais desordenadas.

Resultado Final

O Gallup analisa a política corretamente: “Os americanos que acreditam que gays e lésbicas nascem com sua orientação sexual são muito mais favoráveis aos direitos gays do que aqueles que dizem que a orientação é devido à educação e ao meio ambiente.”
Ficou também claro que essas pessoas mais favoráveis estão se tornando menos tolerantes às opiniões contrárias. A previsão de que em uma ou duas décadas falar sobre a realidade será classificado como “discurso de ódio” se torna menos estranha a cada dia.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Stream: Acceptance of Homosexuality Grows, Even Among ‘Conservatives’
Leitura recomendada:
Leitura recomendada sobre “casamento” gay:

23 de abril de 2018

“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA


“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA

Julio Severo
O evangelho da “liberdade de expressão” é o grande astro em “Persecuted” (Perseguição), um filme conservador que destaca John Luther (cuja tradução é “João Lutero”), um televangelista que adora a liberdade de expressão, a Bíblia, o Evangelho… e o rosário!
John Luther
Em seus momentos mais atribulados, Luther reza com o rosário nas mãos.
A cultura gospel de liberdade de expressão produziu um televangelista católico-evangélico híbrido que defende nos Estados Unidos um conservadorismo não centrado no Evangelho, mas na liberdade de expressão. O filme reflete apenas a realidade: Por amor ao conservadorismo, os evangélicos na nação mais protestante do mundo estão sendo catolizados ao colocar ênfase em questões morais e boas obras, não no Evangelho e a salvação que Jesus Cristo oferece gratuitamente pela fé. A liberdade de expressão e um conservadorismo de boas obras estão tomando precedência sobre o Evangelho.
Ainda que a unidade conservadora, como proposta pelo filme e abundantemente mostrada na vida real, não esteja “evangelicalizando” católicos e nem mesmo produzindo católicos híbridos, o reverso está acontecendo. Enquanto os católicos não estão perdendo sua identidade católica, os evangélicos estão perdendo a deles.
Esse conservadorismo evangélico híbrido acabará se expandindo para abranger não só católicos conservadores, mas também mórmons conservadores, muçulmanos conservadores, etc. Assim, os evangélicos esquecerão sua missão principal e que almas, conservadoras ou não, estão se perdendo eternamente.
“Perseguição” é uma evidência triste da decadência evangélica americana por causa do “conservadorismo.”
A feminista pró-aborto Dorri Olds disse que “Perseguição” foi “feito em grande parte por gente que na vida real é conservadora.” Olds, que assistiu à pré-estreia, acrescenta que “foi pura propaganda da direita cristã” e que é “Um Filme Somente para Conservadores Cristãos.”
Ela escreveu sobre suas conversas com atores e produtores de “Perseguição.” Para assistir ao trailer, use este link: https://youtu.be/vurFMz8bfNY

“Boa parte de nossa cultura está erodindo,” o ator e produtor James R. Higgins disse para ela. “Não há tantos cristãos reais como costumava haver.”
Olds perguntou: “O que é um cristão real?”
Higgins respondeu: “Alguém que defenderá aquilo em que crê e não retrocederá.” Ele louvou o personagem Luther, dizendo: “Toda vez que as pessoas estão dispostas a morrer pela sua causa, eu acho que isso é realmente especial.” Conforme registrado no TheBlot, Olds acrescentou: “Sim, é isso mesmo. Vamos todos nos tornar homens-bombas!”
Ela também comentou: “Quando Higgins expressou como é importante proteger nosso direito à liberdade, perguntei se ele achava que as mulheres deveriam ter a liberdade de fazer aborto. Ele disse: ‘Ai, meu Deus. Essa é uma pergunta difícil. Isso é o que chamo de questão social.’”
Defender a liberdade e a liberdade de expressão numa sociedade cristã, como aconteceu nos EUA 200 anos atrás, produz liberdade. Em contraste, defender a liberdade e a liberdade de expressão numa nação moralmente decadente hoje produz liberdade para o aborto, sodomia e outros males.
Na definição de Higgins, conforme escreveu Olds, até os muçulmanos radicais podem ser “cristãos reais.” Mas será que tal definição é correta?
Se a feminista Olds tivesse me perguntado “O que é um cristão real?” eu teria respondido: “Um cristão real é um homem que conhece e segue Jesus Cristo. Sua paixão é pregar o Evangelho a toda criatura para lhes dar uma oportunidade de conhecerem que Jesus pode resgatar e salvar suas almas eternas do inferno eterno.”
Pregue liberdade de expressão para feministas como Olds, e elas a usarão para o aborto. Pregue o Evangelho para elas, e elas poderão ser libertas de seus pecados, inclusive do ativismo pró-aborto.
Pregar o Evangelho real, independente da liberdade de expressão, produz liberdade, aqui e para sempre.
O poder de Jesus e seu Evangelho nunca dependeram da liberdade de expressão nem de movimentos políticos de esquerda e direita.
Leitura recomendada:

6 de julho de 2017

Marco Feliciano está embruxado? Feliciano recomenda… Paulo Coelho e Olavo de Carvalho


Marco Feliciano está embruxado? Feliciano recomenda… Paulo Coelho e Olavo de Carvalho

Julio Severo
Em sua conta de Twitter, Marco Feliciano recomendou um livro de Paulo Coelho, conhecido internacionalmente como esotérico.
E Feliciano deixou claro que ele não é leitor apenas de um único livro de Coelho. Ele revelou que é leitor dos livros de Coelho.
Quem já recomendou tranquilamente Coelho foi Caio Fábio mais de duas décadas atrás, desmistificando o bruxo assim como ele desmitificava o PT e o MST. Mas tudo isso foi prenúncio de sua queda. Aquele que lutou para quebrar tabus com relação a Coelho e ao PT acabou quebrando a cara.
Agora parece ser a vez de Feliciano repetir os erros de Caio, em tom maior. Mesmo depois de sua gafe do ano passado, onde ele homenageou o astrólogo como “verdadeiro profeta,” dias atrás (4 de julho de 2017) Feliciano fez um post público de Facebook mostrando que ele disse, a plenos pulmões no Congresso Nacional, “Olavo tem razão!”
O post de Feliciano, que marcou Carvalho e Josias Teófilo, fez em pleno Congresso Nacional propaganda do filme “O Jardim das Aflições,” cujo conteúdo espiritual é semelhante a uma mensagem espírita. Aliás, Josias Teófilo, o diretor do filme, tem histórico amplo na teosofia, que mistura filosofia com espiritismo.
Portanto, “O Jardim das Aflições”é um filme com alma da Nova Era. Seria perfeitamente natural adeptos de religiões esotéricas divulgarem esse filme, já que espírita divulga espírita. Mas a grande aberração foi que o filme de Nova Era foi divulgado por um pastor da Assembleia de Deus que é famoso no Brasil. Pela primeira vez na história do Brasil, um pastor assembleiano recomenda a Nova Era da tribuna do Congresso Nacional.
Para conferir o escândalo do filme de Nova Era que Marco Feliciano promoveu, leia: “O Jardim das Aflições,” um filme da Nova Era.
Feliciano apenas confirmou sua adesão ao culto à personalidade do maior astrólogo da história do Brasil.
E então? Feliciano está contente de ter a gratidão de dois esotéricos depois de tê-los promovido?
Falta muita vergonha na cara para Feliciano, como pastor, como homem e como defensor de direitos humanos.
* Como pastor, porque Carvalho disse recentemente: “O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.” Onde está a vergonha de Feliciano? Quer dizer que ele prefere bovinamente repetir como papagaio a propaganda “Olavo tem razão” a reconhecer que o astrólogo está totalmente errado? Alegar que “Olavo tem razão” é a mesma coisa que confirmar que os evangélicos não são cristãos, mas satanistas. Essa é uma afirmação 100% mentirosa. Além disso, nenhum pastor verdadeiro jamais promoveria o filme esotérico “O Jardim das Aflições,” cujo diretor e personagem têm envolvimento comprovado na teosofia e Nova Era. Feliciano está embruxado?
* Como homem, porque Carvalho insinuou publicamente que Feliciano já foi a um motel com uma mocinha. Mesmo assim, Feliciano prefere bovinamente repetir como papagaio a propaganda “Olavo tem razão” a reconhecer que o astrólogo está errado? Alegar que “Olavo tem razão” é a mesma coisa que confirmar que o astrólogo está certo sobre Feliciano e suas idas a motéis. Feliciano está embruxado?
* Como defensor de direitos humanos, porque Carvalho, ao exaltar imaginários “benefícios” da Inquisição e minimizar seus horrores atestados por historiadores, tripudia no sangue inocente de judeus e protestantes que eram vítimas da Inquisição. Quer dizer que Feliciano prefere bovinamente repetir como papagaio a propaganda “Olavo tem razão” a reconhecer que o astrólogo está totalmente errado? Alegar que “Olavo tem razão” é a mesma coisa que dizer que a Inquisição teve razão em torturar e matar judeus e protestantes. Essa é uma alegação 100% mentirosa. Feliciano está embruxado?
Mas para quem recomenda Coelho, qual a discrepância espiritual de recomendar filme esotérico “O Jardim das Aflições”? Qual a discrepância espiritual de recomendar Carvalho (a quem se pode chamar também de “astrólogo,” não por xingamento, mas porque ele fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil)?
O que foi que deu em Feliciano, que é deputado federal e pastor assembleiano, para fazer promoção de esotéricos e seus filmes?
O público principal de Feliciano é evangélico. Que tipo de exemplo ele, que é pastor, quer dar? Ele quer os evangélicos lendo Paulo Coelho e Olavo de Carvalho? Ele quer os evangélicos assistindo ao filme esotérico “O Jardim das Aflições”?
Ele quer os evangélicos se embruxando?
Que tipo de exemplo ele deveria dar como pastor?
A Bíblia aconselha os pastores:
“Seja exemplo para todos os fiéis nas palavras, na conduta, no amor, na fé e na pureza.” (1 Timóteo 4:12b NVT)
Exaltar um astrólogo exaltador da Inquisição e difamador de evangélicos foi um péssimo exemplo, a não ser que o pastor assembleiano tivesse alertado: Cuidado com os livros do astrólogo Olavo de Carvalho!
Recomendar livros de um esotérico foi um péssimo exemplo, a não ser que o pastor assembleiano tivesse alertado: Cuidado com os livros do esotérico Paulo Coelho!
Recomendar nacionalmente o filme de um esotérico foi um péssimo exemplo, a não ser que o pastor assembleiano tivesse alertado: Cuidado com o filme esotérico “O Jardim das Aflições”!
Se a intenção de Feliciano foi tentar aparentar ser homem culto, aos olhos de Deus ele falhou. A Bíblia diz:
“Porquanto a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus. Pois está escrito: ‘Ele apanha os sábios nas próprias artimanhas deles.’” (1 Coríntios 3:19 KJA)
A “sabedoria” dos homens gera escravidão, loucura e culto à personalidade deles. A sabedoria de Deus gera libertação, liberdade e culto a Deus.
Que tipo de bom exemplo Feliciano poderia dar, com relação a livros de esotéricos, para que seus seguidores pudessem imitar? A Bíblia diz sobre o ministério do Apóstolo Paulo:
“Muitos dos que creram, assim que chegavam, começavam a confessar e a declarar em público suas más obras praticadas. Da mesma forma, muitos dos que haviam se dedicado ao ocultismo, reunindo seus livros de magia, os queimaram diante de toda a comunidade reunida. Calculados os seus preços, chegou-se à estimativa de que o valor total equivalia a cinquenta mil moedas de prata. E assim, a Palavra do Senhor era grandemente propagada e prevalecia poderosamente.” (Atos 19:18-20 KJA)
Posso imaginar o Apóstolo Paulo hoje incentivando novos convertidos — e pastores mal convertidos — a trazer seus livros de Paulo Coelho e Olavo de Carvalho, inclusive o filme “O Jardim das Aflições,” para queimar publicamente e dar testemunho de libertação.
Nesse ponto, só dará para acreditar numa transformação real de Feliciano se ele aparecer em foto em seu Facebook e Twitter queimando os livros de Paulo Coelho e Olavo de Carvalho e exclamando: “Jesus me libertou!”
Dá para um pastor ou cristão recomendar a Bíblia e livros de esotéricos ao mesmo tempo? Sim, a Bíblia trata desse assunto:
“Jamais vos coloqueis em jugo desigual com os descrentes. Pois o que há de comum entre a justiça e a injustiça? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14 KJA)
Outra versão diz:
“Não se tornem parceiros dos que rejeitam Deus. Não há como fazer parceria entre o certo e o errado. Não é parceria: é guerra. A luz é amiga das trevas? Cristo passeia com o Diabo? A verdade e a mentira andam de mãos dadas?” (2 Coríntios 6:14-15 A Mensagem)
Mesmo assim, Feliciano parece achar compatível recomendar Paulo Coelho, Olavo de Carvalho e a Bíblia ao mesmo tempo.
Qual será a próxima recomendação dele? Chico Xavier e seus filmes?
Só Jesus pode libertar um pastor embruxado.
O Brasil parece ser um país de embruxadores e embruxados — e, como mostra o caso infeliz de Feliciano, nem pastores pentecostais, que deveriam expulsar demônios e libertar suas vítimas, estão escapando de embruxações.
O maior embruxado, ou embruxador, do Brasil é de longe Paulo Coelho. Uma pequena busca de Google dá 23 milhões de resultados para o nome dele. O nome do astrólogo Olavo de Carvalho dá quase 800 mil, mas ele perde de longe para Chico Xavier, cujo nome dá quase 6 milhões.
Como pode um pastor assembleiano ser fã declarado e público de dois esotéricos? Como pode um pastor assembleiano não enxergar as armadilhas do ocultismo?
Quero deixar claro que, pessoalmente, nada tenho contra Feliciano. Aliás, quando todas as esquerdas, inclusive católicas e evangélicas, o atacaram em 2013, eu fui um dos raros escritores evangélicos a defendê-lo em vários artigos, inclusive estes:
Mas quando eu comecei a ser xingado e difamado depois que o maior astrólogo do Brasil se desembestou contra mim por amor à Inquisição, Feliciano não só calou, mas se juntou ao agressor.
Quando o maior astrólogo do Brasil saiu do armário, desembestando em ataques aos evangélicos, inclusive chamando-os de “evanjegues,” Feliciano novamente calou e se juntou ao agressor.
Quando o maior astrólogo do Brasil saiu do armário, defendendo loucamente o revisionismo da Inquisição, assim como loucos que defendem o revisionismo do Holocausto, Feliciano novamente calou e se juntou ao agressor.
Se Feliciano tentar dar a resposta de que não é possível o astrólogo ser contra os evangélicos pelo fato de que há evangélicos entre os seguidores do astrólogo, isso só demonstra pura falta de conhecimento. Ora, o marxismo é inegavelmente contra os evangélicos, mas nem por isso faltam evangélicos entre seus seguidores.
Se Feliciano tentar igualmente dar a resposta de que não é possível o olavismo ser antievangélico porque esse movimento tem evangélicos e é antimarxista e “conservador,” isso só demonstra pura falta de conhecimento. Ora, até Hitler tinha um discurso estridentemente antimarxista e tinha milhões de seguidores católicos e evangélicos. Em matéria de críticas originais ao marxismo, Hitler, que também era esotérico, passou a perna no astrólogo quase cem anos atrás.
Além disso, o movimento do Rev. Moon, o falso messias bilionário que morreu em 2012, tem um discurso e atuação claramente antimarxista e conservador e há décadas atrai muitos evangélicos “inocentes” como Feliciano.
A única diferença entre o movimento do Rev. Moon e o olavismo é que o movimento do falso messias coreano é vastamente maior e mais rico e não xinga os evangélicos. No resto, são iguais: culto à personalidade, antimarxismo, conservadorismo e ideias da Nova Era.
Quanto ao astrólogo, todo o seu conhecimento supostamente conservador e antimarxista veio da Escola Tradicionalista, fundada pelo bruxo islâmico René Guénon. O astrólogo é, há décadas, o maior divulgador de Guénon no Brasil, tendo inclusive traduzido um dos livros dele para o português. A Escola Tradicionalista mesclava discurso conservador (ou tradicionalista) antimarxista com ideias da Nova Era.
Contudo, Feliciano é carente demais de conhecimento para entender essas questões. Ele é carente demais para entender também que ao recomendar Paulo Coelho e Olavo de Carvalho ele está induzindo seu público evangélico ao esoterismo?
Assisti a uma pregação recente de Feliciano em que ele demonstrou evidente falta de conhecimento e óbvio despreparo intelectual. Isso se corrige com boa leitura. No entanto, leitura esotérica gera conhecimento deficiente e estragado. O bom conhecimento vem de boa literatura. Nenhuma literatura esotérica traz conhecimento saudável e necessário.
Literatura ruim, principalmente esotérica, é muito pior do que falta de leitura. É preferível ler só a Bíblia a estragar a alma com leitura espiritualmente podre.
Se Feliciano quer se tornar um evangélico conservador culto, por que ele prefere ler bruxos, esotéricos e ocultistas? O universo evangélico americano oferece o melhor conservadorismo do mundo. Prova irrefutável disso é que os EUA, que são majoritariamente evangélicos, têm uma base conservadora cujos fundamentos genuínos são evangélicos. Feliciano viaja frequentemente aos Estados Unidos. Por que ele não aproveita essas viagens para fazer contatos com filósofos conservadores evangélicos?
Em vez de ler Paulo Coelho, Olavo de Carvalho e outros esotéricos, por que Feliciano não lê os melhores autores evangélicos conservadores americanos? Em vez de recomendar o filme esotérico “O Jardim das Aflições,” por que Feliciano não recomenda filmes evangélicos?
Eis uma breve lista, que inclui desde pregadores até filósofos, com boas pitadas do sobrenatural de Deus:
* Franklin Graham.
* William J. Murray.
* Pat Robertson.
* Ted Baehr.
* Wayne Grudem.
* James Dobson.
* John Wimber.
* Scott Lively.
* Peter LaBarbera.
* Jack Deere.
* Ray Comfort.
* Larry Christenson.
Tenho contatos com alguns dos conservadores dessa lista, e vale a pena.
Se Feliciano quiser ler autores católicos, recomendo Patrick J. Buchanan, que é católico conservador pró-vida e pró-família. Buchanan foi assessor de política externa do presidente americano Ronald Reagan, ícone conservador. Ele já foi também pré-candidato presidencial pelo Partido Republicano.
Além disso, até a grande mídia esquerdista americana já reconheceu que a grande força conservadora no Brasil são os evangélicos. Confira este artigo: Em meio à crise no Brasil, evangélicos destacam-se como a principal força conservadora.”
Se a grande força conservadora no Brasil são os evangélicos, por que um pastor assembleiano está dando glória a um astrólogo, e não a Deus? Por que ele promoveu no Congresso Nacional o filme esotérico de um astrólogo que se gloria a si mesmo?
Feliciano não precisa ler Paulo Coelho, Olavo de Carvalho e outros bruxos, esotéricos e ocultistas para ficar culto. Ele não precisa de cobras e lagartos para se tornar sábio.
O universo evangélico tem abundância de escritores excelentes. É leitura sem contraindicações. Sem embruxações. Mas lendo bruxos, esotéricos e ocultistas, como ficará sua vida espiritual, como cristão e pastor?
O que o Apóstolo Paulo, que tinha um ministério atuante de libertação de bruxos, esotéricos e ocultistas, acharia de um pastor se deixando embruxar?
Afinal, Deus chama os pastores para ministrar libertação para embruxadores e embruxados, ou para se embruxarem?
Enquanto o Apóstolo Paulo indicava Jesus sem a adição de nenhum bruxo açucarado de sua época, Feliciano indica Jesus com o popstar esotérico Paulo Coelho e com o aspirante de popstar esotérico Olavo de Carvalho, bem ao gosto de um Brasil católico sincrético que, mais do que nunca, precisa do ministério de Jesus que envolvia e envolve a libertação de pessoas física, espiritual e intelectualmente oprimidas pelo diabo.
Atualizado em 24 de setembro de 2017.
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