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29 de março de 2019

Chuck Norris demole papel das grandes indústrias do cigarro no vício de fumar


Chuck Norris demole papel das grandes indústrias do cigarro no vício de fumar

Chuck Norris
Se você está atualmente servindo nas forças armadas dos EUA ou você é um veterano, é mais provável que você seja um fumante de cigarros do que um civil. A probabilidade é ainda maior se você estiver (ou tiver sido) mobilizado no exterior. É também muito provável que você tenha adquirido esse hábito depois de se alistar. De acordo com um relatório do Departamento de Defesa dos EUA, 38% dos soldados americanos que fumam pegaram esse hábito depois de se alistarem.
Chuck Norris
Essa tendência não é por acaso. Fumar tem raízes profundas em nossa cultura militar. Tudo começou em abril de 1917, quando a Força Expedicionária Americana marchou para se juntar a outras potências aliadas na luta contra a Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Levada com eles estava sua ração de cigarros. Os cigarros logo se tornaram uma forma de os soldados lidarem com o estresse das batalhas e escaparem do tédio do tempo de inatividade. Os cigarros até se tornaram uma forma de comércio — tão valiosa quanto a moeda. Jovens soldados e marinheiros, longe de casa, descobriram pela primeira vez os cigarros como uma conexão na formação de uma nova ordem social. Cerca de 20 anos depois, quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, os casos de câncer de pulmão estavam em ascensão devido aos fumantes que adquiriram seu hábito durante a Primeira Guerra Mundial. Os cigarros de marca registrada agora estavam sendo enviados aos soldados e marinheiros sem nenhum custo e adicionados a rações.
Quando a guerra terminou em 1945, outra geração de jovens estava a caminho de casa, trazendo o vício do cigarro com eles. A tendência de fumar continuou a crescer. Em 1949, mais de 50% dos homens e quase 33% das mulheres agora fumavam.
Durante a Guerra da Coréia, em face das crescentes evidências dos efeitos adversos à saúde do tabagismo, os militares continuaram a fornecer cigarros gratuitos, uma prática que continuaria durante o conflito do Vietnã, terminando em 1975. Hoje, os membros das forças armadas dos Estados Unidos continuam a fumar em taxas acima da média, apesar do objetivo da política de seus líderes de tornar as forças armadas livres de fumo a fim de melhorar a aptidão física e prontidão militar e reduzir hospitalizações e doenças relacionadas ao tabagismo.
Para muitos, o tabagismo continua a ser visto como um elo comum para membros de um grupo exclusivo, parte de uma norma social arraigada. Apoiando essa mentalidade estão as empresas de cigarro que investem poderosamente para manter essa cultura do fumo viva hoje.
Uma recente campanha da Truth Initiative, uma organização sem fins lucrativos “dedicada à cessação do tabagismo entre jovens e jovens adultos,” revelou “documentos da indústria do cigarro tornados públicos como evidência em litígios,” segundo o HowStuffWorks.com. Dentro dos documentos, eles descobriram referências internas da indústria do cigarro a membros das forças armadas americanas como “consumidores que estão aí para serem depenados.”
Quais são os resultados da colheita da indústria do cigarro? O tabagismo custa ao Departamento de Defesa mais de US$ 1,6 bilhão por ano, levando em conta hospitalizações relacionadas ao tabaco, assistência médica e dias de trabalho perdidos. Para muitos jovens homens e mulheres, o serviço militar os deixou com um vício irremovível de uma substância que prejudica quase todos os sistemas de órgãos do corpo. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD), mais americanos morrem de fumar do que em todas as guerras que os Estados Unidos travaram.
Lembrei-me do poder dessa forte cultura militar do fumo e do papel da influência dos colegas e da aceitação social — bem como do papel das grandes indústrias em estimulá-lo — ao pensar na atual epidemia de uso de cigarros eletrônicos entre estudantes do ensino fundamental e médio. De acordo com dados da Food and Drug Administration e do CCPD, entre 2011 e 2018, quase 21 de cada 100 estudantes do ensino médio entrevistados relataram o uso de cigarros eletrônicos em um período de 30 dias. A partir de 2017 e 2018, ocorreu o maior aumento de um ano no uso de qualquer tipo nos 44 anos de monitoramento do abuso de substâncias por jovens.
O que estamos aprendendo é que os adolescentes não vêem “fumar” um cigarro eletrônico como prejudicial. A maioria dos adolescentes fuma pelos sabores, sem perceber que eles estão inalando nicotina, uma substância altamente viciante. Muitos adolescentes que pegam um cigarro eletrônico nunca fumaram um cigarro tradicional e agora, de acordo com pesquisas atuais, tornaram-se quatro vezes mais propensos a fazê-lo. Essa tendência atual foi bem-sucedida em colocar nicotina em todas as salas de aula dos Estados Unidos. Conforme fomos recordados recentemente por um relatório do ministro da Saúde dos EUA, em pouco mais de um ano, a taxa de uso dessa substância dobrou.
Embora seja verdade que a nicotina não é a principal causa de doenças relacionadas ao tabaco, é a substância química viciante no tabaco e nos cigarros eletrônicos que liga o usuário ao produto. Na pior das hipóteses, pode criar um vício em que alguns perdem a capacidade de fazer uma escolha livre. Parece claro que o uso de cigarros eletrônicos entre os jovens está associado a uma progressão para um maior consumo de cigarros.
Como eu disse na semana passada, o anúncio recente da Altria, principal fabricante de cigarros dos EUA e empresa controladora da Philip Morris, deve deixar claro o nexo entre os cigarros tradicionais e os cigarros eletrônicos. A empresa anunciou recentemente que está fazendo um investimento de US$ 12,8 bilhões no fabricante de cigarros eletrônicos Juul e planeja ajudar a promover agressivamente a marca de cigarros eletrônicos. Esse investimento dá à indústria do cigarro acesso direto a um novo gasoduto de milhões de jovens usuários de cigarros eletrônicos e um mercado em crescimento para seus produtos de tabaco.
Se as grandes indústrias de cigarros são especialistas em alguma coisa, é em como direcionar cirurgicamente publicidade e embalagens atraentes para os jovens e aproveitar as tendências para colher novos clientes ao longo da vida. Se quisermos ter sucesso no combate à ameaça à saúde pública que essa epidemia de cigarros eletrônicos representa, as mensagens da mídia devem começar a oferecer uma percepção social diferente: de “Fumar e-cigarros é legal” para “Você está sendo enganado.”
Chuck Norris é astro de Hollywood, inclusive o famoso seriado Texas Ranger.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Chuck Norris rips role of Big Tobacco in addiction
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1 de dezembro de 2018

Não se desvie da verdade de Deus


Não se desvie da verdade de Deus

Ronnie McBrayer
Elijah Lovejoy é o nome de um americano muito raramente mencionado e raramente lembrado. Ele se converteu ao Cristianismo como resultado do Segundo Grande Despertamento, um movimento revivalista que varreu o extremo sul e a fronteira americana. Ordenado como pastor presbiteriano, pouco tempo depois ele tornou-se editor de um jornal de St. Louis.
Elijah Lovejoy
Seus editoriais, moldados por um protestantismo ardente, o colocavam em apuros de vez em quando. Os assuntos favoritos dele eram Cristianismo e os perigos de beber bebidas alcoólicas e de fumar cigarros, charutos e cachimbos. Mas quando Lovejoy se manifestou contra a escravidão, assumindo uma postura moralista de princípios, uma geração antes da Guerra Civil, os apuros dele aumentaram.
Ele foi aconselhado pelos principais homens da cidade a “moderar suas opiniões.” Ele respondeu: “O clamor dos oprimidos entrou não apenas em meus ouvidos, mas também em minha alma, de modo que enquanto eu viver, não poderei ficar de boca fechada.” E com uma severa repreensão ele escreveu: “Enquanto eu for um cidadão americano, e enquanto o sangue americano correr nestas veias, me sentirei livre para falar, escrever e publicar o que eu quiser sobre qualquer assunto.”
Ele foi imediatamente demitido e correu para fora da cidade no trilho proverbial. Lovejoy se retirou para o outro lado do rio Mississippi, para Alton, Illinois, onde continuou imprimindo seus editoriais sobre emancipação da escravidão. Mas seus inimigos o perseguiram, tentando silenciar sua voz, roubando, destruindo e arruinando toda máquina de imprensa que ele comprasse.
Implacavelmente, ele manteve sua palavra: Ele escreveu, imprimiu e publicou até 7 de novembro de 1837, quando uma multidão irada e racista mais uma vez veio para a gráfica de Elijah Lovejoy. Eles incendiaram seu prédio e, quando ele escapou em meio à fumaça, ele foi morto a tiros — baleado meia dúzia de vezes. Seus assassinos então pisaram em seu corpo ensangüentado para resgatar a prensa das chamas, apenas para garantir sua destruição lançando-a no rio Mississippi.
Por que Elijah Lovejoy morreu? Por se opor à escravidão e trabalhar pela emancipação de todas as pessoas? Sim. Por expressar sua fé em ação, mesmo enquanto “falava com a mansidão de um cristão?” Sim. Por seu direito e liberdade de falar com o coração sem interferência? Sim. Mas acima de tudo, Lovejoy morreu por dizer a verdade. A verdade “libertará as pessoas,” mas esse caminho pode ser um caminho perigoso.
Sim, lembre-se de Elijah Lovejoy como um abolicionista. Lembre-se dele como um excelente exemplo de liberdade de expressão. Lembre-se dele como um cristão que defendeu de modo persistente e corajoso princípios de acordo com o Evangelho. E lembre-se dele como um profeta no uso mais autêntico da palavra: Ele contou a verdade de forma firme e inflexível.
Inscrito no monumento perto de seu túmulo estão suas próprias palavras: “Se as leis do meu país não me protegem, apelo a Deus, e a ele entrego alegremente minha causa. Posso morrer no meu posto, mas não posso abandoná-lo.”
Ronnie McBrayer é um colunista sindicalizado, blogueiro, pastor e autor de vários livros. Visite o site dele em ronniemcbrayer.org.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Detroit News: McBrayer: Do not turn from God’s truth
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15 de junho de 2018

Fumar cigarros torna você mais fraco: danifica diretamente os músculos ao limitar o fluxo de oxigênio e nutrientes através do corpo, constata o estudo


Fumar cigarros torna você mais fraco: danifica diretamente os músculos ao limitar o fluxo de oxigênio e nutrientes através do corpo, constata o estudo

Mary Kekatos
Fumar cigarros danifica os músculos do seu corpo, revelou um novo estudo.
A fumaça reduz diretamente o número de vasos sanguíneos nos músculos das pernas e limita a quantidade de oxigênio e nutrientes que eles podem receber.
Estudos anteriores demonstraram que o tabagismo torna os músculos mais fracos porque os pulmões ficam inflamados pelo uso do cigarro, restringindo sua capacidade de se exercitar e realizar atividades.
No entanto, esse estudo, conduzido por pesquisadores da Califórnia, Brasil e Japão, é o primeiro a mostrar o impacto direto do tabagismo nos músculos.
Pesquisas anteriores mostraram que a fumaça do cigarro estreita as artérias do corpo, reduzindo tanto o fluxo de sangue para o coração quanto a capacidade pulmonar — fazendo com que você se esforce com mais dificuldade durante a atividade física.
Isso limita sua capacidade de realizar certos exercícios e capacidade de aumentar seus músculos.
Entretanto, os pesquisadores agora podem mostrar como o efeito é muito maior do que pensávamos.
Para esse estudo, a equipe expôs camundongos à fumaça de cigarros de tabaco por oito semanas, seja por inalação ou injetando em ratos uma solução borbulhada de fumaça.
No estudo, a equipe encontrou uma diminuição de 34 por cento na relação fibra capilar-muscular dos músculos da panturrilha em camundongos expostos à fumaça.
Os capilares são os menores vasos sanguíneos do corpo. Uma alta relação entre capilar e fibra permite que o sangue permeie mais completamente o tecido muscular.
Contudo, o estudo mostra que, como os vasos sanguíneos foram diminuídos, a taxa de fluxo sanguíneo para os músculos foi reduzida — privando-os de oxigênio e nutrientes.
E quando os músculos são privados dessas duas substâncias para usar energia, eles ficam enfraquecidos e incapazes de realizar uma grande quantidade de atividade física.
Isso é um fator de risco para muitas doenças a longo prazo, inclusive doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e diabetes.
A resistência à fadiga também diminuiu em até 43% nesses ratos, o que significa que os músculos se sentem mais rapidamente fracos, doloridos e cansados.
Embora os pesquisadores tenham constatado que os danos musculares nas pernas são os mais pronunciados, eles não conseguiram identificar exatamente qual componente químico da fumaça do cigarro era responsável.
Eles apontam que os cigarros contêm aproximadamente 4.000 componentes químicos, muitos dos quais são cancerígenos prejudiciais.
“É de vital importância que mostremos às pessoas que o uso de cigarros de tabaco tem consequências danosas em todo o corpo, inclusive grandes grupos musculares necessários para a vida diária,” disse Ellen Breen, cientista pesquisadora associada da Universidade da Califórnia, em San Diego.
“Precisamos desenvolver estratégias para deter os danos desencadeados pelos componentes prejudiciais da fumaça do cigarro.”
Essa pesquisa particularmente vital veio imediatamente depois de um estudo recente que revelou que os exercícios para as pernas aumentam a produção de células da massa cinzenta no cérebro.
Esse estudo, realizado na Universidade de Milão, revelou que o exercício de levar peso aumenta a produção de células neuronais saudáveis, essenciais para o cérebro e sistema nervoso.
Reduzir o exercício físico torna difícil para o corpo produzir novas células nervosas, que são alguns dos blocos de construção que nos permitem lidar com o estresse e se adaptar ao desafio em nossas vidas.
Como as pernas contêm os maiores músculos do corpo, elas são de particular importância para a capacidade muscular e mais importantes do que outros para estimular a atividade cerebral.
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16 de maio de 2018

Fumo e álcool são as maiores ameaças à saúde humana de todas as substâncias viciantes, revela estudo


Fumo e álcool são as maiores ameaças à saúde humana de todas as substâncias viciantes, revela estudo

Alexandra Thompson
O fumo e o álcool são de longe as maiores ameaças à saúde humana de todas as substâncias viciantes, revela estudo recente.
No mundo inteiro, o fumo é responsável por 110 mortes a cada 100.000 pessoas, enquanto o álcool causa 33 fatalidades, um estudo da University College London revelou.
Isso é comparado a apenas 6,9 mortes de cocaína para cada 100.000 membros do público, a pesquisa acrescenta.
Os resultados também sugerem que no mundo inteiro aproximadamente de cada cinco adultos um bebe muito pelo menos uma vez por mês, enquanto 15 por cento fuma todos os dias.
No entanto, só 0,35 por cento das pessoas usaram cocaína no ano passado, revelou o estudo.
Os resultados também mostram que só 3,8 por cento das pessoas usaram maconha, 0,37 por cento anfetaminas e 0,35% opioides nos últimos 12 meses.
Cerca de 843,2 pessoas por 100.000 são dependentes de álcool em comparação com 259,3 viciados em maconha, 220,4 usuários de opioides, 86 dependentes de anfetaminas e 52,5 pessoas que são viciados em cocaína.
As descobertas dos pesquisadores foram baseadas principalmente em dados da Organização Mundial da Saúde, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e do Instituto de Medições e Avaliação de Saúde, e foram publicadas na revista Addiction.
Essa pesquisa chega depois que um vídeo chocante divulgado no início deste mês mostra a diferença entre os pulmões saudáveis e os de um fumante que consumia um maço de cigarros por dia durante 20 anos.
Feitos pela enfermeira Amanda Eller, da Carolina do Norte, os vídeos mostram que os pulmões negros e cheios de câncer de um fumante inveterado não conseguem inflar corretamente.
Isso é comparado aos pulmões saudáveis de cor vermelha que são mostrados inflando e esvaziando normalmente nos vídeos, que foram compartilhados mais de 5.000 vezes.
Cerca de 15% dos adultos nos EUA e 17% no Reino Unido fumam cigarros.
Fumar aumenta o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão em aproximadamente 23 vezes e é responsável por 87% de todas as mortes relacionadas a esse tipo de câncer.
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do DailyMail: Tobacco and alcohol are the BIGGEST threats to human health of all addictive substances, reveals study
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23 de março de 2018

Principais causas de morte nos Estados Unidos, e homicídios por armas de fogo não são uma delas


Principais causas de morte nos Estados Unidos, e homicídios por armas de fogo não são uma delas

Julio Severo
A esquerda tem obsessão por impor o desarmamento na população civil, como se armas de fogo fossem a principal causa de morte. Mas as estatísticas oficiais nos EUA indicam que os esquerdistas estão errados. A principal causa de assassinato nos EUA é de longe o aborto provocado, que é totalmente protegido por esquerdistas com várias leis absurdas. Enquanto a função da arma de defesa é proteger vidas contra criminosos armados, a função do aborto legal é matar vidas inocentes.
O aborto legal, protegido por esquerdistas, provoca mais de 600 mil assassinatos por ano. Armas de fogo nas mãos de criminosos provocam apenas 12 mil assassinatos por ano, e não estão entre as principais causas de mortes. Mas se os cidadãos americanos fossem desarmados, como quer a esquerda, o número de assassinatos aumentaria drasticamente, como mostra o mau exemplo do Brasil, onde políticas desarmamentistas dominam historicamente, e o resultado previsível é mais de 60 mil assassinatos por ano.
Tenho certeza de que se o desarmamentismo for aprovado nos EUA, a violência armada se tornará uma das principais causas de morte nos EUA, porque os criminosos terão o monopólio das armas, como acontece no Brasil católico.
Principais causas de morte nos Estados Unidos (a menos que indicado, todos os dados se referem a 2015), com base nos dados oficiais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma agência federal dos EUA que é o principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos.
* Abortos legalmente provocados: 652.639 (2014) mortes. Isso é cerca de 2.000 mortes por dia.
* Doença do coração: 633.842
* Câncer: 595.930
* Fumar cigarros: 480.000 mortes por ano, inclusive mais de 41.000 mortes resultantes de exposição ao fumo passivo. Isso representa uma em cada cinco mortes anualmente, ou 1.300 mortes por dia.
* Erros médicos: 250.000 mortes por ano (Johns Hopkins Medicine).
* Doenças respiratórias crônicas: 155.041
* Acidentes (ferimentos involuntários): 146.571
* Derrame cerebral (doenças cerebrovasculares): 140.323
* Doença de Alzheimer: 110.561
* Álcool: 88.000
* Diabetes: 79.535
* Infecção hospitalar: 75.000 mortes (2014).
* Overdose de drogas: 63.600 (2016).
* Gripe e pneumonia: 57.062
* Nefrite, síndrome nefrótica e nefrose: 49.959
* Automutilação intencional (suicídio): 44.193
* Homicídios por armas de fogo: 12.979
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29 de novembro de 2017

Indústrias de cigarros nos EUA deverão divulgar anúncios em jornais e na televisão corrigindo anos de mentiras sobre os “benefícios” do fumo


Indústrias de cigarros nos EUA deverão divulgar anúncios em jornais e na televisão corrigindo anos de mentiras sobre os “benefícios” do fumo

Mary Kekatos
Indústrias de cigarros nos EUA receberam ordens de divulgar anúncios em jornais e na televisão para corrigir mentiras que elas contaram durante o curso do século XX.
As “declarações de correção” são parte de uma sentença judicial de 2006 em que um tribunal dos EUA constatou que os fabricantes de cigarros conspiraram para enganar o público americano acerca dos prejuízos do fumo e cigarros.
O tribunal ordenou que os anúncios fossem pagos pelas indústrias de cigarros Lorillard Inc, Philip Morris USA, RJ Reynolds Tobacco Company e Altria Group.
De acordo com a ordem, os anúncios serão feitos em mais de 50 jornais e nas maiores redes de televisão. As indústrias devem também comprar anúncios de página inteira na primeira seção de cada jornal de domingo, e 260 anúncios de televisão serão feitos durante um ano.
Em 2015, essas indústrias gastaram $8,9 bilhões de dólares em anúncios e promoção de cigarros e tabaco sem fumaça.
As indústrias receberam primeiramente ordens de apresentar anúncios em 2006 pela juíza regional Gladys Kessler, que constatou que as indústrias de cigarros haviam causado “um número descomunal de mortes por ano, uma quantidade imensurável de sofrimento humano e perda econômica e um peso profundo em nosso sistema médico nacional.”
Verificou-se que muitas dessas mortes ocorreram por causa de campanhas publicitárias prejudiciais tais como indústrias que tentaram usar “apoio de médicos” para incentivar os consumidores a comprar seus produtos.
A Camel começou uma campanha publicitária na década de 1940 alegando que os médicos preferem produtos da Camel, e Lucky Strike deu a entender que “20.679 médicos” disseram que os cigarros Luckies eram menos prejudiciais à garganta dos consumidores do que outros cigarros.
No início da década de 1930, Lucky Strike também comercializou seus cigarros para mulheres como um inibidor de apetite com o slogan: “Pegue um Lucky em vez de um doce.”
De acordo com os CDCs, a agência sanitária dos EUA, mais de 16 milhões de americanos estão vivendo com uma doença causada pelo fumo. O cigarro é responsável por mais de 480.000 mortes por ano nos EUA.
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26 de novembro de 2016

Fumar gera mutações genéticas, diz estudo


Fumar gera mutações genéticas, diz estudo

Pesquisadores demonstram como cigarro altera o DNA e que não apenas órgãos diretamente atingidos pela fumaça são afetados. Marcas do tabagismo podem ser detectadas até 30 anos depois.

Que fumar aumenta os riscos de pelo menos 17 tipos de câncer – sobretudo na garganta, na boca e no pulmão – já foi provado por vários estudos. Mas agora cientistas conseguiram demonstrar, pela primeira vez, que o cigarro gera mudanças celulares nos tecidos dos órgãos – estejam eles expostos direta ou indiretamente à fumaça.
Cientistas do Instituto Britânico Wellcome Trust Sanger e do Laboratório Los Alamos, nos Estados Unidos, analisaram cinco mil tumores, comparando o câncer de fumantes com o de não fumantes. A análise ofereceu informações relevantes a partir dos traços genéticos encontrados nos tumores dos pacientes fumantes.
O estudo, publicado pela revista Science, verificou que o dano genético poderia ser causado por diferentes mecanismos. Os pesquisadores descobriram que determinadas "impressões digitais” moleculares, também conhecidas como "assinaturas”, eram predominantes no DNA dos fumantes.
"Os resultados são uma mistura do esperado e inesperado, e revelam uma imagem de efeitos diretos e indiretos", diz o coautor Dave Phillips, professor de Carcinogênese no King's College, em Londres.
Segundo a análise dos pesquisadores, as células que entram em contato direto com a fumaça inalada foram as mais prejudicadas pelas substâncias cancerígenas que diretamente causam a alteração no DNA da célula. Isso se verificou não apenas nos pulmões, mas também na cavidade oral, faringe e esôfago.
As marcas genéticas observadas nesses órgãos não estavam presentes em tumores de outras partes do corpo, como o estômago ou o ovário, no caso das mulheres. Contudo, outros órgãos foram afetados.
"Outras células do corpo sofreram apenas danos indiretos. O tabagismo parece afetar mecanismos-chave nessas células, que por sua vez alteram o DNA”, diz Phillips.
O estudo também revelou que há pelo menos cinco processos diferentes de danos ao DNA devido ao tabagismo. O mais verificado foi um processo que pareceu acelerar o relógio celular, envelhecendo e alterando de forma prematura o material genético.

Histórico genético

De acordo com os pesquisadores, os tumores contêm pistas genéticas sobre os caminhos que os levam a se tornar canceroso. Os cientistas, agora, esperam se aprofundar ainda mais nesse campo.
"O genoma de cada câncer provê uma espécie de ‘registro arqueológico' no próprio código de DNA, das exposições que causaram as mutações que causaram o câncer”, explica o professor Mike Stratton, autor principal do estudo publicado na Science. "Nossa pesquisa indica que a forma como o tabagismo causa câncer é mais complexa do que pensávamos."
"Na verdade, não entendemos completamente as causas subjacentes de vários tipos de câncer e existem outras causas conhecidas, como a obesidade, sobre a qual entendemos pouco do mecanismo subjacente. Este estudo pode fornecer novas pistas provocantes sobre como os cânceres se desenvolvem e, portanto, como podem ser evitados”, diz Stratton.

Duração das sequelas

Os pesquisadores descobriram que quem fuma um maço por dia acumula 150 mutações adicionais por célula pulmonar a cada ano.
"Até então, tínhamos um grande número de evidências epidemiológicas que ligavam o tabagismo ao câncer, mas agora podemos realmente observar e quantificar as mudanças moleculares no DNA devido ao fumo”, afirma Ludmil Alexandrov, do Laboratório Nacional de Los Alamos, outro autor do estudo.
Embora os efeitos do tabagismo sobre os pulmões sejam particularmente acentuados, o alto risco de alterações em outros órgãos é considerado evidente a partir deste estudo.
Houve uma média estimada de 97 mutações em cada célula da laringe, 39 mutações para a faringe, 23 mutações para a boca, 18 para a bexiga e seis mutações em cada célula do fígado para cada ano em que o paciente fumou um maço de cigarros por dia.
Uma pesquisa publicada em setembro mostrou que as marcas do tabagismo podem ser detectadas até 30 anos depois que o indivíduo parou de fumar.
Divulgação: www.juliosevero.com
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25 de outubro de 2016

De cada quatro mortes de câncer nos EUA, uma está ligada ao fumo


De cada quatro mortes de câncer nos EUA, uma está ligada ao fumo

Lindsey Tanner
CHICAGO (Associated Press) — Os cigarros contribuem em uma de cada 4 mortes de câncer nos EUA. O índice é mais elevado nos estados do Sul onde o fumo é mais comum e as leis contra o fumo não são rigorosas.
Ex-fumante que parou de fumar apenas quando ficou enferma
O estudo da Sociedade Americana do Câncer revelou o índice mais elevado entre homens do Arkansas, onde 40 por cento das mortes de câncer estavam ligadas ao fumo de cigarros. O Kentucky tem o índice mais elevado entre as mulheres — 29 por cento.
Os índices mais baixos estavam em Utah, onde 22 por cento das mortes de homens e 11 por cento das mortes de mulheres estavam ligadas ao fumo.
“Os custos humanos de fumar cigarros são elevados em todos os estados dos Estados Unidos, independente da classificação,” os autores disseram.
Eles analisaram pesquisas de saúde de 2014 e dados governamentais sobre índices de fumo e mortes de cerca de uma dúzia de cânceres ligados ao fumo. Cânceres do pulmão, garganta, estomago, fígado, intestino grosso, pâncreas e rins estavam entre os cânceres incluídos, junto com a leucemia. Os pesquisadores avaliaram quantas mortes de câncer tinham probabilidade de serem atribuíveis ao fumo, e compararam isso com as mortes de todos os cânceres.
Os resultados foram publicados na segunda-feira na revista de medicina interna da Associação Médica Americana.
Enquanto os índices de fumo nos EUA estão caindo, 40 milhões de adultos americanos são fumantes de cigarro e o fumo é a maior causa de mortes evitáveis, de acordo com a entidade federal americana Centro de Controle e Prevenção de Doenças.
NÚMEROS
O estudo revelou que pelo menos 167.000 mortes de câncer em 2014 — cerca de 29 por cento de todas as mortes de câncer — foram atribuíveis ao fumo. Uma estimativa governamental baseada em métodos diferentes diz que de cada 3 mortes de câncer nos EUA, 1 está ligada ao fumo, e os autores do estudo reconhecem que eles podem ter subestimado o verdadeiro custo que os cigarros representam.
A maioria dos 10 estados com os índices mais elevados de mortes de câncer atribuíveis ao fumo estavam no Sul, enquanto a maioria dos 10 estados com os índices mais baixos estavam no Norte ou Oeste.
Entre os homens, onde o fumo é geralmente mais comum, o índice de mortes de câncer ligados ao cigarro era mais elevado entre negros em 35 por cento, em comparação com 30 por cento entre brancos e 27 por cento entre hispânicos. Entre as mulheres, as brancas tinham o índice mais elevado de mortes de câncer ligadas ao cigarro — 21 por cento, em comparação com 19 por cento entre negros e 12 por cento entre hispânicos.
EXPLICAÇÕES
Os pesquisadores dizem que nove dos 14 estados com as leis menos abrangentes de proibição do fumo em recintos fechados estão no Sul. O imposto médio de consumo de cigarro nos grandes estados tabagistas, a maior parte no Sul, é 49 centavos, em comparação com $1,80 em outros lugares. A indústria do tabaco influencia fortemente essas leis e a maior parte da safra de tabaco é feita no Sul, disseram os pesquisadores. A região também tem níveis relativamente elevados de pobreza, que tem também ligação com o fumo.
REAÇÃO
A Dra. Hilary Tindle da Universidade Vanderbilt em Nashville, Tennessee, disse que os resultados refletem o que ela vê como uma pesquisadora de tabaco e especialista de medicina interna no Sul. Ela não estava envolvida no estudo.
O fumo é uma norma social no Sul, e embora o centro médico dela tenha normas que proíbem fumo no recinto, ela disse que é comum atravessar fumaças de cigarro do lado de fora da entrada.
Tindle disse que os resultados do estudo salientam a necessidade de leis mais fortes de restrição do cigarro e mostram por que os médicos deveriam discutir o fumo nas consultas de todos os pacientes, incentivar os fumantes a parar e informá-los acerca de maneiras eficazes de parar.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associated Press: One-fourth of US cancer deaths linked with 1 thing: smoking
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