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2 de dezembro de 2016

Conservapedia e a Inquisição


Conservapedia e a Inquisição

Julio Severo
Conservapedia é um projeto de enciclopédia wiki de língua inglesa escrita a partir de um ponto-de-vista conservador, criacionista e cristão americano. O site (www.conservapedia.com) foi iniciado em 2006 para se opor ao preconceito esquerdista e relativismo moral presentes na Wikipédia.
O fundador e dono da Conservapedia é o professor americano de homeschooling e jurista católico Andrew Schlafly, filho da renomada ativista conservadora católica Phyllis Schlafly.
Schlafly se formou na Faculdade de Direito de Harvard em 1991 com bacharelado na mesma classe do futuro presidente dos EUA Barack Obama. Ele foi editor do jornal “Harvard Law Review” de 1989 a 1991.
A Conservapedia foi fundada por ele para confrontar mentiras esquerdistas, mas também para combater ideias erradas em questões importantes, inclusive a Inquisição. Ela pode ser útil para os conservadores do Brasil, o maior país católico do mundo. Há um movimento entre alguns católicos brasileiros que no início defendiam ativamente questões pró-vida, mas agora estão ativamente defendendo o revisionismo da Inquisição, chegando ao ponto de minimizar a gravidade dos horrores de pessoas que eram queimadas na estaca. Por exemplo, um católico brasileiro, que é imigrante nos EUA, disse: “Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados’, entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”
A Conservapedia, cujo dono não pode ser acusado de ser “anticatólico” ou esquerdista por radicais, diz sobre a Inquisição:
O termo Inquisição pode se referir a uma investigação feita pela Igreja Católica Romana em questões de heresia, ou ao departamento indicado para realizar tais investigações. Esse departamento tem atualmente o título de Congregação da Doutrina da Fé desde 1965, mas no passado tinha o título de Suprema Congregação Sagrada do Santo Ofício, e antes disso a Suprema Congregação Sagrada da Inquisição Romana e Universal. Várias grandes inquisições ocorreram, sob a administração de departamentos diferentes.
Sabe-se que muitas dessas inquisições usavam tortura brutal para extrair confissões de pessoas acusadas de heresia. Embora muitos dos que eram acusados de heresia fossem soltos depois de se arrependerem de suas opiniões e declararem sua lealdade à Igreja Católica, um número significativo de pessoas — consistindo quase que inteiramente das que se recusavam a se arrepender — eram executadas por uma variedade de métodos deliberadamente dolorosos, inclusive fogueira na estaca enquanto estavam vivas, jogadas em óleo fervendo e amarradas na “roda de quebrar ossos.”
Por razões teológicas, a Igreja Católica nunca realizava diretamente as execuções; quem as realizava eram as autoridades seculares. Esse procedimento foi esclarecido pela bula papal “Ad exstirpanda” escrita pelo Papa Inocêncio IV em 1252. Essa bula autorizou o uso de tortura para extrair confissões dos acusados e recomendou queimar na fogueira como castigo adequado as pessoas condenadas que não queriam se arrepender. A “Ad exstirpanda” marcou o início de um dos períodos mais brutais da Inquisição.
Das quatro grandes inquisições, a mais famosa foi a Inquisição espanhola, que funcionou de 1438 em diante. Uma de suas tarefas principais era fazer cumprir o Decreto de Alhambra dos monarcas da Espanha em 1492, ordenando a expulsão imediata de todos os judeus da Espanha e seus territórios.
O Escritório Oficial da Inquisição só foi estabelecido em 1542 pelo Papa Paulo III, com seu objetivo declarado de “manter e defender a integridade da fé e examinar e proibir erros ou doutrinas falsas.”
Versão em inglês deste artigo: Conservapedia and the Inquisition
Leitura recomendada:

11 de agosto de 2014

Crítica esquerdista perturbada de People for the American Way contra um conservador brasileiro


Crítica esquerdista perturbada de People for the American Way contra um conservador brasileiro

Julio Severo
O “American way” (jeito americano) deveria ser expor e destruir tiranias, especialmente o socialismo. Mas não diga isso à entidade People for the American (PFAW), que, de acordo com o WorldNetDaily, é “uma organização socialista ateísta que, por meio de publicações como seu ‘Right Wing Watch’ [Observatório da Direita] se dedica à destruição dos conservadores em geral.” People for the American significa “Pessoas a favor do Jeito Americano.”
Ex-presidente esquerdista americano Bill Clinton em evento de People for the American Way
O ataque mais recente do Observatório da Direita foi contra mim, Julio Severo, num texto intitulado “BarbWire Pundit Defends Brazil’s Past Violent Dictatorship, Fears Looming ‘Gay Agenda.’” (Especialista do BarbWire Defende a Violenta Ditadura Passada do Brasil, Teme Iminente “Agenda gay”) Meu artigo no BarbWrire, “U.S. Betrays Military Men Who Protected Brazil from Communist Threat” (EUA traem militares que protegeram Brasil de ameaça comunista), apenas desmascara que o governo de Obama está traindo os militares que protegeram o Brasil de revoluções e governos comunistas violentos e sanguinários. Frisa também que nessa época no Brasil havia liberdade para proclamar o Evangelho e que Billy Graham, Rex Humbard e Pat Robertson alcançaram milhões com sua mensagem cristã.
De acordo com seu site, o Observatório da Direita tem uma missão especial de atacar conservadores que se opõem à agenda gay, ao aborto e à ideologia muçulmana.
O Observatório da Direita denunciou C. Peter Wagner, fundador da Nova Reforma Apostólica, por sua influência na candidatura conservadora de Rick Perry à presidência dos EUA em 2010. Wagner é mais conhecido por liderar a resistência conservadora aos esforços dos adeptos da Teologia da Libertação de sequestrarem o Congresso Lausanne de Evangelização Mundial em 1974. O sequestro teve êxito apenas anos mais tarde por meio da Teologia da Missão Integral, que é a versão protestante da Teologia da Libertação.
O Observatório da Direita também denunciou o WorldNetDaily por desmascarar John Brennan, diretor da CIA que se converteu ao islamismo e teria sido recrutado na Arábia Saudita. O islamismo é inegavelmente violento. A Arábia Saudita é uma das tiranias mais violentas do mundo. Mas o inimigo real, para PFAW, é WorldNetDaily.
PFAW também atacou Joseph Farah, o dono do WorldNetDaily, por dizer que “Obama está em guerra com Deus.”
Em outro texto, o Observatório da Direita diz: “Franklin Graham Critica Governo ‘Anti-Cristão’ de Obama e Cosmovisão ‘Ímpia’ de Obama por Aceitar a Agenda Gay.” Graham é filho do mais famoso evangelista americano, Billy Graham. Ele é também o presidente da Associação Evangelística Billy Graham (AEBG).
Há muitos outros ataques de PFAW contra Graham, inclusive: “Franklin Graham Apoia Repressão Antigay de Vladimir Putin.”
É claro que Graham não apoiou nenhuma repressão. Ele só apoiou a lei russa que protege as crianças contra a propaganda homossexual. PFAW apoia forçar crianças russas a serem expostas à imoral e nojenta propaganda gay? PFAW apoia a pedofilia?
A excelente postura de Graham foi matéria de capa da revista Decision, uma famosa publicação evangélica da AEBG, intitulada: “A controvérsia olímpica de Putin.”
A lei russa que protege as crianças não foi louvada apenas por Graham. O Congresso Mundial de Famílias, que é a maior organização pró-família e pró-vida do mundo, a louvou também. Seu porta-voz, Don Feder, a defendeu em seu artigo: “Os Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia e a Hipocrisia dos Direitos Humanos da Esquerda.” Mas de novo, o Observatório da Direita atacou Feder em seu artigo malévolo “Porta-Voz do Congresso Mundial de Famílias: Putin Salvará os EUA do ‘Elixir Embriagante de Direitos Sexuais.’”
Então, de acordo com PFAW, os ativistas homossexuais precisam de acesso irrestrito a crianças. E se você tentar protegê-las, você é o problema. Você é violento.
De acordo com PFAW, as crianças deveriam ser expostas a mensagens sobre o islamismo como uma “religião de paz.” E se você tentar protegê-las, você é o problema. Você é violento.
Norman Lear
People for the American Way (Pessoas a favor do Jeito Americano), fundada por Norman Lear, tem feito parceria com organizações esquerdistas e pró-aborto e recebe verbas de muitos grupos, inclusive a Fundação Ford. Em 2013, a Fundação Ford, que tem investido no controle populacional durante muitos anos no Brasil, deu 300 mil dólares para PFAW.
De acordo com a Conservapedia, “98 por cento das contribuições políticas de PFAW foram para candidatos do Partido Democrático.” Isto é, PFAW tem um compromisso sólido com o partido pró-aborto e pró-homossexualismo de Obama.
Sem dúvida alguma esse não é o jeito americano. Controle populacional; defesa do aborto, islamismo e homossexualidade; esforços para remover a proteção das crianças contra a propaganda homossexual: esse não é o jeito americano.
O jeito americano, conforme George Washington e outros americanos de verdade viveram, era integridade moral e respeito a Deus. Mas PFAW quer perverter tudo isso transformando em depravação e desrespeito a Deus. A propósito, Washington não aceitava a homossexualidade e jamais teria aceito a ideologia islâmica. E com certeza ele teria apoiado todo esforço para proteger as crianças contra a propaganda homossexual e punir propagandistas homossexuais.
Se PFAW não gosta de cristãos conservadores, não deveria poupar George Washington e seu jeito americano original.
As críticas perturbadas de PFAW contra Franklin Graham, C. Peter Wagner, Don Feder, o Congresso Mundial de Famílias e a mim só me colocam na companhia de homens de muito respeito.
Tenho também certeza de que Josef Stálin e os reis sauditas tirânicos (que não têm nenhuma tolerância para com os cristãos e a liberdade de expressão) teriam ficado contentes de se unir a tão chamada “Pessoas a favor do Jeito Americano” — melhor com o rótulo “Pessoas a favor do Jeito Anti-Cristão.”
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