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4 de junho de 2018

Walter Altmann, Conselho Mundial de Igrejas, Teologia da Libertação e Fantasmas Soviéticos


Walter Altmann, Conselho Mundial de Igrejas, Teologia da Libertação e Fantasmas Soviéticos

Julio Severo
Ter um líder proeminente do poderoso e liberal Conselho Mundial de Igrejas se queixando de que um artigo contra a Teologia da Libertação teve um impacto negativo em suas atividades não é pouca honra para um conservador.
Num post de Facebook de 30 de maio de 2018, o Rev. Walter Altmann, ex-moderador do Conselho Mundial de Igrejas, protestou contra um artigo de 2006 intitulado “Fantasmas soviéticos assombram o Conselho Mundial de Igrejas,” escrito por Mark D. Tooley e publicado pela revista FrontPage.
Talvez, porque o artigo de Tooley estava em inglês, não teria impacto no Brasil se não tivesse sido traduzido para o português.
Traduzi-o e publiquei-o no Brasil em 2007. Desde então, Altmann, que é ex-presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB, a maior denominação luterana do Brasil), viu, como ele contou em seu post de Facebook, seus próprios amigos de Facebook publicando minha tradução do artigo de Tooley em sua própria página no Facebook!
Então, finalmente, ele desabafou para seus amigos do Facebook, dizendo:
“Quando alguém pretende acusar outra pessoa de algo que ela supostamente seja ou também supostamente tenha cometido, um princípio ético elementar é dar previamente à pessoa a oportunidade de esclarecer e se defender, pois quem fizer a acusação, se infundada, tornada pública, terá incorrido no crime de calúnia e difamação. E, com toda certeza, terá infringido o mandamento bíblico de não dar falso testemunho contra ninguém. Pois bem: rotineiramente acontece de algum de meus ‘amigos’ (mui amigos!) repassar como verdade indiscutível a afirmação de eu ter sido um ‘agente soviético’… Fazem-no reproduzindo uma matéria caluniosa, originária de uma página da extrema direita religiosa de Washington, traduzida para o português em 2007, por Júlio Severo…”
O post de Altmann no Facebook é curiosamente intitulado “EU — FANTASMA SOVIÉTICO?”
Nesta nessa altura, posso esclarecer e até defender o Altmann. Ele não é um fantasma soviético! Aliás, o artigo de Tooley nunca disse que Altmann era um fantasma soviético e não mirou nele principalmente. Mirou no Conselho Mundial de Igrejas (CMI), deixando muito claro que sua referência a fantasmas soviéticos significava influências soviéticas em movimentos e conferências apoiados pelo CMI.
Se os amigos de Altmann estão usando minha tradução do artigo de Tooley para solicitar uma prestação bíblica de contas dele, por que ele não dá atenção ao pedido deles?
Mesmo que Altmann nunca tivesse sido moderador do Conselho Mundial de Igrejas e mesmo que nunca tivesse participado de conferências influenciadas por soviéticos, seus problemas espirituais não estão resolvidos.
Em outubro de 1999, quando era presidente do Conselho Latino-Americano de Igrejas, Altmann se encontrou com o ditador comunista Fidel Castro e entregou a ele seu livro “Lutero e Libertação.” Assim, mesmo sem fantasmas soviéticos, a dura verdade é que Altmann, em suas atividades e livros, tem sido um defensor da Teologia da Libertação, que Lutero nunca defendeu.
Em 2009, Mark D. Tooley publicou seu artigo “Ressuscitando a Teologia da Libertação: Conselho Mundial de Igrejas tenta reviver o marxismo em trajes religiosos,” na revista FrontPage, onde Altmann foi citado como dizendo numa publicação do CMI:
“Desde a queda do Muro de Berlim, foram muitos os críticos que se precipitaram a declarar a morte da teologia da libertação. A maioria o fez porque viu nela apenas uma apologia do socialismo do caduco estilo soviético. No entanto, esse certificado de morte parece ter sido emitido prematuramente.”
Segundo Altmann, como citado por Tooley:
“O fundamento espiritual… da teologia da libertação está enraizado no encontro — que muda a vida — com Cristo como libertador e com nosso próximo necessitado,” cujos sofrimento é resultado de “opressão e das injustiças sistemáticas.”
Infelizmente para Altmann, eu traduzi e publiquei o artigo de Tooley no Brasil!
Embora a Teologia da Libertação não seja protestante, por causa de seus envolvimentos ecumênicos através do CMI, ele acabou adaptando-a à perspectiva luterana. A versão protestante da Teologia da Libertação é a Teologia da Missão Integral. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil é proeminente em ambas as teologias liberais, graças a líderes como Altmann.
Então estou acusando Altmann de ser um ex-agente soviético porque ele defende a teologia da libertação? Não. Embora a KGB usasse a Teologia da Libertação para seu próprio benefício, ela não foi produzida pela KGB. Tal propaganda equivocada foi provavelmente criada por um ex-comunista que durante anos foi patrocinado pela CIA. Conforme reconhecido por um católico tradicionalista brasileiro no artigo “A KGB inventou a Teologia da Libertação? Simples demais…,” a Teologia da Libertação nasceu na Igreja Católica antes da KGB.
Se Altmann tivesse se envolvido apenas com o Evangelho, proclamando-o, curando os enfermos e expulsando demônios — exatamente como Jesus e seus discípulos faziam —, ele nunca teria tido tempo ou interesse em se envolver com uma teologia política que usa o Evangelho para proclamar o marxismo e adoecer e demonizar os cristãos.
O ecumenismo afastou Altmann do Evangelho de Jesus e aproximou-o do marxismo “cristão,” ou teologia da libertação.
Mesmo que os soviéticos nunca tivessem usado a Teologia da Libertação, ela não é cristã, porque usa o Evangelho como uma plataforma política de esquerda.
A Teologia da Libertação não está espiritualmente fundamentada em Cristo como libertador, como Altmann alegou, tornando Cristo um libertador político a serviço da ideologia esquerdista. Ele deu falso testemunho. Cristo é Libertador? Certamente. Ele liberta pessoas, até mesmo cristãos, de doenças e demônios. E os cristãos que pregam a Teologia da Libertação são espiritualmente oprimidos e precisam ser libertos de demônios.
Esclareci publicamente que Altmann não é um fantasma soviético. Mas ele estava envolvido com fantasmas soviéticos e certamente foi influenciado pela teologia liberal católica através do ecumenismo.
Então, se essas acusações públicas se baseiam nas atividades e nos escritos públicos de Altmann, por que ele insiste em dizer que essas acusações são “infundadas” e que Tooley e eu “incorremos em difamação e calúnia”?
Se ele realmente acreditasse em suas próprias acusações infundadas, ele teria nos processado há muito tempo.
Altmann deveria parar de lamuriar as consequências de suas escolhas ideológicas.
Ele precisa ser responsabilizado por ter dado falso testemunho contra o Evangelho de Jesus Cristo, usando-o para promover a Teologia da Libertação.
O Evangelho pertence a Jesus Cristo. A Teologia da Libertação pertence à Igreja Católica. E o marxismo pertence a Karl Marx. Então, devolva à Igreja Católica o que é da Igreja Católica. Devolva ao marxismo o que é do marxismo. E devolva a Jesus Cristo o que é de Jesus Cristo.
A Igreja Luterana não precisa da Teologia da Libertação importada, através do ecumenismo, da Igreja Católica. Precisa de libertação dos demônios da teologia da libertação e do marxismo. Precisa de uma renovação carismática do Espírito Santo.
Cristãos que vivem vidas cheias do Espírito não precisam se encher de lixo teológico liberal.
Leitura recomendada:

6 de janeiro de 2014

Ressuscitando a Teologia da Libertação


Ressuscitando a Teologia da Libertação

Mark D. Tooley
Comentário de Julio Severo: Boa parte deste artigo é importante, mas o autor mostra uma visão limitada quando afirma: “A maioria dos cristãos na América Latina nunca aceitou as tentativas da Teologia da Libertação de sequestrar o Cristianismo.” Pelo menos no Brasil, as ações da Teologia da Libertação não se limitaram simplesmente a tentativas. O próprio Lula já confessou que o PT nunca teria chegado ao poder se as bases da Igreja Católica no Brasil não tivessem dado apoio. O fundador da CNBB, Dom Hélder Câmara, era conhecido como cardeal vermelho. Mas o presente traz preocupações maiores. O Papa Francisco, que veio da Argentina, tem recebido elogios regulares de Leonardo Boff, da Teologia da Libertação. Fontes católicas confiáveis me informaram que, muito antes de ser papa, Francisco já se batia com líderes católicos conservadores. Hoje, ele é a personalidade mais importante para grandes publicações esquerdistas, inclusive a maior revista gay do mundo, que o escolheu como “Personalidade do Ano.” Obama, que veio de uma igreja protestante da Teologia da Libertação Negra, está em seu segundo mandato nos EUA. A Teologia da Libertação Palestina ameaça saquear a herança judaica de Jesus e enganar os cristãos com uma suposta identidade palestina, com um Jesus falsificado oprimido por Israel. No Brasil, a Teologia da Missão Integral (que de acordo com Ariovaldo Ramos é a versão protestante da marxista Teologia da Libertação) parece estar saindo de sua redoma de igrejas protestantes históricas para se introduzir pioneiramente nas igrejas neopentecostais. Recentemente, a Igreja Batista da Lagoinha realizou o primeiro congresso neopentecostal de Teologia da Missão Integral no Brasil. Essas amostras indicam que a Teologia da Libertação está longe de morrer e seu fortalecimento mostra que tudo está sendo preparado para a Nova Ordem Mundial e o Anticristo. Quanto ao líder luterano brasileiro mencionado no artigo, embora sua influência no Conselho Mundial de Igrejas seja enorme, na Igreja Evangélica Brasileira, que é majoritariamente pentecostal, o esquerdismo dele não representa nada. De maior preocupação, que não recebeu o devido tratamento pelo autor, é o avassalador poder esquerdista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Por exemplo, o autor diz: “Graças a Deus, a maior parte das campanhas da Teologia da Libertação se desmoronou, com a exceção notável do Oriente Médio.” Com exceção também, devo acrescentar, do Brasil, pois ao contrário do que ele diz, a Teologia da Libertação está viva e muito bem de saúde na CNBB, que tem vasto controle sobre as congregações católicas do Brasil. Vive muito melhor, é claro, no Conselho Mundial de Igrejas, a maior entidade ecumênica protestante do mundo. Eis agora o texto completo, escrito originalmente em 2009, de Mark Tooley:
O aniversário de 20 anos do colapso do Muro de Berlim deveria levar os líderes cristãos a pedir desculpas pela Teologia da Libertação, que tentou mesclar marxismo com Cristianismo, e alinhou organizações cristãs ao bloco soviético. A América Latina nas décadas de 1970 e 1980 foi o principal solo produtivo dos adeptos dessa teologia, onde católicos e protestantes esquerdistas afirmavam que a ideologia de Fidel Castro e dos sandinistas era um arauto do Reino de Deus.
Graças a Deus, a maior parte das campanhas da Teologia da Libertação se desmoronou, com a exceção notável do Oriente Médio, onde prelados ocidentais e palestinos ainda tentam retratar Israel como o opressor colonial e os palestinos como as vítimas do imperialismo. Mas o principal líder luterano brasileiro, que também é um dos cabeças do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) com sede na Suíça, está agora afirmando que a “certidão de óbito” da Teologia da Libertação é prematura.
Walter Altmann: maior líder luterano mundial da Teologia da Libertação
A maior parte dos cristãos brasileiros são católicos ou pentecostais, de modo que Walter Altmann, como presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, representa apenas uma pequena parte das igrejas do Brasil. Mas como moderador do Comitê Central — um nome convenientemente autoritário — do CMI, o Rev. Altmann presumivelmente representa alguns esquerdistas protestantes da Europa e EUA que ainda sonham com a luta de classes.
“Desde a queda do Muro de Berlim, foram muitos os críticos que se precipitaram a declarar a morte da teologia da libertação,” Altmann lamentou numa recente coluna para o CMI. “A maioria o fez porque viu nela apenas uma apologia do socialismo do caduco estilo soviético. No entanto, esse certificado de morte parece ter sido emitido prematuramente.”
Altmann admitiu que os teólogos da Teologia da Libertação utilizaram “categorias marxistas para a análise socioeconômica e a crítica dos males do capitalismo.” Mas ele, um tanto que defensivamente, insistiu em que o “o marxismo nunca foi o elemento central da teologia da libertação.” Ao que parece, foi apenas coincidência que os teólogos da Teologia da Libertação nunca tiveram muito interesse em libertar a Cuba comunista ou a Nicarágua sob o regime sandinista, pois presumivelmente já estavam “libertos.”
Em vez de marxismo, Altmann declarou que a Teologia da Libertação era meramente a “a empatia com os pobres e com sua luta pela justiça, inspiradas na vida e nos ensinamentos de Jesus.” Supostamente, os adeptos dessa teologia estavam apenas pedindo que os cristãos fossem fiéis ao Evangelho ao derrubar injustas estruturas sociais e econômicas. De acordo com Altmann, “O fundamento espiritual e a motivação da teologia da libertação estão enraizados no encontro — que muda a vida — com Cristo como libertador e com nosso próximo necessitado,” cujos sofrimento é resultado de “opressão e das injustiças sistemáticas.”
Entre suas muitas heresias, a Teologia da Libertação se esforçou para reinterpretar Cristo não como Salvador do mundo, mas como revolucionário político da espécie de Che Guevara. Em vez de aceitarem a compreensão cristã ortodoxa da natureza humana e do mundo como naturalmente caídos, os utópicos da Teologia da Libertação afirmavam que dava para se aperfeiçoar a humanidade e que só o capitalismo e o imperialismo injetavam artificialmente sofrimentos ao mundo que, em outras circunstâncias, eram evitáveis. A “libertação” política e econômica livrariam permanentemente a humanidade da opressão e infelicidade. A revolução, não a salvação, era a resposta.
A maioria dos cristãos na América Latina, até mesmo ao lutar contra ditadores direitistas da década de 1970, nunca aceitou as tentativas da Teologia da Libertação de sequestrar o Cristianismo. Mas as elites protestantes, educadas em universidades da Europa e dos EUA, de forma determinística insistiam em que a Teologia da Libertação era o futuro. Algumas dessas elites ainda sobrevivem, muitas delas em cargos em instituições ocidentais de ensino ou agarradas a cargos em decadentes organizações protestantes, como o Rev. Altmann.
Procurando uma brisa para ressuscitar a implodida Teologia da Libertação, Altmann afirmou que a “recente crise financeira internacional, ocasionada pelas forças desenfreadas de um capitalismo governado pela avareza e pelos interesses privados e empresariais, o número de pobres — ou melhor dito, de empobrecidos — no mundo aumentou em centenas de milhões.” Essa é apenas uma verdade parcial, pois o crescimento econômico do livre mercado dos últimos 25 anos, simultâneo com o colapso do comunismo, realmente ergueu centenas de milhões no mundo inteiro da pobreza crônica para a classe média ou perto dela.
Altmann celebrou que a Teologia da Libertação havia influenciado fortemente o movimento ecumênico e o CMI durante as décadas de 1970 e 1980. Ele não conseguiu admitir que o declínio internacional do movimento ecumênico liderado pelo Ocidente também é paralelo a essa influência, pois o Cristianismo mundial, sob o protestantismo evangélico, se fortaleceu no Sul, principalmente o pentecostalismo, e o catolicismo romano ortodoxo. Em vez disso, ele saudou as lutas do movimento ecumênico contra as velhas ditaduras latino-americanas e contra o apartheid na África do Sul. Ele preferiu não reconhecer que o colapso de autoritários direitistas na América do Sul, com o velho regime racista da África do Sul, ocorreu de modo simultâneo ao colapso da União Soviética e à expansão da democracia em seu rastro, facilitado em parte pela influência e confiança dos EUA redespertados.
Conselho Mundial de Igrejas: a força ecumênica da Teologia da Libertação
Sem perder o ânimo e vivendo em sua própria bolha teológica e política, Altmann insistiu em que a Teologia da Libertação nunca foi “estática” e simplesmente, de forma criativa, se transformou em novas ênfases, como “povos indígenas, racismo, desigualdades de gênero e ecologia.” De acordo com o luterano brasileiro, “Na atualidade, a teologia da libertação também se ocupa da interpretação das culturas e de questões antropológicas como, por exemplo, da tentação do poder. O empenho por conseguir uma sociedade mais justa na qual haja “lugar para todos” persiste, mas a forma de chegar a ela passou a ser através da ação da sociedade civil.” Em outras palavras, a Teologia da Libertação não mais é tanto sobre movimentos de guerrilhas quanto é sobre irados comícios antiglobalização ou, de forma mais agressiva, o populismo esquerdista na América Latina.
Esse é o jeito de Altmann explicar que a Teologia da Libertação essencialmente se redefiniu para incluir qualquer luta contra os mercados livres, a democracia constitucional e a Civilização Ocidental tradicional. Não mais especificamente promovendo a revolução marxista, a Teologia da Libertação agora é quase inteiramente uma força negativa, definida mais pelo que é contra do que pelo que é a favor. Altmann entusiasmou-se que a Teologia da Libertação está hoje de modo vibrante moldando os “esforços políticos latino-americanos dirigidos ao estabelecimento de um modelo de democracia que supere a pobreza e as injustiças sociais,” citando os presidentes esquerdistas do Brasil, Bolívia, Equador, Nicarágua e Paraguai. Supostamente, todos esses presidentes têm “íntimo contato” com os teólogos da Teologia da Libertação, afirmou ele.
Note que Altimann omitiu Hugo Chavez, mas não os discípulos do homem forte da Venezuela, dessa lista de líderes políticos da Teologia da Libertação na América Latina. Será que um texto do CMI não teria coragem de aplaudir especificamente Chavez? Se esse é o caso, a Teologia da Libertação no estilo do CMI perdeu parte de sua determinação. Outrora, a Teologia da Libertação demonstrava muito mais confiança. A versão diluída que Altmann tem de uma força revolucionária outrora potente prova que a Teologia da Libertação é em grande parte apenas uma memória que idosos prelados esquerdistas guardam com carinho da luta de classes.
Traduzido por Julio Severo do artigo da revista FrontPage: Resurrecting Liberation Theology
Leitura recomendada:

14 de maio de 2013

Genizah e manipulação: a esquerda a serviço da esquerda


Genizah e manipulação: a esquerda a serviço da esquerda

Julio Severo
Fiquei surpreso e desconfiado quando o vídeo da Dra. Damares Alves foi divulgado também no Genizah. O vídeo, que muita gente no Brasil viu através de incontáveis sites e blogs, denuncia o governo federal sexualizando as crianças.
Muito acertadamente, o filósofo Olavo de Carvalho disse sobre o vídeo: “É, sem favor nenhum, o discurso mais importante e mais valioso proferido em português do Brasil no último meio século.”
Não fiquei surpreso com o que o governo federal faz e fez. Meu blog contém textos e fontes sobre esse assunto, que não é novidade para mim. Outros sites sérios, inclusive o Mídia Sem Máscara, contêm denúncias semelhantes. Eu mesmo já testemunhei, pessoalmente, uma elevada funcionária do governo federal falando sobre isso anos atrás.
Minha surpresa e desconfiança foram com a real intenção do Genizah em expor algo tão necessário para as famílias brasileiras.
Minha suspeita não se confirmou. Ontem, o Genizah disse que conheceu uma refutação “contundente” ao vídeo da Dra. Damares e fez contato com a autora, a sra. Magali do Nascimento Cunha.
Magali do Nascimento Cunha discursando no Conselho Mundial de Igrejas
O Genizah explicou: “As refutação é minuciosa e oferece ao leitor a clara certeza de que estamos diante de uma peça de manipulação (vídeo), de inspiração política visando alarmar a população evangélica objetivando colher frutos nas próximas eleições.”
Em seguida, alega que o vídeo da Dra. Damares é “uma peça para atacar o governo federal forjando estatísticas e inventando fatos.”
Depois da refutação “contundente”, veiculada neste link pelo Genizah, a única impressão que ficou é que as denúncias de que o governo está sexualizando as crianças são “mentiras.” A mulher que denunciou “manipulou,” segundo o Genizah.
Supostamente, de acordo com o Genizah, a mulher metodista que atacou Damares só está interessada na “verdade” e não tem nenhuma motivação ideológica.

Quem é Magali do Nascimento Cunha?

Qual é a credencial da metodista que virou a heroína da “verdade” no tabloide sensacionalista Genizah? Magali do Nascimento Cunha é professora da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, um dos maiores redutos esquerdistas do protestantismo brasileiro.
Ela é também membro do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas, o maior reduto de protestantes esquerdistas do mundo.
O site do Conselho Mundial de Igrejas destaca, com louvores, que Magali faz parte da infame Comissão Nacional da Verdade, um grupo criado pelo governo de Dilma Rousseff (que tem passado terrorista comunista) para investigar supostas violações de direitos humanos por parte dos militares contra terroristas comunistas armados que matavam, assaltavam bancos, faziam atentados a bomba, sequestravam, etc.
A Comissão Nacional da Verdade, que julgará apenas os militares e não os terroristas comunistas, tem tido amplo apoio do Genizah, que tem destacado o papel de protestantes na luta comunista contra o governo militar.
Magali também colocou de fora suas vermelhas unhas comunistas no caso Marco Feliciano, que atraiu a fúria de toda a esquerda secular e evangélica.
Naturalmente, Magali não podia ficar de fora da campanha de ódio perpetrada por seus camaradas contra Feliciano.
Ao reclamar de Feliciano, ela o enquadra como “cristão predominantemente conservador teologicamente, marcado por um fundamentalismo bíblico” — uma acusação rotineira da esquerda protestante contra todo evangélico que não segue a cartilha de Karl Marx ou não compartilha da agenda gayzista e abortista.
O que não é surpresa é que a reclamação dela foi postada, em seu blog pessoal, por Leonardo Boff, um ex-católico que é o maior promotor da Teologia da Libertação no Brasil.
Não é a toa, então, que o Genizah tenha acolhido com tanto entusiasmo a refutação “contundente” da protestante esquerdista, ecumênica e liberal. São almas gêmeas.
Dá até para entender por que o Genizah havia postado inicialmente o vídeo de alerta da Dra. Damares Alves. Ela já ajudou Marina Silva. De forma semelhante, em seus textos, Magali deixa também transparecer simpatia por Marina e seu esquerdismo melancia.
Mas a diferença é gritante. Mesmo com suas marinadas, Damares faz muito mais do que Marina faz: ela denuncia o governo federal. Magali não. O resultado é que entre as marinadas de Damares e o esquerdismo safado de Magali, a escolha do Genizah foi por sua alma gêmea.
Outra explicação possível é que, ao descobrir que tanto eu quanto Olavo de Carvalho elogiamos o discurso gravado de Damares, o Genizah decidiu despejar no vídeo toda a sua ojeriza pelo conservadorismo, com os mesmos argumentos falaciosos de sempre. (Para os leitores iniciantes, Olavo de Carvalho e Julio Severo são alvos preferenciais do tabloide sensacionalista Ojerizah.)
A esquerda protestante brasileira tem feito uso de maldades, safadeza e mentiras desde seus primórdios, conforme registra meu livro “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade.” Um evangélico possesso da heresia esquerdista vende a própria mãe, ou Deus, para fazer a vontade do pai da mentira e da safadeza.

O pedófilo de cueca amarela

O fato mais importante e escandaloso é que em momento algum Magali do Nascimento Cunha provou que o governo federal NÃO está sexualizando ou até mesmo homossexualizando as crianças do Brasil. Sua refutação “contundente” focou apenas em detalhes técnicos, sem se importar se o governo Lula e o governo de Dilma Rousseff cometeram as sexualizações e muitas outras aberrações.
Meu blog tem toneladas dessas informações, inclusive denúncias mostrando protestantes como o Genizah e militantes como Magali colocando sua ideologia acima do bem-estar das famílias. Muito diferente de mim, que tenho trabalhado para defender valores pró-família sem salário algum, Magali conta com milhares de reais para “inspirá-la” em sua rota esquerdista.
Focar em detalhes técnicos é uma artimanha — tipicamente esquerdista — de manipular o debate. Assim, em vez de todos tratarem objetivamente do estuprador que violentou a menina de cinco anos, o advogado ardiloso esfrega as mãos de malícia e apela para o juiz no tribunal: “Excelência, note que meu cliente está sendo acusado de estuprar a menininha, mas a mulher que fez a acusação cometeu um erro imperdoável. Ela disse que meu cliente estava usando cueca amarela, mas eu digo que era azul-claro. Como podemos dar credibilidade para ela?”
Assim, o ardiloso desvia o assunto para detalhes, na esperança de que o público perca a atenção do crime maior: o estupro da menina. No final, todos esquecem a menina e ficam ocupados batendo boca para ver quem está certo sobre a cor da cueca imunda do pedófilo.
O governo federal está sexualizando e homossexualizando as crianças? Magali não respondeu a essa pergunta, e ainda desviou o foco.
O Ojerizah e Magali têm uma motivação ideológica? Uma só, é de duvidar. O mais provável é que sejam várias.
A Dra. Damares errou a cor da cueca de um dos sexualizadores de crianças? Talvez. Mas isso não muda a gravidade e a realidade das denúncias. Por mais que o Genizah, Magalis e outros protestantes esquerdistas endinheirados queiram desviar o assunto para detalhes, crianças estão sendo sexualizadas nas escolas.
Leitura recomendada:
Sobre o Genizah:

25 de abril de 2013

Gayzistas e apóstatas se unem no Congresso Nacional


Gayzistas e apóstatas se unem no Congresso Nacional

Julio Severo
Na quarta-feira (24 de abril) a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos (FPDDH), criada para fazer oposição à Comissão de Direitos Humanos e Minorias sob a presidência do Dep. Marco Feliciano (PSC-SP), se reuniu com líderes de igrejas apóstatas para tratar pretensamente da situação de “direitos humanos,” cujo centro, na visão deles, são os direitos homossexuais.
Entre os militantes da FPDDH estão os deputados Jean Wyllys e Chico Alencar (PSOL-RJ), Domingos Dutra (MA) e Erika Kokay (DF), ambos do PT, entre outros socialistas.
Jean Wyllys
A reunião, que aconteceu às 14h na Câmara dos Deputados, teve como convidados oficiais representantes do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
O CONIC já se manifestou publicamente contra a permanência de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos.
Aparentemente, a reunião com as igrejas apóstatas e Jean Wyllys e seus aliados teve como objetivo mostrar ao público brasileiro que o Cristianismo de Marco Feliciano não representa os evangélicos do Brasil.
A pergunta que podemos fazer é: qual é a espécie de cristianismo do CONIC, CMI e IECLB?
O CONIC é presidido pelo Rev. Walter Altmann. O discurso de Altmann, que tratou de ecumenismo e do papel das igrejas católicas e evangélicas tradicionais contra o governo militar no Brasil, foi elogiado por Wyllys.
Walter Altmann
É fato que Altmann atuou como opositor ao governo militar do Brasil. Durante os anos do governo militar, há registros de que Altmann recebia ajuda soviética para engajar as igrejas no apoio ao comunismo. Ele foi atuante no Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
O CMI, além de suas habituais atividades pró-socialismo, é conhecido por um amplo ecumenismo, que envolve até mesmo ativistas gays e adeptos das religiões afro-brasileiras, conforme imagem que mostra representantes dessas religiões e militantes homossexuais do grupo Harpazo, numa foto tirada na reunião de fevereiro de 2006 do CMI em Porto Alegre. Ao fundo, imagem da LBV.
Reunião ecumênica do CMI em Porto Alegre em 2006
A IECLB, onde Altmann já foi presidente, é também famosa por adotar as bandeiras do socialismo. Seu maior seminário no Brasil, a Escola Superior de Teologia (EST) em São Leopoldo, tem como um de seus professores o Rev. André Sidnei Musskopf, autor do livro “Talar Rosa,” que defende a teologia gay.
Em 2006, Luiz Mott, considerado o líder do movimento homossexual do Brasil, deu um discurso na EST atacando o conservadorismo evangélico, bem debaixo do nariz dos reverendos luteranos esquerdistas, que o aplaudiram.
Pelos padrões da Bíblia, essas igrejas e grupos seriam considerados apóstatas. E ativistas gays como Jean Wyllys sabem que os apóstatas são a melhor arma para confundir os cristãos do Brasil que se opõem à agenda gay.
Tempos atrás, Wyllys havia dito que os calvinistas são aliados do movimento gay. Agora, outros aliados se uniram a ele: CONIC, CMI e IECLB.
Se todas as esquerdas estão contra Marco Feliciano, Altmann jamais poderia ficar de fora. A presença dele numa reunião de Wyllys contra Feliciano mostra que, mais do que nunca, o líder luterano está determinado a combater o conservadorismo cristão. Se nas décadas de 1960 e 1970 ele recebia dinheiro soviético para ajudar os comunistas do Brasil, hoje ele recebe dinheiro não se sabe de quem para continuar suas atividades socialistas.
Infelizmente, grandes mídias evangélicas do Brasil, como GospelPrime e GospelMais, em vez de tratarem essas igrejas como apóstatas, as apresentam simplesmente como “igrejas cristãs”, como se de fato seguissem a Cristo.
Na minha opinião, ao fazerem tal apresentação equivocada, essas mídias violam um dos Dez Mandamentos, que ordena: “Não darás falso testemunho.”
Com informações do GospelPrime e GospelMais.
Leitura recomendada:

16 de novembro de 2012

Brasil vai sediar maior evento pró-Palestina do mundo


Brasil vai sediar maior evento pró-Palestina do mundo

Julio Severo
O Fórum Social Mundial Palestina Livre acontece em Porto Alegre, Brasil, de 28 de novembro a 1 de dezembro de 2012, à luz das tempestuosas mudanças que se tornaram conhecidas como “Primavera Árabe”, em que governos muçulmanos foram substituídos por governos islâmicos radicais, com horrendas consequências para os cristãos.
Os organizadores do imenso fórum pró-Palestina agradeceram ao governo brasileiro por acolherem o evento, e eles o veem como “um marco crucial e extraordinário no processo de amplificação do apoio” à luta palestina pelo exercício do que eles consideram como um “direito inalienável” dos palestinos: “um Estado independente com Jerusalém como sua capital”.

Apoio de cristãos e judeus esquerdistas

O FSM Palestina Livre se gaba de que seu evento tem o apoio oficial de “proeminentes figuras teológicas e do Conselho Mundial de Igrejas”.
Leonardo Boff, o mais proeminente defensor da teologia da libertação no Brasil, manifestou apoio ao FSM Palestina Livre afirmando: “É nosso dever estar do lado dos palestinos”.
Nancy Cardoso, pastora metodista do CEBI (Centro Ecumênico da Bíblia), do Rio Grande do Sul, disse: “Nós vemos o FSM Palestina Livre como um espaço fundamental para dar voz aos nossos irmãos e irmãs palestinos”.
Autoridades religiosas esquerdistas de Israel e outros países confirmaram sua presença, inclusive o professor de teologia Marc Ellis, judeu americano que é escritor e ativista da teologia da libertação.
Delegações de 36 países dos cinco continentes já se inscreveram para o Fórum Social Mundial Palestina Livre, tornando este evento o maior encontro de solidariedade à causa palestina. As delegações dos seguintes países já confirmaram a sua presença: África do Sul, Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Escócia, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Gana, Guiné, Índia, Inglaterra, Irã, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Líbano, Noruega, Palestina, Paquistão, Paraguai, República Democrática do Congo, Senegal, Suazilândia, Togo, Tunísia, Uruguai e Venezuela.

Palestrantes radicais

Entre os palestrantes estão:
Ronnie Kasrils (nascido em 15 de novembro de 1938) é um político sul-africano. Ele foi membro do Congresso Nacional Africano (CNA) bem como membro do Comitê Central do Partido Comunista Sul-Africano. É um dos oradores mais eloquentes contra Israel e a favor de um Estado palestino.
Angela Yvonne Davis (nascida em 26 de janeiro de 1944) é uma afro-americana e proeminente líder do Partido Comunista dos EUA. Ela era diretora do departamento de Estudos Feministas da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. A especialidade dela é o feminismo, estudos afro-americanos e marxismo. O fato de ela ser membro do Partido Comunista levou Ronald Reagan a requisitar em 1969 que ela fosse proibida de ensinar em qualquer universidade no Estado da Califórnia. Ela era uma das suspeitas no sequestro e assassinato do Juiz Harold Haley em 1970. Ele é autora de nove livros, e tem dado aulas nos Estados Unidos, na Europa, na África, na Ásia, na Austrália e na América do Sul.

Objetivos

Em seu evento no Brasil, o Fórum Social Mundial Palestina Livre tem como alvo:
1) Defender o direito do povo palestino lutar contra Israel.
2) Fortalecimento e expansão da participação na campanha global, liderada pelos palestinos, de boicote, desinvestimento e sanções (BDS) contra Israel. Essa campanha BDS, que abrange boicotes a Israel e empresas internacionais, já foi adotada por grandes denominações protestantes americanas, inclusive presbiteriana, luterana e anglicana.
3) Fazer do Fórum Social Mundial Palestina Livre uma plataforma para a construção de estratégias BDS contra Israel, objetivando, primordialmente, o boicote aos acordos de livre comércio entre Israel e outros países, ou grupo de países, como União Europeia e Mercosul.
4) Reconhecimento e apoio à luta dos judeus progressistas em toda parte, em especial aqueles que apoiam a criação de um Estado palestino.
5) Apoio à resistência palestina contra Israel.
6) Lançamento de campanhas eficazes de informação pública para incentivar os meios de comunicação a desmascarar e condenar Israel.

Localização estratégica

O Fórum Social Mundial Palestina Livre escolheu o Brasil para seu megaevento por causa de sua importância politicamente estratégica. Dois anos atrás, o ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva reconheceu oficialmente a Palestina como um Estado nacional. Sua sucessora, Dilma Rousseff, tem prosseguido a defesa da causa palestina iniciada por ele.
O fórum acontecerá em Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, onde o Partido dos Trabalhadores tem uma presença forte. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, com seus 700.000 membros, tem também uma presença forte nesse estado.
Essa denominação luterana tem tido um papel crucial na defesa da teologia da libertação e um ex-presidente, que é um proeminente líder no Conselho Mundial de Igrejas, esteve implicado em esquemas soviéticos décadas atrás, de acordo com uma denúncia na mídia dos EUA.
Entretanto, mais estratégica é a região. Porto Alegre fica perto da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), em que grupos terroristas como al-Gama'a al-Islamiyya, Jihad Islâmica, Hezbolá e al-Qaeda extraem parte de seu financiamento.
Leitura recomendada:
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