Benjamin Netanyahu é criticado por não se prostrar ao ídolo mítico Nelson Mandela
Julio
Severo
Os grandes meios de comunicação internacionais
ficaram chocados quando Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, e Shimon
Peres, o presidente de Israel, disseram que não compareceriam ao funeral de
Nelson Mandela na África do Sul, citando razões de custos e saúde.
Por que tanto estardalhaço sobre
isso? O presidente russo Vladimir Putin decidiu não comparecer, e não tem
recebido as críticas generalizadas que Netanyahu recebeu.
Para Putin, que era um líder ativo
na infame KGB, comparecer ao funeral de Mandela era muito natural. Durante o
governo branco, a África do Sul era anticomunismo e a KGB estava operando nos
bastidores apoiando o Congresso Nacional Africano, que é hoje o partido
governante. A vitória de Mandela foi a vitória da KGB. Portanto, não existe
motivo para um agente ou ex-agente da KGB se ausentar de tal evento.
Mandela e o terrorismo palestino
Entretanto, a Esquerda
internacional não focou na ausência de Putin. Seu foco foi Netanyahu, que tinha
bons motivos para sua decisão, considerando algumas declarações de Mandela:
1)
“Mas sabemos muito bem que nossa
liberdade é incompleta sem a liberdade dos palestinos.” (Discurso do
presidente Nelson Mandela no Dia Internacional de Solidariedade ao Povo
Palestino, 4 de dezembro de 1997, Pretória.)
Comentário
de Julio Severo: A Conferência Mundial contra o Racismo realizada pela ONU na África do
Sul em 2009 foi usada como uma plataforma para condenar Israel, cujo governo a
boicotou.
2)
“Creio que há muitas semelhanças entre nossa luta e a da OLP.”
(1990)
Comentário
de Julio Severo: A OLP, ou Organização para a Libertação da Palestina, era uma
organização terrorista responsável por muitos ataques contra cidadãos
israelenses, inclusive crianças.
3)
“Nós nos identificamos com a OLP porque, exatamente como nós, eles estão
lutando pelo direito de autodeterminação.” … “Arafat é nosso companheiro de
batalha.”
4)
“Se tivermos de nos referir a algum dos lados como Estado terrorista, podemos
nos referir assim ao governo israelense porque são eles que estão massacrando
árabes inocentes e indefesos nos territórios ocupados.”
(1990)
![]() |
| Nelson Mandela e Yasser Arafat |
Moderna África do Sul e sua louca “segurança”
No entanto, há alguém que sem a
menor dúvida não deveria ter comparecido ao funeral de Mandela. Ele não era um
líder mundial, mas representou a moderna África do Sul. Seu nome é Thamsanqa
Jantjie e ele é sul-africano. De acordo com a Associated Press, ele é um homem
esquizofrênico com tendências violentas. Ao simular um intérprete de linguagem
de surdos e mudos, ele conseguiu ficar muito próximo dos líderes mundiais,
inclusive a menos de um metro de Obama, no memorial de Mandela.
![]() |
| Obama e Thamsanqa Jantjie (à direita) |
O governo da África do Sul não
conseguiu, ou não quis, explicar como ele pôde obter autorização oficial para
estar perto dos líderes mundiais.
A Associated Press disse que na África
do Sul Obama ficou exposto a “muitas confusões e riscos de segurança que
tipicamente não seriam tolerados pelo Serviço Secreto nos Estados Unidos.” Jantjie
é só um exemplo. Ele foi uma clara ameaça a Obama e outros líderes.
Obama estava a mercê do governo da África
do Sul — e a mercê de seus esquizofrênico, paranoico e farsante intérprete de
linguagem de mudos e surdos. Pelo atual padrão sul-africano, isso foi
segurança, e é muito mais segurança do que a maioria dos sul-africanos jamais
verá em sua vida inteira.
Jantjie
é uma pequena amostra de uma África do Sul que o mundo se recusa a reconhecer:
a mudança marxista que Mandela trouxe para sua nação a fez a capital mundial do
estupro, com um índice muito elevado de assassinatos e agressões.
![]() |
| Thamsanqa Jantjie |
Espere um pouco: alucinação ou possessão
demoníaca?
Moderna África do Sul e bruxaria
Mandela inaugurou na África do Sul
uma era em que a bruxaria foi reconhecida e respeitada pelo Estado.
No ano passado, as festividades do
centenário do partido do governo, o Congresso Nacional Africano de Mandela,
foram marcadas por sacrifícios de animais e rituais realizados por feiticeiros
“para se lembrarem de seus ancestrais e se lembrarem de seus próprios deuses do
jeito tradicional.”
Esse “jeito tradicional,” ou jeito
africano, é conhecido no Brasil: o candomblé e outras religiões
afro-brasileiras. A propósito, se você desaprovar esse jeito apontando que na
Bíblia Deus condena a bruxaria, a resposta estatal segue o mantra esquerdista:
críticas à adoração africana e seus deuses e demônios são discriminação, até
mesmo racismo!
![]() |
| Bruxa da África do Sul |
Os rituais no funeral de Mandela
foram semelhantes. Animais foram sacrificados. A matança cerimonial de animais
é um dos jeitos que os “ancestrais” são invocados para pedir ajuda. Os
convidados desses rituais bebem o sangue dos animais mortos. A veneração ao
mundo dos espíritos ancestrais desempenha um papel importante na “cultura”
sul-africana. (Conheço esses termos muito bem. No Brasil, somos ensinados por
nosso governo esquerdista que o Cristianismo é uma religião e a bruxaria
africana é apenas “cultura”!)
Seguindo essa tradição, o corpo de
Mandela foi acompanhado por indivíduos que mantinham comunicação com seu
espírito e outros espíritos.
Não sei se criticar tal
envolvimento de feitiçaria na África do Sul equivale a racismo. Mas esse não é
o único problema. A África do Sul está sob o feitiço da Esquerda ocidental.
Legado assassino
Mandela e seu Congresso Nacional Africano
estavam para transformar a África do Sul num violento país marxista e comunista
no modelo soviético ou cubano “quando foram comprados por suborno pelo
[socialista] Partido Democrático dos EUA e grandes empresas multinacionais que
regaram os novos governantes negros com riquezas e poder, e, acima de tudo, com
cobertura favorável dos meios de comunicação,” de acordo com Rodney Atkinson,
irmão de Rowan, o famoso “Mr. Bean.” Eles foram subornados pela Esquerda
ocidental. O resultado? Eles se tornaram uma nação socialista violenta no
modelo ocidental.
Sob o feitiço desse modelo, a África
do Sul vem implementando a decadência moral como nenhuma outra nação africana
fez. Para o sr. Atkinson, Mandela tem um legado assassino. Em 1996, Mandela
aprovou uma das leis mais liberais de aborto no mundo.
![]() |
| Aborto |
Em outras palavras, enquanto muitas
outras nações africanas seguem a tradição de proteger a família, inclusive
contra o “casamento” gay e o aborto, nesse aspecto a África do Sul sob Mandela
seguiu o modelo socialista ocidental. Apenas com relação à religião, Mandela
abriu as portas nacionais para o jeito africano tradicional e seus demônios.
Calvinismo na África do Sul
Exatamente como outras nações
africanas, a África do Sul era também estritamente contra a sodomia e o aborto,
sob os governos brancos. As autoridades dos governos brancos eram na maior
parte calvinistas, e inegavelmente a África do Sul muito prosperou sob a
inspiração calvinista. Seu desafio maior foi prevalecer sobre barreiras raciais
— um problema comum na África, considerando as guerras tribais em que tribos se
odiavam, se escravizavam e se massacravam umas as outras por diferenças raciais
e “culturais.” Lembre-se dos tutsis e hutus.
A dificuldade calvinista de
prevalecer sobre as barreiras raciais abriu as portas para a resistência,
principalmente comunista, e um enfraquecimento gradual de sua própria tradição
religiosa.
Em 1985, enquanto estavam sob
governo branco, 92% dos africânderes (brancos sul-africanos) eram membros de
igrejas reformadas (calvinistas). Mas depois do governo pró-aborto e
pró-sodomia de Mandela, tudo mudou. Em 2012, essa estatística havia caído para
41%, enquanto a real frequência aos cultos semanais de igrejas reformadas é
estimada em abaixo de 25%.
Gandhi, Apartheid e Racismo
O enfraquecimento deles segue a
estranha ideia social de que o Apartheid é pior do que qualquer mal que a
África do Sul esteja sofrendo desde o fim do Apartheid.
O Apartheid tem sido elevado acima
dos estupros desenfreados, inclusive de crianças e bebês, na África do Sul.
O Apartheid tem sido elevado acima
da problemática vida pessoal de seu maior oponente, Mandela, descrito pelo DailyMail como um homem “mulherengo e
que batia nas esposas.”
O Apartheid tem sido elevado acima
do mal do socialismo, aborto e outras ameaças.
E é de suspeitar que o marxismo,
adotado por Mandela, tenha abraçado uma suposta luta contra o racismo. De
acordo com o especialista acadêmico americano Walter Williams, que é negro, Karl
Marx era um homem racista. Como então Mandela adotou o marxismo para lutar
contra o Apartheid e, mais tarde, usou o marxismo para legalizar o aborto?
E agora, os marxistas, cujo pai era
racista, colocam Mandela no mesmo nível de mito de Mahatma Gandhi — outro
racista! Para Gandhi, os africanos não eram melhores do que os “intocáveis” da
Índia. Ele achava que as pessoas negras eram sub-humanas.
![]() |
| Mahatma Gandhi |
Gandhi foi, de acordo com o jornal americano
HuffingtonPost, elevado a um messias
do século XX por pastores e missionários americanos e europeus. Por exemplo, John
H. Holmes, um pastor unitarista liberal de Nova Iorque, louvou Gandhi em seus
escritos e sermões com títulos como “Gandhi: O Cristo Moderno” e “Mahatma
Gandhi: O Maior Homem desde Jesus Cristo.”
Mandela será o novo messias
deificado pelos pastores e missionários protestantes? Alguma dúvida?
Calvinismo e Pentecostalismo
Talvez os calvinistas da África do
Sul pudessem ter evitado o destino catastrófico de sua nação abrindo as portas
para o reavivamento espiritual. Uns 100 anos atrás, quando o Congresso Nacional
Africano iniciou sua luta contra o Apartheid, os Estados Unidos começaram a
experimentar um derramamento do Espírito Santo, e nasceu o movimento
pentecostal. O Espírito Santo não fez distinção de raça e cor: brancos e negros
eram batizados no Espírito Santo e brancos e negros se tornaram líderes na
igreja pentecostal.
Enquanto a propagandista
esquerdista e feminista de controle da natalidade Margaret Sanger pregava a
extinção dos negros por meio do controle da natalidade uns 100 anos atrás,
brancos e negros pobres se uniam em suas experiências pentecostais.
O pentecostalismo, rejeitado por
muitos calvinistas ricos e opulentos, tem sido o jeito de Deus de lidar com
questões raciais desde o início do século XX.
Os calvinistas, que abençoaram a
África do Sul por mais de três séculos com seu capitalismo e trabalho duro,
precisavam de tais experiências pentecostais para enfrentar os desafios do
século XX. O fato de que não se abriram para tais experiências acabou se
tornando vitória para ídolos marxistas e sua “libertação” com estupros
epidêmicos, aborto e homossexualidade.
Netanyahu: não ao ídolo anti-Israel
Portanto, não estou admirado com o
fato de que Barack Obama, Bill Clinton e Jimmy Carter foram à África do Sul
para prestar tributo a seu camarada pró-aborto e pró-homossexualidade. Contudo,
o que George W. Bush estava fazendo entre eles? Onde estava sua coragem para
apenas dizer “não”?
A África do Sul é hoje uma nação
anti-Israel, em contraste com os governos brancos passados, que eram
pró-Israel.
Benjamin Netanyahu, o
primeiro-ministro de Israel, teve a coragem de dizer “não.” Ele poderia ter
feito a viagem muito dispendiosa, para ver, como outros líderes mundiais viram,
os gestos loucos de Thamsanqa Jantjie, um homem possesso que estava tendo
alucinações perto de Obama numa triste representação da cultura de bruxaria,
estupro e assassinato na África do Sul. Ele poderia ver os líderes mundiais em
seus gestos malucos prestando tributo a um homem anti-Israel. Mas ele não fez
isso.
Um leitor americano na revista Charisma comentou: “Mandela apoiava o
terrorismo palestino e criticava veementemente Israel. O primeiro-ministro
israelense participar de um ato honrando-o seria parecido com ele indo a um ato
prestando tributo ao aiatolá. Seria um insulto a todos os que foram vítimas do
terrorismo palestino.”
Netanyahu, não Putin, tem sido
criticado por não seguir os líderes mundiais, principalmente os líderes dos
EUA, em sua participação do funeral de Mandela. Mas Israel devia se acostumar a
ser criticado e isolado. No futuro, Israel sofrerá mais críticas e isolamento,
e tudo isso já foi profetizado na Bíblia.
Babilônia e seus ídolos
A antiga Babilônia ordenava que os
cidadãos sob seu controle se prostrassem a seu ídolo mítico: “Em seguida, o
arauto do rei proclamou em alta voz: “Ordena-se, pois, a todos vós, ó povos,
nações e gentes de todas as línguas: ‘Assim que ouvirdes o som da corneta, da
flauta, da harpa, da cítara, do saltério, da flauta dupla, e de outros
instrumentos musicais, todos tocando juntos, vos ajoelhareis com o rosto rente
à terra, e assim, prostrados, devereis adorar a imagem de ouro que o rei
Nabucodonosor vos edificou. No entanto, qualquer pessoa que não se prostrar com
o rosto em terra, e não adorar a estátua será imediatamente atirado numa
fornalha em chamas!’ Sendo assim, logo que ouviram o som da corneta, do pífaro,
da citara, da harpa, do saltério e de todos os demais instrumentos musicais,
todo individuo, povo, nação e mesmo pessoas estrangeiras, de outras línguas e
culturas, prostraram-se em terra e adoraram a imagem de ouro que o rei
Nabucodonosor fizera.” (Daniel 3:4-7 KJA)
Daniel o judeu não se prostrou ao ídolo
erguido pela Babilônia
A Babilônia moderna, representada
principalmente pelos socialistas Estados Unidos e Europa, quer que o mundo
inteiro se prostre a seus ídolos míticos.
Netanyahu o judeu não se prostrou
ao ídolo anti-Israel erguido pela Babilônia moderna.
Enquanto os Estados Unidos seguem
os caminhos das nações, e as nações seguem o caminho da Babilônia, Israel segue
seu próprio caminho e destino.
Versão em inglês deste artigo: Benjamin Netanyahu Under Fire for Not
Bowing Down to Mythical Idol Nelson Mandela
Fonte:
www.juliosevero.com
Leitura
recomendada:














