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12 de agosto de 2016

A falta de moral da Esquerda contra Marco Feliciano


A falta de moral da Esquerda contra Marco Feliciano

Julio Severo
O escritor direitista Rodrigo Constantino, em seu artigo “O instinto feminista é atirar primeiro e perguntar depois,” disse: “Não ia comentar o caso envolvendo a jornalista Patrícia Lélis e a acusação de estupro que teria sofrido pelo pastor Marco Feliciano…” Mas acabou comentando.
Aliás, o escândalo ficou tão grande que não há quase ninguém no mundo evangélico e secular que não esteja fazendo comentários. Mas o Rodrigo, embora (até onde sei) não seja cristão, tem ideias profundamente direitistas.
Rodrigo disse: “Ouvi um breve comentário da moça atacando a ‘direita toda,’ que teria a crucificado (sendo que a maioria ficou em silêncio, aguardando mais informações). E, por fim, a evidência final, ela esteve com Maria do Rosário para trocarem solidariedade sobre o ocorrido, para pedir apoio à petista, que é análogo a um judeu procurar um nazista para se defender do antissemitismo. Ora, Maria do Rosário é aquela que protegeu até o estuprador Champinha, um monstro assassino!”
Se Rosário defendeu um estuprador comprovado, por que ela iria aceitar e apoiar de Patrícia Lélis uma acusação de “estupro” contra Feliciano?
Se a acusação de estupro fosse real, Patrícia não teria demonstrado um comportamento amistoso com o chefe de gabinete do Feliciano.
Se a acusação de estupro fosse real, Rosário com certeza defenderia Feliciano, não Patrícia.
Continuando, Rodrigo disse: “Mas feministas, como já cansei de dizer, não querem saber das mulheres, e sim de sua agenda política, de sua ideologia, do socialismo. É por isso que você jamais verá uma feminista elogiando Margaret Thatcher ou Condoleezza Rice, mulheres poderosas, mas com um ‘pecado mortal’: conservadoras e independentes. Feministas precisam de vítimas para investir no mimimi contra os homens, esses seres malvados (quando brancos e conservadores).”
A Esquerda não costuma elogiar indivíduos que são pró-aborto e pró-homossexualismo e, ao mesmo tempo, têm posturas econômicas capitalistas. Por isso, a Esquerda não elogia Reinaldo Azevedo, que apoia o “casamento” homossexual e adoção de crianças por duplas gays. Não conheço um único petista que o elogie. A Esquerda não o elogia porque ele tem posturas sobre economia e Israel que não se alinham com a ideologia marxista.
O contrário também é verdade. Anos atrás, o Dep. Henrique Afonso, que fazia parte da Frente Parlamentar Evangélica, foi expulso do PT por se opor ao aborto. Na área econômica, ele estava alinhado à ideologia marxista. Mesmo assim, foi rejeitado por ser pró-vida, pois a Esquerda exige adesão integral às suas insanidades.
Sim, Margaret Thatcher era conservadora, em questões econômicas, talvez não muito diferente de Azevedo. Mas ela era diferente do presidente americano Ronald Reagan, que era conservador em questões econômicas e morais e tinha uma plataforma governamental claramente contra o aborto, inclusive tendo sido o primeiro presidente dos EUA a escrever um livro evangélico contra o aborto. Ao contrário de Reagan, em sua autobiografia “The Path to Power” (A Vereda para o Poder), publicado por HarperCollins, Thatcher confessa que como parlamentar votou a favor da liberalização do aborto, divórcio e homossexualismo. Sua autobiografia não traz uma única nota dizendo que como primeira-ministra ela deu importância ou prioridade específica à causa pró-vida.
O histórico “conservador” de Condoleezza Rice é muito pior. De acordo com o site pró-vida católico LifeSiteNews, Rice é pró-aborto e pró-“casamento” homossexual. Além disso, em 2008, como secretária de Estado dos EUA, ela visitou o Brasil para fortalecer as raízes das religiões afro-brasileiras, que são consideradas “feitiçaria” pela Bíblia. Rice, que é a famosa filha de um pastor presbiteriano americano, usou mão de ferro, durante o governo conservador de George W. Bush, para forçar Israel a ceder terras para os palestinos. Suas políticas palestino-israelenses eram guiadas por sua teologia da substituição calvinista.
Enquanto Thatcher não era ativamente pró-vida, Rice era e é ativamente pró-aborto. Prefiro Reagan, que era ativamente pró-vida.
Rodrigo Constantino teve boas intenções ao usar Rice contra Maria do Rosário, mas se foi um total desastre a “evangélica” Patrícia Lélis buscar apoio da feminista Rosário contra Feliciano, temo que igual desastre foi Rodrigo usar Rice como exemplo “conservador.” Eu não sei o que é pior, a petista Rosário, que se assume esquerdista e pró-aborto, ou Rice, que se apresenta como conservadora e filha de pastor presbiteriano, mas igualmente defende o aborto.
Se Marco Feliciano fosse culpado de “estupro,” Rosário, na sua inversão moral, o apoiaria. Então, pelo comportamento contraditório dela e da suposta vítima, fica evidente que Feliciano é inocente do crime de estupro. O que sobra então para elas? Mera birra. De Rosário, birra ideológica por Feliciano ter posturas contra o aborto e a Esquerda. De Patrícia Lélis, uma birra pessoal que ninguém, a não ser Feliciano e ela, sabe.
Se não houve estupro, o que houve? Olavo de Carvalho, no seu jeito tradicional em que ele ao mesmo tempo em que tira o corpo fora, joga o corpo inteiro para dentro das questões, disse:
“Não tenho nenhuma conclusão a emitir sobre o caso Patricia Lellis, nem creio que isso seja da minha alçada.”
“Hoje em dia, é assim. Você leva a dona para o motel e come-a. Se ela gostou, é amorzinho. Se não gostou, é estupro.”
Olavo, a quem Marco Feliciano sagrou como “verdadeiro profeta” no Congresso Nacional em abril, comentou sobre o caso Feliciano com essas duas declarações (uma delas obscena). Na minha opinião, ele exagerou na segunda declaração, embora hipoteticamente possa ser um pouco por aí mesmo.
Interpretando a indiretona do Olavo, a acusação de estupro da “dona” (supostamente a Patrícia) não foi contra o chefe de gabinete de Feliciano, mas contra o próprio Feliciano.

Suponhamos que tenha ocorrido o que o Olavo insinuou, que a dona tenha realmente ido ao motel com aquele que ela está acusando de estupro. Qual o problema que a Esquerda está enxergando? Não é exatamente a Esquerda que ataca as pregações cristãs contra a imoralidade, dizendo que os cristãos não têm o direito de “impor” sua moralidade na vida sexual particular dos outros?
Se fosse descoberto que Lula e Maria do Rosário foram a um motel juntos de mãos dadas, o que a Esquerda faria? Nada. Na Esquerda e na legislação brasileira, sexo consensual entre dois adultos não é crime. Por que então, na total ausência de evidências de crime de estupro contra Feliciano, a Esquerda insiste em persegui-lo por questões claramente morais?
Se fosse coerente e honesta, a Esquerda responderia à insinuação do Olavo: “Feliciano e Patrícia são dois adultos independentes com capacidade de atos adultos consensuais em sua privacidade. Ninguém pode impor nenhum tipo de moralidade no que eles fazem ou deixam de fazer. Ninguém tem o direito de transformar em escândalo a possibilidade de eles terem ou não feito sexo, num motel ou não.”
Não sei se a insinuação do Olavo é correta e justa, mas para evitar comentários maldosos, é sempre bom seguir um conselho prático para homens:
Nunca receba sozinho em sua casa uma mulher, especialmente as jovens. Nunca visite sozinho a casa de uma mulher que está sozinha. Muitos pastores poderiam ter preservado sua integridade se tivessem prudentemente seguido esse conselho tão elementar. Outros poderiam ter evitado escândalos. Mas nunca é tarde. Se você precisar conversar com uma mulher sozinha em sua casa ou na casa dela, tenha sua esposa do lado. Se você é solteiro, tenha sua irmã ou outra pessoa de confiança com você.
Seguir esse conselho protege os homens de muitos falatórios, boatos maliciosos e escândalos — sem mencionar proteção contra perigos e tentações reais.
Muitos direitistas estão chamando Patrícia Lélis de “infiltrada.” Mas um pastor deveria ter olhos mais espirituais e ver além de questões políticas. Obviamente, ela sofre de perturbações espirituais. Ela deveria ter sido encaminhada para reuniões de oração e leitura da Bíblia, com estímulo nessa direção, para que ela tivesse uma oportunidade de ter um encontro com Jesus Cristo e para que as obras do diabo, que estão agora mais manifestas na vida dela, fossem destruídas. Mas em vez disso, ela foi promovida diretamente para presidente da ala juvenil do PSC. Focar só em questões políticas enquanto almas estão perdidas e escravizadas a Satanás traz prejuízos.
Ela é problemática? Sim, totalmente, mas as portas da igreja estão abertas para pessoas problemáticas — que os direitistas, que não têm nenhum poder do Evangelho, chamam de “infiltrados.” Ninguém melhor para saber isso do que um pastor que prega o Evangelho com paixão pelas almas e sabe ministrar libertação em Jesus Cristo.
Querendo ou não, o escândalo de Patrícia está confirmando a hipocrisia da Esquerda e está inaugurando a hipocrisia da Direita, que não sabe o que fazer com o Evangelho, os perturbados, os problemáticos (“infiltrados”) e questões morais não criminais como encontros solitários entre sexos opostos.
Se, hipoteticamente, tudo o que Feliciano fez foi ter se encontrado sozinho com Patrícia para tratar de assuntos políticos, então qual o esquerdista que nunca cometeu esse “crime”? O código de ética da Esquerda não proíbe encontros sozinhos entre duas pessoas do sexo oposto e não condena nem pune atividade sexual entre sexos opostos e iguais.
Mas o código ético cristão é diferente. Não tenho a pretensão de insinuar maliciosamente, como fez Olavo de Carvalho, que Patrícia fez, com aquele que ela está acusando de “estupro,” visitas a um motel. Na ética cristã, nem visitas sem motel nem visitas sem sexo são convenientes, pois tais visitas solitárias entre o sexo oposto cooperam para todo tipo de tentação e colaboram para promover mau testemunho.
A filha do Feliciano tem a idade da moça Patrícia. O que o Feliciano faria se a filha dele lhe dissesse que ia visitar o apartamento de outro deputado que estivesse sozinho?
Ele deixaria a filha dele ir desacompanhada?
Evidentemente que não, pois mesmo que não acontecesse nada, haveria uma boataria maldosa sem fim e ele, como pai, ia fazer de tudo para protegê-la de um escândalo desnecessário.
É o que todos deveriam sempre fazer, pois se é horrível ser vítima de boataria quando estamos inocentes, pior fica quando damos brechas.
Leitura recomendada:

3 de setembro de 2011

Perpetuando o parasitismo político e espiritual

Perpetuando o parasitismo político e espiritual

Julio Severo
O jornal O Estado de S. Paulo noticiou, num artigo de 30 de agosto, que o governo americano está interessado no Bolsa Família, um programa populista do governo brasileiro que provê dinheiro para milhões de brasileiros. Russlynn Ali, secretária-adjunta para Direitos Civis do Ministério da Educação dos EUA, disse que seu país está também interessado no Estatuto da Igualdade Racial no Brasil.
O que os EUA, ou mais especificamente Obama e seu partido, poderiam ganhar com o Bolsa Família? O Bolsa Família é uma estratégia política do Partido dos Trabalhadores, de Lula e Dilma Rousseff, que não oferece nenhuma solução real para o problema da pobreza, mas incentiva os pobres a verem um governo de Lula, Rousseff e outros de seus camaradas como um grande pai generoso. O Bolsa Família garante a perpetuação de seu parasitismo socialista no Estado brasileiro.
Agora, por que os EUA quereriam importar o Estatuto da Igualdade Racial? Não é uma política com raízes no Brasil. Aliás, tais políticas raciais (ou gays, ou feministas) foram em grande parte importadas dos EUA. Mas diferentemente dos EUA, onde enfrentaram oposição, as leis raciais no Brasil tiveram um desenvolvimento sem muita oposição e resultaram numa estonteante perseguição aos cristãos que ousam questionar, mesmo em comunicações privadas, as supostas virtudes da bruxaria, candomblé e umbanda, tudo sob a capa da cultura negra.
Levar de volta aos EUA esta diabólica política neomarxista para sacralizar toda forma de satanismo e oprimir os cristãos seria levar de volta um monstro que cresceu no Brasil, mas nasceu nos EUA. WND noticiou algumas das consequências dessa política americana que se desenvolveu no Brasil:
“No Rio, um pastor pentecostal levou um criminoso a Jesus e o convenceu a se entregar à polícia. O Pr. Isaías da Silva Andrade acompanhou o ex-criminoso à polícia e quando lhe perguntaram como a vida dele havia sido transformada, o pastor respondeu que o ex-criminoso vivia sob a influência de demônios das religiões afro-brasileiras que o inspiravam a se envolver com conduta criminosa, mas agora ele encontrara salvação em Jesus. Por causa desse relato inocente, o Pr. Isaías está agora sofrendo ações criminais por discriminação contra a ‘cultura’ afro-brasileira! Se condenado, ele cumprirá sentença de dois a cinco anos de prisão”.
O próprio Pr. Isaías é negro, mas, fiel à sua motivação neo-marxista, as tão chamadas leis de “igualdade racial” favorecem destrutivas sub-“culturas” partidárias, nãos as pessoas. Essa é a forma engenhosamente invertida de nazismo da nova esquerda.
A visita de Russlynn Ali também foi para assegurar um intercâmbio entre os negros americanos e brasileiros. A primeira grande iniciativa de intercâmbio foi iniciada por Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA. Em 2008, sob a capa de “cultura”, ela visitou terreiros de bruxaria negra no Brasil, dizendo que os negros brasileiros haviam preservado o que os negros americanos haviam há muito tempo perdido. Um intercâmbio, ela disse, poderia ajudar os negros americanos a recuperar suas raízes.
Rice é filha de um pastor presbiteriano que quer que os negros voltem às suas raízes negras originais. E Isaías da Silva Andrade é um pastor negro brasileiro que quer que os negros renunciem às suas raízes negras originais para viverem para Cristo.
O intercâmbio infernal promovido — ao que parece — pelas elites dos dois grandes partidos políticos dos EUA coloca em perigo os cristãos, inclusive cristãos negros como o Pr. Isaías.
Versão em inglês deste artigo: Perpetuating political and spiritual parasitism