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8 de agosto de 2014

Investidores como George Soros representam uma ameaça para o apoio dos evangélicos a Israel?


Investidores como George Soros representam uma ameaça para o apoio dos evangélicos a Israel?

Sean Savage
Por mais de um século, os cristãos sionistas têm sido firmes em seu apoio a uma pátria judaica. Surgindo desse movimento, os evangélicos têm servido como base do sionismo cristão devido a uma série de razões teológicas, morais e políticas. Ao mesmo tempo, há um movimento crescente de grupos de linha protestante (presbiteriana, luterana, metodista, etc.) que criticam Israel.
George Soros, bilionário esquerdista investindo milhões para colocar evangélicos contra Israel
Com o apoio de grupos palestinos anti-Israel e organizações não-governamentais financiadas por filantropos esquerdistas, como George Soros, alguns estão tentando convencer os evangélicos a deixarem de apoiar Israel. Poderão Israel e a comunidade judaica contar com o apoio evangélico, ou será que os evangélicos seguirão o caminho dos grupos de linha protestante (presbiteriana, luterana, metodista, etc.) em sua crítica crescente ao Estado judeu?
“Sempre houve uma tendência de antissionismo em algumas partes da comunidade evangélica. Ele sempre esteve lá, mas era uma força inexpressiva,” disse Dexter Van Zile, analista de mídia cristã para o Comitê de Precisão das Reportagens do Oriente Médio nos EUA (CAMERA).
Durante anos, Israel tem sido alvo de igrejas de linha protestante, como a Igreja Presbiteriana dos EUA, que recentemente lançou um guia de estudo anti-Israel chamado “Sionismo Desalojado” e poderá votar em apoio ao movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel em sua Assembléia Geral bienal em Detroit em junho deste ano. Como o número de protestantes tem diminuído ao longo dos anos, devido ao crescente secularismo e ao apelo dos movimentos evangélicos e pentecostais, os seguidores que sobraram mudaram seu foco que se distancia das Escrituras, dirigindo-o para outras causas, como a justiça social. Um dos subprodutos dessa tendência tem sido o crescimento de grupos de linha protestante que apoiam o antissionismo.
“Eu acho que as principais denominações liberais, como a Igreja Presbiteriana dos EUA, continuam na liderança desse tipo de coisa (antissionismo cristão) dentro do mundo cristão, e os evangélicos são apenas seguidores,” Dr. William M. McClay, professor de história da Universidade do Tennessee, em Chattanooga (UTC), que tem escrito extensivamente sobre os evangélicos americanos, disse JNS.org.
Contudo, os evangélicos mais jovens também têm sido alvo direto de elementos antissionistas. O especialista acadêmico Robert Nicholson, em um artigo recente para a Revista Mosaic, descreveu um movimento de evangélicos mais jovens chamados “neo-evangélicos,” um grupo que está “cansado da mensagem sobre céu, inferno e salvação que era pregada por seus pais” e quer “nada demais, apenas trazer a religião de volta para a Terra.”
Entre esses, dirigidos aos mais jovens e aos grupos mais liberais como os neo-evangélicos, está uma organização chamada Grupo Telos, que é financiado por George Soros, o bilionário filantropo esquerdista.
De acordo com um relatório da organização de vigilância NGO Monitor (grupo não-governamental que se propõe a monitorar as organizações não-governamentais no mundo), com sede em Jerusalém, Soros, que é judeu, tem sido um crítico frequente de Israel e não apoia o sionismo.
Através da rede de Fundações de Sociedade Aberta (Open Society Foundations), que ele fundou, Soros tem financiado muitas organizações anti-Israel que visam deslegitimar Israel no cenário global, mudando a opinião pública contra Israel e promovendo grupos periféricos de oposição política dentro de Israel, de acordo com a organização NGO Monitor.
Emergindo desse padrão de financiamento feito por Soros tem ocorrido um esforço para minar, no meio da comunidade evangélica, o apoio a Israel.
“Graças ao financiamento de pessoas como George Soros, o esforço para separar a comunidade cristã de Israel tem se intensificado nos últimos anos,” disse David Brog — diretor executivo da organização Cristãos Unidos por Israel, que definem a si mesmos como sendo a maior organização pró-Israel dos Estados Unidos.
O Grupo Telos, dizem alguns, vem liderando essa campanha antissionista com o apoio financeiro de Soros. De acordo com a organização NGO Monitor, o Grupo Telos recebeu uma doação de 238 mil dólares em 2010, da Fundação para Promover a Sociedade Aberta, criada por Soros, usada para “treinar líderes da sociedade civil israelense e palestina e ativistas de direitos humanos no engajamento efetivo com políticos americanos e o público, e facilitar a construção de relacionamento entre parceiros e líderes políticos dos EUA.”
Brog disse que as visitas do Grupo Telos a Israel são "cuidadosamente calibradas para convencer esses jovens de que Israel, e somente Israel, tem a culpa no conflito e no seu custo humano.”
“Nós que nos preocupamos em compartilhar a verdade no Oriente Médio, precisamos encontrar os recursos para competir com esses grupos que possuem grandes recursos financeiros,” disse Brog.
Em uma declaração, Todd Deatherage, diretor executivo e co-fundador do Grupo Telos, disse que sua organização está comprometida com a “segurança, dignidade e liberdade,” tanto para os israelenses como para os palestinos. Essa é a mensagem que a Telos quer espalhar para os evangélicos e para outras comunidades, disse Deatherage.
“As pessoas com quem trabalhamos nas comunidades evangélicas, assim como em todas as outras comunidades, partilham de nosso compromisso em ser pró-Israel, pró-Palestina, pró-americano e pró-paz,” disse ele.
Se a colocação das frases “pró-Israel” e “pró-paz” soa familiar para aqueles que seguem o mundo das organizações judaico-americanas, é porque a J Street — uma organização de ativismo esquerdista que Soros tem financiado — usa essa linguagem, definindo-se como um grupo que atua em causas “pró-Israel e pró-paz.” A organização J Street diz em seu site que Soros “forneceu doações anuais regulares para J Street, que representam mais de sete por cento do seu financiamento.”
Deatherage — um cristão evangélico que trabalhou durante anos em cargos de direção nos Poderes Legislativo e Executivo, incluindo o Escritório da Liberdade Religiosa Internacional do Departamento de Estado dos EUA — associou-se com Gregory Khalil, um cristão evangélico palestino, para fundar o Grupo Telos. Khalil tem participado em vários eventos em conjunto com a J Street e em outros eventos voltados a alcançar a comunidade judaica americana.
Van Zile, do Comitê para Precisão das Reportagens do Oriente Médio na EUA, viu problemas com as mensagens “pró-paz” feitas pelo Grupo Telos, insistindo que elas são um disfarce para um viés anti-Israel.
“O Grupo Telos parece promover uma agenda ‘pró-Israel, pró-Palestina e pró-paz,’ mas o problema é que esse slogan tornou-se um disfarce para transmitir uma grande quantidade de desinformação que, invariavelmente, vai contra Israel,” disse ele, “É parte de uma propaganda ou guerra cognitiva contra Israel.”
Van Zile acrescentou: “A maneira pela qual que eu olho para o Grupo Telos é de que ele é um grupo que dá aos líderes palestinos o acesso a pessoas influentes na comunidade evangélica, as quais não teriam acesso de outra maneira. Essas pessoas influentes emprestam então a sua credibilidade à causa antissionista.”
Deatherage, no entanto, rejeitou essa crítica e insistiu que seu grupo está buscando os melhores interesses para Israel.
“Estamos orgulhosos em apoiar um ambiente que é autenticamente pró-Israel, pró-Palestina, pró-americano e pró-paz. Assim como muitos na comunidade pró-paz, acreditamos que o status quo é a maior ameaça aos israelenses e palestinos,” disse ele.
Enquanto o Grupo Telos, financiado por Soros, vem trabalhando para influenciar os evangélicos, também tem havido um empurrão por parte dos evangélicos palestinos. Embora muito pequeno em números, o movimento de evangélicos palestinos — cuja sede fica de fato na Faculdade Bíblica Belém, na Cisjordania — tem registrado um crescimento significativo no Oriente Médio, região que é conhecida por sua hostilidade aos cristãos. No entanto, Robert Nicholson escreveu para a Revista Mosaic que, apesar de seu compromisso com a não-violência, os evangélicos palestinos são “dificilmente distinguíveis de algum outro grupo comum anti-Israel, cantando fielmente os refrões de racismo, imperialismo e apartheid.”
A Faculdade Bíblica Belém está se preparando para uma conferência de quatro dias chamado de “Cristo no Posto de Controle” (Christ at the CheckPoint) que começa dia 10 de março. A conferência está marcada para receber vários líderes importantes de todo o mundo evangélico, como William Wilson, presidente da Universidade Oral Roberts, Reverendo Geoff Tunnicliffe, secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial, e Joseph Cumming do Centro para a Fé e Cultura da Universidade de Yale.
De acordo com o manifesto da conferência, a reunião está promovendo um tema cristão de “reconciliação” que convida os evangélicos para “recuperar o papel profético em trazer a paz, justiça e reconciliação na Palestina e em Israel.”
No entanto, a linguagem do manifesto pinta claramente os palestinos como vítimas e Israel como o agressor. “Há injustiças reais que ocorrem nos territórios palestinos e o sofrimento do povo palestino não pode mais ser ignorado,” afirma o manifesto.
Apesar da crescente importância das conferências como “Cristo no Posto de Controle,” McClay da Universidade do Tennessee, em Chattanooga, minimizou a influência de grupos que buscam influenciar a opinião evangélica contra Israel.
“Acho que o alcance [do Evangélico Antissionista] está sendo exagerado pelo fato de que há um número pequeno de pessoas evangélicas de esquerda que têm uma presença descomunal na mídia. Você não os vê nos bancos e com atitudes de fiéis comuns,” disse McClay.
O sentimento de McClay é refletido por uma recente pesquisa do Centro de Pesquisa Pew (Pew Research Center), cujos resultados revelaram que 72 por cento dos evangélicos brancos apóiam Israel, enquanto que apenas 4 por cento apoiam aos palestinos. Oitenta e dois por cento dos evangélicos brancos pesquisados acreditam que Deus deu a terra de Israel para o povo judeu, enquanto que apenas 47 por cento dos grupos de linha protestante (presbiteriana, luterana, metodista, etc.) concordaram com essa afirmação.
“Os evangélicos tendem a ser ingênuos sobre política, e algumas das pessoas envolvidas são motivadas pela louvável compaixão cristã com a situação dos palestinos, mas eles não percebem a época em que estão, em um momento em que o movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) é tão forte e expressivo como nunca o foi antes, e a situação geral no Oriente Médio é perigosa de maneiras que pouco têm a ver com a questão palestina, e tudo isso faz com que suas ações sejam altamente problemáticas,” disse McClay.
Ao mesmo tempo, organizações como o Grupo Telos, financiado por Soros, e a Faculdade Bíblica Belém têm crescido em influência. Como os evangélicos mais jovens olham para além das escrituras em busca de respostas e procuram causas sociais para apoiar, existe alguma chance de que eles vão olhar para os palestinos como uma causa digna, bem como para seus colegas nas grandes denominações protestantes (presbiteriana, luterana, metodista, etc.).
“Judeus americanos não devem achar que o apoio evangélico a Israel é coisa garantida,” disse McClay.
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11 de março de 2014

Objetivo da Conferência “Christ at the Checkpoint”: Enfraquecer o apoio evangélico a Israel


Objetivo da Conferência “Christ at the Checkpoint”: Enfraquecer o apoio evangélico a Israel

Financiamento de governos ocidentais possibilita intolerância religiosa contra Israel

NGO Monitor
Jerusalém — Em antecipação da 3ª Conferência “Christ at the Checkpoint,” marcada para ocorrer de 10-14 de março em Belém, NGO Monitor lançou um relatório em inglês: “Christ at the Checkpoint: How the U.S., U.K. and Dutch Governments Enable Religious Strife and Foment Mideast Conflict” (Cristo no Posto de Controle: Como os governos dos EUA, da Inglaterra e da Holanda Possibilitam Brigas Religiosas e Fomentam Conflito no Oriente Médio).
Yitzhak Santis, diretor do projeto BDS in the Pews, disse: “Nossa pesquisa indica que o propósito político da conferência é enfraquecer o apoio dos evangélicos a Israel nos Estados Unidos e outros países. Eles fazem isso fornecendo um palco para deslegitimar o Estado de Israel e rejeitar seus fundamentos históricos, religiosos e legais.”
Os patrocinadores da conferência, o Colégio Bíblico de Belém e a Fundação Terra Santa, têm recebido financiamento direto e indireto dos governos dos Estados Unidos, Holanda e Inglaterra, e de proeminentes instituições religiosas e educacionais.
Conferências anteriores em 2010 e 2012 avançaram a agenda nacionalista palestina dentro das igrejas evangélicas, enquanto simultaneamente revivificavam temas teológicos antissemitas tais como a teologia da substituição.
Os palestrantes dessas conferências anteriores fizeram comentários antissemitas, tais como “Deus está continuando a ter um plano para o povo judeu que Paulo descreve como inimigos do Evangelho…” e “Jesus é a verdadeira videira, não Israel. Ele é o israelita fiel que realizará tudo o que a nação de Israel não conseguiu realizar.” Outros temas anti-judeus promovidos nas conferências “Christ at the Checkpoint” incluem a eliminação da identidade judaica de Jesus e a promoção de uma teoria racial de origens judaicas.
“O financiamento de governos e outras fontes está possibilitando a promoção da intolerância religiosa precisamente quando o que mais se precisa é acalmar as águas nesta região,” disse Santis.
A conferência oferece várias excursões para postos de controle, o “muro da segregação,” uma vizinhança palestina em “Jerusalém Oriental,” bem como encontros com famílias palestinas. Ao que tudo indica, não se organizam visitas às vizinhanças judaicas em Jerusalém nem reuniões com famílias de judeus. Além disso, ao que parece não se organizam visitas aos muitos locais em Jerusalém onde palestinos realizaram ataques terroristas. Com exceção de uma breve visita superficial e formal a um israelense numa colônia da Margem Ocidental, a opinião da grande maioria dos judeus está praticamente ausente. Os únicos participantes judeus aparentemente encontrarão e ouvirão supostos judeus messiânicos.
Para conhecer as metas políticas e patrocinadores da Conferência “Christ at the Checkpoint,” leia o relatório completo em inglês aqui: Christ at the Checkpoint: How the U.S., U.K. and Dutch Governments Enable Religious Strife and Foment Mideast Conflict.
Traduzido por Julio Severo do artigo do NGO Monitor: “Christ at the Checkpoint” Aims to Weaken Evangelical Support for Israel
Leitura recomendada:

2 de dezembro de 2013

Ativista anti-Israel faz palestra em Portas Abertas do Brasil


Ativista anti-Israel faz palestra em Portas Abertas do Brasil

“Bishara Awad se mantém em silêncio sobre a perseguição muçulmana aos cristãos na Palestina. Havia muitos cristãos na Palestina apenas algumas décadas atrás, mas eles estão desparecendo. Awad dirá que o culpado é a ‘ocupação israelense’?”

Julio Severo
No começo de maio de 2013, o escritor cristão palestino Walid Shoebat avisou que “Jesus at the Check Point” (Jesus no Posto de Controle) estaria logo dando palestras numa igreja perto de você. “Jesus at the Check Point,” que é uma organização “cristã” com tendências socialistas, está fazendo uma turnê nos Estados Unidos para juntar apoio para aliviar a “perseguição aos cristãos.”
De acordo com Shoebat, “A principal força e agente patrocinador dessas turnês é o Colégio Bíblico de Belém, em Belém, Israel.”
Enquanto o aviso de Shoebat, publicado no WND em maio passado, estava sendo dirigido aos americanos, Bishara Awad, fundador e presidente emérito do Colégio Bíblico de Belém (também chamado de Faculdade Bíblica de Belém), estava visitando igrejas no Brasil, inclusive como principal palestrante de uma grande conferência comemorando os 35 anos da Missão Portas Abertas no Brasil no mesmo mês de maio.

Líder brasileiro abalado por discurso de Awad

Ele foi também um dos principais palestrantes de um grande encontro da SEPAL de pastores progressistas no Brasil. O encontro dos pastores comemorou os 50 anos da SEPAL, uma organização brasileira que treina e equipa pastores e líderes evangélicos brasileiros. Ezion Geber, que esteve no evento, relatou que depois de ouvir a palestra de Awad ele teria de abandonar muitos paradigmas. Ele disse (conforme foi originalmente gravado aqui no blog dele: http://archive.is/rRsPM):
Dr. Bishara Awad veio de Belém, da Cisjordânia. Ele é palestino, cristão, fundador e diretor da Faculdade Bíblica de Belém. Começou trazendo o Salmo 11.3: “Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?” Falou sobre sua história... sua família. Seu pai morreu na guerra de 1948, e sua mãe foi acolhida com os filhos na casa de muçulmanos, em Jerusalém. Falou sobre a ocupação da terra pelos israelenses... como na época dos romanos... agora os judeus são os ‘opressores’.
Pensei nos meus paradigmas que me faziam ver os palestinos como as pedras no sapato de Israel. Pensei na minha educação que me inculcou um Israel triunfante... e eu li as biografias dos pais da nação de Israel, como Golda Meir, Moshe Dayan, Ythzak Rabin... e vibrei com cada vitória de Israel nas guerras de 1948, do Sinai em 1956, dos Seis Dias em 1967 e do Dia do Perdão, em 1973.
Agora estou ouvindo um cristão palestino falando do amor de Jesus...
É muito confronto, é muito paradigma a ser abandonado... que Deus me ajude...
Bishara Awad, Ezion Geber e Marco Cruz de Portas Abertas
O rei Davi, o amado autor dos Salmos (a maioria deles, pelo menos), era de Belém. Mal posso imaginar Davi voltando hoje e ser informado por Awad: “Belém está sob ocupação.”
Davi pergunta: “Quem está ocupando minha cidade?”
A resposta de Awad: “Seu povo judeu, claro!”

Confronto entre Awad e James Dobson

Awad é mais conhecido por atacar o Dr. James Dobson em 2002. Dobson, fundador de Focus on the Family (a maior organização evangélica pró-família do mundo), é um proeminente líder cristão pró-família e pró-Israel. Ele havia denunciado a ativista palestina Dra. Hanan Ashrawi e seu discurso numa faculdade americana. Dobson denunciou:
1. Ashrawi tinha ligação com Yasser Arafat e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
2. A revista feminista esquerdista americana Mother Jones descreve Ashrawi como “uma cristã feminista rica e ex-marxista.”
3. MIFTAH, a organização da Dra. Ashrawi, recebia anualmente 850.000,00 dólares diretamente de Yasser Arafat.
4. Em 1998, Ashrawi disse ao Al-Hayat Al-Jadeeda, jornal oficial da Autoridade Palestina, que o Holocausto é “um mito mentiroso que os judeus rotularam de ‘o Holocausto’ e têm explorado para obter simpatia.”
Dr. James Dobson
Dobson estava completamente certo com sua denúncia, pois Arafat era um proeminente terrorista palestino treinado e apoiado pela extinta União Soviética. Por tal denúncia necessária, Bishara Awad o criticou de modo duro e público, dizendo que Dobson era “um instrumento de ódio e divisão” e que a denúncia de Dobson equivalia à “propaganda de ódio e métodos mentirosos do inimigo da justiça.” A esquerda evangélica americana apoiou a queixa de Awad contra Dobson.
O que Awad queria no Brasil?

Governo brasileiro: pró-ocupação palestina da Terra Prometida

Se sua missão era, entre outras coisas, converter pessoas e instituições para uma postura pró-Palestina, Awad não tinha nenhuma necessidade de se encontrar com representantes do governo brasileiro, que descaradamente apoia os palestinos e sua causa de ocupação da Terra Prometida. Em 2010, o governo Lula doou mais de 10 milhões dólares para a Autoridade Palestina.
O governo Lula fez do Brasil uma das primeiras nações do mundo a reconhecer a “Palestina” como um estado — um estado ocupando a terra que Deus prometeu aos judeus, não a outros povos.
E sob esse intenso clima de apoio a Palestina, o Brasil realizou no ano passado o maior evento pró-Palestina do mundo, oficialmente apoiado por grandes personalidades teológicas esquerdistas e pelo Conselho Mundial de Igrejas, entidade anti-Israel fortemente apoiada pela extinta União Soviética.
Leonardo Boff, o mais proeminente defensor da teologia da libertação no Brasil, mostrou o mesmo apoio ao evento. Ele disse: “É nosso dever estar do lado dos palestinos.”
Por que Bishara Awad estava na SEPAL, que representa muitas igrejas brasileiras, quando a causa dele é em grande parte apoiada por socialistas poderosos no governo e meios de comunicação do Brasil? As igrejas brasileiras têm sido o último bastião pró-Israel em face de enormes forças esquerdistas pró-Palestina na sociedade brasileira. Awad quer alinhar as igrejas brasileiras a essas forças?

Boicotes anti-Israel

A turnê de Bishara no Brasil foi uma cabeça de praia para “Jesus at the Check Point”? Os participantes (socialistas seculares e cristãos) de “Jesus at the Check Point” têm um consenso: Israel tem de ser boicotado porque os palestinos são vítimas e Belém está sob ocupação dos judeus!
Os palestrantes das conferências “Jesus at the Check Point” têm pedido boicotes contra Israel há muito tempo. Em 1 de abril de 1933, apenas uma semana antes de subir ao poder na Alemanha, o líder nazista Adolf Hitler ordenou um boicote das lojas, bancos e negócios dos judeus.
Em anos passados, várias denominações reformadas (presbiterianas) e organizações ecumênicas dos EUA e Europa têm publicado declarações condenando a alegada “ocupação” israelense de Belém e outras terras histórica e biblicamente pertencentes aos judeus, e têm escolhido ou apoiar campanhas para boicotar produtos israelenses e empresas multinacionais que operam dentro de Israel, e/ou denunciar todo apoio a Israel como “heresia.”
Numa carta ao arcebispo de Canterbury Dr. Rowan Williams (junho de 2011), Naim Ateek, cujo Centro Ecumênico de Teologia da Libertação Palestina (‘Sabeel’) esteve representado na Conferência Christ at the Checkpoint, descreveu os sionistas judeus e cristãos como “uma ameaça maior a nós [cristãos árabes] do que os islamistas extremistas.” (Paul Wilkinson, Church at Christ’s Checkpoint, p. 5.)
Essa postura é especialmente adotada pelo Conselho Mundial de Igrejas.
O lema de “Jesus at the Check Point” é “resistência não-violenta à ocupação sionista israelense.” “O sionismo é o obstáculo à paz,” escrevem eles, e eles querem “educar os evangélicos” para “compreender a Bíblia a partir de uma perspectiva da teologia da libertação palestina,” que apoia abertamente um “Estado dividido” como a solução para o conflito entre israelenses e palestinos.
Sua “Christ at the CheckPoint,” realizada em março de 2012, foi dirigida por Bishara Awad e sua família. Vários grupos cristãos expressaram oposição a essa conferência. De acordo com o jornal Jerusalem Post, o Dr. Jürgen Bühler, diretor executivo da Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém (International Christian Embassy Jerusalem [ICEJ]), disse numa declaração antes do evento que a postura teológica da conferência “pode facilmente prestar-se a propaganda antissemita e anti-Israel, como alguns palestrantes da Checkpoint comprovaram no passado”.
O Jerusalem Post informa que “Entre os palestrantes está o pastor britânico Rev. Stephen Sizer, que tem falado duramente contra Israel e teve um encontro com o xeique Nabil, comandante militar do [grupo terrorista anti-Israel] Hezbollah.” Stephen Sizer não está só na defesa da causa da teologia da libertação palestina em todo o mundo muçulmano. Dois de seus amigos e colegas mais íntimos dentro do movimento são Gary Burge e Donald Wagner, ambos pastores ordenados dentro da Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), a maior denominação presbiteriana pró-aborto e pró-homossexualismo do mundo. Eles têm sido muito ativos no Diálogo Evangélico-Islâmico, e o trabalho de Sizer tem recebido louvor de Tony Campolo, Hank Hanegraaff e o falecido John Stott. (“Prophets Who Prophesy Lies In My Name”, Christian Palestinianism and the anti-Israel Crusade, pages 14,16)
Apesar de que “Jesus at the CheckPoint” está envolvida na teologia da libertação palestina, Awad pregou livremente seu evangelho “palestino” em várias igrejas brasileiras em maio passado.

Um palestrante socialista em Portas Abertas Brasil

Sua oportunidade mais importante no Brasil foi falar na comemoração dos 35 anos de Portas Abertas no Brasil. Jeff Taylor, presidente de Portas Abertas Internacional, foi também um dos palestrantes.
Não estou surpreso com um protestante palestino socialista falando na Missão Portas Abertas do Brasil. Ariovaldo Ramos, um dos mais proeminentes líderes evangélicos socialistas do Brasil, já falou em alguns dos eventos de Portas Abertas. Ariovaldo tem louvado o ditador socialista Hugo Chávez e ele é um influente defensor da Teologia da Missão Integral, uma versão evangelicalizada da marxista Teologia da Libertação. (Você pode encontrar mais informações sobre ela baixando meu livro grátis aqui: http://bit.ly/11zFSqq)
Ariovaldo Ramos
O perfil socialista de Ariovaldo Ramos nunca foi impedimento para ele ministrar na Missão Portas Abertas na gestão do então secretário-geral Carlos Alfredo de Sousa, onde Ariovaldo dava palestras, ministrava devocionais e até escrevia artigos no site de Portas Abertas.
Um ano atrás, expus um artigo de Portas Abertas do Brasil apoiando revoluções marxistas como uma solução para destruir a perseguição contra os cristãos em nações muçulmanas. Eu os desafiei a corrigir o texto e mostrar a realidade: o marxismo e o islamismo estão em grande parte por trás da perseguição aos cristãos. Eles recusaram corrigir. Seu secretário-geral acabou sendo removido. O caso está registrado nestes dois artigos:

Conversando com o novo secretário-geral de Portas Abertas Brasil

Conversando dias atrás com Marco Cruz, o novo secretário-geral de Portas Abertas Brasil, ele deixou claro que desconhece a Teologia da Libertação Palestina. Sobre o caso Awad, ele disse que a vinda dele como principal palestrante de Portas Abertas Brasil havia sido agendada vários meses antes, ainda durante a gestão do ex-secretário-geral. O principal responsável por esse agendamento foi Portas Abertas Internacional.
Expliquei para ele os envolvimentos de Awad e que tudo o que ele representa é um desvio da missão de Portas Abertas, que é ajudar a igreja perseguida. Cruz deixou claro para mim que na gestão dele, no que depender dele o foco de Portas Abertas Brasil será Jesus e a igreja perseguida. Isso é uma notícia encorajadora. Mas, e quanto a Portas Abertas Internacional?

Será que Portas Abertas Internacional perdeu seu primeiro amor?

Em 2004, Awad disse: “O Irmão André nos visita pelo menos duas ou três vezes por ano, e foi nosso principal orador na graduação e celebração dos 25 anos da Faculdade Bíblica de Belém desse ano [2004]. Ele é um amigo chegado.”
Acho estranho que Portas Abertas Internacional, que começou seu ministério ajudando cristãos perseguidos por marxistas, esteja agora disposta a ter aliança com “cristãos” socialistas, inclusive Bishara Awad.

Perseguição muçulmana aos cristãos

O que é interessante é que Awad se mantém em silêncio sobre a perseguição muçulmana aos cristãos na Palestina. Havia muitos cristãos na Palestina apenas algumas décadas atrás, mas eles estão desparecendo. Awad dirá que o culpado é a “ocupação israelense”?
De acordo com a CBN News, o Relatório de Liberdade Religiosa Internacional de 2012 do Departamento de Estado dos EUA mostra que a perseguição contra os cristãos e judeus está crescendo, principalmente nos países muçulmanos.
Os cristãos estão fugindo da Palestina, por exemplo, não por causa da “ocupação israelense,” como Awad queria que crêssemos. Cristãos fugindo de nações muçulmanas é uma tendência universal, por causa da violência muçulmana.
Por que essa realidade seria diferente na Palestina, que é em grande parte muçulmana hoje? Por que os muçulmanos radicais estariam dispostos a tolerar Awad e sua família? Certamente, eles são úteis para propaganda anti-Israel e desinformação entre cristãos.

Professores da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Essa propaganda não tem sido contestada no Brasil. Portas Abertas Brasil abriu muitas portas para Awad no Brasil. Awad falou também num “culto apologético” na Igreja Cristã Trindade, liderada por Paulo Romeiro, que é professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo.
Romeiro, por sua vez, abriu seu programa de TV online para Awad compartilhar sua visão palestina aos brasileiros. Conforme uma testemunha, Awad disse à sua audiência que a fonte da opressão aos cristãos palestinos é Israel — a mesma linguagem que ele usou na SEPAL.
Romeiro é um ex-diretor do Instituto Cristão de Pesquisas no Brasil. Esse instituto era conectado e fora fundado por sua versão americana, o Christian Research Institute, dirigido por Hank Hanegraaff. Será que Romeiro foi influenciado por Hanegraaff, que considerava apoio a Israel uma “heresia”?
Apenas por ser professor do Mackenzie, não dá para dizer que Romeiro tem todas essas tendências esquerdistas. Mas alguns de seus colegas no Mackenzie têm, especialmente Ricardo Bitun, professor cujos alunos nessa importante universidade presbiteriana dizem que ele ensina que “a Teologia da Libertação é o que pode mudar a igreja.”
Coincidência ou não, sobre a chamada “causa palestina” a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral têm posturas semelhantes às posturas de Awad: Israel é o opressor. Ricardo Bitun foi uma dos palestrantes principais da recente Conferência Missão na Íntegra, o maior evento dos líderes da Teologia da Missão Integral no Brasil.

Teologia da Libertação Palestina

Portanto, eu não ficaria surpreso com apologetas, com ligação com o Mackenzie, atendendo a interesses da propaganda anti-Israel. Hoje em dia, a maioria dos apologetas brasileiros tem servido, de um jeito ou de outro, a causas socialistas. A teologia da libertação, e sua versão evangelicalizada Teologia da Missão Integral, tem sido a principal inspiração para muitas publicações e líderes protestantes brasileiros assumindo uma postura contra Israel para apoiar a ocupação palestina da Terra Prometida.
A teologia da libertação tem desfigurado o Evangelho e o plano de Deus para o povo judeu e sua Terra Prometida.
Em Israel, a mesma teologia, adotada por protestantes palestinos, tem provocado a mesma devastação. A teologia da libertação palestina supostamente foca na humanidade de Jesus de Nazaré, apresentando-O de forma distorcida como um palestino vivendo sob ocupação.
Identificar Jesus como “um palestino vivendo sob ocupação” se tornou norma para os palestinistas cristãos, e uma arma de propaganda forte em sua cruzada contra Israel. Essa identificação foi mais evidente na mensagem de Páscoa que Naim Ateek pregou em Jerusalém em 9 de abril de 2001:
“Aqui na Palestina Jesus está de novo andando na Via Dolorosa. Jesus é o palestino impotente humilhado num posto de controle, a mulher tentando passar para chegar ao hospital para tratamento, o rapaz cuja dignidade foi pisada, o jovem estudante que não consegue chegar à universidade para estudar, o pai desempregado que precisa achar pão para alimentar sua família… Nesta estação de Quaresma, parece para muitos de nós que Jesus está na cruz de novo com milhares de palestinos crucificados ao redor dele. Tudo o que é necessário são pessoas de inteligência para ver as centenas de milhares de cruzes em toda a terra, homens, mulheres e crianças palestinos sendo crucificados. A Palestina se tornou um imenso Gólgota. O sistema de crucificação do governo israelense está operando normalmente. A Palestina se tornou o lugar da caveira.” (“Prophets Who Prophesy Lies In My Name”, Christian Palestinianism and the anti-Israel Crusade [Profetas Que Profetizam Mentiras em Meu Nome], página 7.)
Mas os “cristãos” da teologia da libertação palestina não está sozinhos em sua missão de apresentar de forma torcida Jesus Cristo. Muçulmanos palestinos são seus poderosos aliados. De acordo com um artigo do Observatório da Mídia Palestina de 24 de dezembro de 2010, “Um dos modos pelos quais a Autoridade Palestina tenta criar uma história palestina é negar a nacionalidade judia/judaica de Jesus, e apresentá-lo de forma deturpada como um ‘palestino.’” (“Prophets Who Prophesy Lies In My Name”, Christian Palestinianism and the anti-Israel Crusade [Profetas Que Profetizam Mentiras em Meu Nome], página 8.)
Aliás, como o Dr. James Dobson denunciou, a feminista “cristã” palestina Hanan Ashrawi, mediante sua organização MIFTAH, recebia anualmente 850.000,00 dólares diretamente de Yasser Arafat. Os muçulmanos estão dispostos a fazer sacrifícios extraordinários para avançar sua propaganda anti-Israel, até mesmo financiando “cristãos,” até mesmo apoiando ativistas gays palestinos, contanto que eles cumpram sua missão de propaganda anti-Israel.

Só o “Israel espiritual” tem direito à Terra Prometida?

Por que Portas Abertas estaria disposta a ter Awad, um aliado dos promotores da teologia da libertação palestina, como o palestrante principal em sua conferência mais importante no Brasil? Portas Abertas crê que o povo judeu tem direito à sua Terra Prometida?
De acordo com WND, Portas Abertas apoia as opiniões do escritor calvinista e pastor John Piper sobre Israel. As opiniões de Piper são as seguintes:
As promessas feitas a Abraão, inclusive a promessa da terra, serão herdadas como presente eterno pelo verdadeiro Israel espiritual, não o Israel desobediente e descrente.
Portanto, o Estado secular de Israel não pode reivindicar um presente direito divino à terra.
Então, Portas Abertas Internacional tem uma resposta “espiritualizada” para sua postura de não apoiar o moderno estado de Israel e o direito dos judeus à Terra Prometida. Mas ao mesmo tempo, Portas Abertas não tem dificuldade de apoiar Bishara Awad, que tem uma aliança estranha com muçulmanos e teólogos da teologia da libertação palestina para defender uma Terra Prometida dividida. Essa aliança é necessária, pois Belém está sob ocupação de seu inimigo comum: Israel.
Penso que se Davi fosse sobrenaturalmente ressuscitado, ele estaria em condições de julgar esse caso. Não consigo vê-lo se colocando ao lado dos muçulmanos ou dos teólogos da teologia da libertação palestina. Essa teologia apenas usa o verdadeiro Evangelho como plataforma para o marxismo e sua enganosa “libertação.”
É claro que Davi clamaria a Deus pela condição dos judeus modernos, mas nunca trairia sua posteridade entregando a Terra Prometida aos muçulmanos e aos teólogos da teologia da libertação.
Entretanto, não temos nenhum Davi para decidir o caso. E quanto a uma resposta verdadeiramente espiritualizada? Se, como Piper e outros calvinistas compreendem, o Israel verdadeiro é o Israel espiritual, então será que nós, o Israel espiritual, estamos sob a responsabilidade de ocupar Israel e expulsar os muçulmanos e os heréticos “cristãos” da teologia da libertação da Terra Prometida?
Temo que ambas as soluções — a de Davi e a resposta espiritualizada — não satisfariam Awad e Portas Abertas.
Por amor dos cristãos verdadeiramente perseguidos, Portas Abertas demonstraria sabedoria se não se envolvesse nas simpatias e confusões de Awad envolvendo a teologia da libertação e numa guerra cultural e espiritual que não tem condições de entender.
Versão em inglês deste artigo: Anti-Israel Activist Speaks at Open Doors Brazil
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