Chuck Colson, gigante evangélico contra a “cultura da morte”, morre aos 80 anos
FAIRFAX, Virginia, EUA, 22 abril de
2012 (LifeSiteNews.com) — Charles W.
Colson, o criminoso do escândalo do Watergate [do início da década de 1970] que
acabou se tornando uma voz de fé e razão para milhões e revolucionando o
ministério aos presidiários depois de sua conversão a Cristo, morreu sábado
depois de uma hemorragia cerebral.
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| Chuck Colson |
Para muitos da geração que nasceu
depois da 2ª Guerra Mundial, Colson, que alcançou o posto de capitão do corpo
de fuzileiros navais, será lembrado principalmente por seu papel no escândalo Watergate,
pelo qual ele passou sete meses na prisão e se tornou assunto de desdém
nacional. Contudo, meses antes de sua sentença, um amigo lhe entregou um
exemplar do livro Mere Christianity (Cristianismo
Puro e Simples), de C.S. Lewis, um acontecimento que mudou a vida de Colson
para sempre.
Em sua memória “Born Again”, Colson
descreveu seu importante encontro com Deus por meio do ministério de um amigo
numa época em que “meu mundo inteiro estava se desmoronando ao redor de mim”,
Colson orou pela primeira vez e começou a meditar no poder do amor antes de
compreender que ele deveria aceitar a realidade material do Cristianismo, o
ponto mais importante da tese de Lewis, e para Colson, “a essência da questão”:
que Jesus Cristo é Deus.
“Quanto mais eu lutava com essas
palavras, mais elas começavam a explodir diante de meus olhos, começando a
produzir, em pequenos pedaços, muitas antigas noções confortáveis que flutuavam
durante a minha vida, sem que eu pensasse muito nelas”, escreveu ele. “Jesus
era Deus ou um doido varrido. Havia minha escolha, por mais simples, inflexível
e assustadora que fosse, que seria sem vacilações e meios-termos.
Quando a conversão de Colson se
tornou pública, muitos zombaram como uma manobra para reduzir sua sentença de
prisão. Mas o acontecimento foi destinado a transformar sua experiência de
prisão de um modo muito mais profundo: Colson viu uma necessidade urgente de
aliviar a situação difícil de seus colegas de prisão, aos quais ele via como
vítimas de tratamento injusto e em carência de assistência para encontrar
melhores soluções.
Colson começaria um ministério
cristão para presidiários que agora alcança 113 países no mundo inteiro.
Ele criticava abertamente o aborto,
a eugenia, o pós-modernismo, o estilo de vida homossexual, as leis liberais de
divórcio e outros aspectos da moderna anarquia sexual — um fenômeno que ele
chamava de “cultura da morte”, um termo criado pelo Papa João Paulo 2. Colson
fundou o Centro Chuck Colson de Cosmovisão Cristã, na esperança de promover “The
Movement” de cristãos se unindo para re-evangelizar a civilização ocidental.
Milhões conheceram a defesa
eloquente de Colson da civilização cristã por meio de seu programa diário de
rádio, BreakPoint, ouvido em mais de 1.400
estações de rádio nos Estados Unidos, bem como seus artigos online no site BreakPoint.org.
Colson era coautor da Declaração de Manhattan.
Vários líderes conservadores
fizeram luto no sábado pela perda de uma mente brilhante e testemunho estupendo
do poder reformador do Cristianismo e da cultura da vida.
“No centro do movimento pró-vida
está a certeza de que uma vida pode fazer uma diferença, e Chuck Colson é prova
disso”, disse a Dra. Charmaine Yoest de Americanos Unidos pela Vida.
Tony Perkins do Conselho de
Pesquisa da Família recordou Colson por seu impacto inapagável na vida de
inúmeros presidiários por meio de seu ministério Prison Fellowship, “cuja base
é a libertação do homem”.
“Admiro Chuck Colson há muito
tempo, por causa de seu compromisso de mostrar a verdade e o amor de Jesus
Cristo. Por seu exemplo, ele ensinava os cristãos a integrar plenamente a fé
cristã com um papel na esfera pública”, disse Perkins. “Ele jamais dividiu sua
fé em compartimentos. Chuck Colson nos desafiou a seguir a instrução de Deus de
ser sal e luz em todo lugar em que colocarmos nossos pés. Chuck Colson terminou
a corrida da vida forte, deixando um legado que continuará a trazer luz para os
corações entenebrecidos de milhões. Ele fez um excelente trabalho”.
Traduzido
por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Chuck
Colson, evangelical giant against ‘culture of death,’ dies at 80
Fonte:
www.juliosevero.com
Artigos
de Chuck Colson no blog Julio Severo:





