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16 de fevereiro de 2019

Agora Trump está iniciando guerra na Venezuela


Agora Trump está iniciando guerra na Venezuela

Chuck Baldwin
Comentário de Julio Severo: Com o artigo recente “Venezuela: substituindo o socialista brutal por mais socialismo?” do jornalista Alex Newman, publicado no site conservador The New American, mostrando que o conflito na Venezuela não é entre esquerda e direita, mas uma disputa de esquerdista contra esquerdista, ficou claro que a postura do presidente americano apoiando um esquerdista contra outro esquerdista é no mínimo anticonservadora. Mas não é só a revelação de Newman que traz questões preocupantes. O Rev. Chuck Baldwin traz outras revelações, traduzidas e editadas por mim no artigo dele abaixo. Embora eu não concorde com todas as opiniões dele, o que ele diz sobre belicismo e tráfico de drogas é muito importante. Leia!
Todas as conversas de Trump sobre tirar os Estados Unidos de guerras intermináveis e de conflitos militares estrangeiros são apenas muita fanfarronice. Não! É mais do que isso: é totalmente subterfúgio e mentira. Como tenho documentado uma e outra vez, Donald Trump é um belicista. Por que razão mais você acha que o maior belicista no Congresso, o senador Lindsey Graham, é um dos maiores fãs de Trump?
Trump fala sobre acabar com guerras sem fim, mas ele não está falando sério. Aliás, ele agravou e expandiu as guerras e os conflitos militares em todo o mundo; ele expandiu as bases militares dos EUA mundialmente (especialmente na Europa Oriental); ele provocou o crescimento explosivo dos dólares dos contribuintes para a máquina de guerra dos EUA (também conhecida como Nova Ordem Mundial); e ele aumentou significativamente a quantidade de bombas que os EUA lançaram — bombas que mataram milhares de civis inocentes em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio. Na verdade, Donald Trump joga uma bomba em algum lugar do mundo a cada 12 minutos. E toda a sua retórica à parte, Trump NÃO está removendo as forças dos EUA da Síria.
E agora, o insaciável desejo de guerra de Trump o levou para a Venezuela. Não é uma questão de se ou quando tropas americanas irão para a Venezuela; elas já estão lá. Muito antes de o público falar sobre a presença de tropas americanas em um centro estrangeiro de operações, a CIA e tropas de Operações Especiais já estão há muito tempo lá. Você e eu sabemos que a guerra dos EUA na Venezuela já começou. A base de operações fica na vizinha Colômbia — assim como a base de operações na guerra síria está no vizinho Iraque. As anotações pessoais de John Bolton dizem que 5.000 soldados americanos irão para a Colômbia.
Falando na Colômbia, alguém não acha estranho que o governo dos EUA consiga usar a Colômbia — o maior produtor de drogas ilícitas no Hemisfério Ocidental — para iniciar uma guerra? Todos — inclusive o governo dos EUA — sabem que a Colômbia é controlada por cartéis de drogas. Todos — inclusive o governo dos EUA — sabem que a Colômbia é de onde vem a maior parte da cocaína encontrada nas ruas dos EUA. E os EUA estão usando a Colômbia como base de operações para encenar um golpe militar contra a Venezuela? Sério?
Diga-me, que perigo a Venezuela representa para a segurança dos Estados Unidos? Isso mesmo, NENHUM.
Assim, enquanto Donald Trump quer construir um muro ilegal (assim diz o juiz Andrew Napolitano) na fronteira sul dos Estados Unidos — ostensivamente para manter as drogas ilegais (e outras coisas) fora dos EUA (e eu estou totalmente a favor de manter tudo isso fora dos EUA) — ele está usando a capital exportadora de drogas do mundo ocidental (Colômbia) como uma base de operações para as forças dos EUA para derrubar os líderes da Venezuela, porque… sim, porque… por quê?
Antes de deixar o assunto da Colômbia, a maioria de nós sabe por que os EUA estão tão amigos da capital exportadora de drogas do mundo ocidental? É porque o próprio governo federal (através das forças criminosas de Operações das Trevas dentro da CIA, das forças especiais dos EUA e empresas privadas contratadas por esses malfeitores de Operações das Trevas) é o maior distribuidor mundial de cocaína colombiana, esse é o motivo.
Vários anos atrás, um agente federal aposentado, que havia trabalhado em pelo menos quatro diferentes agências policiais federais — inclusive a agência antidrogas DEA —, sentou-se em uma mesa de almoço perto de mim em um restaurante Cracker Barrel e me disse que a “guerra americana contra drogas” não é nada mais do que a tentativa do governo federal de “livrar-se da concorrência” (palavras dele). Ele me disse que ele viu de perto e de forma pessoal e sabia do que ele estava falando. E ele me deu detalhes e me mostrou coisas que me convenceram de que ele estava dizendo a verdade. Isso foi durante a presidência de G. W. Bush.
Um agente aposentado da CIA também me contou suas experiências pessoais de ver com os próprios olhos a CIA transportando cocaína e outras drogas pesadas em aviões de carga C-130 militares a partir da Colômbia e de outros países da América Central e do Sul. E como conheço pessoalmente esse homem, sei que ele estava dizendo a verdade. Isso foi durante a presidência de Bill Clinton.
Elementos criminosos dentro do governo federal estão trazendo mais drogas para os EUA do que todos os transportadores de drogas individuais do México juntos. Um muro na fronteira sul dos EUA pode realizar alguma coisa boa (embora eu tenha minhas dúvidas e ainda não goste de muros de fronteira). Mas uma coisa que o muro não vai fazer é impedir que o maior distribuidor mundial de drogas ilegais, as forças criminosas clandestinas dentro do governo dos EUA, tragam drogas para os EUA. Eles simplesmente transportarão por ar, passando por cima do muro em aeronaves C-130.
Agora, voltemos à questão da Venezuela.
O Instituto Ron Paul informa:
Como os acontecimentos na Venezuela continuam a sair do controle, está começando a parecer uma repetição da história — os EUA e seus aliados europeus estão agindo exatamente da mesma maneira que na Síria e na Líbia.
Sanções, o apelo para o truque da legitimidade e apoio à oposição — táticas dos EUA usadas na Síria estão agora em ação em Caracas.
Daniel McAdams, diretor do Instituto Ron Paul, diz que os EUA e seus aliados europeus estão empurrando a Venezuela para uma guerra civil.
“Aqui vamos nós novamente. Isto é como a Síria retornando. Isso é exatamente o que aconteceu na Síria e na Líbia. Eles estão jogando exatamente o mesmo jogo repetidamente,” disse ele.
O próprio Ron Paul concorda:
A intervenção americana nos assuntos da Venezuela não é apenas hipócrita, mas “insensata, muito perigosa, custará caro, é contra as leis americanas, e se eles fingirem que temos de entrar porque queremos espalhar valores americanos, esses não são meus valores!” Paul exclamou, apontando que os EUA criticam outros países por suposta “intromissão,” mas “quando fazemos isso, é certo, apropriado e quase sagrado.”
Advertindo que Maduro não vai rolar e abandonar o poder sem luta — e que os outros países ocidentais que estão apoiando o presidente Juan Guaidó provavelmente estão fazendo isso para evitar retaliações econômicas do governo americano — Paul lamentou a incapacidade do governo Trump de aprender com história.
“Dê uma olhada na política externa dos EUA nos últimos 10 anos!” implorou Paul, pedindo aos EUA que pelo menos aprendessem com as lições da “guerra contra o terrorismo.”
“Tenho certeza de que Maduro e outros estão causando danos,” disse Paul, acrescentando que ele é um crítico duro do socialismo da Venezuela, que “geralmente leva ao empobrecimento” — mas não é “tarefa dos EUA” realizar “intervenções desnecessárias.”
E, às vezes, os artistas entendem melhor a criminalidade das guerras inconstitucionais de agressão do que políticos e pastores americanos.
O comediante Lee Camp acertou em cheio quando disse:
A elite americana deixou de lado suas divisões políticas internas para se unir no apoio entusiástico a uma intervenção estrangeira, apoiada pelo poder de toda a mídia americana, disse Lee Camp no último programa Redacted Tonight.
“Não estou dizendo que as coisas estão ótimas lá na Venezuela — não estão. Mas a propaganda pró-guerra e o imperialismo dos EUA não estão curando nada,” disse Camp durante o segmento de abertura de seu programa satírico.
Camp diz que uma mistura de preocupação equivocada e egoísmo descarado faz com que o governo americano “trate toda crise humanitária como um passarinho” — alimentando uma situação política e econômica já perigosa fazendo-a virar em um conflito total.
O apresentador de programa de TV lista uma série de exemplos recentes em que os EUA parecem ter piorado as coisas — deixando sua tarefa incompleta, ou na maioria das vezes, invadindo, em primeiro lugar — inclusive o Iraque, a Líbia e a Síria.
Mas o socialismo da Venezuela o coloca em oposição ideológica ao governo americano, enquanto suas reservas de petróleo o tornam um alvo geopolítico irresistível — danem-se as experiências passadas.
“O povo venezuelano merece autodeterminação, independentemente de como você se sente em relação ao atual governo — a última coisa de que precisam é serem transformados em um estacionamento neoliberal,” resume Camp, observando os sólidos laços entre o autoproclamado “presidente” da oposição Juan Guaido com Washington e o FMI.
Ahh! Camp tocou no coração da questão: PETRÓLEO. E não apenas petróleo; a Venezuela também é rica em ouro.
Leia este relatório:
A paixão de décadas dos EUA pela Venezuela chegou ao auge na quarta-feira, quando Estados Unidos, Canadá, Brasil e outros declararam um homem que nem sequer concorreu ao cargo de presidente, e muito menos foi eleito para o cargo, como o presidente. da Venezuela.
Na quarta-feira, Juan Gerardo Guaidó Márquez prestou juramento público e jurou-se o presidente da Venezuela. Ele assumiu esse cargo com zero processo democrático — essencialmente tornando-se um ditador — e foi imediatamente declarado legítimo pelo governo americano.
Essa decisão de Washington de reconhecer Guaidó como o presidente oficial é uma medida ilegal que eles usaram nas últimas duas décadas para invadir e destruir países como o Iraque, a Líbia e a Síria. A mesma retórica dos guerrilheiros bipartidaristas em Washington está sendo lançada mais uma vez, à medida que rostos como Marco Rubio ameaçam guerra total. De repente, indivíduos que odeiam Trump estão se unindo em solidariedade, fervendo com seu muco belicoso sobre o potencial de um conflito venezuelano.
Para aqueles que não se lembram, quase exatamente as mesmas táticas foram usadas pouco antes de os EUA invadirem a Líbia e transformaram esse bastião de esperança na África em um estado infernal inspirado pelo terrorismo, no qual escravos humanos agora são abertamente vendidos em público.
Assim como Guaidó afirmou ser presidente e foi reconhecido pelos EUA, na Líbia, o chefe do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mustafa Abdul Jalil, ameaçou com mortes em massa se o Ocidente não intervisse e rapidamente recebeu o controle. Dias depois, o CNT líbio foi oficialmente reconhecido como o governo da Líbia e o regime de Gaddafi estava fora. Dias depois disso, as potências da Otan, lideradas pelos EUA, passaram a transformar a Líbia no buraco do inferno devastado pela guerra que é hoje.
Nos próximos dias, você pode esperar que esse movimento dos EUA estimule o potencial para uma guerra civil na Venezuela, que atrairia outros países como Cuba e Brasil [para não mencionar a Rússia]. O resultado dessa potencial guerra civil seria totalmente catastrófico.
Assim como na Líbia, o atual conflito na Venezuela é muito maior do que alguma crise humanitária, já que a Venezuela possui montanhas de ouro e petróleo.
E quem o presidente Trump escolheu para liderar a guerra contra a Venezuela? O neocon, criminoso ultra-belicoso e extraordinário globalista CRE, o Darth Vader do Departamento de Estado dos EUA, Elliott Abrams.
Enfrente a realidade: Donald Trump cercou-se com a escória do governo, uma lista de belicistas, globalistas e elitistas do CRE. E, por favor, PARE de se desculpar por Trump dizendo que ele não percebe o que está fazendo. Besteira! Ele sabe exatamente o que está fazendo. Como todo presidente recente antes dele, Donald Trump é um robô do Estado Profundo globalista que se enriquece dos espólios da guerra perpétua. E Trump está muito feliz em obrigá-los com mais uma guerra estrangeira, desta vez na Venezuela rica em petróleo e rica em ouro.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site de Chuck Baldwin: Now Trump Is Waging War In Venezuela
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16 de outubro de 2018

Trump e seus juízes, um para os conservadores e um para os ativistas gays


Trump e seus juízes, um para os conservadores e um para os ativistas gays

Julio Severo
Quando uma questão envolve valores morais e cristãos, agradar aos dois lados é uma estratégia política, não uma estratégia conservadora. O presidente dos EUA, Donald Trump, acaba de fazer isso. De acordo com o proeminente site conservador LifeSiteNews, em uma reportagem intitulada “Trump escolhe membro assumidamente gay de organização LGBT para o tribunal federal liberal do nono circuito,” Trump escolheu Patrick Bumatay, “outro juiz homossexual ligado a um grupo legal LGBT.”
“Bumatay também seria o segundo juiz assumidamente homossexual de um tribunal federal de recursos dos EUA e o primeiro no Nono Circuito,” disse LifeSiteNews, acrescentando: “O comunicado de imprensa da Casa Branca também observa que ele é membro da Associação Tom Homann de Direito LGBT, uma organização dedicada ao ‘avanço das questões gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros em toda a Califórnia e nnos EU.’”
Trump nomeou várias autoridades pró-homossexualismo para vários cargos no governo e deu continuidade a várias políticas pró-LGBT da era Obama, como o Departamento de Estado dos EUA pressionando outras nações a adotarem a ideologia homossexual.
Trump publicamente elogiou a entidade pró-LGBT Log Cabin Republicans em janeiro, e declarou após a eleição que a decisão do Supremo Tribunal de 2015, sob Obama, forçando todos os cinquenta estados americanos a reconhecerem o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo era “lei já estabelecida.” Isto é, ele não tem intenção de lutar para proteger o casamento tradicional contra o ataque de ativistas homossexuais e suas conquistas durante o governo Obama. Quão diferente de Obama, que tinha toda a força de vontade para lutar contra o casamento tradicional.
Contudo, os conservadores dos EUA poderiam pensar, pelo menos Trump nos deu Brett Kavanaugh, um juiz conservador forte, não é?
Na verdade, havia juízes mais conservadores e Kavanaugh teve inicialmente a oposição do grupo conservador Associação da Família Americana porque ele não era tão conservador. No final, os conservadores tiveram de aceitar a escolha de Trump, porque é melhor um homem com alguns valores conservadores do que outro ativista gay, e Trump não tem mostrado escrúpulos em nomear ativistas gays.
Trump tem um histórico de agradar aos dois lados. No passado, ele dava dinheiro para a Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de clínicas de aborto nos EUA e, ao mesmo tempo, para Billy Graham! É semelhante a louvar a Deus e Satanás ao mesmo tempo.
O apoio da sodomia é algo muito sério. Destruiu toda uma sociedade, Sodoma. Aliás, a sodomia já minou a instituição do casamento nos Estados Unidos, e seu atual presidente não está disposto a fazer nada para reverter a subversão gay do casamento.
Provavelmente, ninguém explicou melhor a política de Trump, ou a política americana, do que Chuck Baldwin, um pastor evangélico patriota dos EUA. Em seu artigo “What You Don’t Know About Brett Kavanaugh Can And Will Hurt You,” (O que você não sabe sobre Brett Kavanaugh pode e vai prejudicar você), Baldwin disse:
Conservadores e cristãos estão freneticamente empolgados com o fato de Brett Kavanaugh ter sido confirmado pelo Senado dos EUA como o mais novo juiz do Supremo Tribunal dos EUA. Vendo toda a euforia sobre a confirmação de Kavanaugh, alguém poderia pensar que ele estava anunciando a Segunda Vinda de Jesus Cristo. Ele não está. Mas sua nomeação anuncia outras coisas — muitas delas ruins.
Primeiro, deixe-me discutir brevemente a animosidade entre democratas e republicanos que foi colocada em exibição pública durante as audiências de confirmação. Como tenho tentado mostrar ao povo americano nas últimas décadas, todo o paradigma democrata-republicano, esquerdista-conservador, é pura propaganda. Não é nada além de teatro público. Ambos os lados usam a demagogia “nós contra eles” como uma maneira de manter seus eleitores, que engolem a farsa, felizes o suficiente para continuarem elegendo e reelegendo-os para cargos públicos.
Para usar uma analogia com a qual muitos fãs de esportes podem se identificar no momento, a rivalidade entre democratas e republicanos é equivalente à rivalidade entre os times New York Yankees e Boston Red Sox (adaptação brasileira: Corinthians e Flamengo). Cada lado está torcendo como um louco por seu time e vaiando furiosamente o outro time. Mas ambos os times estão jogando o mesmo jogo; eles estão jogando e chutando a mesma bola; e eles estão correndo as mesmas bases. É puro entretenimento. E é isso que os dois principais partidos em Washington, D.C., estão fazendo. Eles gritam e torcem pelo seu time e vaiam e assobiam contra o outro time, mas eles estão jogando o mesmo jogo. É puro entretenimento.
A rivalidade entre esquerda e direita é puro teatro nos EUA. Não é sobre a Constituição, a Declaração de Direitos, a Declaração de Independência, a verdade, a liberdade ou o jeito americano; é tudo sobre poder político. Ah, pode haver um punhado de liberais e conservadores inflexíveis que são realmente motivados por ideologia, mas o que impulsiona a grande maioria desses canalhas — também conhecidos como políticos — é poder: poder puro, descarado e bruto.
A outra coisa que a falsa rivalidade entre democratas e republicanos (esquerdistas e conservadores) faz é ofuscar eventos realmente importantes que estão acontecendo e que nenhum dos lados quer que o povo americano saiba.
Por exemplo, enquanto a maioria dos americanos estava paralisada e hipnotizada no caso de Brett Kavanaugh… Eles não perceberam que o Partido Republicano e Donald Trump aprovaram uma lei de gastos enormes de US$ 854 bilhões que financia totalmente a Federação de Planejamento Familiar e pesquisas com órgãos de fetos. Eles não perceberam que o relatório anual de gastos do governo foi publicado e que Trump e o Partido Republicano explodiram o déficit federal em mais de US$ 1 trilhão.
Baldwin então mostra que o histórico de Kavanaugh não é tão conservador, um fato que todo verdadeiro conservador já sabe, e ele pergunta por que Trump ferozmente defendeu Kavanaugh contra as mesmas acusações sexuais que o juiz Roy Moore, que é muito mais conservador, sofreu de todo o universo esquerdista, mas sem a defesa de Trump:
… Uma das hipocrisias mais notórias do Presidente Trump e dos republicanos no Senado dos Estados Unidos: Como foi que Trump e o Partido Republicano ficaram sentados e não fizeram absolutamente nada para ajudar o juiz Roy Moore quando ele foi acusado de impropriedades sexuais de décadas atrás? Trump e o Partido Republicano deixaram o juiz Moore ser devorado pelos lobos, mas depois fizeram uma defesa feroz, como um ninho de vespas defendendo sua rainha, quando Kavanagh foi acusado de maneira semelhante. Por quê? Hã? Por quê?
Cristãos conservadores não devem apoiar qualquer item da agenda homossexual só porque Trump está sendo irresponsável nessa questão. Seria a mesma coisa de um cristão apoiando adultério e assassinato só porque o rei Davi adulterou com Bate-Seba e mandou matar o marido dela. Sim, Davi era um homem segundo o coração de Deus — algo que Trump está muito longe de ser. Mas quando ele adulterou e matou, ele fez a vontade do diabo. Não vamos pois usar o mau exemplo de Trump para justificar o homossexualismo ou o ativismo gay.
Artigos de Chuck Baldwin:
Artigos sobre o Juiz Roy Moore:
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3 de agosto de 2018

Guerra perpétua: uma ocupação profissional criminosa para políticos, banqueiros e aproveitadores de guerra


Guerra perpétua: uma ocupação profissional criminosa para políticos, banqueiros e aproveitadores de guerra

Rev. Chuck Baldwin
Após as invasões americanas do Iraque e do Afeganistão em 2003, eu disse: “Dê todo apoio às tropas, porque nossos filhos alistados nunca mais vão voltar para casa.” E isso foi antes de eu saber sobre o plano do Pentágono de lançar sete guerras contra sete nações do Oriente Médio.
Em 2007, o general Wesley Clark disse que após os atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA planejavam lançar sete guerras contra sete países do Oriente Médio: Iraque, Síria, Líbia, Líbano, Somália, Sudão e Irã. Suponho que o Afeganistão já fosse considerado o lar eterno dos militares americanos, e acho que o país do Níger, no norte da África, foi lançado como item extra. E suponho, também, que o Pentágono não leve em consideração a assistência militar dos EUA à guerra da Arábia Saudita contra o Iêmen.
Escrevendo para o site ZeroHedge.com, Tyler Durden informa:
O fato é que todos esses países, com exceção do Irã, foram alvo de agressões diretas ou indiretas e pressão política dos EUA e seus satélites. Existem forças militares dos EUA que permanecem estacionadas em alguns deles até hoje.
Em 2008, a empresa RAND Corporation divulgou um longo estudo sobre a “longa guerra” dos EUA. O estudo foi chamado “Desdobrando do Futuro da Longa Guerra: Motivações, Perspectivas e Implicações para o Exército dos EUA.” O relatório começou:
Os Estados Unidos estão atualmente envolvidos em uma campanha militar que tem sido caracterizada como a “longa guerra.” A longa guerra tem sido descrita por alguns como uma luta épica contra adversários empenhados em formar um mundo islâmico unificado para suplantar o domínio ocidental, enquanto outros a descrevem mais especificamente como uma extensão da guerra contra o terrorismo. Mas, embora os estrategistas, líderes militares e acadêmicos tenham oferecido numerosas definições da longa guerra, nenhum consenso foi alcançado sobre esse termo ou suas implicações para os Estados Unidos. Para entender os impactos que essa longa guerra terá sobre o Exército dos EUA e sobre as forças dos EUA em geral, é necessário entender mais precisamente o que é a longa guerra e como ela pode se desdobrar nos próximos anos.
Mas, senhoras e senhores, os EUA não estão envolvida em uma longa guerra; estão engajado em uma guerra perpétua (interminável e eterna).
Como Durden observa em seu relatório, “Guerra é Negócio.”
Em 16 de abril de 2018, foi divulgada a notícia de que alguns senadores dos EUA estavam preparando uma nova lei de autorização de guerra. Seus autores são os senadores Bob Corker, R-Tenn. e Tim Kaine, D-Va. e seus co-patrocinadores incluem os senadores Chris Coons, D-Del.; Jeff Flake, R-Ariz.; Bill Nelson, D-Fla. e Todd Young, R-Ind. O projeto regulamentaria o poder do presidente de pressionar as forças armadas dos EUA para atuações. Mas se alguém se incomodar em examinar um pouco todo o trabalho feito pelos fornecedores da área de defesa militar e as decisões políticas relacionadas às operações de combate, pode-se ver rapidamente que existe uma conexão clara entre os dois. Portanto, tais restrições podem ser não apenas políticas por natureza, mas também direcionadas a interesses comerciais. Ambos os ataques com mísseis americanos na Síria (abril de 2017 e abril de 2018) usaram mísseis Tomahawk, fabricados pela empresa norte-americana Raytheon. Em abril de 2017, quando os EUA atacaram uma base aérea síria (disparando 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk), as ações da Raytheon na Bolsa de Valores subiram 3% antes de reduzir seu ganho pela metade, mas fecharam acima de sua média móvel de 50 dias e um ponto de compra de base fixa de 152,68. Isso colocou as ações de volta na esfera de compra. As ações de outros fornecedores do Pentágono, como Lockheed Martin, Northrop Grumman e Boeing, também subiram. Curiosamente, depois de 11 de abril de 2018, as ações da Raytheon começaram se elevar, subindo de US$ 219 por ação para um máximo de US$ 228 até 17 de abril. E isso apesar do fato de que a maior parte dos Tomahawks aterrissou longe do alvo.
Durden conclui então:
Considerando que o sistema político dos EUA é baseado nos “triângulos de ferro” — os interesses cruzados de corporações, funcionários do governo e grupos de interesse especial — é improvável que qualquer decisão verdadeiramente sensata seja tomada nos EUA com relação ao uso das forças armadas que tornaria possível resolver conflitos por meio da diplomacia. Os interesses do complexo militar-industrial americano são claramente mais urgentes do que os interesses das organizações especializadas em negociações e consultas. A guerra (ou, para usar a retórica oficial: “operações militares no exterior”) será longa, perpétua e lucrativa para os muitos participantes envolvidos.
Veja a reportagem aqui:
Em seu livro clássico “War Is A Racket” (A Guerra É Uma Ocupação Criminosa), Smedley Butler, Major-Brigadeiro dos Fuzileiros Navais (que foi duas vezes condecorado com a Medalha de Honra do Congresso), disse:
É possivelmente o mais antigo, facilmente o mais lucrativo, certamente o mais cruel. É o único de âmbito internacional. É o único em que os lucros são calculados em dólares e as perdas em vidas.
Uma ocupação profissional criminosa é melhor descrita, creio eu, como algo que não é o que parece para a maioria das pessoas. Apenas um pequeno grupo “interno” sabe do que se trata. É conduzida em benefício dos poucos, às custas dos muitos. Agumas pessoas fazem enormes fortunas com guerras.
O general Butler continuou:
Todos nós somos instigados a odiar o Japão e ir para a guerra — uma guerra que pode muito bem nos custar dezenas de bilhões de dólares, centenas de milhares de vidas de americanas e muitas outras centenas de milhares de homens fisicamente mutiladas e mentalmente desequilibrados.
É claro que, para essa perda, haveria um lucro compensador — fortunas seriam feitas. Milhões e bilhões de dólares seriam empilhados. Por alguns. Fabricantes de munições. Banqueiros. Construtores navais. Intermediários. Especuladores. Eles se sairiam bem.
Sim, eles estão se preparando para outra guerra [Segunda Guerra Mundial]. Por que eles não deveriam? Rende dividendos altos.
Mas que lucro isso dá aos homens que são mortos? Que lucro isso dá às suas mães e irmãs, suas esposas e seus namorados? Que lucro isso dá a seus filhos?
Que lucro isso dá a alguém, exceto os poucos a quem a guerra significa enormes lucros?
Sim, e que lucro isso dá aos EUA?
Veja o exemplo dos EUA. Até 1898 os EUA não possuíam um território fora do continente da América do Norte. Naquela época a dívida nacional dos EUA era um pouco mais de US$ 1.000.000.000. Então os EUA adquiriram uma “mentalidade internacional.” Os americanos se esqueceram, ou se desviaram, do conselho do Pai dos EUA. Os EUA se esqueceram da advertência de George Washington sobre “alianças emaranhadoras.” Os EUA foram para a guerra. Os EUA adquiriram território no exterior. No final do período da Guerra Mundial, como resultado direto da intromissão americana nos assuntos internacionais, a dívida nacional dos EUA saltou para mais de US$ 25.000.000.000. O saldo comercial total favorável durante o período de vinte e cinco anos foi de cerca de US$ 24.000.000.000. Portanto, na base da pura contabilidade, os EUA estão um pouco atrás de ano para ano, e esse comércio exterior bem poderia ter sido dos EUA sem as guerras.
Teria sido muito mais barato (para não dizer mais seguro) para a maioria dos americanos que pagam as contas ficarem de fora dos emaranhamentos estrangeiros. Para muito poucos, essa ocupação profissional criminosa, como o contrabando ilegal e outros crimes organizados do submundo, trazem lucros extravagantes, mas o custo das operações é sempre transferido para as pessoas — que não lucram.
Ele continuou:
Na [Primeira] Guerra Mundial, os EUA usaram propaganda para fazer os rapazes aceitarem o alistamento. Eles eram levados a se sentir envergonhados se não se juntassem ao exército.
Tão cruel era essa propaganda de guerra que até Deus era introduzido nela. Com poucas exceções, os pastores americanos se uniam no clamor para matar, matar e matar. Para matar os alemães. Deus está do lado dos EUA… é Sua vontade que os alemães sejam mortos.
E na Alemanha, os bons pastores pediam aos alemães que matassem os aliados… para agradar ao mesmo Deus. Isso fazia parte da propaganda geral, construída para tornar as pessoas conscientes da guerra e conscientes de assassinatos.
Ouça Butler novamente:
Olhando para o passado, Woodrow Wilson foi reeleito presidente em 1916 em uma plataforma que dizia que ele “manteve os EUA fora da guerra” e na promessa implícita de que ele iria “manter os EUA fora da guerra.” No entanto, cinco meses depois, ele pediu ao Congresso para declarar guerra à Alemanha.
Nesse intervalo de cinco meses, as pessoas não foram perguntadas se haviam mudado de ideia. Os 4.000.000 de jovens que vestiram uniformes e marcharam ou partiram de navio não foram perguntados se queriam sair para sofrer e morrer.
Então, o que fez com que o governo dos EUA mudasse de ideia tão de repente?
Dinheiro.
O livro do general Smedley Butler, “War Is A Racket” (A Guerra É Uma Ocupação Criminosa) está disponível em inglês aqui:
Contudo, não só existem motivações monetárias para a guerra, mas também motivações políticas. Banqueiros e comerciantes de guerra não são os únicos que lucram muito durante a guerra, os chefes de estado também lucram. Aliás, nada tende a tornar um presidente ou primeiro-ministro mais popular do que a guerra. Os Estados Unidos… são excelentes exemplos.
… Assim que Trump bombardeou a Síria e ameaçou entrar em guerra com a Coréia do Norte e o Irã, seus números de aprovação começaram a subir.
Muito parecido com Woodrow Wilson, que ganhou a reeleição com a promessa de manter os EUA fora da guerra, Donald Trump fez a mesma coisa. E assim como Wilson, assim que Trump ganhou a eleição, ele começou a promover guerra. Wilson levou os EUA para a Primeira Guerra Mundial. Trump está fazendo todas as aberturas para levar os americanos para a Terceira Guerra Mundial.
O ciclo nunca acaba: os candidatos vencem as eleições denunciando a guerra, mas freqüentemente permanecem no cargo iniciando guerras. Nada sufoca a dissidência pública como a guerra. Como ex-fanfarrão da FOX News e répobro em geral, Bill O’Reilly, gritou: “É nosso dever, como americanos fiéis, calar a boca quando a luta começar.”
Sim, quando a luta começa, não há mais pensamento e não mais raciocínio. Quando a luta começa, os amantes da paz são subitamente reduzidos ao status de aliados antipatrióticos dos inimigos. Quando a luta começa, o governo constitucional cessa de existir, assim como a moralidade, a ética e, é claro, a verdade. Quando a luta começa, as repúblicas são transformadas em monarquias e os cidadãos são transformados em suditos. Realmente não importa quem é o inimigo, contanto que haja um inimigo. Então, a luta nunca deve parar.
Smedley Butler estava certo: a guerra é uma ocupação profissional criminosa! É uma ocupação profissional criminosa para o benefício de políticos, banqueiros e aproveitadores de guerra. E agora, ninguém está administrando melhor essa ocupação do que Donald Trump.
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês de Chuck Baldwin: Perpetual War: A Racket For Politicians, Bankers And War Profiteers
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