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2 de abril de 2014

Por que o Christian Post adota o esquerdismo no Brasil?


Por que o Christian Post adota o esquerdismo no Brasil?

Julio Severo
A versão americana do Christian Post de forma acertada lidou com a recente oscilação da Visão Mundial sobre o “casamento” gay citando proeminentes líderes evangélicos. As respostas deles foram em grande parte conservadoras. A primeira postura da Visão Mundial (VM) favorecendo esse casamento falsificado foi universalmente desaprovada entre cristãos conservadores. O arrependimento da VM foi bem-vindo.
De forma alguma, o Christian Post condenou os líderes conservadores e suas opiniões.
Num guinada estranha, a versão brasileira do Christian Post decidiu não só nada publicar de sua versão americana sobre a oscilação da VM, mas também tratou do caso a partir de um ponto-de-vista esquerdista. O único artigo do Christian Post brasileiro sobre essa questão foi “Obsessão evangélica sobre homossexualidade está fora de controle, relata autora,” de Luciano Portela.
A autora é Rachel Held Evans, que num recente artigo da CNN disse, “Senti-me traída quando a Visão Mundial voltou atrás” em sua decisão de “casamento” gay.
Nesse artigo, ela condenou evangélicos conservadores como Albert Mohler e as Assembleias de Deus por sua oposição à decisão inicial pró-“casamento” gay da VM.
O esquerdismo de Evans é óbvio. Em seu blog pessoal, ela disse: “À medida que defendi a eleição (e reeleição) do presidente Obama, confesso que fui ficando de certo modo mais envergonhada da causa pró-vida.” Claro que Obama é um ávido defensor do “casamento” gay e do aborto.
Evans é colunista do site esquerdista The Huffington Post. Ela está agendada para ser palestrante no Festival de Fé e Escrita, de 10 a 12 de abril de 2014. O evento, que tem como propósito treinar uma nova geração de escritores cristãos, será realizado pela Faculdade Calvino, que é ligada à Igreja Reformada Cristã.
Portela, o jornalista do Christian Post no Brasil, ficou de boca fechada sobre o esquerdismo endêmico entre muitos calvinistas americanos em seu artigo “Obsessão evangélica sobre homossexualidade está fora de controle.”
Ele também ficou de boca fechada sobre a igreja de Richard Stearns, presidente da Visão Mundial nos EUA. Stearns frequenta a Igreja Presbiteriana dos EUA (conhecida pela sigla inglesa PCUSA).
A maioria dos evangélicos brasileiros, até mesmo presbiterianos, desconhece que a PCUSA é pró-sodomia, esquerdista, anti-Israel, pró-aborto, etc.
Um tempo atrás um pastor presbiteriano no Brasil me disse que não sabia que a PCUSA era tão esquerdista.
Se Portela não citou proeminentes líderes evangélicos dos EUA e as opiniões deles sobre a oscilação da VM sobre o “casamento” gay pelo fato de que os leitores brasileiros não os conhecem, então por que ele escolheu uma escritora esquerdista americana que é menos conhecida?
O Brasil tem seus próprios problemas esquerdistas entre evangélicos, inclusive a filial brasileira da Visão Mundial, cujo diretor, Ariovaldo Ramos, disse:
“Todos os que, em todo lugar, lutam pela erradicação da pobreza, pela emancipação do ser humano, e por justiça e acesso ao direito para todos, tiveram, em Hugo Chávez, uma referência de compromisso para com o pobre, para com o despossuído, para com o injustiçado.”
Ele também disse:
“O melhor que se pode dizer de alguém é que, porque ele passou por aqui, o mundo ficou melhor! Isso se pode dizer de Hugo Chávez!”
Ao que tudo indica, alguma forma de esquerdismo atingiu o Christian Post brasileiro, que tem publicado artigos do Pr. Johnny Bernardo, que tem longo histórico de filiação ao Partido Comunista do Brasil e recentemente apoiou a descriminalização das maconha no Brasil.
O artigo de Portela “Obsessão evangélica sobre homossexualidade está fora de controle” não condena uma escritora esquerdista americana e sua agenda radical. Condena os evangélicos conservadores que estão lutando para preservar suas igrejas do dilúvio das obsessões progressistas.
A revista Cristianismo Hoje, que é a versão brasileira da americana Christianity Today, retuitou o artigo, aumentando ainda mais as dúvidas dos leitores que veem a dificuldade da revista condenar explicitamente a apostasia dos que se dizem cristãos e apoiam o chamado “casamento” gay.
“Essa situação toda me deixou frustrada, de coração partido e perdida. Acho que nunca fiquei tão irada contra a Igreja, principalmente a cultura evangélica em que fui criada e com a qual por tanto tempo me identifiquei,” escreveu Evans sobre os líderes evangélicos que se opuseram à postura inicial pró-“casamento” gay da VM.
“Confesso que não havia percebido a verdadeira extensão do desdém e estigmatização que muitos evangélicos têm para com os indivíduos LGBT, nem esperava que a Visão Mundial cedesse a esse desdém e estigmatização ao revogar sua decisão debaixo de pressão financeira. Honestamente, o sentimento é de traição de todos os lados.”
Para uma escritora “cristã” que não está frustrada nem de coração partido por causa de Obama e sua agenda pró-aborto e pró-homossexualismo, é natural ela querer que a Visão Mundial permaneça fiel aos princípios progressistas, inclusive o “casamento” gay.
Isso é traição ao verdadeiro Evangelho. Mas quem disse que os progressistas têm esse Evangelho? O “casamento” gay nunca será traição para o evangelho progressista.
Por que o Christian Post brasileiro está escolhendo ficar do lado desse evangelho?
O Christian Post deveria fazer um trabalho necessário de desmascarar o esquerdismo protestante americano para as audiências brasileiras e vice-versa.
O Brasil precisa de menos, não mais, exemplos evangélicos esquerdistas.
Versão em inglês deste artigo: Why Does Christian Post Espouse Leftism in Brazil?
Leitura recomendada:

29 de setembro de 2013

Christian Post divulga testemunho de ex-homossexual que saiu no Blog Julio Severo


Christian Post divulga testemunho de ex-homossexual que saiu no Blog Julio Severo

Comentário de Julio Severo: A chave para destruir a mentira é divulgar a verdade. Publico a matéria do Christian Post que reproduziu nesta semana a entrevista do ex-homossexual Saulo Navarro ao meu blog. Essa entrevista completa está neste link: http://bit.ly/1gHPK4S
A matéria do Christian Post, que resumiu a entrevista, vem a seguir:

Ex-gay Saulo Navarro afirma que é preciso ‘agir urgentemente para combater este imperialismo gay’

Em entrevista, ex-homossexual fala sobre as novas gerações, o Conselho de Psicologia e a importância da Igreja

Maria Carolina Caiafa Correspondente do The Christian Post
O ex-gay Saulo Navarro, autor do livro Homossexualidade – Um Engano Em Minha Vida, concedeu entrevista a Julio Severo, que a publicou em seu blog no dia 20 de setembro. Ele fala da necessidade de “agir urgentemente, ir para a prática e criar ferramentas que possam combater este imperialismo gay”.
Ex-homossexual Saulo Navarro
Saulo analisa que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) se dobrou ao movimento LGBT. Segundo ele, alguns profissionais sofrem censura da insituição “ao demonstrar que podem ajudar a resignificar a sexualidade de uma pessoa que esteja insatisfeita com a atração que sente pelo mesmo sexo”.
“Pessoas merecem ter esta ajuda sem que tenham que perambular pelas vielas das clínicas para achar alguém que possa atendê-los sem receio e medo de ser punido pelo CFP. Pessoas que deixaram a prática homossexual fazem parte de uma diversidade que é rejeitada e odiada pelo movimento gay e agora pelo CFP”, afirma Saulo. E completa: “as faculdades de psicologia de nosso país estão formando psicólogos totalmente favoráveis ao movimento [LGBT]”.
O ex-gay observa a importância da religião neste processo de reorientação sexual, a partir da sua própria experiência: “Deus é soberano. A psicologia é uma ciência e Deus excede a toda ciência. [...] Aceitei Jesus como meu único Senhor e Salvador e passei a seguí-lo aceitando todo conteúdo bíblico como verdade para minha vida, inclusive as passagens que tratam da homossexualidade como pecado e comportamento fora da vontade de Deus para o ser humano. [...] Durante quatro anos, caminhei dentro da Igreja sentindo atração pelo mesmo sexo. Ficou claro para mim que deixar de sentir atração pelo mesmo sexo levaria tempo, não se mudaria de um dia para o outro. [...] Pessoas foram usadas por Deus para me levar ao crescimento e amadurecimento”.
Sobre as novas gerações, Saulo acredita que houve um estímulo para a homossexualidade e a bissexualidade. “A propaganda gay e a mídia têm estimulado uma geração inteira para que pratiquem não só a homossexualidade como a bissexualidade também. [...] Estes jovens se declaram livres, parte de uma geração tolerância, que se acham donos do próprio nariz. [...] Para estes jovens eu digo, cuidado – você que se acha livre, que faz o que quer, você está mais preso do que possa imaginar. Esta geração que se assume homossexual está apenas agindo como os ideólogos gays, feministas e de gênero querem. Estes jovens são usados e manipulados por ideologias que têm o único interesse de destruir a família tradicional, projetada por Deus. Enquanto se dizem livres, na verdade são bonecos de fantoche nas mãos destes movimentos”, conclui ele.
Em seguida, o entrevistado explana sobre assuntos legais e políticos desse fenômeno LGBT: “A imoralidade está aprovada e amparada por lei [...] A militância gay é cruel e sem escrúpulos. A Igreja não deve ser ingênua a ponto de desconsiderar este fato. A Igreja deve ser firme em seu posicionamento e estar sempre contrária a esta agenda gay e se preciso for se defender juridicamente dos ataques da militância gay”.
Saulo comenta ainda sobre a necessidade das Igrejas estarem preparadas para receber os arrependidos: “Se a Igreja entender que a homossexualidade na vida de uma pessoa não é o foco e sim o que sustenta esta pessoa na homossexualidade, então alguns passos já foram dados. A omissão da Igreja foi grande e agora é apagar incêndio. A Igreja tem de sair da omissão e partir para a compaixão, para a ação. É preciso compreender os infinitos fatores que podem levar um indivíduo à prática da homossexualidade. O meio homossexual é instável e haverá um tempo em que esta pessoa poderá ir até uma Igreja em busca de apoio. As Igrejas podem oferecer um local seguro e confiável, oferecer um ambiente caloroso que mostre a diferença de uma vida de pecado e uma vida em Cristo”.
Ele conta que, na adolescência, traumas, amigos e abusos sexuais o levaram a experimentar o homossexualidade. Ele realizou essa prática por 12 anos, apesar de o incomodar a infidelidade e a pornografia.
O depoimento de Navaro serviu de base para outros testemunhos: “durante minha adolescência eu fui muito assediado por homossexuais. Eles moravam próximos à escola, onde fazia a quinta série em Taguatinga (DF). Confesso que na adolescência cheguei a ter dúvida da minha masculinidade, mas percebi que tudo está ligado à orgia sexual”, diz um usuário nos comentários.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Blog Julio Severo entrevista ex-homossexual Saulo Navarro: “Homossexualidade – um engano na vida de quem a pratica”

22 de março de 2013

“Para quê existe a ANAJURE?” O caso Marco Feliciano


“Para quê existe a ANAJURE?” O caso Marco Feliciano

A defesa das liberdades civis está ou não acima de diferenças doutrinárias?

Julio Severo
O Dep. Marco Feliciano está sob fogo pesado dos supremacistas gays, pois ele foi nomeado em 5 de março para presidir a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados.
Marco Feliciano
Eles estão furiosos não só com as posturas dele sobre homossexualismo e aborto, mas também porque a CDH havia sempre sido presidida pelo PT e outros socialistas, que operavam a comissão para aprovar o alocamento de milhões do dinheiro do povo para projetos gayzistas.
Sob essa liderança socialista, a CDH também discutia meios de criminalizar a crítica à homossexualidade. O aborto e o sexo homossexual eram preocupações prioritárias deles.
Os supremacistas gays estavam satisfeitos de verem suas exigências sendo atendidas por socialistas de linha dura.
Então veio Marco Feliciano, um pastor da Assembleia de Deus. Feliciano não tem treinamento teológico e tem dificuldade de expressar suas opiniões em termos filosóficos. Apesar disso, ele tem sido claro sobre valores. Seu histórico pentecostal simples o tem levado a assumir uma posição firme contra o aborto e o homossexualismo.
Por isso, ele tem sofrido pressão de todos os lados: supremacistas gays, políticos esquerdistas, grupos pró-aborto, mídia esquerdista e… protestantes esquerdistas.
Um imenso grupo desses protestantes, composto também por militantes gays protestantes, está solicitando que o governo e o Congresso removam Feliciano da presidência da CDH. O presidente da Câmara dos Deputados, um protestante, quer oficialmente que Feliciano deixe o cargo. O presidente de seu partido, sob tal pressão, quer também que ele renuncie.

Silas Malafaia, renomado televangelista pentecostal, apoia Feliciano

Muitos cristãos pró-família, inclusive católicos, estão apoiando Marco Feliciano.
O Christian Post noticiou ontem Silas Malafaia e Julio Severo como as principais vozes evangélicas no Brasil pedindo que Feliciano não renuncie. Malafaia é também pastor da Assembleia de Deus e tem uma audiência enorme por meio de seus programas semanais.
Silas Malafaia
No artigo do Christian Post, Malafaia disse que os ataques contra Feliciano estão vindo dos esquerdistas.
Ele tem falado sem rodeios sobre aborto e homossexualidade. Como Feliciano, ele não tem medo de chamar o aborto de assassinato e a homossexualidade de pecado. Mas diferente de Feliciano, ele é muito mais articulado.
Contudo, tanto Malafaia quanto eu compreendemos que este não é o tempo certo para julgarmos Feliciano por sua falta de treinamento teológico e dons filosóficos. Portanto, por causa de sua postura de falar sem rodeios em defesa de valores da família, Feliciano precisa de apoio, não de críticas ou condenação.

ANAJURE

Por isso, é de surpreender que a ANAJURE tenha emitido uma nota pública, em 20 de março, dizendo que a presença de Feliciano na CDH vai “dividir, ainda mais, a própria igreja evangélica” no Brasil.
A ANAJURE é um grupo de juristas evangélicos que nasceu recentemente. Sua alegada missão é defender as liberdades civis fundamentais, principalmente dos cristãos.
Mas sua nota pública, assinada por seu presidente, Uziel Santana, não tem nenhuma defesa tal das liberdades civis fundamentais de Feliciano. Pelo contrário, a nota acusa o pastor da Assembleia de Deus de “fomentar e participar de uma tresloucada ‘guerra santa’ por estar agindo com intolerância para com os intolerantes”.
A nota também questiona as motivações pessoais do pastor pentecostal, dizendo: “Tudo isso porque os projetos pessoais estão acima dos valores da Verdade do Evangelho de Cristo”.
Conforme informação que obtive, a ANAJURE teve sua primeira renúncia ontem, pois um de seus diretores discordou fortemente da nota contra Feliciano.
De uma organização que se autonomeou para defender as liberdades civis fundamentais, nós brasileiros deveríamos esperar tal defesa, independente das diferenças doutrinárias da vítima cristã. Mas esse é um duro teste para a ANAJURE, cujo Conselho Consultivo é presidido pelo Rev. Augustus Nicodemus Lopes.

Um ativista gay numa universidade presbiteriana

Lopes é o chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo. Ele tem vários textos teológicos contra os movimentos pentecostais e neopentecostais. Alguns de seus artigos estão disponíveis no site de sua universidade.
Em 28 de fevereiro, sua universidade realizou um debate com o deputado federal Jean Wyllys. Wyllys é um militante gay radical, que trabalha muito na CDH para avançar a agenda gay.
Para debater o ativista gay, Lopes convidou um de seus amigos na ANAJURE. Mas os estudantes na universidade presbiteriana vaiaram o representante da ANAJURE, e elogiaram Wyllys.
No fim, Lopes negou que tivesse patrocinado o evento, mas o documento oficial da universidade confirma que o debate foi realizado em parceira com a chancelaria da universidade.
Esse não é o único caso estranho envolvendo seu chanceler. Em 2010 ele havia removido do site da universidade um manifesto presbiteriano contra a agenda gay, pois os ativistas gays exigiram isso. Ele cedeu. Mas ele nunca removeu seus vários artigos contra os pentecostais e neopentecostais.
Minha exposição da parceria incoerente, e o fato vergonhoso de que um ativista gay recebeu oportunidade de defender suas perversões numa universidade protestante, reverberaram em todo o Brasil. Grandes sites noticiosos evangélicos publicaram ou mencionaram meu artigo.

Censura

GospelPrime, GospelMais, Portal Fé em Jesus e outros sites foram contatados pela ANAJURE, que lhes pediu que removessem meu artigo e, em seu lugar, publicassem artigos da ANAJURE.
Um dos editores, que estava sob pressão da ANAJURE, me disse: “Sinceramente, eu ainda não sei pra que existe a tal da ANAJURE”.
GospelPrime, GospelMais e outros cederam. Mas o Portal Fé em Jesus repreendeu a ANAJURE por sua agressão contra a liberdade de expressão — nesse caso, minha liberdade de expressão.
O fato é, se a ANAJURE tivesse repreendido Lopes por permitir um ativista gay em sua universidade, não precisaria pedir que grandes sites evangélicos censurassem minhas liberdades civis fundamentais de denunciar a conduta de Lopes.
Entretanto, mesmo sob pressões, meu artigo teve uma repercussão significativa no Brasil. A página de Facebook de Silas Malafaia o divulgou para seus 168.000 seguidores.
E quanto a ANAJURE e sua missão alegada de defender as liberdades civis fundamentais? Está enfrentando um tempo difícil de colocar em prática no caso de Marco Feliciano, pois seu presidente acha que é necessário julgar o caráter e motivações de Feliciano, mas é incapaz de fazer isso no caso de um de seus próprios diretores.
E se você expô-lo por permitir um ativista gay em sua universidade protestante ou por ele ceder a militantes gays que exigiram a remoção de sua universidade de um manifesto cristão contra a agenda gay, a ANAJURE mostra seus músculos para defender a covardia e censurar uma mensagem cristã contra ela.
A ANAJURE tem a liberdade de defender e atacar quem quiser.
Mesmo discordando dele, apoiarei Marco Feliciano por sua coragem, e oro para que ele não ceda aos covardes que exigem que ele imite a covardia deles.
Leitura recomendada:

12 de maio de 2012

Assembleias de Deus se opõem à postura pró-“casamento” gay de Obama


Assembleias de Deus se opõem à postura pró-“casamento” gay de Obama

Michael Gryboski
Uma das maiores denominações pentecostais dos Estados Unidos anunciou oficialmente sua oposição à postura pró-“casamento” gay do presidente Barack Obama.
As Assembleias de Deus dos EUA, uma denominação com mais de 3 milhões de membros, divulgaram um comunicado na quinta-feira tratando dos recentes comentários do presidente apoiando o “casamento” gay. “A Bíblia ensina claramente que o casamento deve ser um compromisso de vida inteira entre um homem e uma mulher”, disse o George O. Wood, superintendente geral das Assembleias de Deus.
George O. Wood
“Embora tenha se tornado muito comum citar a Bíblia grosseiramente fora de contexto para atender a uma agenda pessoal ou política, isso porém não muda o que a Palavra de Deus declara claramente”.
Durante a eleição presidencial de 2008, o senador Barack Obama, que era então candidato, não apoiava o “casamento” gay. Em toda a sua presidência, à medida que grupos gays prosseguiam pressionando, Obama falava de sua posição sobre a questão como “evoluindo”, o que trouxe, como resultado, críticas tanto da direita quanto da esquerda por sua ambivalência.
No domingo, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse no programa de TV “Meet The Press” (Um Encontro com a Imprensa) da NBC que ele estava totalmente à vontade com o “casamento” gay sendo legalizado, o que aumentou a pressão no presidente para anunciar apoio também. A declaração de apoio de Obama ocorreu na quarta-feira.
“[Michelle e eu somos] cristãos praticantes… quando pensamos acerca da nossa fé, que está na raiz de nossas convicções, não só Cristo se sacrificando em nosso favor, mas também a Lei de Ouro — tratar os outros do jeito que gostaríamos que nos tratassem”, disse Obama depois de afirmar para a ABC News que “as duplas de mesmo sexo têm o direito de se casar”.
De acordo com a posição oficial das Assembleias de Deus, “a crescente aceitação cultural da identidade e conduta homossexual, masculina e feminina, é sintoma de uma desordem espiritual mais ampla que ameaça a família, o governo e a igreja”.
“Atividades homossexuais de todos os tipos são contrárias aos mandamentos morais que Deus nos deu”.
Outros líderes e denominações cristãs fizeram declarações tanto em apoio quanto em oposição aos comentários de Obama sobre essa questão social que provoca tantas divisões.
Joel Hunter, muitas vezes considerado conselheiro espiritual de Obama, disse ao Christian Post numa entrevista passada que ele estava desapontado com o modo de pensar do presidente.
“A Lei de Ouro está na Bíblia, mas não dá para usá-la para contradizer o modelo de casamento de Deus defendido e confirmado por Jesus em Mateus 19:4-5”, disse Hunter.
“Embora discorde do modo como o presidente interpreta a Bíblia, não abandonarei nossa amizade… Apenas continuarei dizendo a ele o que creio que a Bíblia diz e deixar o resto com Deus”.
O reverendíssimo Larry R. Benfield, bispo da diocese episcopal de Arkansas, divulgou um comunicado apoiando os comentários de Obama.
“Concordo com a posição do presidente. Muito diferente da decisão da Carolina do Norte, o casamento civil de duplas gays um dia será visto como bom para a sociedade”, disse Benfield. “Aguardo o dia em que tais casamentos ocorrerão neste estado de modo que possamos viver uns com os outros num espírito de igualdade e justiça”.
Traduzido por Julio Severo do artigo do Christian Post: Assemblies of God Opposes Obama’s Same-Sex Marriage Stance

17 de março de 2012

Jornal pega Rick Warren contando mentiras?

Jornal pega Rick Warren contando mentiras?

Diz que Igreja Saddleback confirmou que sua reportagem sobre “Crislã” é precisa

Quando o jornal Orange County Register publicou um artigo sobre a missão do Rev. Rick Warren da Igreja Saddleback de curar as diferenças entre evangélicos e muçulmanos, alguns dos críticos do pastor viram o artigo como mais uma prova de uma visão confusa do “Crislã”, uma mistura de Cristianismo e islamismo, apesar de negativas repetidas.
O artigo de 23 de fevereiro citou documentos da Igreja Saddleback que veem similaridades entre o Cristianismo e o islã. Um coautorado por Jihad Turk do Grupo de Consultoria Cristão-Islâmico de Los Angeles e Abraham Meulenberg, pastor de Relações Inter-religiosas da Igreja Saddleback, afirma que as duas religiões “adoram o mesmo Deus”.
Embora muitos apoiadores de Warren insistam em que as afirmações do artigo são falsas, o jornalista do Register e um editor do jornal disseram para WND que a liderança da Igreja Saddleback confirmou que o artigo está “factualmente acurado”.
“O pessoal da Saddleback inicialmente fez um pedido para que fosse feito um esclarecimento sobre o primeiro parágrafo da matéria, mas então retirou o pedido”, o jornalista Jim Hinch disse para WND num email.
“Em vez das palavras ‘muçulmanos e cristãos adoram o mesmo Deus’ eles queriam que a matéria dissesse ‘muçulmanos e cristãos creem que Deus é um’. O resto da matéria, disseram eles, está factualmente acurada”.
WND telefonou e enviou emails para Warren, mas não obteve resposta.
Apesar de que os funcionários de Warren reconheceram para o Register que o artigo é factualmente acurado, Warren negou afirmações no artigo, apontando o dedo para o jornalista por “entender errado”.
“Esse é um exemplo de por que sempre duvido do que leio em jornais e blogs sobre ministérios cristãos”, Warren disse numa declaração enviada aos membros de sua igreja.
“Jornalistas seculares que tentam cobrir questões de igreja e teologia muitas vezes entendem errado”, disse ele.
“Mas então blogueiros cristãos, em vez de entrarem em contato com meu ministério, cegamente creem, citam e repostam os erros feitos por jornalistas seculares. Então esses erros ficam permanentes, pesquisáveis e globais na internet”, continuou ele.
“Não dá para contar o número de vezes em que um jornalista secular fez uma notícia errada sobre a Igreja Saddleback e então essa notícia é perpetuada por cristãos que nunca checam os fatos. E os três fatores que mencionei sobre a internet tornam impossível corrigir todas as percepções erradas, e mentiras descaradas que são repetidas interminavelmente”.
O jornalista do Register, Hinch, já trabalhou como editor sênior da revista Guideposts. Ele disse para o WND que muitos pastores da Igreja Saddleback foram contatados sobre seu artigo, e cada um deles lhe disse que Warren não queria se fazer disponível para comentar a matéria.
Certo pastor chegou a enviar um email a Hinch dizendo que “a liderança decidiu que não quer que o trabalho do Caminho do Rei seja publicado”.
O “Caminho do Rei” é um documento que foi o foco principal da matéria do Register.
O documento foi revelado na Igreja Saddleback em dezembro para uma audiência inter-religiosa de mais de 300 muçulmanos e cristãos. Pela reportagem, o documento foi de coautoria de Meulenberg e Turk.
O documento de cinco páginas, que delineou semelhanças entre as duas religiões, foi introduzido por meio de uma apresentação de slides no evento.
Sob o título “Uma Caminho para Acabar com os 1.400 Anos de Desentendimentos Entre Muçulmanos e Cristãos”, a apresentação incluía versículos da Bíblia e versos do Corão lado a lado para defender a ideia de que o Deus para ambas as religiões é o mesmo.
Um exemplo foi intitulado “Em quem cremos”, em seguida vindo “Deus é o Criador — Gênesis 1:1, Al Sura 42:11”.
Os dois versos dizem:
“No começo Deus criou os céus e a terra”. — Gênesis 1:1
“O originador dos céus e da terra…” — Al Sura 42:11
Outro exemplo foi intitulado “Deus é Um”, vindo em seguida “Marcos 12:29, Maomé 47:19”.
Os versos dizem:
“Esclareceu Jesus: ‘O mais importante de todos os mandamentos é este: “Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor”’”. — Marcos 12:29
“Portanto, saibam que não há Deidade, exceto Alá”. — Moamé 47:19
Hinch disse para WND que ele obteve uma cópia do documento “O Caminho do Rei” de uma fonte confidencial sob a condição de que não fosse publicada na íntegra.
Ele disse que o documento “delineia várias áreas de consenso teológico entre cristãos e muçulmanos e compromete ambas as religiões a três objetivos: Fazer amigos uns com os outros, construir a paz e compartilhar ‘as bênçãos de Deus’ com os outros”.
“A matéria do Register baseou as frases ‘mesmo Deus’ e ‘único Deus’ no estilo linguístico desse documento, que declara que os cristãos e os muçulmanos creem num só Deus”, disse Hinch.
WND pediu várias vezes uma cópia do documento para a Igreja Saddleback, mas não recebeu nenhuma resposta.
Depois que o artigo do Register foi publicado, Warren divulgou uma declaração por meio de um jornalista do Christian Post no formato de uma entrevista.
Warren disse: “Dias atrás, um artigo apareceu no Orange County Register que incluía algumas declarações ultrajantes sobre a Saddleback que estavam incorretas. É claro que os meios de comunicação raramente acertam nas coisas, e não dá para respondermos a todas as declarações falsas feitas sobre nós. Mas senti que esse artigo criou tantas percepções erradas que concordei em fazer uma entrevista em resposta”.
O entrevistador também perguntou a Warren se pessoas de outras religiões adoram o mesmo Deus que os cristãos, ao que Warren respondeu: “Claro que não. Os cristãos têm um Deus que é exclusivo”.
Steve McConkey, do bigworldwatch.com, um site de coleta de notícias, disse acerca da resposta de Warren ao artigo: “Uma pessoa não deveria dizer uma coisa uma hora e outra uma hora depois e então jogar a culpa no jornalista. O problema é que ele diz uma coisa e faz outra. Warren nega o conteúdo do jornal Orange County Register, mas o documento que ele assinou, ‘Uma Palavra em Comum Entre Nós e Vocês’, diz uma história muito diferente”, disse McConkey.
McConkey estava se referindo a um documento muito noticiado de 2007 assinado por Warren, entre muitos outros líderes cristãos. Dentro das primeiras linhas, o documento diz que “muitos cristãos têm sido culpados de pecar contra nossos vizinhos muçulmanos”.
“Antes de ‘apertarmos as mãos’ ao responder à sua carta, pedimos perdão ao Todo-misericordioso e à comunidade muçulmana no mundo inteiro”, declara o documento.
O longo documento então delineia como muçulmanos e cristãos servem “um único Deus” e argumenta que os dois são um no mesmo, muito semelhante ao documento “O Caminho do Rei” revelado em dezembro na Igreja Saddleback.
É essa perspectiva que alguns cristãos têm chamado de “Crislã”.
A Igreja Saddleback e Warren recusaram responder às muitas tentativas de WND de falar sobre a questão. Mas no Christian Post, ele respondeu.
O Christian Post perguntou: “Você está promovendo o Crislã?”
“É claro que não. É a mentira que não quer morrer”, disse ele.
Contudo, os funcionários da Igreja Saddleback reconheceram que o artigo do Register está correto, que Warren teve um papel no documento “O Caminho do Rei” e que ele assinou o acordo “Uma Palavra em Comum Entre Nós e Vocês”.
A matéria do Register menciona que Turk e Gwynn Guibord trabalham numa organização chamada Grupo de Consultoria Cristão-Islâmico.
WND conseguiu contato com Guibord com relação à entrevista dela com Hinch. Na entrevista, ela declara que sua organização evita convidar igrejas evangélicas para se unir à sua iniciativa de “promover relacionamentos entre igrejas e mesquitas”, mas está agora mudando de opinião por causa do “esforço sem precedentes da Igreja Saddleback”.
Dave Tombers é policial aposentado, ex-professor, ex-corretor de imóveis e foi diretor de uma grande escola cristão. Dave vive com sua esposa, 6 filhos e 2 cachorros e vem escrevendo artigos há anos.
Nota do tradutor: WND fez vários contatos com a igreja de Warren, mas não obteve resposta. E então, para tentar esclarecer sua confusão diante do público evangélico, Warren concedeu entrevista ao Christian Post, que também está metido em outra séria confusão no Brasil, conforme foi mostrado no artigo “Christian Post teria cometido fraude jornalística?
Traduzido por Julio Severo de artigo do WND: Newspaper catches Rick Warren fibbing?