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11 de fevereiro de 2019

Governo Bolsonaro vê Igreja Católica como potencial opositora


Governo Bolsonaro vê Igreja Católica como potencial opositora

Julio Severo
O governo Bolsonaro quer conter, de acordo com informações do Estadão, o que considera a oposição da Igreja Católica, no vácuo da derrota e perda do PT e outros partidos de esquerda. Na avaliação da equipe do presidente, a Igreja Católica é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes dominados pelo PT no interior do Brasil e nas periferias.
O alerta ao governo veio de informes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e dos comandos militares. Os informes relatam recentes encontros de cardeais brasileiros com o papa Francisco, no Vaticano.
“Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí,” disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que comanda a contraofensiva.
Com base em documentos que circularam dentro do governo Bolsonaro, militares do GSI avaliaram que os setores da Igreja Católica aliados à esquerda, integrantes do chamado “clero progressista,” pretendem aproveitar encontros com o papa para criticar o governo Bolsonaro e obter impacto internacional.
“Achamos que isso é interferência em assunto interno do Brasil,” disse Heleno. Como reação, o GSI planeja envolver, de acordo com o Estadão, o Itamaraty, que está sob controle de um olavete, para monitorar líderes católicos brasileiros em suas viagens ao Vaticano.
Assim que os primeiros comunicados da Abin chegaram à cúpula do governo Bolsonaro, os generais logo fizeram uma conexão com as críticas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Órgãos ligados à CNBB, como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), não economizaram ataques, que continuaram após a eleição e a posse de Bolsonaro na presidência. Todos eles são aliados históricos do PT. A Pastoral Carcerária, por exemplo, distribuiu nota na semana passada em que critica o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que, como juiz, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato.
Na campanha eleitoral, a Pastoral da Terra divulgou relato do bispo André de Witte, da Bahia, que apontou Bolsonaro como um “perigo real.” As redes de apoio a Bolsonaro contra-atacaram espalhando na internet que o papa Francisco era “comunista.”
Apesar de se considerar católico, Bolsonaro não conseguiu obter o apoio da CNBB, que é a maior força católica do Brasil, mas investiu de modo forte e incessante no apoio dos evangélicos, principalmente o Pr. Silas Malafaia, durante as eleições.
Entretanto, depois de eleito, ele abandonou sua preferência pelos evangélicos e optou por colocar acima dos evangélicos militantes olavetes, como são chamados os adeptos do astrólogo Olavo de Carvalho. Por conta dessa mudança de preferência, vários ministérios de grande importância se tornaram cabides de empregos para olavetes, assim como no passado eram cabides de emprego para militantes do PT.
O único evangélico em cargo de alto escalão do governo Bolsonaro é a pastora Damares Alves, que chefia o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Mas ela, como evangélica, está em desvantagem visível em comparação com o grande número de olavetes em cargos mais importantes do governo. É uma desvantagem nociva, por parte do governo Bolsonaro, pois vai diretamente contra seus eleitores evangélicos, que são vistos pelo astrólogo Olavo como piores do que marxistas, conforme declaração dele em setembro de 2018.
O governo Bolsonaro e seus órgãos de inteligência, especialmente a Abin, analisaram corretamente quando viram a Igreja Católica como potencial opositora. Há uma tradição católica de conexão à esquerda que ocorre não somente no Brasil, mas também em toda a América Latina. Os países mais católicos da América Latina são, coincidentemente ou não, também os mais socialistas. Cuba, Venezuela e Bolívia são países ultracatólicos que experimentaram um avanço forte da esquerda justamente por causa da influência católica esquerdista.
O Brasil só não caiu nessa tradição esquerdista-católica por causa do avanço das igrejas evangélicas, que apoiaram Bolsonaro por ver nele qualidades conservadoras, especialmente na questão do aborto e homossexualismo, que se alinham às suas opiniões conservadoras baseadas na Bíblia.
Essa tendência conservadora não é de forma alguma característica exclusiva do Brasil. Ela é vista em toda a América Latina, onde países influenciados pelo conservadorismo evangélico levam seus governos a mudar suas embaixadas para Jerusalém. Um grande exemplo é a Guatemala, o primeiro país da América Latina, e o segundo país do mundo depois dos EUA, a mudar sua embaixada para Jerusalém. O presidente da Guatemala é evangélico e quase 50 por cento da população guatemalteca é hoje evangélica. Quanto mais evangélico é um país, mais conservador e pró-Israel ele é.
Bolsonaro fez muito bem em rejeitar o radicalismo de católicos esquerdistas, principalmente a CNBB.
Contudo, ao dar preferência para olavetes, que são católicos sincréticos que adotam uma espécie de fascismo esotérico, em detrimento dos evangélicos que o apoiaram fortemente, Bolsonaro está fazendo um estranho jogo com seus eleitores. Esse jogo envolve manipulação e oportunismo.
Se não é certo dar preferência aos apoiadores evangélicos, por que dar preferência ao fascismo olavete, que defende a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos?
Se Bolsonaro achava que o astrólogo Olavo era suficiente para elegê-lo, por que antes da eleição ele deu preferência aos evangélicos? Depois que sua eleição estava ganha, por que ele mudou de postura, dando preferência aos olavetes?
Se não era certo Lula e Dilma transformarem o governo brasileiro em um grande cabide de empregos para militantes esquerdistas, por que seria agora certo transformar o governo brasileiro em um grande cabide de empregos para militantes olavetes?
Além disso, há o problema da interferência externa. Steve Bannon disse na semana passada que um elevado membro do governo Bolsonaro “não é útil e é desagradável.” Tal interferência de Bannon na política brasileira ocorreu depois de seu encontro com o astrólogo Olavo. Tanto Bannon quanto o astrólogo brasileiro, que é imigrante autoexilado nos EUA, são adeptos do ocultista islâmico René Guénon. Bannon, que se tornou persona non grata no governo Trump e na grande mídia conservadora dos EUA depois que Trump o expulsou da Casa Branca, busca interferir nos assuntos do Brasil, agora que o governo Bolsonaro tem dado tanto espaço e cabides de empregos para olavetes.
Se o General Heleno achou que a conduta esquerdista da CNBB e do Vaticano “é interferência em assunto interno do Brasil,” por que achar que o avanço do fascismo esotérico dentro do governo Bolsonaro promovido por dois adeptos de um bruxo islâmico seria menos interferência?
Não é possível ter uma vitória saudável, na luta contra o esquerdismo da CNBB, optando pelo fascismo esotérico. O único jeito saudável de derrotar a poderosa esquerda católica é fazer o que vem sendo feito em toda a América Latina por uma maioria de igrejas evangélicas conservadoras: Pregar o Evangelho do Reino de Deus, curando enfermos e expulsando demônios.
Com informações do Estadão.
Leitura recomendada sobre governo Bolsonaro:

10 de outubro de 2018

CNBB pede a católicos que elejam candidatos favoráveis à “democracia,” sem mencionar a ameaça do kit gay


CNBB pede a católicos que elejam candidatos favoráveis à “democracia,” sem mencionar a ameaça do kit gay

Julio Severo
Depois de se posicionar publicamente no primeiro turno das eleições gerais no país contra “discursos de ódio e violência” (termos adotados pelas esquerdas contra o candidato católico Jair Bolsonaro) agora a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pede ao povo católico que vote no candidato que irá preservar, e não a destruir, a democracia.
Em entrevista ao UOL nesta semana, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, que é bispo auxiliar de Brasília, disse: “Temos duas candidaturas à Presidência, mas somos a favor é da democracia. O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito e justiça social, ou não.”
“Não podemos votar com o coração cheio de ódio, nem pensando que vamos mudar o Brasil de uma hora para outra: não existem salvadores da pátria,” acrescentou ele.
Justiça social é um termo católico socialista que toda a esquerda entende e gosta. Aliás, quando a CNBB fala, a esquerda aplaude.
Manuela Dávila, a vice do candidato presidencial petista Fernando Haddad, ajudou a compartilhar, em seu Twitter, a entrevista do secretário-geral da CNBB ao UOL. Ela entendeu exatamente o que a CNBB quis dizer por “democracia.”
Em agosto, o site Vermelho, ligado aos comunistas do Brasil, elogiou a CNBB em sua defesa da “democracia.”
No ano passado, Lula também elogiou a CNBB por defender a “democracia.”
É fácil então, pelo menos para esquerdistas, entenderem a declaração mais recente da CNBB em prol da “democracia.” É uma democracia em que o socialismo reina.
Contudo, o que foi que o socialismo fez pelo Brasil? O PT, que governou o Brasil por mais de 13 anos, trouxe caos, roubalheira ilimitada, promoção do aborto, muitas políticas homossexualistas e — quem não lembra? — o infame kit gay, que homossexualiza as crianças.
Aliás, não há como esquecer o kit gay agora, pois seu autor, Haddad, é o candidato das esquerdas para a presidência do Brasil.
Mas como é que a CNBB vai denunciar Haddad? Para fazer isso, primeiro ela precisa denunciar o PT. E não dá para a CNBB fazer isso sem primeiro reconhecer que o PT tem mãe: a própria CNBB, que muito ajudou na sua fundação, proteção, preservação e ascensão nacional.
Kit gay não é democracia. Promoção do aborto não é democracia. Promoção do homossexualismo não é democracia. Se a CNBB entender isso, não vai ser difícil denunciar Haddad, mesmo que ela não queira apoiar Jair Bolsonaro.
A CNBB possui enorme poder nas mãos, podendo tranquilamente mobilizar seu povo católico para o dever moral de derrotar o autor do kit gay. Afinal, o Brasil é o maior país católico do mundo.
A Venezuela se encontra sob opressão socialista justamente porque a Igreja Católica se omitiu em seu dever de denunciar os socialistas. A diferença é que enquanto a Venezuela é 96 por cento católica e tem uma população evangélica muitíssimo pequena para fazer resistência às escolhas socialistas da Igreja Católica, no Brasil a população católica é 60 por cento e a população evangélica é 30 por cento.
Enquanto a CNBB mobiliza grande parte dos 60 por cento da população do Brasil a não derrotar Haddad, a população evangélica já tem considerável força para fazer resistência e impedir a venezuelização do Brasil por meio da negligência de bispos católicos.
Muitos pastores pentecostais e neopentecostais, principalmente Silas Malafaia, estão empenhados em derrotar o autor do kit gay. Nesse esforço, houve sacrifícios inesperados, inclusive a redução da bancada evangélica, por causa de uma campanha quase que idolátrica em favor de Bolsonaro.
Se os evangélicos vão conseguir derrotar Haddad, eu não sei. Mas tenho certeza de que se a CNBB dissesse “Basta de kit gay, aborto, homossexualismo e socialismo,” o PT, Lula, Haddad e todas as esquerdas sofreriam a maior derrota da história do Brasil.
Assim como na Venezuela, a Igreja Católica no Brasil não derrota as esquerdas porque não quer e ainda grandemente facilita a vitória de políticos esquerdistas. Aprouve então a Deus usar as igrejas pentecostais e neopentecostais para fazer o que a massa de católicos no Brasil, dirigida por bispos, não faz: impedir a venezuelização do Brasil.
Por isso, o PT e as esquerdas odeiam não a Igreja Católica, mas as igrejas pentecostais e neopentecostais.
Por falta de uma legítima liderança católica, a reação católica à esquerda é minoritária e muitas vezes manchada de extremismo. Defesa da Inquisição e conservadorismo nada têm em comum, mas virou bandeira de alguns grupos direitistas católicos.
Nessa reação extremista, há a ideia satânica de que “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira,” conforme proposta por um falso católico que tem enganado muitos católicos no Brasil, inclusive o Pe. Paulo Ricardo, que virou o maior apoiador de um movimento político-esotérico-direitista que ataca e ao mesmo tempo usa oportunisticamente muitos católicos.
Se a CNBB fizesse um bom trabalho, o povo católico não ficaria vulnerável a extremistas e lobos oportunistas vorazes de esquerda e direita. Não haveria padres apoiando o PT e o olavismo.
Em vez de facilitar a vida de oportunistas de esquerda e direita que usam o catolicismo para avançar agendas estranhas ao Evangelho, a CNBB faria muito melhor se os denunciasse.
É hora de a CNBB denunciar o autor do kit gay, que busca homossexualizar as crianças do Brasil. Muito mais do que um atentado contra a democracia, o kit gay é um atentado contra as crianças do Brasil.
É hora de a CNBB denunciar as forças oportunistas esquerdistas e direitistas que estão enganando e usando católicos.
Com informações do UOL Eleições 2018.
Leitura recomendada:

20 de março de 2016

Crise desperta chances para socialista Marina Silva na eleição presidencial de 2018


Crise desperta chances para socialista Marina Silva na eleição presidencial de 2018

Julio Severo
Em meio à profunda crise política e financeira no Brasil, e protestos em massa contra sua presidente esquerdista Dilma Rousseff — desprezada pela maioria da população que, de acordo com pesquisa do Datafolha, quer o impeachment dela por corrupção e recessão econômica —, um novo cenário e possibilidades políticas começam a emergir.
A ex-candidata presidencial Marina Silva é uma dessas possibilidades. De acordo com outra pesquisa do Datafolha, ela é a escolha preferida da maioria dos eleitores para a eleição presidencial de 2018. Em segundo lugar está Aécio Neves, um social democrata. No último lugar está Luiz Inácio “Lula” da Silva, do PT, partido que ocupa o governo.
Aécio, que também foi candidato presidencial na última eleição, teve sua candidatura construída pelo estrategista marxista David Axelrod, principal assessor de longa data de Obama. Contudo, ele recebeu menos apoio agora do que antes, pois seu nome está também envolvido nos escândalos políticos e financeiros que estão varrendo o governo socialista do Brasil.
Ainda que não diretamente envolvida nesses escândalos, Marina Silva teve suas origens no PT (Partido dos Trabalhadores) e na Teologia da Libertação, e hoje ela está profundamente envolvida em causas ambientalistas internacionais. Ela e outros socialistas têm estrategicamente apoiado os protestos no Brasil. Isso é muito diferente de algumas interpretações da realidade política brasileira em alguns sites, que tentam apresentar os protestos brasileiros contra o governo como exclusivamente “antimarxistas.”
A insatisfação popular tem sido provocada por apertos econômicos nos bolsos dos trabalhadores. A escolha de Marina, Aécio e até Lula entre os eleitores é evidência de que o marxismo é uma força dominante nas aspirações do povo.
A retratação da realidade brasileira em alguns sites como protestos contra o marxismo é tão equivocada quanto a retratação de Marina como “conservadora.” Aliás, até mesmo a mídia cristã americana a havia retratado desse jeito na última eleição, talvez porque ela é uma pentecostal da Assembleia de Deus, e os pentecostais geralmente são conservadores.
A origem dela é católica, na Teologia da Libertação, nunca renunciando a essa ideologia. Ainda que a Assembleia de Deus seja a maior denominação evangélica do Brasil, com mais de 15 milhões de membros, Marina Silva não tem recebido seu apoio político.
A maior parte do apoio político dela vem de católicos liberais. O Brasil é a maior nação católica do mundo e sua Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi fundada pelo bispo marxista Dom Hélder Câmara, que está em processo de canonização no Vaticano.
A fundação do PT é creditada a proeminentes bispos da CNBB.
Marina e seu ex-partido são filhos dessa instituição.
Então, se o PT for removido pelo impeachment popular de sua presidente, bispos da CNBB darão um jeito de apoiar um novo presidente com suas convicções socialistas.
O crescimento político de Marina é sintoma de que para sair do buraco do PT, muitos brasileiros estão dispostos a entrar em qualquer outro buraco, seja socialista ou não, sem se importarem que o buraco de Marina não é diferente do buraco do PT.
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4 de dezembro de 2015

CNBB sai em defesa de Dilma e ataca Cunha


CNBB sai em defesa de Dilma e ataca Cunha

Em nota, bispos questionam os motivos que levaram Cunha a aceitar o pedido de abertura do processo 

Comentário de Julio Severo: Quando a CNBB emite uma nota rotineiramente esquerdista, católicos conservadores (que são minoria absoluta) buscam desqualificá-la como se não fosse católica, tentando descolar seu longo histórico esquerdista da Igreja Católica. Ora, se a CNBB não é católica, deveriam reclamar para o Papa Francisco, que nunca se queixou da CNBB. Aliás, todos os papas, inclusive João Paulo 2, que visitaram o Brasil foram acolhidos pela CNBB e nunca reclamaram de nada. O que quero dizer é que a Igreja Católica no Brasil tem um grande problema de esquerdismo que precisa ser confrontado. Negar o problema só piora. É muito bom que a Dilma esteja sob processo de impeachment. Agora, quem pedirá o impeachment da CNBB, que ajudou a fundar o PT? E para alguns católicos que proclamam que o Papa Francisco já está excomungado por ser marxista, quem pedirá o impeachment dele? Eis o artigo do Jornal Opção que, no que se refere a posturas esquerdistas da CNBB, não traz novidade alguma:
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criticou nesta quinta-feira (3/12) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que autorizou a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Em nota, a CNBB questiona os motivos que levaram Cunha a aceitar o pedido de abertura do processo.
Manifestando “imensa apreensão”, a comissão da CNBB diz que a atitude de Cunha “carece de subsídios que regulem a matéria” e que a sociedade está sendo levada a crer que “há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”. Para a CNBB, Cunha agiu por interesse pessoal.
A entidade católica afirma em comunicado  que “o impedimento de um presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas”. “É preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável”, acrescenta a comissão da CNBB.
O anúncio da aceitação do pedido de abertura do processo de impeachment foi feito no fim da tarde da última quarta-feira (2)  por Cunha. Poucas horas depois, Dilma fez um pronunciamento no qual disse que não tem contas no exterior, nem participa de “barganhas” com o Congresso.
Cunha, que quando anunciou ter aceitado o pedido de abertura do processo disse não estar feliz por tomar a decisão, rebateu as declarações da presidente. Ele disse nesta quinta-feira que Dilma “mentiu à nação” quando disse que seu governo não barganhava com o Congresso.
Uma comissão especial formada para analisar o processo terá seus membros anunciados nas próximas horas. Serão 65 deputados, representando todos os partidos da Casa.
Divulgação: www.juliosevero.com
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Os protestos anti-Dilma foram uma contrarrevolução antimarxista?

19 de março de 2015

Os protestos anti-Dilma foram uma contrarrevolução antimarxista?


Os protestos anti-Dilma foram uma contrarrevolução antimarxista?

Julio Severo
A presidente socialista Dilma Rousseff enfrentou, de acordo com a FoxNews, manifestações em massa protestando contra a corrupção e pedindo o impeachment dela no domingo passado (15 de março).
Diferente da FoxNews, que é uma imensa empresa noticiosa conservadora, Cliff Kincaid anunciou em sua pequena mídia que as manifestações brasileiras foram uma “contrarrevolução antimarxista.”
Kincaid disse: “Tal manifestação seria um grande golpe para a Esquerda antiamericana na América Latina, que vem operando desde a década de 1990 sob a rubrica do Foro de São Paulo, um movimento pró-comunista iniciado por Fidel Castro e Luiz Inácio Lula de Silva, o antecessor de Dilma.”
Os protestos não foram sobre marxismo. Qualquer expressão antimarxista foi um evento isolado. Os protestos foram, de acordo com a Reuters, sobre “uma economia lenta, aumento de preços e corrupção.”
Quando os brasileiros estão descontentes, eles protestam. Os mesmos manifestantes protestariam contra Barack Obama se estivessem descontentes com ele.
Muitos brasileiros que vivem nos EUA estão descontentes com Dilma, mas não com Obama.
No ano passado, Obama anunciou uma grande política de anistia, que beneficiará milhões de imigrantes. Muitos dos beneficiados são brasileiros, que estão fugindo do inferno esquerdista do Brasil, mas ao serem ajudados por Obama, estão também ajudando a criar um inferno esquerdista nos EUA.
Um amigo brasileiro ajudou a espalhar o artigo de Kincaid sobre uma suposta “contrarrevolução antimarxista” no Brasil. Frequentemente, ele ataca Dilma, porque ela é marxista. Mas ele louvou a política de anistia de Obama. Eu disse a ele que os americanos conservadores não gostaram da anistia de Obama porque é uma bolsa-esmola. Ele respondeu que a coisa importante é que os imigrantes brasileiros precisam dela e por isso ele louvou tal maravilhosa política para os imigrantes.
Em termos gerais, esse é o perfil de um brasileiro “antimarxista” no artigo de Kincaid.
Uma verdadeira contrarrevolução antimarxista seria caracterizada especialmente por uma luta moral contra duas bandeiras fundamentais da Esquerda americana e brasileira: o aborto e a agenda homossexual.
Entretanto, uma luta contra o aborto e a agenda homossexual tirânica não teve nenhum espaço no que Kincaid chamou de “contrarrevolução antimarxista” no Brasil.
Aliás, na segunda-feira (16 de março), apenas um dia após as manifestações em massa, o católico Levy Fidelix, um ex-candidato à presidência do Brasil, foi condenado a pagar uma multa de 1 milhão de reais numa ação civil pública movida pelo movimento LGBT. Não houve nenhuma manifestação, grande ou mesmo pequena, em apoio dele.
Ele foi condenado porque na última eleição presidencial ele fez declarações pró-família. Os outros principais concorrentes — Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva — também o condenaram por sua opinião pró-família.
A evangélica Marina era a candidata do Partido Socialista Brasileiro, e estava muito envolvida nos protestos anti-Dilma. Socialista lutando contra socialista equivale a uma “contrarrevolução antimarxista”?
Um pastor com algumas igrejas evangélicos nos EUA, sabendo que eu era brasileiro, elogiou Marina, dizendo que ela era uma política evangélica conservadora que combate categoricamente o aborto e a agenda homossexual. Eu perguntei onde ele havia lido isso, porque no histórico de Marina, ela nunca fez tal combate. Frisei que ela sempre foi esquerdista. Ele disse que havia lido sobre o forte “conservadorismo” evangélico de Marina na mídia americana.
Aécio, admirado pela maioria dos manifestantes, teve sua candidatura construída pelo estrategista marxista David Axelrod, principal assessor de longa data de Obama. Socialista ajudando socialista equivale a uma “contrarrevolução antimarxista”?
Mesmo assim, Kincaid disse: “Dilma Rousseff, camarada marxista do presidente Barack Obama.”
É correto dizer que Obama e Dilma são marxistas. Mas eles não são amigos. Dilma e seu governo têm tido um relacionamento muito difícil com Obama e seu governo por causa da NSA e sua espionagem econômica contra o Brasil.
Existe uma diferença grande entre marxistas pró-EUA e marxistas anti-EUA. Aécio está na categoria de marxista pró-EUA. Dilma está na categoria de marxista anti-EUA. Contudo, Dilma não é totalmente antiamericana. O governo dela tem apoiado fielmente toda medida pró-sodomia dos EUA na ONU.
Fidel Castro e Aécio Neves
Há uma foto de Aécio com Fidel Castro. Mesmo assim, ele e Marina Silva, uma ambientalista radical, foram retratados na grande mídia americana como “conservadores.” Eles foram as principais personalidades políticas nas manifestações em massa.
Nesta altura, você poderia achar então que os protestos em massa foram marxistas pró-EUA e pró-Obama protestando contra marxistas anti-EUA. Mal parece uma “contrarrevolução antimarxista”!
Basicamente, os brasileiros que estavam protestando contra Dilma por causa do aumento de preços também protestariam contra Obama se ele voltasse atrás em sua política de anistia beneficiando milhões de imigrantes, inclusive brasileiros. Enquanto Obama não voltar atrás em sua bolsa-esmola, os imigrantes brasileiros nos EUA continuarão atacando só Dilma.
E se o socialista Aécio Neves e a ambientalista Marina Silva concordassem em denunciar o Foro de São Paulo para destruir o partido socialista de Dilma, o Partido dos Trabalhadores? O marxismo seria destruído politicamente no Brasil? Não. Há uma ameaça maior: a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O Professor Hermes Rodrigues Nery, um proeminente líder pró-vida católico, disse recentemente que a CNBB é “uma extensão do Foro de São Paulo.” Foi uma acusação generosa.
Na verdade, a CNBB marxista é creditada, por muitos líderes conservadores e pró-vida católicos, como a criadora original do Partido do Trabalhadores. E como uma mãe alimenta seu bebê, a CNBB alimentou seu monstro vermelho.
Acima de tudo, muito antes do nascimento do Foro de São Paulo, havia uma CNBB guiando o Brasil, a maior nação católica do mundo, no socialismo.
Ignorando a realidade brasileira, Cliff Kincaid disse: “Os protestos no Brasil estão dando esperança para os que veem uma oportunidade de derrotar o marxismo no hemisfério ocidental.”
Se o Brasil é o melhor exemplo de uma “contrarrevolução antimarxista” que Kincaid consegue ver, então não é de admirar que Obama esteja na Casa Branca.
Logo após a reeleição de Dilma, seus oponentes fizeram uma petição na Casa Branca pedindo socorro para Obama. Em parte alguma a petição mencionou a ameaça das políticas de aborto e a agenda homossexual. Mas mencionou “Foro de São Paulo” e disse: “Pedimos que a Casa Branca assuma uma postura com relação à expansão comunista na América Latina.”
Oh, meu Deus! Pessoas pedindo socorro para um socialista produz uma “contrarrevolução antimarxista”?
O marxista mais importante do mundo hoje está na Casa Branca. O filósofo Olavo de Carvalho, citado muitas vezes por Kincaid, disse recentemente: “Como sou apenas um residente legal e não um cidadão americano, não posso participar ativamente da luta anti-Obama, mas creio que é a ÚNICA coisa que importa hoje em dia.”
A luta mais importante — contra Obama e suas políticas malignas — tem sido um dos principais focos do meu ministério, pois o governo de Obama está impactando o mundo todo. Eu não evitaria esse chamado ainda que ameaçado de perder uma chance de obter uma cidadania americana.
É claro que a outra ameaça imensa é o islamismo, a maior máquina assassina da história. Suas vítimas principais têm sido os cristãos.
Mas Kincaid (e Obama!) está focando seus ataques e provocações na Rússia. O radicalismo de Kincaid não poupa nem mesmo eventos pró-família na Rússia. No ano passado um congresso pró-família conservador internacional foi realizado no Kremlin, com a presença até de um membro do Instituto Inter-Americano (IIA). Mas Kincaid preferiu se juntar ao coro de militantes homossexuais e marxistas radicais dos EUA que atacaram o evento e as leis russas que proíbem a propaganda homossexual para crianças.
Outro membro do IIA recomendou o livro “The War Against Putin: What the Government-Media Complex Isn’t Telling You About Russia” (A Guerra Contra Putin: O que o Complexo Governo-Mídia [dos EUA] Não Está Lhe Dizendo sobre a Rússia) para mim e deixou claro que ele discordava das críticas radicais de alguns americanos contra o presidente russo.
Enquanto Kincaid e outros americanos ultranacionalistas estão muito ocupados atacando a Rússia, Obama e os neocons estão tentando destruir culturas pró-família avançando sua revolução marxista e impondo no mundo inteiro suas políticas pró-sodomia, pró-marxismo, pró-aborto e pró-islamismo.
Denunciar, desmascarar e lutar contra a revolução marxista pró-aborto, pró-sodomia e pró-islamismo de Obama — essa é a ÚNICA coisa que importa hoje.
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19 de novembro de 2014

Fim do comunismo não foi bom para o catolicismo?


Fim do comunismo não foi bom para o catolicismo?

Brasil e sua enorme população católica são prisioneiros do socialismo, mas o Vaticano está (por quase mil anos!) preocupado com a Igreja Ortodoxa

Julio Severo
Enquanto o mundo está celebrando o fim da tirania comunista na Europa, seu fim não foi completamente positivo para o catolicismo, uma elevada autoridade do Vaticano indicou na segunda-feira. De acordo com a Reuters por meio do WorldNetDaily, a autoridade católica acha que a queda do Muro de Berlim 25 anos atrás ressuscitou tensões religiosas entre Roma e a Rússia. Essas tensões são muito mais antigas do que a União Soviética.
O cardeal Kurt Koch, a autoridade católica máxima para relações inter-religiosas, disse que o ressurgimento de igrejas católicas na Ucrânia e Romênia está criando grandes tensões com a Igreja Ortodoxa da Rússia. Durante décadas sob as tiranias comunistas, essas igrejas eram em grande parte suprimidas.
“As mudanças em 1989 não foram vantajosas para as relações ecumênicas,” Koch disse à Rádio do Vaticano.
Koch, que falou uma semana depois do aniversário de 25 anos da queda do Muro de Berlim, comentou que as conversações sobre laços mais próximos entre teólogos católicos e ortodoxos foram suspensas entre 2000 e 2006 por causa de tensões entre os dois lados.
A perseguição aos cristãos no Oriente Médio tem unido os católicos, os ortodoxos e os protestantes, disse ele, mas por trás da crise da Ucrânia há também um conflito de interesses entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa da Rússia.
Os russos, que compõem dois terços dos 300 milhões de ortodoxos do mundo, estão desconfiados dos esforços do Papa Francisco, que visitará a Turquia para se encontrar com o Patriarca Bartolomeu, o líder ortodoxo em Istambul.
Por causa das posturas mais progressistas dele, não é só os cristãos ortodoxos que estão desconfiados desse papa. Católicos e evangélicos conservadores estão também preocupados com o não conservadorismo dele e com o modo como os esquerdistas, inclusive ativistas homossexuais, têm acolhido-o de braços abertos.
Os problemas entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa não são novos. Desde que os cristãos ortodoxos deixaram a Igreja Católica e a supremacia do papa cerca de mil anos atrás, a relação deles tem sido difícil, até mesmo em nossos dias.
Entretanto, ambas igrejas não deveriam ter um relacionamento tão ruim, pois, em importantes questões éticas que desafiam o Cristianismo hoje, elas têm sido campeãs da verdade.
A Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa têm uma boa postura contra o aborto, a agenda gay e o controle populacional. É claro que elas têm também problemas teológicos, inclusive a teologia da substituição, que diz que a Igreja Católica substituiu Israel. Tanto a Igreja Ortodoxa quanto os reformadores protestantes herdaram essa teologia do catolicismo.
Por causa dessa teologia, a Igreja Católica, a Igreja Ortodoxa e muitas igrejas protestantes tradicionais não têm um bom relacionamento com Israel.
Acerca do comunismo, a alta autoridade do Vaticano deveria saber que se o comunismo caiu na Europa (duvido disso, pois sua forma mais branda que é anticristã e pró-islamismo está avançando rápido, pelo menos na Europa ocidental), isso não é verdade com relação à América Latina. Aliás, isso não é verdade no maior país católico do mundo: o Brasil.
Enquanto a Igreja Ortodoxa teve de ser suprimida na Rússia e outros lugares nos tempos comunistas, a Igreja Católica do Brasil nunca sofreu nenhuma supressão de um governo comunista. Pelo contrário, depois que um governo militar salvou o Brasil de uma tirania comunista na década de 1960, proeminentes líderes católicos defenderam líderes comunistas e atacaram a oposição a eles.
O crítico mais destacado do governo militar (1964-1985) foi o Bispo Hélder Câmara, um defensor da teologia da libertação. Ele era chamado de “Bispo Vermelho” por causa de suas posturas marxistas.
Em 1973, Câmara foi indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz. A indicação foi feita por uma organização esquerdista com sede nos Estados Unidos, o American Friends Service Committee (Comitê de Serviço dos Amigos Americanos).
De acordo com a Dra. Constance Cumbey em seu livro “The Hidden Dangers of the Rainbow” (Os Perigos Ocultos do Arco-Íris), o bispo brasileiro tinha papel proeminente em eventos internacionais da Nova Era.
Câmara foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a mais poderosa organização católica do Brasil.
Durante décadas, a CNBB tem mantido a população católica brasileira sob seu feitiço marxista e é creditada por ter ajudado a fundar o Partido dos Trabalhadores, que hoje está no governo e tem mantido o Brasil escravizado sob seu socialismo pró-Cuba há 13 anos.
Na Rússia, o país mais ortodoxo do mundo, não foi fácil a relação entre Igreja Ortodoxa e comunismo. Em seu livro “Their Blood Cries Out” (O Sangue Deles Clama), Paul Marshall diz: “Duzentos mil padres, monges e freiras ortodoxos russos foram assassinados nas décadas de 1920 e 1930. Meio milhão foram presos ou deportados para a Sibéria.”
Embora na Rússia e outras nações a Igreja Ortodoxa tivesse sido suprimida de forma violenta para servir às ambições comunistas, no Brasil não houve nenhuma necessidade de tal violência e supressão. A CNBB tem, de forma voluntária e de todo o coração, trabalhado para tornar o Brasil e os católicos mais comunistas.
Portanto, em vez de dizer que o fim do comunismo não foi completamente bom na Rússia e Europa Oriental, a alta autoridade do Vaticano deveria se preocupar que o socialismo nunca teve um fim no maior rebanho católico do mundo.
O Brasil e sua Igreja Católica são prisioneiros da ideologia socialista, amada e promovida de modo especial pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e o Vaticano não os está ajudando quando foca sua atenção na Rússia. Em vez de tentar levar os cristãos ortodoxos para o curral católico, o Vaticano deveria tentar tirar os católicos brasileiros do curral socialista e sua teologia da libertação.
Com informações do WorldNetDaily e Reuters.
Versão em inglês deste artigo: End of communism not good for Catholicism?
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