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8 de maio de 2012

A diferença entre a brasileira e a americana


A diferença entre a brasileira e a americana

Mulheres brasileiras indefesas e uma jovem mãe americana preparada para se defender

Julio Severo
O que acontece quando um bandido invade uma casa de noite e encontra uma jovem?

No Brasil, eis o que ocorre:

Gazeta Digital de 29 de abril de 2012: Homem invade casa e estupra uma mulher de 21 anos, no bairro Dr. Fábio, em Cuiabá. O crime aconteceu na manhã deste domingo (29). Após o marido da vítima sair para trabalhar o bandido aproveitou para entrar na casa. Segundo a polícia, ele estuprou a mulher e fugiu levando um celular, um notebook e uma carteira.
O Impacto de 10 de janeiro de 2012: Assaltante invade residência e estupra menina de 13 anos.
O Repórter MT de 1 de dezembro de 2011: Quadrilha invade casa, amarra marido e estupra mulher: Quatro homens armados torturaram a família Ávila, de classe alta, durante a noite desta quarta-feira (30). Segundo a Polícia Civil, os criminosos, além de roubar a família, estupraram a dona da casa, durante o assalto. Uma prima da família conseguiu fugir do grupo que tentava abusar dela também.
Guia Campina de 18 de abril de 2012: Mulher foi surpreendida com o bandido dentro do seu quarto, sendo estuprada. A polícia ainda não conseguiu identificar o homem que invadiu uma casa na madrugada desta quarta-feira, 18, agrediu, estuprou uma mulher e depois fugiu levando uma bicicleta, dinheiro e alguns objetos. A mulher contou a polícia que estava dormindo no seu quarto com seus três filhos quando foi surpreendida com um homem que lhe agrediu e foi obrigada a manter relações sexuais com o desconhecido que estava armado com uma faca peixeira. O esposo dela estava trabalhando numa fábrica.
MidiaMaxNews de 28 de fevereiro de 2012: Duas jovens, sendo uma de 14 e outra de 24 anos foram estupradas por um homem que invadiu a casa onde moram por volta das 3h40 desta segunda-feira (27)…

Impunidade chega a 90% de todos os homicídios no Brasil

Conforme pesquisa que fiz pelo Google, os casos de meninas, moças e mulheres estupradas a noite por bandidos que invadiram suas casas para assaltar são incontáveis. Quando um assaltante invade uma casa de noite e encontra apenas um homem, o assalto pode vir acompanhado de assassinato. Mas quando a vítima é uma mulher sozinha, com o marido trabalhando, o estupro é inevitável.
E a pobre mulher indefesa nem pode expressar a mínima queixa diante dos criminosos, que têm toda liberdade de torturar, estuprar e matar. Se o criminoso optar por matar a vítima, a polícia pouco poderá fazer, antes ou depois do assassinato. A polícia brasileira tem sido impotente em seus esforços para deter os mais de 50 mil assassinatos por ano — sem mencionar milhares de estupros.
Cerca de 90% dos casos de homicídio ocorridos no Brasil nunca são devidamente esclarecidos e seus autores nunca são devidamente condenados. A informação é do presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Hélio Buchmüller. Isto é, 90% dos assassinatos no Brasil terminam em impunidade.
Quem pode garantir então que no caso do estupro não existe uma impunidade pior?
É evidente que os meios de comunicação patrocinados pelo governo e o próprio governo educam o povo a confiar somente na polícia para proteção. Assim, se um bandido invadir de surpresa a casa de uma moça no meio da noite, ela deve gentilmente pedir permissão para o criminoso a fim de chamar a polícia. Se o criminoso for atencioso, os dois ficarão sentados no sofá aguardando a polícia. Certamente, o final será muito feliz e sem estupro!
Talvez o governo desarmamentista devesse fazer uma campanha para educar os criminosos a permitir que suas vítimas telefonem para a polícia durante os assaltos, estupros e assassinatos. Isso grandemente ajudaria a polícia e as vítimas.
Infelizmente, os bandidos nunca atenderão às campanhas do governo, seja para o desarmamento ou para serem gentis com suas vítimas. Eles nunca darão chance alguma para suas vítimas. E a polícia fartamente sobrecarregada de crimes para resolver nunca terá condições de atender prontamente a todas as emergências.
Então, o que a vítima deve fazer para se defender?

Nos Estados Unidos, eis o que acontece quando as vítimas podem se defender:

G1 da Globo de 5 de janeiro de 2012:
Uma americana de 18 anos que cuidava de seu bebê em casa no último domingo (1º), na madrugada do Ano Novo, disparou e matou um dos dois homens que tentaram invadir sua casa, segundo reportagem do canal americano ABC.
Sarah McKinley estava em casa sozinha com a criança de apenas 3 meses em sua residência perto de Oklahoma City quando viu pela janela dois homens rondando casas vizinhas, um deles com uma faca de caça de 30 cm de comprimento. Preocupada, ela buscou proteção.
“Peguei a [escopeta] calibre 12, fui até o quarto e peguei a pistola, coloquei a mamadeira na boca [do bebê] e liguei para a polícia”, afirma.
Sarah McKinley está preparada para receber invasores e estupradores
O áudio da ligação foi gravado pela polícia:
- Estou com meu bebê sozinha em casa, vocês podem mandar alguém imediatamente?
(...)
- Suas portas estão trancadas?
- Sim. Tenho duas armas nas minhas mãos, posso atirar nele se ele tentar entrar?
- Não posso dizer que você pode fazer isso, mas faça o que você precisar fazer para proteger seu bebê.
Em seguida, ouve-se o disparo. A polícia considerou que a atitude foi justificada.
“Não teria feito isso se não fosse pelo meu filho. Eu tinha que protegê-lo”, conta Sarah, que estava sozinha com a criança no Ano Novo porque ficara viúva dias antes. O marido morreu de câncer no dia de Natal.
Qual é a diferença entre essa jovem mãe americana e as brasileiras que foram estupradas e roubadas? A americana é protegida por leis que lhe garantem o direito de ter e usar armas para defesa pessoal. As brasileiras não têm nenhuma proteção do Estado contra uma invasão repentina de criminosos no meio da noite.

Impunidade para os criminosos e desarmamento para as vítimas

Notícia recente do jornal Examiner revelou que o número de assassinatos no Brasil é mais elevado do que o número de mortes em zonas mundiais de guerra. Em média, são 50 mil assassinatos por ano no Brasil. Com tal número elevado, não é de admirar que 90% dos assassinos no Brasil fiquem impunes.
No Brasil, o cidadão não tem escolha: ou cuida de sua defesa pessoal, ou fica à mercê de bandidos e da proteção de uma polícia que não tem condição nenhuma de dar conta do número elevadíssimo de 50 mil assassinatos por ano.
Anos atrás, num artigo na revista esquerdista Ultimato defendendo a campanha governamental petista pelo desarmamento da população, Ricardo Gondim, hoje um homem desviado e isolado por seu radicalismo ideológico em nome da Bíblia, disse que os cristãos que são a favor de armas para defesa pessoal não têm o direito de citar textos como o Salmo 91: “Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio’”.
A vasta maioria dos Salmos foi escrita por Davi, que pedia proteção e ajuda a Deus. Mas ele também fazia sua parte: ele utilizava normalmente uma espada, que era uma arma mortal equivalente a um rifle militar hoje. Quando o Senhor Jesus nos orientou a orar pedindo “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”, ele não quis dizer que devemos cruzar os braços e deixar somente Deus fazer a parte dele. Como no caso de Davi, precisamos fazer a nossa parte, tanto para alimentação quanto para a defesa de nossas famílias. Eu confio no Senhor Jesus e nunca toquei numa arma em toda a minha vida. Mas conheço as Escrituras o suficiente para saber entender que só porque eu não utilizo uma arma não posso condenar quem precisa utilizá-la. Aliás, há ocasiões e situações em que seu uso é necessário. Mas os comunistas não pensam assim. Para eles, a população deve permanecer eternamente desarmada diante de suas tiranias…
Gondim já caiu de seu pedestal, e hoje com justiça suas ideias são vistas como loucura.
No entanto, há outros líderes evangélicos que se aliam ao governo em sua meta comunista de desarmar a população. O Rio de Paz, fundado e comandado pelo pastor presbiteriano Antonio Carlos Costa, é a maior organização evangélica de desarmamento da população.
Esse radicalismo comunista contrasta com a tradição conservadora presbiteriana, que deixou como legado, na Suíça (cuja capital era a Santa Sé do calvinismo), a defesa armada como direito do cidadão. Nos EUA, o calvinismo também trouxe como resultado esse direito.
Mas como é que no Brasil a organização presbiteriana mais destacada nessa questão trabalhe exatamente para atingir a meta comunista de desarmar a população?
É evidente que todos os criminosos devem ser desarmados. Todos os assassinos e estupradores não devem ter nenhum acesso a nenhuma arma.
É igualmente evidente que todos os cidadãos de bem precisam ter armas e outros recursos na guerra contra o crime que o Brasil está perdendo, com 90% dos assassinos gozando plena impunidade e liberdade para continuar matando e estuprando.
Seria um crime deixar sua esposa sozinha em casa sem nenhuma defesa. Os pais e maridos fazem isso porque o Estado não lhes permite se defender conforme é necessário. Interesses comunistas de subjugar e desarmar a população são muito mais importantes, para o governo, do que o bem-estar das famílias.
Contudo, independente das obsessões comunistas de um governo, defender a própria vida e família é um direito humano indispensável. Se podemos ter portas e janelas trancadas como recurso mínimo de proteção, por que não recursos maiores que estejam à altura da crítica situação de guerra do Brasil, onde bandidos invadem casas no meio da noite para roubar, matar e estuprar?
Claro que, mesmo com o direito de ter e usar uma arma para defesa, a polícia é necessária. Enquanto a mãe de 18 anos aguarda a chegada da polícia, ela tem o direito de fazer tudo o que for necessário para defender a si e seu bebê de criminosos que estão invadindo sua casa no meio da noite.
Com duas armas nas mãos, uma jovem mãe tem, nos EUA, alguma chance contra dois bandidos. No Brasil, ela não tem chance alguma. Ela depende da “boa vontade” dos criminosos. Por determinação governamental, ela é obrigada a ficar totalmente desarmada diante de bandidos ávidos de roubos, estupros e assassinatos.

Esquerda, aborto e defesa pessoal

Claro que a comparação entre a brasileira e a americana é limitada. Legalmente, a mulher americana pode se defender de criminosos. Mas essa mesma lei lhe dá o direito de agir como criminosa: Ela também pode matar, antes do nascimento, quantos bebês ela quiser. A lei americana protege o assassinato de bebês durante os nove meses de gestação. Os nazistas aplaudiriam o “progresso” americano do morticínio legal e médico dos inocentes. A esquerda uiva de alegria com o notório exemplo americano de “interromper” a gravidez com requintes de elevada crueldade médica e legal.
De acordo com a esquizofrênica lei americana, se dois criminosos decidirem invadir o santuário do lar na calada da noite, a jovem de 18 anos, para se defender, pode atirar. Essa mesma lei permite que ela, com a ajuda de um médico, invada o santuário do útero para aniquilar seu ocupante.
No caso do bandido invasor, que é totalmente culpado por sua ação, ele pode sair vivo ou morto, dependendo de onde as balas acertarem. Mas quando os instrumentos aborteiros do médico, pela vontade da mulher, invadem o santuário do útero, o bebê em gestação está totalmente desarmado e inocente contra seu iminente extermínio.
Muitos desses assassinatos de inocentes são financiados com dinheiro de imposto que o governo americano arranca de seus cidadãos.
Esse é um aspecto nazista, comunista, ditatorial, nojento e assassino das leis e liberdades americanas.
Entretanto, a esquerda brasileira, que vem se sacrificando para importar para a cultura brasileira aborto, homossexualismo e tudo o que é mais podre das leis e costumes dos EUA, faz vista grossa à defesa pessoal e a outros aspectos positivos da cultura americana, como a educação escolar em casa.
Há muitos anos a poderosa esquerda assassina americana tem o Brasil na sua mira.
O planejamento familiar, com muitos de seus métodos micro-abortivos, foi introduzido no serviço público no Brasil décadas atrás, por pressões e esquemas nos bastidores da Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de clínicas de abortos nos EUA. Só não conseguiram ainda legalizar o aborto porque o Brasil está resistindo de modo feroz. As mesmas forças multibilionárias americanas que legalizaram o aborto nos EUA em 1973, assassinando desde então mais de 50 milhões de bebês em gestação, há muitos anos investem para que o Brasil também venha a ter o “direito” de assassinar milhões de seus bebês.
No aspecto do aborto, a tradicional esquerda “anti-americana” do Brasil está disposta e ávida de importar tudo o que vem dos EUA. Ela ama o aborto! E igualmente ama cidadãos desarmados.
Entretanto, as mães do Brasil não precisam do “direito” de matar seus bebês a fim de satisfazer à sanha de multimilionárias fundações esquerdistas assassinas dos EUA.
Elas precisam, urgentemente, do direito humano fundamental de defender a si e seus bebês contra os perigos e males imprevisíveis de uma sociedade brasileira entregue aos criminosos fortemente armados e aos criminosos ideológicos que estão determinados a desarmar a população de seus recursos para defender suas famílias.
Mães devem ser legalmente armadas para se defender de bandidos, não para matar seus bebês.
Mães e bebês precisam de defesa, não de aborto.
Versão em inglês deste artigo: Impunity for criminals and disarmament for victims

22 de novembro de 2010

Reinaldo Azevedo defende Augustus Nicodemus Lopes, da Universidade Mackenzie

Reinaldo Azevedo defende Augustus Nicodemus Lopes, da Universidade Mackenzie

Julio Severo

Dias atrás, denunciei os ataques dos gayzistas à Universidade Mackenzie neste meu artigo “Palhaçada gay contra o Mackenzie. Os ataques deles são tão absurdos que até mesmo aqueles que apoiam importantes pontos da agenda gay estão chocados com a ignorância da militância homossexual contra uma instituição evangélica. Reinaldo Azevedo, mesmo apoiando a união civil homossexual e adoção de crianças por duplas gays, classificou o PLC 122 de “aberração”. Leiam na íntegra o artigo abaixo.

O AI-5 GAY JÁ COMEÇA A SATANIZAR PESSOAS; SE APROVADO, VAI PROVOCAR O CONTRÁRIO DO QUE PRETENDE: ACABARÁ ISOLANDO OS GAYS

Reinaldo Azevedo
O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler a Universidade Mackenzie — homem inteligente, capaz, disciplinado na sua fé e respeitador das leis do país; sim, eu o conheço — está sendo alvo de uma violenta campanha de difamação na Internet. Na próxima quarta, grupos gays anunciam um protesto nas imediações da universidade que ele dirige com zelo exemplar. Por quê? Ele teve a “ousadia”, vejam só, de publicar, num cantinho que lhe cabe no site da instituição trecho de uma resolução da Igreja Presbiteriana do Brasil contra a descriminação do aborto e contra aprovação do PL 122/2006 — a tal lei que criminaliza a homofobia (aqui). O texto nem era seu, mas do reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. A íntegra do documento está aqui. Pode-se ler lá o que segue:
“Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica (…), a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.
Respondam: o que há de errado ou discriminatório nesse texto? A PL 122 nem foi aprovada ainda, e as perseguições já começaram. Vamos tornar ainda mais séria essa conversa. Há gente que gosta das soluções simples e erradas para problemas difíceis. Eu estou aqui para mostrar que há coisas que, simples na aparência, são muito complicadas na essência. Afirmei certa feita que o verdadeiro negro do mundo era o branco, pobre, heterossexual e católico. Era um exagero, claro!, uma expressão de mordacidade. A minha ironia começa a se transformar numa referência da realidade. A PL 122 é flagrantemente inconstitucional; provocará, se aprovada, efeitos contrários àqueles pretendidos e agride a liberdade religiosa. É simples assim. Mas vamos por partes, complicando sempre, como anunciei.
Homofóbico?
Repudio o pensamento politicamente correto, porque burro, e o pensamento nem-nem — aquele da turma do “nem isso nem aquilo”. Não raro, é coisa de covardes, de quem quer ficar em cima do muro. Procuro ser claro sobre qualquer assunto. Leitores habituais deste blog já me deram algumas bordoadas porque não vejo nada de mal, por exemplo, na união civil de homossexuais — que não é “casamento”. Alguns diriam que penso coisa ainda “pior”: se tiverem condições materiais e psicológicas para tanto, e não havendo heterossexuais que o façam, acho aceitável que gays adotem crianças. Minhas opiniões nascem da convicção, que considero cientificamente embasada, de que “homossexualidade não pega”, isto é, nem é transmissível nem é “curável”. Não sendo uma “opção” (se fosse, todos escolheriam ser héteros), tampouco é uma doença. Mais: não me parece que a promiscuidade seja apanágio dos gays, em que pese a face visível de certas correntes contribuir para a má fama do conjunto.
“Que diabo de católico é você?”, podem indagar alguns. Um católico disciplinado. É o que eu penso, mas respeito e compreendo a posição da minha igreja. Tampouco acho que ela deva ficar mudando de idéia ao sabor da pressão deste ou daqueles grupos católicos. Disciplina e hierarquia são libertadoras e garantem o que tem de ser preservado. Não tentem ensinar a Igreja Católica a sobreviver. Ela sabe como fazer. Outra hora volto a esse particular. Não destaco as minhas opiniões “polêmicas” para evitar que me rotulem disso ou daquilo. Eu estou me lixando para o que pensam a meu respeito. Escrevo o que acho que tem de ser escrito.
Aberração e militância
Ter tais opiniões não me impede de considerar que o tal PL 122 é uma aberração, que busca criar uma categoria especial de pessoas. E aqui cabe uma pequena história. Tudo começou com o Projeto de Lei nº 5003/2001, na Câmara, de autoria da deputada Iara Bernardes, do PT. Ele alterava a Lei nº 7716, de 1989, que pune preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (íntegra aqui) acrescentando ao texto a chamada discriminação de gênero. Para amenizar o caráter de “pogrom gay”, o senador Marcelo Crivella acrescentou também a discriminação contra idoso e contra deficientes como passível de punição. Só acrescentou absurdos novos.
Antes que me atenha a eles, algumas outras considerações. À esteira do ataque contra três rapazes perpetrados por cinco delinqüentes na Avenida Paulista, que deveriam estar recolhidos (já escrevi a respeito), grupos gays se manifestaram. E voltou a circular a tal informação de que o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. É mesmo? Este também é um dos países que mais matam heterossexuais no mundo!!! São 50 mil assassinatos por ano. Se os gays catalogados não chegam a 200 — e digamos que eles sejam 5% da população; há quem fale em 9%; não importa —, há certamente subnotificação, certo? “Ah, mas estamos falando dos crimes da homofobia…” Sei. Michês que matam seus clientes são ou não considerados “gays”? Há crimes que não estão associados à “orientação sexual” ou à “identidade de gênero”, mas a um modo de vida. Cumpre não mistificar. Mas vamos ao tal PL.
Disparates
A Lei nº 7716 é uma lei contra o racismo. Sexualidade, agora, é raça? Ora, nem a raça é “raça”, não é mesmo? Salvo melhor juízo, somos todos da “raça humana”. O racismo é um crime imprescritível e inafiançável, e entrariam nessa categoria os cometidos contra “gênero, orientação sexual e identidade de gênero.” Que diabo vem a ser “identidade de gênero”. Suponho que é o homem que se identifica como mulher e também o contrário. Ok. A lei não proíbe ninguém de se transvestir. Mas vamos seguir então.
Leiam um trecho do PL 122:
Art. 4º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passa a vigorar acrescida do seguinte Art. 4º-A:
“Art. 4º-A Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco)anos.”
Art. 5º Os arts. 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”
Para demitir um homossexual, um empregador terá de pensar duas vezes. E cinco para contratar — caso essa homossexualidade seja aparente. Por quê? Ora, fica decretado que todos os gays são competentes. Aliás, na forma como está a lei, só mesmo os brancos, machos, heterossexuais e eventualmente cristãos não terão a que recorrer em caso de dispensa. Jamais poderão dizer: “Pô, fui demitido só porque sou hétero e branco! Quanta injustiça!”. O corolário óbvio dessa lei será, então, a imposição posterior de uma cota de “gênero”, “orientação” e “identidade” nas empresas. Avancemos.
“Art. 6º Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena - reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos. ”
Cristãos, muçulmanos, judeus etc têm as suas escolas infantis, por exemplo. Sejamos óbvios, claros, práticos: terão de ignorar o que pensam a respeito da homossexualidade, da “orientação sexual” ou da “identidade de gênero” — e a Constituição lhes assegura a liberdade religiosa — e contratar, por exemplo, alguém que, sendo João, se identifique como Joana? Ou isso ou cana?
Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e 8º-B:
“Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”
Pastores, padres, rabinos etc. estariam impedidos de coibir a manifestação de “afetividade”, ainda que os fundamentos de sua religião a condenem. O PL 122 não apenas iguala a orientação sexual a raça como também declara nulos alguns fundamentos religiosos. É o fim da picada! Aliás, dada a redação, estaríamos diante de uma situação interessante: o homossexual reprimido por um pastor, por exemplo, acusaria o religioso de homofobia, e o religioso acusaria o homossexual de discriminação religiosa, já que estaria impedido de dizer o que pensa. Um confronto de idéias e posturas que poderia ser exercido em liberdade acaba na cadeia. Mas o Ai-5 mesmo vem agora:
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:
§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”
Não há meio-termo: uma simples pregação contra a prática homossexual pode mandar um religioso para a cadeia: crime inafiançável e imprescritível. Se for servidor público, perderá o cargo. Não poderá fazer contratos com órgãos oficiais ou fundações, pagará multa… Enfim, sua vida estará desgraçada para sempre. Afinal, alguém sempre poderá alegar que um simples sermão o expôs a uma situação “psicologicamente vexatória”. A lei é explícita: um “processo administrativo e penal terá início”, entre outras situações, se houver um simples “comunicado de organizações não governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.” Não precisa nem ser o “ofendido” a reclamar: basta que uma ONG tome as suas dores.
A PL 122 institui o estado policial gay! E o chanceler no Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, já é alvo dessa patrulha antes mesmo de essa lei ser aprovada.
O que querem os proponentes dessa aberração? Proteger os gays? Não há o risco de que aconteça o contrário? A simples altercação com um homossexual, por motivo absolutamente alheio à sua sexualidade, poderia expor um indivíduo qualquer a um risco considerável. Se o sujeito — no caso, o gay — for honesto, bem: não vai apelar à sua condição de “minoria especialmente protegida”; se desonesto — e os há, não? —, pode decidir infernizar a vida do outro. Assim, haverá certamente quem considere que o melhor é se resguardar. É possível que os empregadores se protejam de futuros dissabores, preferindo não arriscar. Esse PL empurra os gays de volta para o gueto.
Linchamento moral
O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. À diferença de suas “boas intenções”, pode é contribuir para a discriminação, à medida que transforma os gays numa espécie de “perigo legal”. Os homossexuais nunca tiveram tanta visibilidade. Um gay assumido venceu, por exemplo, uma das jornadas do BBB. Cito o caso porque houve ampla votação popular. A “causa” está nas novelas. Programas de TV exibem abertamente o “beijo gay”. Existe preconceito? Certamente! Mas não será vencido com uma lei que acirra as contradições e as diferenças em vez de apontar para um pacto civilizado de convivência. Segundo as regras da democracia, há, sim, quem não goste dessa exposição e se mobiliza contra ela. É do jogo.
Ninguém precisa de uma “lei” especial para punir aqueles delinqüentes da Paulista. Eles não estão fora da cadeia (ou da Fundação Casa) porque são heterossexuais, e sua vítima, homossexual. A questão, nesse caso, infelizmente, é muito mais profunda e diz muito mais sobre o Brasil profundo: estão soltos por causa de um preconceito social. Os homossexuais que foram protestar na Paulista movidos pela causa da “orientação sexual” reduziram a gravidade do problema.
Um bom caminho para a liberdade é não linchar nem física nem moralmente aqueles de quem não gostamos ou com quem não concordamos. Seria conveniente que os grupos gays parassem de quebrar lâmpadas na cabeça de Augustus Nicodemus Lopes, o chanceler do Mackenzie. E que não colocassem com tanta vontade uma corda no próprio pescoço sob o pretexto de se proteger. Mas como iluminar minimamente a mentalidade de quem troca o pensamento pela militância?
Quando trato de temas como esse, petralhas costumam invadir o blog com grosserias homofóbicas na esperança de que sejam publicadas para que possam, depois, sair satanizando o blog por aí. Aviso: a tática é inútil.  Não serão! Este blog é contra o PL 122 porque preza os valores universais da democracia, que protegem até os que não são gays…
Fonte: Blog Reinaldo Azevedo
Divulgação: www.juliosevero.com

Palhaçada gay contra o Mackenzie