16 de novembro de 2020

Um charlatão “made in Brazil” exilado nos Estados Unidos

 

Um charlatão “made in Brazil” exilado nos Estados Unidos

Julio Severo

Em post de Facebook de 14 de novembro de 2020, Olavo de Carvalho, que se identifica como grande filósofo, mas é na verdade um imigrante auto-exilado nos EUA desde 2005, se queixou sobre o escritor judeu americano Benjamin Teitelbaum dizendo:

“Benjamin Teitelbaum não sabe ler nem uma palavrinha em português, sobre a minha obra não tem acesso às fontes primárias e o simples fato de, nessas condições, escrever uma tese universitária a respeito já o confirma como charlatão.”



É verdade que Teitelbaum não fala português. Mas ele teve o cuidado de entrevistar Carvalho e também outros nomes ligados à Escola Tradicionalista, uma seita esotérica, fundada por René Guénon, com ambições políticas que misturam extrema direita e ocultismo — um eufemismo para satanismo. Ele entrevistou também Steve Bannon, que na época estava muito próximo de Carvalho, que foi treinado por discípulos diretos de Guénon.



Teitelbaum escreveu o livro “War for Eternity” (Guerra pela Eternidade), publicado pela editora HarperCollins em 2020. HarperCollins é uma das maiores editoras seculares dos EUA. Ele tratou dos adeptos do ocultista islâmico René Guénon.

Nem de longe o foco desse livro é Olavo de Carvalho, que em nível mundial é uma figura desconhecida e estranha. O foco é Steve Bannon, que é mencionado 269 vezes. Julius Evola é mencionado 103 vezes. E Olavo de Carvalho? Ele é citado apenas 19 vezes, como exemplo de um tradicionalista que se tornou guru do presidente Jair Bolsonaro. A atenção que ele ganhou, embora pequena, foi exclusivamente às custas da atenção que Bolsonaro que lhe dá, assim como Rasputin ganhou muita fama às custas da atenção que o czar russo lhe dava. Se não fosse Bolsonaro, é duvidoso que ele chegaria a ser mencionado por Teitelbaum ou qualquer outro escritor ou jornalista americano.

Embora existam grandes paralelos entre Julius Evola e Olavo de Carvalho, Evola é seguido por fascistas esotéricos da Europa, EUA e o mundo inteiro, enquanto Carvalho é seguido apenas por fascistas esotéricos brasileiros. Mas, em sua cabeça, ele se acha muito mais famoso agora do que Steve Bannon, Julius Evola e outros membros da Escola Tradicionalista.

Fora do Brasil, Carvalho é em grande parte desconhecido, apesar de que ele vive como imigrante brasileiro autoexilado nos EUA.

Por isso, os membros cultos do Instituto Inter-Americano acharam tão interessante ler meus artigos, que revelavam opiniões obscuras dele, disponíveis só em português, que Carvalho recusava mostrar para o público americano.

O que é intrigante no comportamento de Carvalho é que ele mantinha nos EUA o Instituto Inter-Americano, e metade dos membros eram evangélicos que não falavam nada de português. Aliás, o único evangélico que falava bem português era um famoso juiz americano que eu mesmo apresentei ao instituto. Ele era de longe a personalidade mais importante do instituto.

Então, se Carvalho reclama de Teitelbaum que não fala português, por que é que durante mais de 10 anos ele nunca reclamou dos membros do instituto que não falam português?

Conheci pessoalmente, em viagens internacionais, outros membros evangélicos do instituto e eles me garantiram que não sabiam nada de Carvalho e não sabiam ler português. O que Carvalho vai dizer? Que todos os membros evangélicos americanos do instituto são charlatões por não falarem português? Charlatão não é o indivíduo que esconde das outras pessoas informações que elas desconhecem por barreiras linguísticas? Se Carvalho não se encaixa na definição de charlatão, quem se encaixa? René Guénon? Aliás, C.S. Lewis chamava Guénon de charlatão, mas como bom charlatão Carvalho defendeu seu mestre ocultista.

Quando expus para eles que Carvalho escondia deles seus ataques aos evangélicos no Brasil e também que ele estava usando o instituto para obter vistos de imigração para sua família, o instituto não conseguiu avançar.

Eu mostrei para o público americano a verdade que Carvalho escondia deles.

Resultado: O Instituto Inter-Americano, que só funcionava para inchar o ego de Carvalho e tratar de questões de vistos de imigração para sua família, foi fechado.

O fato é que Carvalho agiu como charlatão para os evangélicos que eram membros do instituto. Ele os fez de trouxas. Essa conduta dele nunca foi investigada e se for investigada, a justiça americana vai entender que o charlatão verdadeiro não é o judeu americano que expôs a Escola Tradicionalista e seus membros. O charlatão é o imigrante brasileiro que entrou nos EUA com vários esquemas suspeitos para fugir e se exilar de suas charlatanices no Brasil.

A charlatanice de Carvalho é tão profunda que embora ele tenha se tornado famoso no Brasil como astrólogo profissional ele tem a cara de pau de dizer que Martinho Lutero foi mais astrólogo do que ele. Com a experiência comunista que ele tem do passado, ele sempre acusa os outros do que ele mesmo é.

De acordo com o Dicionário Merriam-Webster, “charlatão” é aquele que finge ter conhecimento ou habilidade sem escrúpulos. Pelo amor de Deus, esse é Carvalho, não Teitelbaum!

Americanos têm muito dificuldade de seguir charlatões. É por isso que vivendo exilado nos EUA desde 2005 Carvalho só faz sucesso entre americanos adeptos de Guénon. Mas no Brasil, o charlatão é adorado como se fosse um bruxo cheio de lábia e magia.

Teitelbaum não sabe ler português. E mesmo os amigos americanos de Carvalho não sabem ler português. Mesmo assim, para desgraça de Carvalho e seu charlatanismo, posso ler fluentemente português e inglês, e estudei suas atividades passadas e atuais. Eu sou o pior pesadelo de seu ocultismo. Mas também estou totalmente treinado para expulsar todos os seus demônios, se ele estiver aberto para se livrar deles.

Embora Carvalho diga que é muito perseguido, a vasta maioria das reportagens e artigos sobre ele em inglês acuradamente o apresentam como um homem com historico ocultista. Um dos maiores livros americanos contra o ocultismo, “War For Eternity: Inside Bannon’s Far-Right Circle of Global Power Brokers” (Guerra pela Eternidade: De Dentro do Círculo Ultra-Direitista de Negociadores Mundiais de Poder), de Benjamin R. Teitelbaum, apresenta os principais nomes da Escola Tradicionalista de Guénon, inclusive Steve Bannon, Julius Evola, Alexander Dugin e Carvalho, que só foi mencionado, ainda que poucas vezes, por causa da muita propaganda que Bolsonaro faz por ele.

Teitelbaum é um escritor judeu americano e seu livro trata do ocultismo na direita nos EUA, na Rússia e no Brasil.

Carvalho não tem ameaçado Teitelbaum e outros americanos que expuseram suas conexões ocultistas, mas ele tem, em vários vídeos, me ameaçado, pedindo para que o governo Bolsonaro e a Polícia Federal me investiguem. A alegação dele é que minhas denúncias contra ele envolvendo a Inquisição e esoterismo são uma ameaça à segurança nacional do Brasil.

A diferença entre ele e eu são grandes. Ele se diz perseguido quando a imprensa americana denuncia suas conexões ocultistas, enquanto durante anos sofri ataques da imprensa esquerdista dos EUA exclusivamente por causa de minhas posturas evangélicas conservadoras contra o o aborto e pecado homossexual.

Enquanto Carvalho é “perseguido” por suas conexões ocultistas, eu sou perseguido pela esquerda e pelo próprio Carvalho por minhas conexões cristãs. Todas as críticas da imprensa americana a Carvalho não são por causa do Cristianismo, mas por causa do ocultismo e direitismo extremista. Todas as críticas da imprensa americana contra mim são por causa do Cristianismo.

Versão em inglês deste artigo: A Charlatan Made in Brazil Exiled in the United States

Fonte: www.juliosevero.com

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